Archive for the ‘Doutrinas mormons’ Category

Jesus Cristo e o Sacramento

terça-feira, maio 8th, 2012

O Sacramento na Igreja Mórmon

Ao refletir sobre minha infância, eu me lembro de partilhar do Sacramento de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (inadvertidamente chamada de “Igreja Mórmon” pela mídia). Os jovens rapazes, que possuíam o Sacerdócio de Deus, abençoavam e partiam o pão e então o passava para a congregação; eles então abençoavam a água e, de igual maneira, passavam as bandejas com os pequenos copos com água para a congregação. Eu me lembro, também, que minha mãe sabiamente pegava meus lápis de cor e me dava um livro de gravuras para que eu pudesse ver as gravuras de Jesus durante seu tempo sagrado. Eu ainda não entendia o simbolismo por trás do sacramento (no Catolicismo, e em outras religiões, pode ser conhecido como Comunhão, ou como Eucaristia), mas eu me lembro que o pão tinha o gosto melhor que qualquer pão que eu podia comer em casa. Mesmo antes de ter a idade suficiente para me batizar (para os Mórmons 8 anos de idade), eu tentei reproduzir este sabor em minha própria cozinha, colocando uma fatia de pão e partindo em pequenos pedaços como os que eu vi na Igreja. Então eu os comi como lanche assistindo um desenho na televisão. Fiquei triste quando percebi que não tinha o mesmo gosto! Com o tempo eu vim a entender que a razão pela qual eu pensava que o gosto era melhor na Igreja não era apenas pelo tamanho do pão, mas pelo significado que havia por trás de tudo. Deixe-me explicar:

Momentos antes de Jesus Cristo entrar no Jardim do Getsemane, Ele, junto com seus Doze Apóstolos, se reuniram no cenáculo, onde eles tiveram a Última Ceia. Ao término deste encontro importante, Jesus de Nazaré instituiu o Sacramento (ver Mateus 26:26-29). Ali, o Salvador falou para Seus discípulos partilharem do pão em lembrança do sacrifício de Seu corpo, e para beber do cálice em lembrança do Seu sangue que foi derramado para a remissão dos pecados. Embora os Santos dos Últimos Dias (Mórmons) não acreditam em transubstanciação – a mudança literal da água e do pão em sangue e corpo de Cristo – acreditamos que os emblemas representam plenamente e nos lembram de Seu sacrifício supremo por nossos pecados, e nos enche com Seu espírito ao renovarmos semanalmente o comprometimento para que Seu sacrifício se aplique a nós. Certamente o Espírito envolvido em lembrar Daquele que sacrificou sua vida por nós faria com que uma criancinha amasse qualquer coisa (até mesmo o gosto bom do pão) que esteja associada a esta ordenança (um ato formal e sagrado realizado pela autoridade do Sacerdócio – o poder de Deus na terra).

Quando partilhamos do sacramento, renovamos o convenio (um acordo entre Deus e o homem) que fazemos no batismo. Ao fazê-lo, prometemos tomar sobre nós o nome de Cristo, prometemos que sempre nos lembraremos Dele e prometemos que guardaremos todos os seus mandamentos (ver Doutrina e Convênios 20:77, 79; Moroni 4:3, 5:2). Para cada convênio que o homem guarda, Deus promete uma bênção. Na oração sacramental aprendemos que o Salvador faz convênio conosco de que sempre teremos Seu Espírito conosco. Que benção maior poderia haver?

Quando o Salvador morreu, ele era o “grande e último sacrifício” (ver Alma 34:13). O Elder Bruce R. McConkie (falecido membro do Quórum dos Doze Apóstolos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias) disse profeticamente, quando declarou: “Jesus, celebrando a festa da Páscoa, assim, dignificando e cumprindo a lei em sua totalidade, inicio o sacramento do Senhor. O Sacrifício começou e o sacramento iniciou. Era o fim da era antiga e o inicio da nova era. O sacrifício aguardava com expectativa o sangue derramado e a carne dilacerada do Cordeiro de Deus. O sacramento era para ser em lembrança do sangue derramado e da carne dilacerada, os emblemas, pão e vinho, tipificando algo tão completo como tinha sido o derramamento de sangue animal em seus dias” (McConkie, Comentários Doutrinários do Novo Testamento, 1:719 – 720).

Segue, abaixo, a instrução do Senhor para a oração sacramental, conforme encontrado no livro de escrituras modernas conhecido como Doutrina e Convênios, na seção 20:77, 79:

77 Ó Deus, Pai Eterno, nós te rogamos em nome de teu Filho, Jesus Cristo, que abençoes e santifiques este pão para as almas de todos os que partilharem dele, para que o comam em lembrança do corpo de teu Filho e testifiquem a ti, ó Deus, Pai Eterno, que desejam tomar sobre si o nome de teu Filho e recordá-lo sempre e guardar os mandamentos que ele lhes deu, para que possam ter sempre consigo o seu Espírito. Amém.

79 Ó Deus, Pai Eterno, nós te rogamos em nome de teu Filho, Jesus Cristo, que abençoes e santifiques este vinho para as almas de todos os que beberem dele, para que o façam em lembrança do sangue de teu Filho, que por eles foi derramado, e testifiquem a ti, ó Deus, Pai Eterno, que sempre se lembram dele, para que possam ter consigo o seu Espírito. Amém.

As bênçãos do sacramento (comunhão) são mais preciosas do que qualquer cosia que o mundo pode imaginar em oferecer. Uma das bênçãos gloriosas do batismo é que somos limpos através de Jesus Cristo. Eu sei que cometi erros depois que batizei, e é por isto que sou realmente grata por todo domingo eu poder frequentar a reunião sacramental para renovar meus convênios batismais com Deus e ser limpa novamente – contanto que eu tenha um “coração quebrantado e um espírito contrito” (ver Livro de Mórmon: Outro Testamento de Jesus Cristo: 3 Néfi 9:20).

