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	<title>Jesus O Cristo &#187; A Expiação</title>
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		<title>O Duplo Efeito da Expiação</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jun 2008 19:13:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Expiação]]></category>
		<category><![CDATA[A Ressurreição de Jesus]]></category>
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		<description><![CDATA[Através da expiação realizada por Jesus Cristo &#8211; uma obra redentora e vicária em favor da humanidade que estava apartada de Deus pelos efeitos do pecado, tanto herdado quanto praticado individualmente &#8211; o caminho está aberto para uma reconciliação, pela qual o homem pode, novamente, entrar em comunhão com Deus e tornar-se digno de habitar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.christ.org/wp-content/uploads/2008/07/christ.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-192" style="float: left; margin: 5px; border: black 3px solid;" title="Christ in Gethsemane" src="http://www.christ.org/wp-content/uploads/2008/07/christ.jpg" alt="Christ Suffering" width="186" height="168" /></a></p>
<p>Através da expiação realizada por <a href="http://www.igrejadejesuscristo.org/jesus_cristo">Jesus Cristo</a> &#8211; uma obra redentora e vicária em favor da humanidade que estava apartada de Deus pelos efeitos do pecado, tanto herdado quanto praticado individualmente &#8211; o caminho está aberto para uma reconciliação, pela qual o homem pode, novamente, entrar em comunhão com Deus e tornar-se digno de habitar de novo e para sempre na presença do seu <a href="http://www.igrejadejesuscristo.org/pai_celestial">Pai Eterno</a>. Esta idéia fundamental está admiravelmente contida na palavra &#8220;expiação&#8221;, que significa &#8220;reconciliação, reparação, compensação&#8221;. O efeito da expiação pode ser convenientemente considerado de duas maneiras: </p>
<p>1 &#8211; Redenção universal da raça humana da morte provocada pela queda de nossos primeiros pais; e </p>
<p>2 &#8211; Salvação, que provê os meios pelos quais são aliviados os efeitos do pecado individual. <span id="more-348"></span></p>
<p>A vitória sobre a morte foi manifestada na ressurreição do Cristo crucificado; Ele foi o primeiro a passar da morte para a imortalidade e assim é adequadamente conhecido como &#8220;as primícias dos que dormem&#8221; (I Coríntios 15:20). Que a ressurreição dos mortos, assim iniciada, se estenderia a todos os que viveram, vivem ou viverão, é atestado por abundante evidência escriturística. Após a ressurreição de nosso Senhor, outros que dormiam no túmulo se levantaram e foram vistos por muitos, não como aparições de espíritos, mas como seres ressurretos possuindo corpos imortais: &#8220;E abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos que dormiam foram ressuscitados. E, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição dele, entraram na cidade santa, e apareceram a muitos&#8221; (Mateus 27:52-53). </p>
<p>Aqueles que então apareceram são chamados de &#8220;santos&#8221;; e outras escrituras confirmam o fato de que somente os justos ressuscitarão nos primeiros estágios da ressurreição, ainda a ser consumada; mas que todos os mortos deverão, por sua vez, retomar corpos de carne e ossos, é estabelecido, além de qualquer dúvida, na palavra revelada. A afirmação direta do Salvador deve ser conclusiva: &#8220;Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão. &#8230;Não vos maravilheis disto; porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação&#8221; (João 5:25,28-29). A doutrina de uma ressurreição universal foi ensinada pelos apóstolos antigos, como também pelos profetas <a href="http://pt.mormonwiki.com/Nefitas">nefitas</a>; e o mesmo é confirmado por revelação dada nos presentes tempos. Mesmo os pagãos, que não conheceram Deus, serão trazidos de suas sepulturas, e, como viveram e morreram na ignorância da lei de salvação, foi provido um meio para que o conhecessem. &#8220;E então as nações pagãs serão redimidas, e os que não conheceram lei alguma tomarão parte na primeira ressurreição; e ser-lhes-á tolerável&#8221; (<a href="http://scriptures.lds.org/pt/dc/45">Doutrina e Convênios 45:54</a>). </p>
<p>Jacó, um profeta nefita, ensinou a universidade da ressurreição e demonstrou a necessidade absoluta de um Redentor, sem o qual os propósitos de Deus na criação do homem seriam vãos. Suas palavras constituem um sumário conciso e poderoso da verdade revelada, tratando, diretamente, do presente assunto: </p>
<p>&#8220;Pois assim como a morte tem efeito sobre todos os homens, para que seja cumprido o plano misericordioso do grande Criador, deve existir um poder de ressurreição e a ressurreição deve vir ao homem em razão da transgressão; e porque os homens se tornaram decaídos, foram afastados da presença do Senhor. Portanto é necessário que haja uma expiação infinita &#8211; porque se a expiação não fosse infinita, esta corrupção não poderia revestir-se de incorrupção. Portanto o primeiro julgamento que recaiu sobre o homem deveria ter durado eternamente. E se assim fosse, esta carne teria que apodrecer e desfazer-se em sua terra mãe, para não mais se levantar. Oh! A sabedoria de Deus, sua misericórdia e graça! Pois eis que se a carne não mais se levantasse, nossos espíritos estariam à mercê daquele anjo que caiu da presença do Eterno Deus e tornou-se o diabo, para não mais se levantar. E nosso espírito deveria tornar-se como ele e nós nos tornaríamos diabos, anjos de um diabo, a fim de sermos afastados da presença de nosso Deus e permanecermos com o pai das mentiras, em miséria, como ele mesmo; sim, como aquele ser que enganou nossos primeiros pais, que se transformou quase em um anjo de luz e incita os filhos dos homens a combinações secretas de crimes e de toda sorte de obras secretas das trevas. Oh! Quão grande é a bondade de nosso Deus, que prepara um caminho para nossa fuga das garras desse terrível monstro, sim, aquele monstro, morte e inferno, que eu chamo morte do corpo e também morte do espírito. E por causa do caminho de liberação de nosso Deus, que prepara um caminho para nossa fuga das garras desse terrível monstro, sim, aquele monstro, morte e inferno, que eu chamo morte do corpo e também morte do espírito. E por causa do caminho de libertação de nosso Deus, o Santo de Israel, essa morte da qual falei, que é a física, libertará seus mortos; essa morte é a sepultura. E essa morte da qual falei, que é a morte espiritual, libertará seus mortos; e essa morte espiritual é o inferno; portanto morte e inferno deverão libertar seus mortos; e o inferno deverá libertar seus espíritos cativos e a sepultura deverá libertar seus corpos cativos; e o corpo e o espírito dos homens serão restituídos um ao outro; e é pelo poder da ressurreição do Santo de Israel. Oh! Quão grande é o plano de nosso Deus! Porque, por outro lado, o paraíso de Deus deverá libertar os espíritos dos justos, e a sepultura, libertar os corpos dos justos; e o espírito e o corpo serão reunidos novamente e todos os homens tornar-se-ão incorruptíveis e imortais e serão almas viventes, tendo um perfeito conhecimento, como nós na carne, com a diferença de que o nosso conhecimento será perfeito. (<a href="http://scriptures.lds.org/pt/2_ne/9">2 Néfi 9:6-13</a>). </p>
<p>A observância da expiação na falta individual, tornando possível ao pecador ser absorvido, através do cumprimento das leis e ordenanças constantes do Evangelho de Jesus Cristo, é atestada de maneira conclusiva pela Escritura. Uma vez que o perdão dos pecados não pode ser assegurado de outra maneira, não havendo no céu ou na Terra outro nome a não ser o de Jesus Cristo, pelo qual os filhos dos homens serão salvos, toda alma necessita da mediação do Salvador, pois todos são pecadores. &#8220;Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus&#8221;, disse Paulo, e João, o apóstolo, adicionou seu testemunho com estas palavras: &#8220;Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós&#8221;. </p>
