Archive for the ‘A Ressurreição de Jesus’ Category

Jesus Cristo no Mormonismo

terça-feira, abril 17th, 2012

Por Roy

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (com frequência chamada erroneamente de Igreja Mórmon) está centrada em Jesus Cristo. Os Mórmons frequentemente são acusados de não serem Cristão, mas está é uma declaração ridícula. Os Santos dos Últimos Dias acreditam Jesus Cristo é o Filho de Deus e o Redentor e Salvador do mundo. Ele é o único caminho de volta para Deus.

No Novo Testamento o apóstolo João disse “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” (João 1:1 – 5, 14).

A doutrina que Jesus Cristo é o Verbo, conforme citado pelo Apostolo João, é central para o Cristianismo, incluindo o Mormonismo. Jesus Cristo veio ao mundo e através Dele o mundo será salvo. Ele é o Unigênito do Pai na carne. Ele é também o Grande Exemplo para a humanidade. E através do poder redentor de Sua expiação, todas as pessoas que se arrependerem de seus pecados e aceitar a plenitude do evangelho eterno poderão voltar um dia a presença de Deus.

O Apostolo Paulo em sua carta aos Efésios disse: “E demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério, que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou por meio de Jesus Cristo;” (Efésios 3:9). Nosso Senhor Jesus Cristo, sobe a direção do Pai, criou os céus e a terra e tudo o que neles há. A doutrina Mórmon ensina isso.

A Expiação é o grande ato de amor que Jesus Cristo demonstrou por toda a humanidade. A Expiação nos possibilita voltar a presença do Pai através da obediência às ordenanças do evangelho. Um dos maiores dons da Expiação é o poder que ganhamos de vencer a morte através da ressurreição. “Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E também os que dormiram em Cristo estão perdidos.
Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens. Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, e foi feito as primícias dos que dormem. Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo.
Mas cada um por sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda. Depois virá o fim, quando tiver entregado o reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo o império, e toda a potestade e força. Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés. Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte.” (1 Coríntios 15:16-26).

A doutrina Mórmon, bem como as doutrinas básicas Cristãs, ensinam que durante Seu ministério terreno, o Salvador estabeleceu Seu evangelho e Sua Igreja. Após Sua ressurreição, Ele apareceu a Seus Apóstolos e deu autoridade (o Sacerdócio) para pregar o evangelho a todas as nações e a continuar a ministrar na igreja. Muitas pessoas, entretanto, não acreditam nos ensinamentos dos profetas e apóstolos. Foi-lhes ensinado o evangelho mas eles o rejeitaram. Aqui é onde a doutrina Mórmon se diferencia de outras doutrinas Cristãs. Eventualmente, houve uma grande rejeição da plenitude do evangelho de Jesus Cristo, um periodo conhecido como A Grande Apostasia. Isto aconteceu quando os apóstolos foram mortos e aqueles que tomaram os seus lugares começaram a misturar filosofias com a doutrina pura, se desviando, assim, da verdade do evangelho. Este período durou muitos anos.

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias ensina que o sacerdócio de Deus foi restaurada para a terra depois de séculos de apostasia. No ano de 1820, um rapaz chamado Joseph Smith recebeu uma visão do Pai e do Seu Filho Jesus Cristo lhe falando que a plenitude do evangelho de Jesus Cristo havia sido perdida na terra. Joseph Smith, um jovem fazendeiro iletrado, foi chamado como profeta de Deus nesta dispensação para restaurar o evangelho em sua totalidade. No dia 15 de maio de 1829, em cumprimento a profecia de que o evangelho e a autoridade de Deus seriam restaurados,  João, o Batista, apareceu para Joseph e restaurou o Sacerdócio Aarônico. Algum tempo depois Pedro, Tiago e João apareceram e restauram o Sacerdócio de Melquisedeque.