Escrito por Ashley Bell, uma membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Igreja Mórmon), graduada pela BYU em Gestão de Recreação, é esposa e está grávida de seu primeiro filho. Ashley reside em Talyorsville, Utah.

Recursos Adicionais:

Frequente uma igreja Mórmon próximo a sua casa

Assista ou leia o que os Apóstolos e Profeta têm falado recentemente

Jesus Cristo no Mormonismo

terça-feira, abril 17th, 2012

Por Roy

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (com frequência chamada erroneamente de Igreja Mórmon) está centrada em Jesus Cristo. Os Mórmons frequentemente são acusados de não serem Cristão, mas está é uma declaração ridícula. Os Santos dos Últimos Dias acreditam Jesus Cristo é o Filho de Deus e o Redentor e Salvador do mundo. Ele é o único caminho de volta para Deus.

No Novo Testamento o apóstolo João disse “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” (João 1:1 – 5, 14).

A doutrina que Jesus Cristo é o Verbo, conforme citado pelo Apostolo João, é central para o Cristianismo, incluindo o Mormonismo. Jesus Cristo veio ao mundo e através Dele o mundo será salvo. Ele é o Unigênito do Pai na carne. Ele é também o Grande Exemplo para a humanidade. E através do poder redentor de Sua expiação, todas as pessoas que se arrependerem de seus pecados e aceitar a plenitude do evangelho eterno poderão voltar um dia a presença de Deus.

O Apostolo Paulo em sua carta aos Efésios disse: “E demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério, que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou por meio de Jesus Cristo;” (Efésios 3:9). Nosso Senhor Jesus Cristo, sobe a direção do Pai, criou os céus e a terra e tudo o que neles há. A doutrina Mórmon ensina isso.

A Expiação é o grande ato de amor que Jesus Cristo demonstrou por toda a humanidade. A Expiação nos possibilita voltar a presença do Pai através da obediência às ordenanças do evangelho. Um dos maiores dons da Expiação é o poder que ganhamos de vencer a morte através da ressurreição. “Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E também os que dormiram em Cristo estão perdidos.
Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens. Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, e foi feito as primícias dos que dormem. Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo.
Mas cada um por sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda. Depois virá o fim, quando tiver entregado o reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo o império, e toda a potestade e força. Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés. Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte.” (1 Coríntios 15:16-26).

A doutrina Mórmon, bem como as doutrinas básicas Cristãs, ensinam que durante Seu ministério terreno, o Salvador estabeleceu Seu evangelho e Sua Igreja. Após Sua ressurreição, Ele apareceu a Seus Apóstolos e deu autoridade (o Sacerdócio) para pregar o evangelho a todas as nações e a continuar a ministrar na igreja. Muitas pessoas, entretanto, não acreditam nos ensinamentos dos profetas e apóstolos. Foi-lhes ensinado o evangelho mas eles o rejeitaram. Aqui é onde a doutrina Mórmon se diferencia de outras doutrinas Cristãs. Eventualmente, houve uma grande rejeição da plenitude do evangelho de Jesus Cristo, um periodo conhecido como A Grande Apostasia. Isto aconteceu quando os apóstolos foram mortos e aqueles que tomaram os seus lugares começaram a misturar filosofias com a doutrina pura, se desviando, assim, da verdade do evangelho. Este período durou muitos anos.

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias ensina que o sacerdócio de Deus foi restaurada para a terra depois de séculos de apostasia. No ano de 1820, um rapaz chamado Joseph Smith recebeu uma visão do Pai e do Seu Filho Jesus Cristo lhe falando que a plenitude do evangelho de Jesus Cristo havia sido perdida na terra. Joseph Smith, um jovem fazendeiro iletrado, foi chamado como profeta de Deus nesta dispensação para restaurar o evangelho em sua totalidade. No dia 15 de maio de 1829, em cumprimento a profecia de que o evangelho e a autoridade de Deus seriam restaurados,  João, o Batista, apareceu para Joseph e restaurou o Sacerdócio Aarônico. Algum tempo depois Pedro, Tiago e João apareceram e restauram o Sacerdócio de Melquisedeque.

Embora nenhum de nós tenhamos total conhecimento das coisas que Deus nos dá, podemos seguir o exemplo de profetas fiéis, como Moroni, que guardou os mandamentos de Deus apesar da iniquidade tão presente em seus dias. Moroni compartilhou a conselho que seu pai havia lhe dado perto de fim de sua vida: ”  Sê fiel em Cristo, meu filho; e oxalá não te aflijam as coisas que te escrevi, a ponto de causar-te a morte, mas possa Cristo animar-te; e os seus sofrimentos e a sua morte e a manifestação do seu corpo a nossos pais e sua misericórdia e longanimidade e a esperança de sua glória e da vida eterna permaneçam em tua mente para sempre. E que a graça de Deus, o Pai, cujo trono se acha nas alturas dos céus, e de nosso Senhor Jesus Cristo, que se assenta à mão direita de seu poder até que todas as coisas se sujeitem a ele, te acompanhe e permaneça contigo para sempre.” (Livro de Mórmon, Moroni 9:25-26).

Recursos Adicionais:

Mais sobre a visão dos Mórmons sobre Jesus Cristo

Crenças Mórmons

Link vídeo sobre Jesus Cristo (em inglês)

Roy Patrick trabalha atualmente como Agente de Call Center nas Filipinas. Ele serviu uma missão de tempo integral em San Francisco, Califórnia. Sua família é uma das pioneiras de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias na Ilha Panay, Filipinas.