<p>Quem duvidará da justiça de Deus, que nega salvação a todos os que não cumprem as condições prescritas, através das quais, unicamente, poderá essa salvação ser obtida? Cristo é a &#8220;causa de eterna salvação para todos os que lhe obedecem&#8221;, e Deus &#8220;recompensará cada um segundo suas obras, a saber: a vida eterna aos que, com perseverança em fazer bem, procuram glória, e honra e incorrupção; mas a indignação e a ira aos que são contenciosos, e desobedientes à verdade e obedientes à iniqüidade; tribulação e angústia sobre toda a alma do homem que obra o mal&#8221; (Romanos 2:6-9). </p>
<p>Tal, portanto, é a necessidade de um Redentor, pois, sem Ele, a humanidade permaneceria para sempre no estado decaído, perdendo, inevitavelmente, toda esperança de progresso eterno. A provação mortal representa uma oportunidade de progresso; mas tão grandes são as dificuldades e os perigos, tão</p>
<p>forte é a influência do mal no mundo, e tão fraca é a resistência do homem, que, sem o auxílio de um poder superior ao da humanidade, nenhuma alma encontrará seu caminho de volta a Deus de quem veio. A necessidade de um Redentor reside na capacidade do homem de se elevar do plano temporal para o espiritual, do reino inferior para o superior. Encontramos analogias desta concepção no mundo natural. Reconhecemos uma distinção fundamental entre a matéria inanimada e a matéria viva, entre o inorgânico e o orgânico, entre um mineral sem vida de um lado e a planta ou animal vivente de outro. Dentro das limitações de sua própria ordem, o mineral morto cresce por acréscimo de substância e pode atingir uma condição relativamente perfeita da estrutura e forma, como se vê nos cristais. Mas o mineral, embora trabalhado favoravelmente pelas forças da natureza &#8211; luz, calor, energia elétrica e outras &#8211; nunca pode tornar-se um organismo vivo; nem podem os elementos mortos, através de qualquer processo de combinação química desassociado da vida, entrar nos tecidos da planta para se tornar parte da mesma. Mas a planta, que é de uma ordem superior, encaminha suas raízes para dentro da terra, espalha suas folhas na atmosfera e, através desses órgãos, absorve as soluções do solo, aspira aos gases do ar e, desses materiais sem vida, fabrica os tecidos de sua maravilhosa estrutura. Nenhuma partícula mineral, nenhuma substância química morta jamais se tornou componente de um tecido orgânico, a não ser pela instrumentalidade da vida. Podemos, talvez com proveito, levar a analogia ainda mais adiante. A planta não tem capacidade de elevar o seu próprio tecido ao plano animal. Embora seja reconhecidamente a ordem da natureza que o &#8220;reino animal&#8221; dependa do &#8220;reino vegetal&#8221; para sua subsistência, a substância da planta torna-se parte do organismo animal somente quando este último, de seu plano superior e por sua própria ação vital, incorpora esses compostos vegetais ao seu organismo. Por sua vez, a matéria animal nunca pode tornar-se, mesmo transitoriamente, parte do corpo humano, exceto quando o homem assimila e, por processos vitais de sua própria existência, eleva a substância do animal que lhe deu alimento ao seu plano superior. A comparação aqui empregada é admitidamente frágil, se levada além dos limites razoáveis da aplicação; pois a elevação do mineral ao plano da planta, do tecido vegetal ao nível animal e a elevação de ambos ao plano humano não constituem senão uma mudança temporária; com a dissolução dos tecidos superiores, o material que lá se encontra volta ao nível do inanimado e morto. Mas, como ilustração, a analogia talvez não careça totalmente de valor. </p>
<p>Assim, para que o homem avance do seu atual estado de relativa decadência para a condição superior de uma vida espiritual, é preciso que haja cooperação de um poder acima do seu. Através da operação das leis que prevalecem no reino superior, o homem pode ser alcançado e elevado; não pode salvar a si mesmo por seu próprio esforço, sem auxílio. Um Redentor e Salvador da humanidade é, sem qualquer dúvida, essencial à realização do plano do Pai Eterno, levar a efeito a imortalidade e vida eterna do homem (<a href="http://scriptures.lds.org/pt/moses/1">Moisés 1:39</a>), e esse Redentor e Salvador é Jesus Cristo, além do qual não há e não pode haver outro.  </p>
<p>James Talmage, <em>Jesus o Cristo</em></p>
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		<title>A necessidade da expiação de Jesus Cristo</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jun 2008 19:41:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A morte tornou-se a herança universal; pode reclamar sua vítima na infância ou na juventude, na plenitude da vida ou sua intimação pode ser retardada até que as neves do tempo se tenham acumulado sobre a cabeça encanecida; ela pode ocorrer como resultado de acidente ou doença, por violência ou, como dizemos, através de causas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" title="Walking With Me" src="http://gallery.christ.org/main.php?g2_view=core.DownloadItem&amp;g2_itemId=100&amp;g2_GALLERYSID=TMP_SESSION_ID_DI_NOISSES_PMT" alt="Walking With Me - Greg Olsen" width="140" height="258" />A morte tornou-se a herança universal; pode reclamar sua vítima na infância ou na juventude, na plenitude da vida ou sua intimação pode ser retardada até que as neves do tempo se tenham acumulado sobre a cabeça encanecida; ela pode ocorrer como resultado de acidente ou doença, por violência ou, como dizemos, através de causas naturais; mas virá, como Satanás bem o sabe; e neste conhecimento está o seu atual, embora temporário, triunfo. Mas são os propósitos de Deus, como sempre o foram e sempre o serão, infinitamente superiores aos mais profundos desígnios dos homens ou demônios; e, mesmo antes que o primeiro homem fosse criado na carne, tomaram-se providências contra as maquinações satânicas que pretendiam fazer da morte um mal inevitável, perpétuo e supremo. A expiação a ser efetuada por Jesus Cristo foi estabelecida para sobrepujar a morte e prover um meio de resgate do poder de Satanás.<span id="more-110"></span></p>
<p>Como a penalidade a que está sujeita a queda recaiu sobre a raça humana, através de um ato individual, seria manifestamente injusto e, portanto, impossível como parte do propósito divino, fazer com que todos os homens sofressem as conseqüências da mesma, sem uma providência para a sua libertação. Ademais, uma vez que pela transgressão de um homem o pecado veio ao mundo e a morte foi transmitida a todos, é razoável que a expiação necessária tenha sido efetuada por um homem*. “Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte; assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram. Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação da vida” (Romanos 5:12,18). Assim ensinou o apóstolo Paulo; e ainda: “Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. Porque assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo.” (I Coríntios 15:21,22).</p>
<p>A expiação deveria ser evidentemente um sacrifício vicário, voluntário e inspirado no amor por parte de Jesus; universal em sua aplicação à humanidade, desde que os homens aceitassem os meios de salvação postos ao seu alcance. Para tal missão, poderia ser eleito apenas alguém que não tivesse pecado. Mesmo as vítimas do altar, que a antiga Israel oferecia como propiciação provisória pelas ofensas do povo sob a lei mosaica, tinham quer ser limpas e destituídas de mácula ou imperfeição; de outra maneira, seriam inaceitáveis e a tentativa de oferecê-las era sacrilégio. Jesus Cristo era o único Ser que possuía os requisitos para o grande sacrifício:</p>