Embora nenhum de nós tenhamos total conhecimento das coisas que Deus nos dá, podemos seguir o exemplo de profetas fiéis, como Moroni, que guardou os mandamentos de Deus apesar da iniquidade tão presente em seus dias. Moroni compartilhou a conselho que seu pai havia lhe dado perto de fim de sua vida: ”  Sê fiel em Cristo, meu filho; e oxalá não te aflijam as coisas que te escrevi, a ponto de causar-te a morte, mas possa Cristo animar-te; e os seus sofrimentos e a sua morte e a manifestação do seu corpo a nossos pais e sua misericórdia e longanimidade e a esperança de sua glória e da vida eterna permaneçam em tua mente para sempre. E que a graça de Deus, o Pai, cujo trono se acha nas alturas dos céus, e de nosso Senhor Jesus Cristo, que se assenta à mão direita de seu poder até que todas as coisas se sujeitem a ele, te acompanhe e permaneça contigo para sempre.” (Livro de Mórmon, Moroni 9:25-26).

Recursos Adicionais:

Mais sobre a visão dos Mórmons sobre Jesus Cristo

Crenças Mórmons

Link vídeo sobre Jesus Cristo (em inglês)

Roy Patrick trabalha atualmente como Agente de Call Center nas Filipinas. Ele serviu uma missão de tempo integral em San Francisco, Califórnia. Sua família é uma das pioneiras de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias na Ilha Panay, Filipinas.

Iniciativa de Páscoa Via Internet Convida as Pessoas a Compartilharem Seu Testemunho de Jesus Cristo

sábado, abril 7th, 2012

Os membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias estão entusiasticamente se unindo a uma iniciativa na internet para expressar suas crenças em Jesus Cristo e o que Ele significa para eles. A Páscoa é tempo em que os cristãos celebram a Ressurreição do Filho de Deus. Os Santos dos Últimos Dias acreditam que Cristo sofreu por nossos pecados no Jardim do Getsêmani, morreu na cruz, em seguida, levantou-se do túmulo no terceiro dia, conferindo a toda a humanidade o dom da ressurreição.

A iniciativa na internet, patrocinado pela Igreja no site Mormon.org, funcionará sexta, sábado e domingo, dias 6, 7 e 8 de abril de 2012. O Departamento Missionário da Igreja explicou que esta será uma oportunidade única para que os mórmons compartilhem seu testemunho pessoal de Jesus Cristo com as pessoas de outras religiões.

O Nascimento de Cristo: Filho de Davi, Filho do Homem, Filho de Deus, Salvador

quarta-feira, dezembro 14th, 2011

Keith L. Brown é um converso à Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e serve como Líder de Grupo dos Sumo Sacerdotes na Ala Annapolis Maryland.

O infante que estava na manjedoura em Belém não era uma criança comum. Algumas pessoas O chamaram de filho de Davi. Outros O chamaram de filho de José. As escrituras O chamam de o filho de Davi, o filho de Maria, o filho do homem, o Filho de Deus. Ele, cujo nome é Emanuel, que significa Deus conosco, nasceu para ser o Rei dos reis e o Senhor dos senhores. Esta criança era o Messias prometido – mesmo Jesus o Cristo, o Filho Unigênito de Deus. Por centenas de anos profecias tinha falado do nascimento de um Messias, e naquela noite estrelada na cidade de Davi, aquele que iria cumprir as profecias nasceu em um estábulo humilde tendo uma manjedoura como berço.

No Livro de Mórmon, em 3 Néfi 1: 13 lemos: “Levanta a cabeça e tem bom ânimo; pois eis que é chegada a hora e esta noite será dado o sinal; e amanhã virei ao mundo para mostrar ao mundo que cumprirei tudo aquilo que fiz com que fosse dito pela boca de meus santos profetas “.

Seja por sua própria voz ou pela boca dos Seus santos profetas, Deus sempre cumpre Suas promessas. No Grande Conselho no Céu, nosso Pai Celestial prometeu enviar um Salvador que iria expiar os nossos pecados para que pudéssemos viver com Ele novamente. O apóstolo João dá testemunho disso e nos diz como registrado em João 3:16-17: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo através Dele pudesse ser salvo”.