Por Que Deus Permite Que O Mal Exista?

segunda-feira, março 26th, 2012

Muitas pessoas no mundo questionam a existência de Deus, elas não compreendem por que um amoroso criador permite que aconteçam coisas tão terríveis como as que presenciamos a cada dia. Esses males, no entanto, são uma parte necessária da mortalidade, e com um pouco de estudo podemos vir a compreender melhor porque existem. Estudar a Bíblia pode ser parte desse processo; A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (muitas vezes chamada equivocadamente de Igreja Mórmon) possui outros livros de escritura, como o Livro de Mórmon, que contém revelações que explicam com maior clareza o propósito desta existência.

Porque é necessário que haja uma oposição em todas as coisas. Se assim não fosse … não haveria retidão nem iniquidade nem santidade nem miséria nem bem nem mal. Portanto é preciso que todas as coisas sejam compostas em uma; pois se fossem um só corpo, deveriam permanecer como mortas, não tendo vida nem morte, nem corrupção nem incorrupção, nem felicidade nem miséria, nem sensibilidade nem insensibilidade. (2 Néfi 2 : 11).

Sem a escuridão, não há luz. Sem o amargo, não há o doce. Todas essas coisas são subjetivas e necessitam ser comparadas com a oposição para serem compreendidas. Para conhecermos o que é o bem, a santidade, a justiça, a felicidade, a alegria, devemos conhecer os seus opostos. Até que tenhamos experimentado algo amargo, não podemos fazer comparações, a fim de conhecer ou entender aquilo que é doce.

Esta oposição também nos dá a oportunidade de crescer e aprender. Elas criam uma luta física, mental e espiritual que molda o caráter, da mesma forma que a pressão forma os diamantes, o exercício desenvolve resistência, e o estudo desenvolve a inteligência.

E se fores lançado na cova ou nas mãos de assassinos e receberes sentença de morte; se fores lançado no abismo; se vagas encapeladas conspirarem contra ti; se ventos furiosos se tornarem teus inimigos; se os céus se cobrirem de escuridão e todos os elementos se unirem para obstruir o caminho; e, acima de tudo, se as próprias mandíbulas do inferno escancararem a boca para tragar-te, sabe, meu filho, que todas essas coisas te servirão de experiência e serão para o teu bem. (Doutrina e Convênios 122:7)

Como pode algo ruim ser para o nosso bem? Tenho certeza que todos nós podemos pensar em exemplos terríveis de mal que simplesmente não se encaixam com esta escritura. O abuso de crianças. Pessoas mortas por motoristas bêbados. Crianças desnutridas em países do terceiro mundo. Os mortos por desastres naturais ou atos de terrorismo. Vítimas de sequestro, tráfico de seres humanos, estupro e assassinato. Como pode qualquer uma dessas experiências ser boa? Em alguns casos, elas podem ajudar a construir a força de caráter e gerar oportunidades para as vítimas anunciarem a Cristo, através do amor e da compaixão concedidos pelo perdão. Ao presenciar o sofrimento alheio também temos a chance de exercer a caridade, porém isso parece um pequeno consolo para um sofrimento tão grande.

Nosso período nesta terra, no entanto, é um tempo para que possamos exercitar o nosso arbítrio, com o qual Deus nunca interferirá. Fazê-lo seria eliminar o propósito da nossa mortalidade. Muito do mal e do sofrimento no mundo é o resultado das escolhas que os homens fazem exercendo seu arbítrio. Nossas escolhas produzem consequências inevitáveis e irreversíveis, bem como nos confere a responsabilidade por tais consequências.

Portanto os homens são livres segundo a carne; e todas as coisas de que necessitam lhes são dadas. E são livres para escolher a liberdade e a vida eterna por meio do grande Mediador de todos os homens, ou para escolherem o cativeiro e a morte, de acordo com o cativeiro e o poder do diabo; pois ele procura tornar todos os homens tão miseráveis como ele próprio. (2 Néfi 2:27)

As consequências de escolher o mal produzem um efeito cascata de longo alcance. Sofrem os inocentes, enquanto os responsáveis parecem às vezes nem mesmo sentir uma pequena parte de suas escolhas. Mas haverá um tempo onde se fara um acerto de contas em que todas as coisas serão colocadas em ordem. Um exemplo e uma explicação maravilhosa disto pode ser encontrada no Livro de Mórmon, quando os missionários Alma e Amuleque foram presos, os iníquos resolverem queimar todos aqueles que haviam sido convertidos a Cristo em uma grande fogueira. Amuleque perguntou a Alma por que eles não deveriam estender a mão e, pelo poder de Deus, salvar essas mulheres e crianças inocentes de uma morte horrenda.

Alma, porém, disse: O Espírito constrange-me a não estender a mão; porque eis que o Senhor as recebe para si em glória; e permite que eles façam isto, ou seja, que o povo lhes faça isto segundo a dureza de seu coração, para que os julgamentos a que em sua cólera os submeter sejam justos; e o sangue dos inocentes servirá de testemunho contra eles, sim, e clamará fortemente contra eles no último dia. (Alma 14:11)

Se Deus impedisse todas as maldades do mundo, como poderia o juízo final fazer justiça? Seria justo punir alguém por um ato que teria cometido? Nossas próprias leis mostram a futilidade de tal conceito. Embora seja algo terrível ficar parado enquanto alguém comete um ato maligno, esse é o único modo em fazer que a punição seja justa, nenhum tribunal vai simplesmente punir alguém por algo que nunca fez. Sabemos, no entanto, que mesmo que o Senhor não impeça o mal, Ele chora por causa da maldade que existe nos corações dos filhos dos homens.

E aconteceu que o Deus do céu olhou o restante do povo e chorou; e Enoque prestou testemunho disso, dizendo: Como é que os céus choram e derramam suas lágrimas como a chuva sobre as montanhas? E Enoque disse ao Senhor: Como é que podes chorar, sendo que és santo e de toda eternidade para toda eternidade?