<p>1 – Como único Homem sem pecado;</p>
<p>2 – Como o Unigênito do Pai e, portanto, o único Ser nascido na Terra, possuindo em Sua plenitude os atributos tanto de Deus como do homem.</p>
<p>3 – Como o único que tinha sido escolhido no céu e preordenado para esse serviço.</p>
<p>Que outro homem houve sem pecado e, portanto, completamente isento do domínio de Satanás e a quem a morte, salário do pecado, não foi naturalmente devida? Tivesse Jesus Cristo encontrado a morte como os outros homens – resultado do poder que Satanás adquiriu sobre eles, através de seus pecados – Sua morte não teria sido senão uma experiência individual, expiatória apenas de Suas próprias faltas e ofensas. A absoluta inexistência de pecados em Cristo qualificou-O. Sua humildade e voluntariedade tornaram-No aceitável ao Pai, como sacrifício expiatório para a propiciação de todos os pecados dos homens.</p>
<p>Que outro homem viveu com poder para resistir à morte, sobre o qual a morte não poderia prevalecer, senão através de Sua própria submissão? Jesus Cristo, entretanto, não podia ser morto até que “chegasse Sua hora”, sendo esta a hora em que voluntariamente entregasse Sua vida, permitindo Sua própria morte através de um ato espontâneo. Nascido de mãe mortal, Ele herdara a capacidade de morrer; gerado por um Ser imortal, possuía por herança o poder de resistir à morte indefinidamente. Ele literalmente entregou Sua vida; e esta é Sua própria afirmação: “Por isto o Pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la. Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar, e poder para tornar a toma-la” (João 10:17-18). E ainda: “Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo”. (João 5:26). Somente tal Ser poderia conquistar a morte; e ninguém, senão Jesus Cristo, possuía esta condição indispensável ao Redentor do mundo.</p>
<p>Que outro homem veio à Terra com tal desígnio, revestido da autoridade de tal preordenação? Jesus Cristo, no entanto, não se apropriou da missão expiatória. É verdade que Ele Se ofereceu quando do chamado dos céus; é verdade que foi aceito, e no devido tempo veio à Terra, para levar a efeito os termos daquela anuência; mas Ele foi escolhido por Um maior que Ele próprio. Sua afirmação de autoridade teve sempre como essência o fato de que agia sob a direção do pai, como o testemunham estas palavras: “Porque eu desci do céu; não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou” (João 6:30).</p>
<p>*Redenção do efeito da queida – “O Mormonismo aceita a doutrina da queda e o relato da transgressão no Édem, como apresentados em Gênesis; mas afirma que ninguém, senão Adão, pode ou poderá responder pela desobediência de Adão; que a humanidade em geral está completamente absolvida da responsabilidade daquele ‘pecado original’ e que cada um terá que prestar contas apenas de suas próprias transgressões; que Deus tinha presciência da queda, que a mesma foi usada como meio pelo qual se inaugurou a indispensável condição de mortalidade; e que um Redentor foi provido antes que o mundo existisse; que a salvação geral, no que se refere à redenção dos efeitos da queda, é dada a todos sem que a busquem; mas que a salvação individual ou libertação dos efeitos dos pecados pessoais deve ser conquistada pela fé e obras de cada pessoa através da redenção efetuada por Jesus Cristo”.</p>
<p>James Talmage, Jesus, o Cristo e Story and Philosophy of Mormonism</p>
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		<title>Por que Cristo sofreu no Getsemane?</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jun 2008 12:31:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Expiação]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.christ.org/wp-content/uploads/2008/07/gethsemane.jpg"><img class="size-medium wp-image-189 alignleft" style="margin: 7px 10px; vertical-align: text-top; border: black 2px solid;" title="gethsemane" src="http://www.christ.org/wp-content/uploads/2008/07/gethsemane-231x300.jpg" alt="Christ in Gethsemane" width="231" height="300" /></a>De todas as questões que ponderamos sobre o Getsemane, a que certamente mais intriga os estudiosos e os santos é esta: Por que Jesus Cristo sofreu no Getsemane? Os escritores dos Evangelhos nos dizem o que aconteceu naquele lugar, mas não falam com clareza o porquê aquilo aconteceu. Em um esforço para responder a essa pergunta, alguns sugerem que Cristo sofreu porque Ele reconheceu a ingratidão dos homens que não aceitariam o Sacrifício que ele estava fazendo para eles, ou porque ele nos ama e sabia que cometeríamos ou enfrentaríamos no futuro tais pecados, traições, perseguições, etc. Outros afirmam que talvez Cristo sofreu porque Ele percebeu que Ele teria que colocar de lado sua natureza divina e se tornar obediente a morte, se tornando, portanto, um &#8220;Servo sofrido&#8221;, ou ser requerido de desistir de tudo de bom que ele poderia fazer em sua vida. Ainda, outros sugerem que Seu sofrimento simplesmente veio de seu desejo de encontrar outro meio para ser o Messias, ao invés do meio que o Pai havia planejado. Comumente, alguns concluem que a dor e o sofrimento de Jesus Cristo vieram devido ao medo do que ele sabia que estava para acontecer, até mesmo sua morte na cruz e o sofrimento e humilhação que ele passaria antes disto&#8230;<span id="more-310"></span></p>
<p>Os Santos dos Últimos Dias ( mórmons ou SUDs) entendem que não foi simplesmente o medo da morte que estava por vir, nem a traição, as dificuldades ou outras coisas que fizeram o Salvador questionar se ele precisava tomar da amarga taça e recuar, mas algo mais imediato e muito maior em significância (<a href="http://scriptures.lds.org/pt/dc/19">Doutrina e Convênios 19:18</a>). Como o Salvador revelou através de <a href="http://profetajosephsmith.org/">Joseph Smith</a>, &#8220;Pois eis que eu, Deus, sofri essas coisas por todos, para que não precisem sofrer caso se arrependam; mas se não se arrependerem, terão que sofrer assim como eu sofri; sofrimento que fez com que eu, Deus, o mais grandioso de todos, tremesse de dor e sangrasse por todos os poros; e sofresse, tanto no corpo como no espírito &#8211; e desejasse não ter de beber a amarga taça e recuar &#8211; todavia, gloria seja para o Pai; eu bebi e terminei meus preparativos para os filhos dos homens&#8221; (<a href="http://scriptures.lds.org/pt/dc/19">Doutrina e Convênios 19:16-19</a>).</p>
<p>O Rei Benjamim [um profeta no antigo continente americano] ensinou seu povo a mesma verdade: &#8220;E eis que sofrerá tentações e dores corporais, fome, sede e cansaço maiores do que o homem pode suportar sem morrer; eis que sairá sangue de cada um de seus poros, tão grande será a sua angustia pelas iniqüidades e abominações de seu povo&#8221; (<a href="http://scriptures.lds.org/pt/mosiah/3">Mosias 3:7</a>). O Salvador ressuscitado prestou testemunho semelhantes aos descendentes de Leí reunidos no templo de Abundância: &#8220;E eis que eu sou a luz e a vida do mundo; e bebi da taça amarga que o Pai me deu e glorifiquei o Pai, tomando sobre mim os pecados do mundo, no que me submeti à vontade do Pai em todas as coisas desde o princípio&#8221; (<a href="http://scriptures.lds.org/pt/3_ne/11">3 Néfi 11:11</a>). Jacó adicionou o seu testemunho a esta verdade: &#8220;E ele vem ao mundo para salvar todos os homens, se eles derem ouvidos a sua voz; pois eis que ele sofre as dores dos homens, sim, as dores de toda criatura vivente, tanto homens como mulheres e crianças, que pertencem à família de Adão&#8221; (<a href="http://scriptures.lds.org/pt/2_ne/9">2 Néfi 9:21</a>).</p>