Como o Pai Celestial enviou Seu Filho para a terra? Ele O enviou como um bebê recém-nascido e lhe permitiu aprender e crescer, assim como nós aprendemos e crescemos. Lemos em Lucas 2:40 que “e o menino crescia, e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria: e a graça de Deus estava sobre ele”. Durante toda a sua vida mortal Ele fez tudo de acordo com a vontade de Seu Pai, que O tinha enviado. E por causa do Seu grande amor por nós, Ele estava disposto a dar a Sua vida em resgate pela nossa, tornando-se o ultimo sacrifício. (mais…)

O Sacrifício de Jesus

segunda-feira, maio 2nd, 2011

Os Mórmons acreditam que ninguém fez nem nunca poderá fazer um sacrifício maior do que o de Jesus Cristo. Quando Ele morreu na cruz, ele tomou sobre Si os pecados do mundo para que não os tivéssemos que carrega-los sozinhos. Seu sacrifício nos dá a oportunidade de aceita-Lo e viver no reino de Deus para sempre. Seu sacrifício mostrou um imenso amor por todos nós. Em João 1:17, lemos que Jesus foi o “Cordeiro de Deus” enviado para nos salvar e nos ajudar a retornar ao Pai Celestial.

Jesus se sacrificou pela humanidade durante Seu ministério terreno. Ele passou a maior parte de Seu tempo ensinando e servindo aos outros. Ele conduziu sua vida de acordo com a vontade de Deus, e não de acordo com a Sua. Ele passou grande parte de Seu tempo orando ao Senhor para guia-Lo e ajuda-Lo, como na noite em que deu o Sermão da Montanha. Sua vida centrou-se nas pessoas. Ele visitou e comeu com todos os tipos de pessoas, mesmo aqueles que eram menosprezados. Ele não fazia acepção de pessoas e via a beleza em cada uma delas. Jesus nunca procurou riquezas, dinheiro ou fama. Ele não estava interessado em perseguir divertimentos fúteis. Em Lucas 10:38-42, Jesus nos aconselhou a não nos preocuparmos com os bens materiais. Ele viveu uma vida humilde porque Ele sabia que esses bens não satisfazem e não trazem plena alegria. Ele liderou com bondade, sem se importar consigo mesmo. Ele sabia o que trazia verdadeira felicidade na vida. Ele encontrou felicidade em servir ao próximo e compartilhar o evangelho. O Novo Testamento é cheio de relatos de Jesus Cristo dando bênçãos e curando os doentes. Seu ministério terreno foi dedicado a se sacrificar pelo próximo. Através Jesus Cristo aprendemos que a felicidade pode ser obtida do sacrifício pelo próximo e a Deus.

Seu ultimo e máximo sacrifício foi quando ofereceu sua Vida sobre a cruz. Ele expiou pelos pecados do mundo. E nunca reclamou ou murmurou a despeito do fato que ele era perfeito Seu julgamento foi ilegal em muitos aspectos. Imagine a dor que ele sofreu enquanto morria por nós no monte do Calvário. Jesus Cristo deve ter um amor perfeito por cada um de nós para ser capaz de suportar tal dor.

Como membros da Igreja Mórmon, procuramos seguir Seu exemplo diariamente. Ele demonstrou uma fé perfeita no Pai Celestial. Ele fez tudo aquilo que foi requerido Dele, mesmo se fosse dor e agonia. Houve momentos em que parecia que Ele havia sacrificado muito. Como Mórmons nos é requerido que frequentemos as reuniões semanais da Igreja, paguemos nossos dízimos, e servimos ao próximo. Algumas vezes parece que o Senhor pede muito. Mas se seguirmos o exemplo de Cristo, nos daremos conta de que nossos sacrifícios não são nada comparados ao que Cristo teve que suportar. O livro de Mórmon testifica que a expiação é o maior dom que alguém poderia nos conceder. Por causa de Seu sacrifício, poderemos viver eternamente com Deus.