O Senhor disse a Enoque: Olha estes teus irmãos; eles são a obra de minhas próprias mãos e eu dei-lhes seu conhecimento no dia em que os criei; e no Jardim do Éden dei ao homem seu arbítrio; E a teus irmãos disse eu e também dei mandamento que se amassem uns aos outros e que escolhessem a mim, seu Pai; mas eis que eles não têm afeição e odeiam seu próprio sangue

Mas eis que seus pecados cairão sobre a cabeça de seus pais; Satanás será seu pai e angústia, seu destino; e todo o céu chorará sobre eles, sim, toda a obra de minhas mãos; portanto não deverão os céus chorar, vendo que eles sofrerão? (Moisés 7:28-29, 32-33, e 37).

Agora podemos finalmente compreender porque Deus permite que o mal exista. A primeira é para que possamos experimentar a oposição, para que possamos aprender, crescer e moldar nosso caráter. A existência do mal também torna possível que possamos discernir aquilo que é bom, de modo que possamos escolher. A segunda é para que o julgamento de nossas escolhas seja verdadeiramente justo. As consequências de nossas ações são permitidas, mesmo quando são terríveis, de modo que, possamos ser declarados responsáveis pelas mesmas.

Como um pai amoroso, Ele sabe que Seus filhos podem aprender melhor fazendo seus próprios erros, Deus nos permite enfrentar e sofrer as consequências de nossas ações para que possamos aprender e crescer em sabedoria. E como um justo juiz, Deus não vai distribuir punições para atos que não tenham sido cometidos. Ao saber destas coisas podemos compreender o caráter e a natureza de Deus, e porque o mundo está cheio de tristezas e sofrimento, eu sei que Ele nos ama e espero que as minhas próprias ações possam apenas trazer-lhe lágrimas de alegria ao invés de lágrimas de tristeza.

Como é o Céu?

sábado, março 24th, 2012

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (às vezes chamada de Igreja Mórmon) é a restauração da igreja primitiva que foi estabelecida pelo próprio Senhor Jesus Cristo. O Evangelho da igreja de Cristo foi perdido após a morte dos apóstolos que foram chamados durante a época de Jesus Cristo. A Igreja foi restaurada através de um jovem chamado Joseph Smith, em 1830, através do poder de Deus.

Os Mórmons se apoiam em vários livros de escrituras para seu entendimento sobre o evangelho e o plano de Deus para nós. Um destes livros, chamado Doutrina e Convênios (D&C), contem revelação moderna dada a profetas em nossos dias, e dentro deste livro de escrituras podemos encontrar muitos registros pertinentes a nossa época, mais do que qualquer outra escritura histórica. A maioria destas revelações foram recebidas como respostas para perguntas que Joseph Smith fez a Deus enquanto lia passagens da Bíblia, e assim sendo, contem passagens detalhadas concernentes a tópicos da Bíblia que podem ser de um difícil entendimento.

A seção 76 de Doutrina e Convênios responde a pergunta “Como é o céu?”.

Gloria dos Céus

Uma leitura detalhada desta seção revela que existem três graus de glória específicos, o que é necessário para entrar em cada um deles e as responsabilidades que tais colocações implicam. Podemos entender verdadeiramente o design do céu e como ele tem a ver com o plano de Deus para nós. A maioria dos relatos sobre o céu dentro da Bíblia descrevem simbolicamente e nos falam um pouco mais do que aquele céu que é o lugar onde iremos morar com Deus após esta vida. Entretanto, existem dicas de que o céu é dividido em três “graus”, ou “reinos”, como podemos ver especificamente em 1 Coríntios 15:40-41:

“40 – E há corpos celestes e corpos terrestres, mas uma é a gloria dos celestes e outra a dos terrestres.

41 – Uma é a gloria do sol, e outra a gloria da lua, e outra a gloria das estrelas; porque uma estrela difere em gloria de outra estrela”.

Paraíso: Progresso e Alegria

Estas divisões estão presentes porque todos somos recompensados segundo nossa fidelidade, e todos somos diferentes em nossos esforços e conquistas terrenas. “Qualquer princípio de inteligência que alcançarmos nesta vida, surgirá conosco na ressurreição. E se nesta vida uma pessoa, por sua diligencia e obediência, adquirir mais conhecimento e inteligência do que outra, ela terá tanto mais vantagem no mundo futuro”. Para Deus ser perfeitamente justo e misericordioso, nossas recompensas devem ser personalizadas e diferentes. O grau mais elevado, que é o Celestial, pode ser alcançado por todos que escolhem seguir o Plano de Cristo. É neste grau de gloria que podemos ser selados (unidos) para sempre com nossas famílias, começando o trabalho de “trazer a imortalidade e vida eterna do homem” (Moisés 1:39).

Existem muitas anedotas concernentes a nossas diferentes “mansões” que Cristo tem preparado para nós (ver João 14:2), na qual as maiores e mais gloriosas mansões são tipicamente dadas aqueles que fizeram mais “boas obras”, agiram com mais caridade, e desenvolveram em si atributos semelhantes aos de Cristo. Esta é mais uma representação simbólica das recompensas bastante personalizadas que receberemos no céu e em nosso colocação dentro de um dos três “reinos”.