<p>Assim entendemos que a causa primária do sofrimento do Salvador foi por nós, ao tomar sobre si todas as dores, todos os sofrimentos e todo o peso, medo e angústia de nossos pecados e assim realizando o Sacrifício infinito. Embora muita de sua angústia viesse pela humilhação, tortura e crucificação que ele passaria após a traição e o julgamento, podemos entender que grande parte de seu incrível sacrifício ocorreu no Getsemane.</p>
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		<title>Tocado com o Sentimento de nossas Enfermidades</title>
		<link>http://jesusocristo.org/93/tocado-com-o-sentimento-de-nossas-enfermidades</link>
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		<pubDate>Fri, 30 May 2008 17:57:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Era necessário, quando o Salvador estava sobre a Terra, que Ele fosse tentado em todos os pontos, assim como nós, e “ser tocado com o sentimento de nossas enfermidades”, para compreender a fraqueza e a força, as perfeições e as imperfeições da pobre decaída natureza humana (Hebreus 4:15). E tendo concluído o objetivo pelo qual [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Era necessário, quando o Salvador estava sobre a Terra, que Ele fosse tentado em todos os pontos, assim como nós, e “ser tocado com o sentimento de nossas enfermidades”, para compreender a fraqueza e a força, as perfeições e as imperfeições da pobre decaída natureza humana (Hebreus 4:15). E tendo concluído o objetivo pelo qual veio ao mundo; tendo que lutar contra a hipocrisia, corrupção, fraqueza e imbecilidade do homem; tendo enfrentado a tentação e os desafios em todas variadas formas, e vencido; ele se tornou um “sumo sacerdote fiel” para interceder por nós no eterno reino do Pai (Hebreus 2:17).<span id="more-93"></span></p>
<p>Ele sabe como estimar e colocar um valor próprio sobre a natureza humana, pois ele, tendo sido colocado na mesma posição que estamos, sabe como lidar com nossas fraquezas e enfermidades, e pode compreender completamente a profundeza, poder e força das aflições e dificuldades que o homem tem que passar neste mundo. E assim, através de conhecimento e por experiência, ele pode os ajudar.</p>
<p>Ensinamentos dos Presidentes da Igreja, John Taylor, 53.</p>
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		<title>Novas Criaturas em Cristo</title>
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		<pubDate>Mon, 12 May 2008 14:32:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Expiação]]></category>
		<category><![CDATA[A Ressurreição de Jesus]]></category>
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		<category><![CDATA[O Novo Testamento]]></category>
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		<description><![CDATA[Paulo ensina que para vir a Cristo é preciso entrar em um novo reino de existência, um reino espiritual. É abandonar a morte e vir para a vida, expulsar o mal e as trevas e aprender a caminhar em retidão e na luz. “Ou não sabeis”, perguntou Paulo aos romanos, “que todos quantos fomos batizados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Paulo ensina que para vir a Cristo é preciso entrar em um novo reino de existência, um reino espiritual. É abandonar a morte e vir para a vida, expulsar o mal e as trevas e aprender a caminhar em retidão e na luz. “Ou não sabeis”, perguntou Paulo aos romanos, “que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte? De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.<span id="more-81"></span> Porque, se fomos plantados juntamente com ele na semelhança de sua morte, também o seremos na da sua ressurreição; sabendo isso, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado” (Romanos 6:3-6).</p>
<p>A nova vida em Cristo requer nova energia, um novo dinamismo, uma nova fonte de força e poder. Esse poder é Cristo. Frequentemente as pessoas passam por emoção, fazem o bem e realizam seus deveres, mas encontram pouca satisfação em fazê-los. Um escritor Cristão ofereceu o seguinte pensamento:</p>
<p>“Existem poucas coisas tão entediantes quanto ser um religioso, mas não há nada mais animador do que ser um Cristão!</p>
<p>A maioria das pessoas nunca descobriu a diferença entre uma e outra, tanto que há aqueles que sinceramente tentam viver uma vida que eles não tem, substituindo religião por Deus, Cristianismo por Cristo, e seus próprios nobres empenham energia, alegria e poder do Espírito Santo. Na ausência da realidade, eles podem apenas se ater a um ritual e obstinadamente defender o posterior na ausência do anterior, a menos que não sejam encontrados sem ambos!</p>
<p>Eles são lâmpadas sem óleos, carros sem combustível, e canetas sem tintas, confundidos em sua próprio impotência na ausência de todas que o sozinho pode fazer um homem funcional; pois o homem foi arquitetado assim por Deus que a presença do Criador dentro da criatura é indispensável para Sua humanidade. Cristo deu de Si mesmo para nós para Se dar a nós! Sua presença coloca Deus de volta no homem! Ele veio para que possamos ter vida – a vida de Deus!</p>
<p>Existem aqueles que tem uma vida que eles nunca viveram. Eles vieram a Cristo e agradeceram a Ele apenas pelo que Ele fez, mas não vivem o poder do que Ele é. Entre Jesus que “era” e o Jesus que “será” eles vivem um vácuo espiritual, tentando sem nenhum zelo viver uma vida Cristã que apenas Ele pode viver através deles” (W. Iam Thomas, Classic Christianity, 1989).</p>
<p>Os discípulos de Jesus precisam se esforçar para fazer o que é certo. Eles devem cumprir com o seu dever na Igreja e no lar, mesmo quando não têm vontade de fazê-lo. Eles não podem apenas largar o trabalho do reino para outros porque eles não foram mudados e renascidos. Mas isso não significa que eles precisam permanecer desta maneira. Cada um de nós pode mudar; podemos mudar; devemos mudar; e é o Senhor quem ira operar essa mudança em nós. Vir a Cristo requer mais do que ser purificado, tão importante quanto isso. É requerido ser preenchido. Falamos com freqüência da importância de sermos purificados, ou santificados. É ter o Espírito Santo, que não é um revelador apenas, mas um santificador, removendo sujeiras e manchas de nossa alma. Referimos a este processo como “batismo pelo fogo”. Ser purificado é essencial, mas parar ali é parar uma grande seqüência de bênçãos. Paulo apresenta a idéia (em certo sentido) de nos pregar na cruz de Cristo – pregar nosso antigo eu, o antigo homem ou mulher de pecados. Ele escreveu: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim. E a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim” (Gálatas 2:20).</p>
<p>Isso é uma nova vida em Cristo.</p>
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		<title>O poder redentor da Expiação</title>
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		<pubDate>Mon, 12 May 2008 14:31:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Expiação]]></category>
		<category><![CDATA[Ensinamentos de Jesus]]></category>
		<category><![CDATA[Arrependimento]]></category>
		<category><![CDATA[Clemência]]></category>
		<category><![CDATA[Condições]]></category>
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		<description><![CDATA[A Queda de Adão trouxe para o mundo tanto a morte física, que é a separação do corpo e do espírito: “Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto &#8230;” ( Tiago 2:26), e a morte espiritual, que é a separação de Deus ou a alienação das coisas de Deus (ver Alma 12:32). [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Queda de Adão trouxe para o mundo tanto a morte física, que é a separação do corpo e do espírito: “Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto &#8230;” ( Tiago 2:26), e a morte espiritual, que é a separação de Deus ou a alienação das coisas de Deus (ver Alma 12:32). A Expiação de Cristo nos redime dos efeitos da Queda. “Redenção” ensinou o Elder Bruce R. McConkie, “são duas coisas: condicional e incondicional” (Doutrina Mórmon, 2d ed., Bookcraft, 1966, p. 623). <span id="more-80"></span></p>