Ensinamentos de Jesus

terça-feira, abril 26th, 2011

O Duplo Efeito da Expiação

quinta-feira, junho 26th, 2008

Christ Suffering

Através da expiação realizada por Jesus Cristo – uma obra redentora e vicária em favor da humanidade que estava apartada de Deus pelos efeitos do pecado, tanto herdado quanto praticado individualmente – o caminho está aberto para uma reconciliação, pela qual o homem pode, novamente, entrar em comunhão com Deus e tornar-se digno de habitar de novo e para sempre na presença do seu Pai Eterno. Esta idéia fundamental está admiravelmente contida na palavra “expiação”, que significa “reconciliação, reparação, compensação”. O efeito da expiação pode ser convenientemente considerado de duas maneiras: 

1 – Redenção universal da raça humana da morte provocada pela queda de nossos primeiros pais; e 

2 – Salvação, que provê os meios pelos quais são aliviados os efeitos do pecado individual.  (mais…)

Novas Criaturas em Cristo

segunda-feira, maio 12th, 2008

Paulo ensina que para vir a Cristo é preciso entrar em um novo reino de existência, um reino espiritual. É abandonar a morte e vir para a vida, expulsar o mal e as trevas e aprender a caminhar em retidão e na luz. “Ou não sabeis”, perguntou Paulo aos romanos, “que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte? De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida. (mais…)

A Queda e a Expiação de Jesus Cristo

sexta-feira, maio 2nd, 2008

Que a ignorância e irreflexão não nos guiem ao erro de supormos que a presciência do Pai quanto ao que aconteceria, em dadas condições, haja determinado que o mesmo acontecesse. Não era seu desígnio que as almas dos homens se perdessem; pelo contrário, era e é sua obra e glória “levar a efeito a imortalidade e vida eterna do homem” (Moisés 1:39). Não obstante, Ele viu o mal em que Seus Filhos por certo cairiam; e com infinito amor e misericórdia, estabeleceu meios para evitar o terrível efeito, com a condição de que o transgressor decidisse beneficiar-se dos mesmos. (mais…)

Quais são os primeiros registros sobre a morte e ressurreição de Jesus?

sexta-feira, fevereiro 22nd, 2008

Se os livros do Novo Testamento fossem impressos na ordem em que foram originalmente escritos, as cartas de Paulo apareceriam primeiro. Suas primeiras cartas – 1 e 2 Tessalonicenses, Gálatas, 1 e 2 Corintios e Romanos – foram escritas por volta de 49 a 57 D.C. (talvez Gálatas tenha sido escrito até mesmo antes), antes de Mateus, Lucas, e João fossem escritos e praticamente contemporâneo do Evangelho de Marcos. Portanto, os registros dos primeiros escritos das ultimas horas de Jesus na Terra – a Ultima Ceia na quinta, a fatídica crucificação na sexta e a gloriosa ressurreição no primeiro domingo de Páscoa – são encontradas nas cartas de Paulo.

As primeiras referências explicitas desses eventos são encontradas na primeira carta de Paulo aos Corintios, escrita por volta de 57 D.C. Paulo notou: “Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor , até que venha.” (1 Corintios 11:23-26). Isso não foi tudo. Mais tarde, na mesma carta, Paulo escreve a seus leitores: “Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, E que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.” (1 Corintios 15:3-4).

Esses três aspectos da missão de Jesus – que ele morreu, foi sepultado e se levantou novamente – está ecoado em muitas outras cartas de Paulo. Essas três outras referencias frequentemente representam apenas alusões e referencias implícitas aos eventos totalmente detalhados nas narrativas dos Evangelhos. Entretanto, os registros de Paulo provêem evidencias escritas demonstrando que um registro oral da vida de Jesus goza uma circulação por toda a bacia mediterrânea antes dos Evangelhos serem registrados.

O que é Kerygma?

quinta-feira, fevereiro 21st, 2008

O termo grego (Kerigma) significa “proclamação” e se refere às primeiras pregações tradicionais sobre Jesus, particularmente sobre sua morte e ressurreição. Os discursos de Pedro e Paulo em Atos e as cartas atribuídas a eles revelam traços dessas tradições, as quais podem ter sido fonte de materiais importantes para os escritores dos Evangelhos.