Cada um dos três graus de glorias ou reinos dos céus tem seus próprios requerimentos de entrada, bem como bênçãos e responsabilidades adjuntas. É como um sistema “amarrado” semelhante a um local de trabalho ou a uma família, no qual aqueles com mais “pontuação” recebem maior autoridade e maior responsabilidade. “Porque a quem muito é dado, muito é exigido; e o que pecar contra a luz maior receberá a condenação maior” (D&C 82:3). Este sistema não faz com que alguém seja melhor ou menor do que qualquer outra pessoa. Pelo contrário, ele significa que somos igualmente abençoados com aquilo que nos é pertinente e que está de acordo com nossas próprias capacidades e habilidades, e todos nós somos redimidos pela Graça de Cristo. O trabalho de Deus continua pelas eternidades, e compartilharemos e faremos aquele trabalho como parte do corpo de Cristo. “O maior dentre vós será vosso servo” (Mateus 23:11).

Fontes Adicionais: 

Encontre uma capela Mórmon.

Por que Deus, o Pai, não se mostra?

terça-feira, março 20th, 2012

Deus, o Pai, se mostrou nestes últimos dias

Deus se mostra; Ele o fez no passado e Ele o fez no que conhecemos como esta dispensação ou tempo espiritual, precedendo Sua vinda. Ele vai se mostrar novamente na Segunda Vinda.

Existem muitas crenças concernentes a natureza de Deus, o Pai. Tantas, na verdade, que pode ser difícil para aqueles que se engajam em uma discussão religiosa para se assegurar que estão falando sobre o mesmo Ser. Todos temos uma ideia ou imagem para “quem” e “o que” Deus é dentro de nossa visão, e frequentemente esquecemos que as outras pessoas podem não ver Deus do mesmo modo que nós vemos. Essas diferenças estão presentes porque as crenças sobre Deus tem sido diluídas e modificadas com o passar do tempo, após a morte do Salvador e Seus apóstolos. Deus como um Ser perfeito e glorificado era um dado. Jesus como o Cristo, o Filho de Deus, foi ensinado e exemplificado em sua vida e missão. Então, por que o Pai Celestial não se mostra para todos imediatamente? Bem, podemos ver nos escritos tanto da Bíblia quanto do Livro de Mórmon (um outro testamento de Jesus Cristo de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias) que Deus de fato se mostra… mas não para todos de uma só vez, e que existem boas razões para quando isso acontece.

Deus, o Pai, quer que nós aprendamos sobre Ele e que venhamos a conhecê-Lo, para que possamos aproximar-nos Dele e eventualmente virmos a morar com ele. Entretanto, em Sua perfeição, Ele não pode ser manchado com iniquidade, ou “[pode] encarar o pecado com o mínimo grau de tolerância ” (D&C 1:31), e devido a condição causada pela Queda, todos nós ficamos aquém daquela perfeição. Nós simplesmente não podemos morar com Deus enquanto permanecemos neste estado iníquo e imperfeito. O mais importante para nós em nossa jornada é a expiação de Jesus Cristo. Um Salvador foi providenciado para nos redimir de nossos pecados para que assim pudéssemos ser limpos de nossos pecados e retornar a presença de Deus. Enquanto vivemos aqui nesta terra, experimentamos uma separação temporária que deve continuar – uma consequência de nosso estado decaído e uma parte de Seu plano para nosso progresso, até que Seus propósitos para esta terra sejam cumpridos.

Uma outra parte de importante de nosso progresso é a fé – a qual ” não é ter um perfeito conhecimento das coisas; portanto, se tendes fé, tendes esperança nas coisas que se não veem e que são verdadeiras” (Alma 32:21). Deus “não é visto” e não se mostra para todos para que possamos exercitar nossa fé! Então por que a fé é uma parte tão importante do Seu plano? Por que simplesmente não se revela para que possamos todos ter um “perfeito conhecimento” e não precisar mais de fé?

” Pois eis que não é conveniente que em todas as coisas eu mande; pois o que é compelido em todas as coisas é servo indolente e não sábio; portanto não recebe recompensa” (D&C 58:26).

Se somos “compelidos em todas as coisas” ou temos todas as respostas, nós não aprendemos, crescemos ou progredimos. Lembre-se, Deus quer que todos nós tenhamos progresso e crescimento. Todo seu plano e propósito para nós nesta terra é um plano para nosso progresso eterno. Nossa meta é maior do que a presença de Deus, já que estávamos na sua presença antes da Queda. Nossa meta deve ser crescer e progredir. Fomos feitos a imagem e semelhança de Deus, o Pai, somos Sues filhos, e o futuro que Ele planejou para nós é maior do que podemos imaginar. Para nos preparar para o futuro, precisamos passar por desafios que irão nos moldar e fortalecer nosso caráter. Os esforços para encontrar respostas por nós mesmos, caminhar a segunda milha e se esforçar para fazer mais do que nos é mandado nos levam para nossa “recompensa”.

” E, a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá” (Lucas 12:48).

Isto dito, voltamos para o fato de que Deus se mostra e tem se mostrado em tempos passados e presente. Esta é uma notícia gloriosa. Não somos deixados na escuridão sem testemunhas Dele, nem sem a promessa de que nós também, podemos contemplá-Lo se O seguirmos com firme propósito de coração, através de cada desafio da vida. Quanto mais recebemos, mais será requerido de nós. Aqueles que viram Deus e que O conhecem possuem um nível muito maior de responsabilidade do que aqueles que não O viram. Deus não quer nos forçar a algo maior que podemos suportar. Ele nos ensina linha sobre linha, para que não fiquemos sobrecarregados. Lembre-se novamente, somos Seus filhos – e quem esperaria que seus filhos aprendessem equações matemáticas antes de aprender a tabuada? Assim também é com Deus. Ele não nos dará mais conhecimento, mandamentos, ou expectativas do que as que estamos prontos para receber , uma vez que a responsabilidade pelo conhecimento será cobrada. Há um profeta vivo e doze apóstolos na terra hoje que conhecem o Salvador. Eles testificam e prestam um testemunho especial de Sua realidade.