<p>A redenção incondicional provê dois dons gratuitos para a humanidade. O primeiro dom incondicional é que todos que já viveram na mortalidade serão redimidos de sua morte física através da ressurreição, porque Jesus “[provou] a morte por todos” (Hebreus 2:9). João registrou o próprio testemunho do Salvador: “E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação” (João 5:29).</p>
<p>Quer seja justo ou injusto, todos serão ressuscitados com um corpo imortal, nunca mais sujeito a morte ou a dores, doenças e fatigas do corpo mortal (Alma 11:41-45). Eu vim a apreciar essas bênçãos quando adolescente. Meu pai sofria com os efeitos da diabetes, incluindo a perda de visão nos últimos dois anos de sua vida. Embora Eu tenho experimentado uma grande perda quando meu pai morreu…, eu senti paz sabendo que seu espírito seria reunido novamente um dia com um corpo físico perfeito que seria livre das aflições físicas que ele havia sofrido em sua vida. Eu regozijei por saber que seu falecimento havia restaurado sua visão e que ele podia ver sua família pela primeira vez depois que havia ficado sego. “E disse-lhes Jesus: Eu vim a este mundo… a fim de que os que não vêem vejam” (João 9:39).</p>
<p>A segunda bênção incondicional da Expiação é expressada em nossa segunda Regra de Fé: “Cremos que os homem serão punidos por seus próprios pecados e não pela transgressão de Adão”. Embora todos sejamos certamente influenciados pela Queda de Adão (ou seja, todos experimentamos a dor, sofrimento, doenças e a morte), a misericórdia infinita de Cristo nos protege da punição pela transgressão de Adão ou pelos pecados de qualquer outra pessoa. Podemos sofrer por causa dos pecados de outra pessoa, mas esse sofrimento não ocorre como punição imposta por Deus. Para Deus punir uma pessoa pelo pecado de outra seria injusto. João registrou as palavras de Jesus: “E também o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo” (João 5:22) e “o meu juízo é justo” (João 5:30).</p>
<p>A redenção da morte física é incondicional, mas a redenção da morte espiritual não é. “A redenção condicional” disse o Elder McConkie, “é sinônimo com exaltação ou vida eterna. Ela vem pela graça de Deus juntamente com as boas obras e redenção inclusa do efeito de ambas quedas temporal e espiritual” (Doutrina Mórmon, 6:23). Nos alienamos de Deus e morremos espiritualmente quando pecamos. E devido ao pecado, João ponderou, todos têm a necessidade da Expiação: “Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós.” (1 João 1:8). João explica mais adiante que a Expiação provê redenção da morte espiritual sobre condições de arrependimento e obediência subseqüente e assim faz o “renascimento” espiritual possível: “Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.” “Em verdade, em verdade vos digo que, se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte.” (João 3:3-5, 8:51). “Mas se alguém pecar e se arrepender”, testifica João, “temos um advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo; e ele é a propiciação para nossos pecados: e não apenas para o nosso, mas também para os pecados de todo o mundo” (TJS, 1 João 2:1-2).</p>
<p>A palavra Expiação literalmente significa se reconciliar ou ser um – ser um com Deus. Jesus, que foi uno com o Pai, media uma conciliação entre Deus e portanto somos “trazidos novamente em comunhão com o Pai, e [somos] capacitados a viver e avançar como seres ressuscitados nos mundos eternos” (James E. Talmage em Hugh B, Brown, A Vida Abundante, 1965, p. 315). Por assim fazer, Jesus, o “autor e finalizador de nossa fé” respondeu os fins da lei, assim levando a efeito nossa felicidade eterna, a qual é o fim ou o “objeto e desígnio de nossa existência” (Ensinamentos do Profeta Joseph Smith, 1976, 255)…</p>
<p>Arrependimento condicional requer que nos arrependamos completamente de todos os nosso pecados. O arrependimento que traz perdão completo requer sofrimento. Spencer W. Kimball disse: “Não pode haver perdão sem um arrependimento real e total, e não pode haver arrependimento total sem punição”. O pecador não arrependido precisa pagar completamente o preço do pecado (Portar o Sacerdócio Dignamente, Ensign, 1975, 78).</p>
<p>Pode o pecador arrependido escapar totalmente dos sofrimentos, ou ele ainda será sujeito a parte da demanda da justiça? Pode o pecador arrependido satisfazer a demanda da justiça por seu próprio sofrimento, por seu próprio trabalho de arrependimento?</p>
<p>Dallin H. Oaks, um apostolo do Senhor, respondeu essas perguntas. Ele disse:</p>
<p>“Esses versículos significam que uma pessoa que se arrepende não precisa sofrer por causa de todo a punição suportada pelo Salvador? [Não, elas significam] que a pessoa que se arrepende não precisa sofrer “como” o Salvador sofreu por aqueles pecados. Os pecadores que estão se arrependendo experimentarão algum sofrimento, mas, por causa de seu arrependimento e por causa da Expiação, eles não experimentarão todo a… extensão do sofrimento que o Salvador sofreu por aquele pecado… O sofrimento que impele o transgressor em direção ao arrependimento é seu ou sofrimento. Mas o sofrimento que satisfaz as demandas da justiça para toda transgressão arrependida é o sofrimento de nosso Salvador e Redentor… Alguns transgressores… [perguntam] “Por que eu preciso sofrer afinal?”… Agora que eu disse me desculpe, por que você não pode me dar apenas misericórdia e esquecer tudo sobre o acontecido? O transgressor arrependido precisa ser mudado, e as condições do arrependimento, incluindo a confissão e o sofrimento pessoal, são essenciais para cumprir essa mudança. Excluir um transgressor destas condições o privaria das mudanças necessárias para a Salvação” (O Que Pensais de Cristo, Ensign, nov. 1988, 67).</p>
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		<title>O Poder Qualificador da Expiação</title>
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		<pubDate>Fri, 09 May 2008 14:11:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Expiação]]></category>
		<category><![CDATA[Expiação]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus Cristo]]></category>
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		<category><![CDATA[Redenção]]></category>

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		<description><![CDATA[Na Conferência Geral de outubro de 1995 de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (frequentemente chamada de ‘Igreja Mórmon’), presidente Boyd K. Packer, um dos apóstolos atuais, disse: “Exceto pelos poucos que [agiram] para a perdição, não há habito, vício, rebelião, transgressão, apostasia, ninguém excluso da promessa do perdão completo. Essa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na Conferência Geral de outubro de 1995 de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (frequentemente chamada de ‘Igreja Mórmon’), presidente Boyd K. Packer, um dos apóstolos atuais, disse:</p>
<p>“Exceto pelos poucos que [agiram] para a perdição, não há habito, vício, rebelião, transgressão, apostasia, ninguém excluso da promessa do perdão completo. Essa é a promessa da expiação de Cristo” (A Manhã Brilhante do Perdão, Ensign, nov. 1995, p. 20).<span id="more-78"></span></p>
<p>Claramente a expiação tem o poder de nos redimir de nossos pecados e dos efeitos da Queda. Mas a Expiação tem o poder de nos qualificar. Qualificar significa “tornar capaz”; dar poder, meios ou habilidades; tornar competente. O poder redentor da Expiação a qual é ativada pela fé em Jesus Cristo, nos torna poderoso, capaz, competente e santo. É o poder que compensa quando fazemos os nosso melhor e ainda caímos. É o poder que magnífica nossas habilidades, nos permitindo alcançar coisas além de nossa capacidade natural. É o poder que nos qualifica para continuar tentando mesmo quando sentimos vontade de desistir. É o poder pelo qual “nascemos novamente” (João 3:3) e nos tornamos perfeitos (João 17:23).</p>