Embora estejamos todos juntos nesta terra, estamos todos em estágios diferentes de nosso progresso, e todos recebemos níveis diferentes de conhecimento e responsabilidades. Para alguns é dado mais, para outros menos – mas a todos nós é dado a quantidade exata que nos é necessário para continuar com nosso progresso pessoal. Existem muitos poucos a quem Deus se revelou pessoalmente, mas Ele se mostra a todos que estão espiritualmente preparados – aqueles que Ele escolheu para serem seus representantes para nos guiar em nosso desafio de nos tornarmos como Ele é. Ele se mostrou para Moisés e falou com ele face a face, Se mostrou para o irmão de Jarede que tinha fé suficiente para pedir ao Senhor para tocar as pedras com seus dedos para fazer com que brilhassem (Éter 2-3), e ele se mostrou a Joseph Smith no bosque sagrado, em resposta a sua oração para saber qual igreja era a verdadeira. A verdade havia caído pelas ruas e ele precisava saber. Sua resposta veio como uma maravilhosa teofanía, ao ver Deus, o Pai, e Seu Filho, Jesus Cristo. Através de Joseph Smith, Ele restaurou a Igreja de Cristo sobre a terra. Eles apareceram. E o conhecimento obtido por Joseph, que compartilha para você e eu é que eles eram seres reais, que eles vivem, e que são dois Seres distintos e glorificados. Joseph testificou que nós, ao sermos batizados no reino de Deus, podemos progredir e receber todas as bênçãos possíveis ao homem, incluindo ver o Salvador, se nos tornarmos santificados através Dele. Quer seja nesta vida ou na próxima, ou na Segunda Vinda, todos nós O veremos novamente.

Os exemplos são poucos, como na maioria dos casos, aqueles escolhidos para ser profetas apenas ouvem a voz de Deus ou recebem visões para serem guiados, mas o dia está próximo em que Deus se mostrará para todos, e é importante que estejamos preparados para este dia. Quando o propósito desta terra for cumprido, Ele virá em sua glória e todos O verão.

Fontes Adicionais

Leia “O Cristo Vivo: O testemunho dos Apóstolos [Mórmons]” no site oficial de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (inadvertidamente chamado por amigos e por outros de “Igreja Mórmon”).

O Livro de Mórmon é um outro testamento de Jesus Cristo, peça uma cópia gratuita hoje mesmo.

Sobre Deus: Ele é Cheio de Amor

quinta-feira, fevereiro 9th, 2012

Furacões e tsunamis liberam sua fúria, matam pessoas e destroem casas. Ditadores oprimem seu povo; crianças pobres pedem esmolas nas ruas das grandes cidades por todo o mundo. Entes queridos morrem, e famílias sofrem. Se Deus é amor, podemos nos perguntar, porque existe tanto sofrimento no mundo?

O próprio Deus respondeu a esta pergunta nas escrituras. A cada momento de cada dia, Ele nos lembra:

Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti.

Eis que nas palmas das minhas mãos eu te gravei; os teus muros estão continuamente diante de mim. Isaías 49:15-16

Porém mesmo assim a questão permanece: Se Ele se lembra de nós e nos ama tão profundamente, porque permita que soframos?

Deus nos ama, por isso Ele enviou-nos a terra para aprendermos a encolher entre o bem e o mal

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Inadvertidamente chamada de Igreja Mórmon pela mídia) nos ensina que Deus tem um plano para nós. Na Perola de Grande Valor, que contem os antigos escritos de Abraão e Moises assim como a revelação moderna, Deus nos explica quão é Sua obra e Sua glória:

Pois eis que esta é minha obra e minha glória: Levar a efeito a imortalidade e vida eterna do homem. (A Pérola de Grande Valor, Moisés 1:39)

A vida mortal não é o inicio da nossa existência, e não é o fim. Como filhos literais de Deus, nosso Pai Celestial, vivíamos com Ele antes de virmos para a terra. Estamos aqui por causa de Seu amoroso plano de aprendizado, crescimento, para que nos tornássemos mais como Ele, assim podendo ter a vida eterna e experimentar a plenitude da alegria que Ele possui. Para sermos como Ele, precisamos obter corpos físicos semelhantes ao Dele, e a oportunidade de escolhermos entre o bem e o mal. Deus nos ama tanto que permitiu que os processos naturais desse mundo fossem avante para que pudéssemos experimentar plenamente a vida mortal e o maior de todos os dons a vida eterna. Ele cada um de Seus filhos, mesmo aqueles que escolhem o mal e causam sofrimentos aos outros. Porque Ele nos ama tanto, permitiu que sofrêssemos nas mãos de outros para que pudéssemos experimentar as plenas consequências das escolhas boas e ruins. Porque Ele ama tanto a cada um de Seus filhos, Ele nos permite escolher livremente entre o bem e o mal, para podermos tomar decisões reais com consequências reais.

Neste ambiente é requerido de nós escolhermos agir por nós mesmos e provar a nós mesmos e a Deus que guardaremos Seus mandamentos e venceríamos o pecado e a oposição… O desejo do Pai é que cada um de nós tenha a oportunidade de receber a plenitude da alegria, mesmo a plenitude de tudo o que possui in Seu estado perfeito e glorificado. (Christoffel Golden Jr., O Plano de Nosso Pai, Outubro de 2001 Conferencia Geral da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias)

Ao escolhermos vencer o mal e a oposição, nossa natureza pode eventualmente se tornar como a Dele, a medida que sentimos o que Ele sente e vivemos como Ele vive.