<p>Expiação é a reconciliação do homem com Deus. No contexto das escrituras, expiar significa sofrer a penalidade pelo pecado, removendo assim os efeitos da transgressão do pecador arrependido e permitindo-lhe reconciliar-se com Deus. Jesus Cristo foi o único ser capaz de realizar uma expiação perfeita por toda a humanidade. Ele pôde fazer isto por ter sido escolhido e preordenado no Grande Conselho que se realizou antes que o mundo fosse formado, por ser filho literal de Deus e por ter vivido sem pecado. Sua expiação inclui o sofrimento pelos pecados da humanidade, o derramamento de seu sangue, sua morte e ressurreição.</p>
<p>Nossa meta não é apenas nos tornarmos limpos. Nossa meta é nos tornar como Deus! Mas não podemos fazer isso por nós mesmos. C.S. Lewis disse:</p>
<p>“Quando eu era uma criança, tinha dores de dente com freqüência, e eu sabia que se eu procurasse minha mãe ela me daria alguma coisa que diminuiria a dor por aquela noite e me deixaria dormir. Mas eu não procurei minha mãe – pelo menos não até a dor ficar muito pior… Eu não duvidava que ela me daria uma aspirina; mas eu sabia que ela faria algo mais. Eu sabia que ela me levaria ao dentista na manhã seguinte. Eu não podia conseguir dela algo que eu queria sem conseguir algo mais, o qual eu não queria. Eu queria alivio imediato para a dor, mas eu não podia conseguir isso sem [também ir ao dentista].</p>
<p>Nosso Senhor é como o dentista… Dezenas de pessoas o procuram para ser curados de algum pecado particular do qual se envergonham… ou o qual obviamente deteriora a vida diária… Bem, Ele irá curar isto, mas Ele não vai parar ali. Aquilo pode ser tudo o que você pediu; mas uma vez que você o chama, Ele lhe dará um tratamento completo… ‘Não cometa erros’ diz Ele, ‘se você me permitir, eu lhe farei perfeito. O momento em que se colocar em minhas mãos, é por isso que está aqui. Nada menos do que isso. Você tem livre escolha, e se você escolher, você pode me expulsar. Mas se não fizer isso, entenda que eu farei esse trabalho… Eu nunca descansarei, nem deixarei você descansar, até que esteja literalmente perfeito – até que meu Pai possa dizer sem reservas que Ele está satisfeito com você, bem como Ele me disse que estava satisfeito comigo”.</p>
<p>Ainda assim – esse é um outro lado igualmente importante disto – esse Ajudante que irá, na longa jornada, estar satisfeito por nada menos do que a absoluta perfeição, ele também ficará encantado com a primeira debilitação, os tropeços no esforço que fará amanhã para realizar as mais simples tarefas.</p>
<p>Assim como o poder redentor da Expiação, o poder qualificador é possível pela graça de Deus. Podemos, por nosso pecados, nos desqualificar espiritualmente. Mas não podemos, sem Sua ajuda, nos tornar espiritualmente capazes. Ele é a fonte de nosso poder. Se aceitarmos Sua expiação e fazermos da nossa vontade a Dele, podemos nos “ligar” nessa fonte infalível de poder e energia.</p>
<p>Sperry Symposium Classics, 2006, Brigham Young University &amp; Deseret Book, 169-170.</p>
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		<title>A Queda e a Expiação de Jesus Cristo</title>
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		<pubDate>Fri, 02 May 2008 16:33:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Expiação]]></category>
		<category><![CDATA[A Ressurreição de Jesus]]></category>
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		<category><![CDATA[Esforço sem ajuda]]></category>
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		<category><![CDATA[Vida após a morte]]></category>
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		<description><![CDATA[Que a ignorância e irreflexão não nos guiem ao erro de supormos que a presciência do Pai quanto ao que aconteceria, em dadas condições, haja determinado que o mesmo acontecesse. Não era seu desígnio que as almas dos homens se perdessem; pelo contrário, era e é sua obra e glória “levar a efeito a imortalidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Que a ignorância e irreflexão não nos guiem ao erro de supormos que a presciência do Pai quanto ao que aconteceria, em dadas condições, haja determinado que o mesmo acontecesse. Não era seu desígnio que as almas dos homens se perdessem; pelo contrário, era e é sua obra e glória “levar a efeito a imortalidade e vida eterna do homem” (Moisés 1:39). Não obstante, Ele viu o mal em que Seus Filhos por certo cairiam; e com infinito amor e misericórdia, estabeleceu meios para evitar o terrível efeito, com a condição de que o transgressor decidisse beneficiar-se dos mesmos. <span id="more-73"></span>A oferta do Primogênito de estabelecer, através de Seu próprio ministério entre os homens, o Evangelho de salvação e de sacrificar-Se, através de trabalho, humilhação e sofrimento mesmo até à morte, foi aceita, tornando-se o plano preordenado de redenção do homem da morte, de sua eventual salvação dos efeitos do pecado e de sua possível exaltação através de atos virtuosos.</p>
<p>Segundo o plano adotado no conselho dos Deuses, o homem foi criado como espírito dotado de corpo; seu tabernáculo de carne foi composto de elementos terrenos. Recebeu mandamentos e leis, tendo liberdade para obedecer ou não – sob a condição justa e inevitável de que deveria gozar ou sofrer os resultados naturais de sua escolha. Adão, o primeiro homem colocado sobre a terra em seguimento ao plano estabelecido, e Eva, que lhe foi dada como companheira e associada, indispensável à missão a ele designada de povoar a Terra, desobedeceram ao mandamento expresso de Deus, causando a “queda do homem”, com a qual foi iniciado o estado atual, que tem a morte como um dos seus elementos essenciais. Não nos propomos a considerar aqui, extensamente, a doutrina da queda; para a ocorrência e suas assombrosas conseqüências.</p>
<p>A mulher foi enganada e, em direta violação ao mandamento e conselho, partilhou do corpo degenerou-se, tornando-se sujeito à morte. Adão compreendeu a disparidade que havia surgido entre si e sua companheira e, percebendo ainda que de maneira incompleta a situação, acompanhou-a em sua desobediência, tornando-se, assim, seu parceiro na degeneração corporal.</p>
<p>O homem e a mulher tornaram-se mortais; condescendendo no uso de alimento inadequado à sua natureza e condição, contra o qual havia sido especificamente advertido, e como resultado inevitável da sua de desobediência à lei e mandamento divino, tornaram-se sujeitos a enfermidades físicas e fraquezas corporais, que se transformaram em herança natural da humanidade, desde essa época. Aqueles corpos, que antes da queda haviam sido perfeitos em forma e funcionamento, estavam agora sujeitos à eventual dissolução ou morte. O arquitentador, através de cujos sofismas, meias-verdades e abjetas fraudes Eva havia sido enganada era Satanás ou Lúcifer, o rebelde e decaído “filho da manhã”, cuja proposta envolvendo a destruição da liberdade do homem havia sido rejeitada no conselho dos céus, e que havia sido “lançado à terra”, ele e seus anjos, como espíritos sem corpos, para nunca penetrarem no tabernáculo de um corpo próprio. Em um ato de represália diabólica, seguindo sua rejeição no conselho, a derrota por Miguel e as hostes celestiais, e sua ignominiosa expulsão do céu, Satanás planejou destruir os corpos nos quais os espíritos fiéis – aqueles que haviam conservado seu primeiro estado – nasceriam; e o ato de enganar Eva não foi senão um estágio inicial daquele infernal esquema.</p>