Deus nos ama, por isso Ele enviou Jesus Cristo para expiar nossos pecados

Porque Deus nos ama o suficiente para nos deixar escolher, as escolhas de outras pessoas, muitas vezes nos causam dor e sofrimento. Deus enviou Seu Filho, Jesus Cristo, para fornecer uma maneira para que pudéssemos vencer o sofrimento causado pelos outros, assim como o sofrimento que causamos a nós mesmos por causa de nossos pecados. A expiação de Jesus Cristo atenua os efeitos do pecado e do sofrimento em nossas vidas se aprendermos a escolher o bem por meio do arrependimento dos nossos pecados e a obediência aos Seus mandamentos. O dom do Salvador é a maior prova do amor de Deus por nós:

Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o Seu Filho Unigênito, para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. (João 3:16)

Jesus, o Filho Unigênito do Pai na carne, voluntariamente tomou sobre Si o sofrimento de todos os homens por causa do Seu grande amor por nós. Nosso Salvador, que não havia cometido nenhum pecado, sofreu além da nossa compreensão e morreu por nossos pecados. No Novo Testamento, e em Doutrina e Convênios, um livro de revelações a profetas modernos, Cristo descreve seu amor e seus sofrimentos. Não existe maior amor do que esse. (ver João 15:13 e Doutrina e Convênios 18:10-13). O sofrimento de Jesus Cristo no Getsêmani e na cruz pagou o preço pelos nossos pecados na condição de arrependimento; Sua ressurreição dentre os mortos rompeu as cadeias da morte e do sofrimento físico de todos os homens. A expiação nos protege de sermos destruída pelos desafios de nossas vidas. Por causa do sacrifício de nosso Salvador, nós podemos ter nossos fardos tornados leves na mortalidade e voltar a viver com Deus para sempre.

Podemos experimentar pessoalmente o amor de Deus aqui na terra

Através da nossa fé em Jesus Cristo, podemos sentir o grande amor que Deus tem para nós aqui na terra. Muitos cristãos ao longo da história podem testemunhar a alegria e a cura que eles sentiram ao ter experimentado o amor de Deus. O Livro de Mórmon, Outro Testamento de Jesus Cristo – a tradução moderna de alguns registros dos negócios de Deus com um antigo povo das Américas – relata a história de Alma, o filho, que causou grande dor para o seu pai e outros, quando procurou destruir a fé dos cristãos que viveram durante o seu tempo. Um dia, enquanto viajava com seus companheiros, ele teve uma visão semelhante à de Paulo onde foi ordenado a abandonar sua obra de destruição. De repente, ele percebeu o mal terrível que havia feito ao seu povo, ele então, caiu no chão, incapaz de se mover, consumido pelo desespero. Por três dias foi atormentado com o tormento do inferno pela lembrança dos pecados que havia cometido. Mas no final dos três dias, lembrou-se das coisas que havia sido ensinada a ele sobre a expiação de Cristo. Ele clamou o que Jesus Cristo, o ajudasse e o perdoasse:

18 Ora, tendo fixado a mente nesse pensamento, clamei em meu coração: Ó Jesus, tu que és Filho de Deus, tem misericórdia de mim que estou no fel da amargura e rodeado pelas eternas correntes da morte.

19 E então, eis que quando pensei isto, já não me lembrei de minhas dores; sim, já não fui atormentado pela lembrança de meus pecados.

20 E oh! que alegria e que luz maravilhosa contemplei! Sim, minha alma encheu-se de tanta alegria quanta havia sido minha dor.

21 Sim, digo-te, meu filho, que nada pode haver tão intenso e cruciante como o foram minhas dores. Sim, meu filho, digo-te também que, por outro lado, nada pode haver tão belo e doce como o foi minha alegria.

22 Sim, parecia-me ver, assim como nosso pai Leí viu, Deus sentado em seu trono, rodeado por inúmeras multidões de anjos na atitude de cantar e louvar a Deus; e minha alma sentia o desejo de lá estar.

23 Mas eis que meus membros recobraram as forças e levantei-me e declarei ao povo que eu havia nascido de Deus. (O Livro de Mórmon, Outro Testamento de Jesus Cristo, Alma 36:18-23)

Quando estamos sobrecarregados com o pecado ou o desespero, nós também podemos chamar pelo nosso Pai Celestial para obter ajuda. Por meio da expiação de Jesus Cristo, podemos sentir o Seu grande amor e sermos curado. Outro profeta do Livro de Mórmon descreveu uma Árvore da Vida, cujo fruto representava o amor de Deus. Ele diz que sentiu o amor de Deus preencher suas almas com grande alegria (1 Néfi 8:12), e que era “mais precioso, … e mais doce que tudo que é doce e mais puro que tudo que é puro” (Alma 32:42), se nos banquetearmos com ele, não padeceremos mais nem de fome e nem de sede.

Podemos sentir o amor de Deus, reconhecendo a Sua misericórdia

Ouvimos muitas vezes de que a chave da felicidade é a gratidão. Ao reconhecer as pequenas coisas que Deus faz por nós em nossa vida diária, podemos vir a perceber que Ele cuida de nós constantemente com amorosa dedicação. Élder David Bednar, um apóstolo de A Igreja de Jesus Cristo, chama isso de “bênçãos pessoais e individualizadas”. Nós recebemos do Senhor a cada dia muitas “misericórdias”. Algumas dessas bênçãos são “força, proteção, orientação, amor, consolação, apoio e dons espirituais que recebemos a partir de e por causa e através do Senhor Jesus Cristo”. Deus conhece a cada um de nós, e nos dá o que precisamos, pois cada momento que passa, para que possamos crescer e nos tornarmos mais como ele. Seu cuidado diário é um testemunho de seu grande amor por nós. À medida que o invocamos para que nos ajude com nossos problemas, vamos ser preenchidos com o Seu amor. O Senhor nosso Deus não cochila ou dorme, Ele cuida de nós sempre. Nossos nomes estão gravados na palma de suas mãos.