<p>A morte tornou-se a herança universal; pode reclamar sua vítima na infância ou na juventude, na plenitude da vida ou sua intimação pode ser retardada até que as neves do tempo se tenham acumulado sobre a cabeça encanecida; ela pode ocorrer como resultado de acidente ou doença, por violência ou, como dizemos, através de causas naturais; mas virá, como Satanás bem o sabe; e neste conhecimento está o seu atual, embora temporário, triunfo. Mas são os propósitos de Deus, como sempre o foram e sempre o serão, infinitamente superiores aos mais profundos desígnios dos homens ou demônios; e, mesmo antes que o primeiro homem fosse criado na carne, tomaram-se providências contra as maquinações satânicas que pretendiam fazer da morte um mal inevitável, perpétuo e supremo. A expiação a ser efetuada por Jesus Cristo foi estabelecida para sobrepujar a morte e prover um meio de resgate do poder de Satanás.</p>
<p>Como a penalidade a que está sujeita a queda recaiu sobre a raça humana, através de um ato individual, seria manifestamente injusto e, portanto, impossível como parte do propósito divino, fazer com que todos os homens sofressem as conseqüências da mesma, sem uma providência para a sua libertação. Ademais, uma vez que pela transgressão de um homem o pecado veio ao mundo e a morte foi transmitida a todos, é razoável que a expiação necessária tenha sido efetuada por um homem. “Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte; assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram. Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação da vida” (Romanos 5:12,18). Assim ensinou o apóstolo Paulo; e ainda: “Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. Porque assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo.” (I Coríntios 15:21,22).</p>
<p>A expiação deveria ser evidentemente um sacrifício vicário, voluntário e inspirado no amor por parte de Jesus; universal em sua aplicação à humanidade, desde que os homens aceitassem os meios de salvação postos ao seu alcance. Para tal missão, poderia ser eleito apenas alguém que não tivesse pecado. Mesmo as vítimas do altar, que a antiga Israel oferecia como propiciação provisória pelas ofensas do povo sob a lei mosaica, tinham quer ser limpas e destituídas de mácula ou imperfeição; de outra maneira, seriam inaceitáveis e a tentativa de oferece-las era sacrilégio. Jesus Cristo era o único Ser que possuía os requisitos para o grande sacrifício:</p>
<p>1 – Como único Homem sem pecado;</p>
<p>2 – Como o Unigênito do Pai e, portanto, o único Ser nascido na Terra, possuindo em Sua plenitude os atributos tanto de Deus como do homem.</p>
<p>3 – Como o único que tinha sido escolhido no céu e preordenado para esse serviço.</p>
<p>Que outro homem houve sem pecado e, portanto, completamente isento do domínio de Satanás e a quem a morte, salário do pecado, não foi naturalmente devida? Tivesse Jesus Cristo encontrado a morte como os outros homens – resultado do poder que Satanás adquiriu sobre eles, através de seus pecados – Sua morte não teria sido senão uma experiência individual, expiatória apenas de Suas próprias faltas e ofensas. A absoluta inexistência de pecados em Cristo qualificou-O. Sua humildade e voluntariedade tornaram-No aceitável ao Pai, como sacrifício expiatório para a propiciação de todos os pecados dos homens.</p>
<p>Que outro homem viveu com poder para resistir à morte, sobre o qual a morte não poderia prevalecer, senão através de Sua própria submissão? Jesus Cristo, entretanto, não podia ser morto até que “chegasse Sua hora”, sendo esta a hora em que voluntariamente entregasse Sua vida, permitindo Sua própria morte através de um ato espontâneo. Nascido de mãe mortal, Ele herdara a capacidade de morrer; gerado por um Ser imortal, possuía por herança o poder de resistir à morte indefinidamente. Ele literalmente entregou Sua vida; e esta é Sua própria afirmação: “Por isto o Pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la. Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar, e poder para tornar a toma-la” (João 10:17-18). E ainda: “Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo”. (João 5:26). Somente tal Ser poderia conquistar a morte; e ninguém, senão Jesus Cristo, possuía esta condição indispensável ao Redentor do mundo.</p>
<p>Que outro homem veio à Terra com tal desígnio, revestido da autoridade de tal preordenação? Jesus Cristo, no entanto, não se apropriou da missão expiatória. É verdade que Ele Se ofereceu quando do chamado dos céus; é verdade que foi aceito, e no devido tempo veio à Terra, para levar a efeito os termos daquela anuência; mas Ele foi escolhido por Um maior que Ele próprio. Sua afirmação de autoridade teve sempre como essência o fato de que agia sob a direção do pai, como o testemunham estas palavras: “Porque eu desci do céu; não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou” (João 6:38).</p>
<p>Através da expiação realizada por Jesus Cristo – uma obra redentora e vicária em favor da humanidade que estava apartada de Deus pelos efeitos do pecado, tanto herdado quanto praticado individualmente – o caminho está aberto para uma reconciliação, pela qual o homem pode, novamente, entrar em comunhão com Deus e tornar-se digno de habitar de novo e para sempre na presença do seu Pai Eterno. Esta idéia fundamental está admiravelmente contida na palavra “expiação”, que significa “reconciliação, reparação, compensação”. O efeito da expiação pode ser convenientemente considerado de duas maneiras:</p>
<p>1 – Redenção universal da raça humana da morte provocada pela queda de nossos primeiros pais; e</p>
<p>2 – Salvação, que provê os meios pelos quais são aliviados os efeitos do pecado individual.</p>
<p>A vitória sobre a morte foi manifestada na ressurreição do Cristo crucificado; Ele foi o primeiro a passar da morte para a imortalidade e assim é adequadamente conhecido como “as primícias dos que dormem” (I Coríntios 15:20). Que a ressurreição dos mortos, assim iniciada, se estenderia a todos os que viveram, vivem ou viverão, é atestado por abundante evidência escriturística. Após a ressurreição de nosso Senhor, outros que dormiam no túmulo se levantaram e foram vistos por muitos, não como aparições de espíritos, mas como seres ressurretos possuindo corpos imortais: “E abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos que dormiam foram ressuscitados. E, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição dele, entraram na cidade santa, e apreceram a muitos” (Mateus 27:52-53).</p>
<p>Aqueles que então apareceram são chamados de “santos”; e outras escrituras confirmam o fato de que somente os justos ressuscitarão nos primeiros estágios da ressurreição, ainda a ser consumada; mas que tosos os mortos deverão, por sua vez, retomar corpos de carne e ossos, é estabelecido, além de qualquer dúvida, na palavra revelada. A afirmação direta do Salvador deve ser conclusiva: “ Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão. &#8230;Não vos maravilheis disto; porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação” (João 5:25,28-29). A doutrina de uma ressurreição universal foi ensinada pelos apóstolos antigos, como também pelos profetas nefitas; e o mesmo é confirmado por revelação dada nos presentes tempos. Mesmo os pagãos, que não conheceram Deus, serão trazidos de suas sepulturas, e, como viveram e morreram na ignorância da lei de salvação, foi provido um meio para que o conhecessem. “E então as nações pagãs serão redimidas, e os que não conheceram lei alguma tomarão parte na primeira ressurreição; e ser-lhes-á tolerável” (Doutrina e Convênios 45:54).</p>
<p>Jacó, um profeta nefita, ensinou a universidade da ressurreição e demonstrou a necessidade absoluta de um Redentor, sem o qual os propósitos de Deus na criação do homem seriam vãos. Suas palavras constituem um sumário conciso e poderoso da verdade revelada, tratando, diretamente, do presente assunto:</p>
<p>“Pois assim como a morte tem efeito sobre todos os homens, para que seja cumprido o plano misericordioso do grande Criador, deve existir um poder de ressurreição e a ressurreição deve vir ao homem em razão da transgressão; e porque os homens se tornaram decaídos, foram afastados da presença do Senhor. Portanto é necessário que haja uma expiação infinita – porque se a expiação não fosse infinita, esta corrupção não poderia revestir-se de incorrupção. Portanto o primeiro julgamento que recaiu sobre o homem deveria ter durado eternamente. E se assim fosse, esta carne teria que apodrecer e desfazer-se em sua terra mãe, para não mais se levantar. Oh! A sabedoria de Deus, sua misericórdia e graça! Pois eis que se a carne não mais se levantasse, nossos espíritos estariam à mercê daquele anjo que caiu da presença do Eterno Deus e tornou-se o diabo, para não mais se levantar. E nosso espírito deveria tornar-se como ele e nós nos tornaríamos diabos, anjos de um diabo, a fim de sermos afastados da presença de nosso Deus e permanecermos com o pai das mentiras, em miséria, como ele mesmo; sim, como aquele ser que enganou nossos primeiros pais, que se transformou quase em um anjo de luz e incita os filhos dos homens a combinações secretas de crimes e de toda sorte de obras secretas das trevas. Oh! Quão grande é a bondade de nosso Deus, que prepara um caminho para nossa fuga das garras desse terrível monstro, sim, aquele monstro, morte e inferno, que eu chamo morte do corpo e também morte do espírito. E por causa do caminho de liberação de nosso Deus, que prepara um caminho para nossa fuga das garras desse terrível monstro, sim, aquele monstro, morte e inferno, que eu chamo morte do corpo e também morte do espírito. E por causa do caminho de libertação de nosso Deus, o Santo de Israel, essa morte da qual falei, que é a física, libertará seus mortos; essa morte é a sepultura. E essa morte da qual falei, que é a morte espiritual, libertará seus mortos; e essa morte espiritual é o inferno; portanto morte e inferno deverão libertar seus mortos; e o inferno deverá libertar seus espíritos cativos e a sepultura deverá libertar seus corpos cativos; e o corpo e o espírito dos homens serão restituídos um ao outro; e é pelo poder da ressurreição do Santo de Israel. Oh! Quão grande é o plano de nosso Deus! Porque, por outro lado, o paraíso de Deus deverá libertar os espíritos dos justos, e a sepultura, libertar os corpos dos justos; e o espírito e o corpo serão reunidos novamente e todos os homens tornar-se-ão incorruptíveis e imortais e serão almas viventes, tendo um perfeito conhecimento, como nós na carne, com a diferença de que o nosso conhecimento será perfeito. (2 Néfi 9:6-13).</p>
<p>A observância da expiação na falta individual, tornando possível ao pecador ser absorvido, através do cumprimento das leis e ordenanças constantes do Evangelho de Jesus Cristo, é atestada de maneira conclusiva pela Escritura. Uma vez que o perdão dos pecados não pode ser assegurado de outra maneira, não havendo no céu ou na Terra outro nome a não ser o de Jesus Cristo, pelo qual os filhos dos homens serão salvos, toda alma necessita da mediação do Salvador, pois todos são pecadores. “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”, disse Paulo, e João, o apóstolo, adicionou seu testemunho com estas palavras: “Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós”.</p>
<p>Quem duvidará da justiça de Deus, que nega salvação a todos os que não cumprem as condições prescritas, através das quais, unicamente, poderá essa salvação ser obtida? Cristo é a “causa de eterna salvação para todos os que lhe obedecem”, e Deus “recompensará cada um segundo suas obras, a saber: a vida eterna aos que, com perseverança em fazer bem, procuram glória, e honra e incorrupção; mas a indignação e a ira aos que são contenciosos, e desobedientes à verdade e obedientes à iniqüidade; tribulação e angústia sobre toda a alma do homem que obra o mal” (Romanos 2:6-9).</p>
<p>Tal, portanto, é a necessidade de um Redentor, pois, sem Ele, a humanidade permaneceria para sempre no estado decaído, perdendo, inevitavelmente, toda esperança de progresso eterno. A provação mortal representa uma oportunidade de progresso; mas tão grandes são as dificuldades e os perigos, tão forte é a influência do mal no mundo, e tão fraca é a resistência do homem, que, sem o auxílio de um poder superior ao da humanidade, nenhuma alma encontrará seu caminho de volta a Deus de quem veio. A necessidade de um Redentor reside na capacidade do homem de se elevar do plano temporal para o espiritual, do reino inferior para o superior. Encontramos analogias desta concepção no mundo natural. Reconhecemos uma distinção fundamental entre a matéria inanimada e a matéria viva, entre o inorgânico e o orgânico, entre um mineral sem vida de um lado e a planta ou animal vivente de outro. Dentro das limitações de sua própria ordem, o mineral morto cresce por acréscimo de substância e pode atingir uma condição relativamente perfeita da estrutura e forma, como se vê nos cristais. Mas o mineral, embora trabalhado favoravelmente pelas forças da natureza – luz, calor, energia elétrica e outras – nunca pode tornar-se um organismo vivo; nem podem os elementos mortos, através de qualquer processo de combinação química desassociado da vida, entrar nos tecidos da planta par se tornar parte da mesma. Mas a planta, que é de uma ordem superior, encaminha suas raízes para dentro da terra, espalha suas folhas na atmosfera e, através desses órgãos, absorve as soluções do solo, aspira aos gases do ar e, desses materiais sem vida, fabrica os tecidos de sua maravilhosa estrutura. Nenhuma partícula mineral, nenhuma substância química morta jamais se tornou componente de um tecido orgânico, a não ser pela instrumentalidade da vida. Podemos, talvez com proveito, levar a analogia ainda mais adiante. A planta não tem capacidade de elevar o seu próprio tecido ao plano animal. Embora seja reconhecidamente a ordem da natureza que o “reino animal” dependa do “reino vegetal” para sua subsistência, a substância da planta torna-se parte do organismo animal somente quando este último, de seu plano superior e por sua própria ação vital, incorpora esses compostos vegetais ao seu organismo. Por sua vez, a matéria animal nunca poder tornar-se, mesmo transitoriamente, parte do corpo humano, exceto quando o homem assimila e, por processos vitais de sua própria existência, eleva a substância do animal que lhe deu alimento ao seu plano superior. A comparação aqui empregada é admitidamente frágil, se levada além dos limites razoáveis da aplicação; pois a elevação do mineral ao plano da planta, do tecido vegetal ao nível animal e a elevação de ambos ao plano humano não constituem senão uma mudança temporária; com a dissolução dos tecidos superiores, o material que lá se encontra volta ao nível do inanimado e morto. Mas, como ilustração, a analogia talvez não careça totalmente de valor.</p>
<p>Assim, para que o homem avance do seu atual estado de relativa decadência para a condição superior de uma vida espiritual, é preciso que haja cooperação de um poder acima do seu. Através da operação das leis que prevalecem no reino superior, o homem pode ser alcançado e elevado; não pode salvar a si mesmo por seu próprio esforço, sem auxílio. Um Redentor e Salvador da humanidade é, sem qualquer dúvida, essencial à realização do plano do Pai Eterno, levar a efeito a imortalidade e vida eterna do homem, e esse Redentor e Salvador é Jesus Cristo, além do qual não há e não pode haver outro (Moisés 1:39).</p>
<p>James Talmage, Jesus o Cristo</p>
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