As Mulheres Mórmons Prestam Auxilio aos Pobres e Necessitados

terça-feira, fevereiro 7th, 2012

Melissa é um membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias

A Sociedade de Socorro foi Organizada para as Mulheres Mórmons

Organizada em 1842, e atualmente composta por mais de 6 milhões de membros, a Sociedade de Socorro Mórmon é a maior e mais antiga organização de mulheres no mundo. A associação é constituída por mulheres Santos dos Últimos Dias com idades a partir dos 18 anos. É uma organização dentro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (apelidado de “Igreja Mórmon” pela mídia) dedicada à fé, caridade, boas obras, e da edificação das mulheres através dos seus papéis divinos da feminilidade e da maternidade.

Quando Joseph Smith, o primeiro profeta e líder da igreja, organizou a Sociedade de Socorro – a organização global Mórmon divinamente designada para ajudar a servir as necessidades dos pobres e para edificar espiritualmente as mulheres – ele afirmou que seu objetivo era “dar alívio aos pobres, aos miseráveis, a viúva e ao órfão, e para o exercício de todos os propósitos benevolentes”. A realização deste grande propósito depende de todas as irmãs que pertencem a Sociedade de Socorro, e é pelas pequenas obras realizadas por cada uma delas diariamente que este objetivo é alcançado.

O programa de bem-estar das mulheres SUD é gerenciado pelas duplas de irmãs conhecidas como professoras visitantes. Eu gostaria de compartilhar uma experiência pessoal que tive com uma delas:

“Fui imensamente abençoado por uma destas irmãs, em particular quando eu estava passando por um momento muito difícil. Eu estava grávida, em uma relação não muito saudável, e não tinha nenhuma renda. Ela me deu uma carona para as consultas com o médico e ao Armazém do Bispo – onde eu poderia receber alimentos e outros gêneros de primeira necessidade – ela me apoio inteiramente quando eu tomei a decisão muito importante de pôr fim à minha relação em prol da segurança do meu filho. Agora, eu estou constantemente recebendo o fortalecimento das irmãs da Sociedade de Socorro e me esforço para fazer o meu melhor na minha própria designação de Professora Visitante, para que talvez eu possa ser o apoio e a força que outra irmã precise em um momento de dificuldade”.

A Sociedade de Socorro vai muito além das reuniões de domingo, onde os membros são ensinados sobre os vários princípios importantes do evangelho e da história da Igreja e sua organização. Se a missão de uma mulher mórmon começa e termina apenas dentro da sala da Sociedade de Socorro a cada domingo, ela nunca irá realizar o proposito divino desta organização.

São dadas oportunidades a todas as mulheres para melhorar os seus talentos, aprender uma das outras, e crescer em suas responsabilidades como esposas, mães, irmãs e filhas. Cada uma delas tem uma experiência de vida única e pode aplica-las de forma individualizada. Cada uma tem algo a oferecer uma as outras. As irmãs da Sociedade de Socorro são conhecidas por visitar os doentes nos hospitais e em suas casas, o fornecimento de refeições para os necessitados, realizando pequenos atos de bondade e de serviço como ajudar nos trabalhos domésticos, mantimentos, cuidar das crianças, etc, sempre se esforçando para melhorar a si mesmas através do trabalho duro, da caridade e da compaixão.

Estou honrado em ser um membro desta grande organização e espero que as minhas contribuições tenham um impacto positivo na vida dos outros para que eles possam vir a conhecer o Salvador através de mim e reconhecer Sua mão em todas as coisas. Através das irmãs da Sociedade de Socorro, a obra de Cristo continua na terra, e os membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (ou “mórmons”) se esforçam para fazer do mundo um lugar melhor ao procurar dedicar seu tempo e talentos a serviço do próximo.

Recursos adicionais:

Joseph Smith: Instrumento de Jesus Cristo

terça-feira, dezembro 20th, 2011

Alguma vez você já teve um forte desejo de saber algo? Você deve ter ficado confuso como resolver um problema de matemática, ou isso pode ser algo maior, como a compreensão de como encontrar mais significado em sua vida. Esta é a mesma maneira como um jovem garoto de 14 anos se sentiu. Como um jovem adolescente, um menino com o nome de Joseph Smith quis saber sobre religião e a salvação. Ele queria saber e compreender as coisas que Deus queria que ele fizesse, a fim de voltar a Ele.

Por volta de 1820, Joseph Smith começou a se envolver com alguns dos movimentos religiosos que estavam acontecendo na época em que ele vivia em Palmyra, Nova York. Usando suas próprias palavras do livro História de Joseph Smith que diz:

Durante este tempo de grande alvoroço, minha mente foi levada a sérias reflexões e grande inquietação, mas embora meus sentimentos fossem profundos e muitas vezes pungentes, ainda assim me conservei afastado de todos esses grupos, embora assistisse a suas diversas reuniões tão freqüentemente quanto a ocasião me permitisse. No decorrer do tempo minha mente tornou-se um tanto favorável à seita metodista e senti algum desejo de me unir a eles, mas tão grande era a confusão e a contenda entre as diferentes denominações, que era impossível para uma pessoa jovem como eu era, e tão inexperiente com os homens e coisas, para poder chegar a qualquer conclusão de quem estava certo e quem estava errado (Joseph Smith História 1:08).

Joseph Smith queria encontrar a verdade. Ele queria entender o que era certo, bom e verdadeiro. Ele foi para muitas religiões diferentes tentando estudar as coisas e descobrir qual era a coisa certa a fazer. Durante sua busca, ele estava lendo na Epístola de Tiago na versão do Rei Tiago da Bíblia, e se deparou com um verso, Tiago 1:5 : “Se algum de vós tem falta de sabedoria, peça a Deus, que a todos dá liberalmente e não censura, e lhe será dado.” Joseph Smith disse:” Jamais uma passagem de escritura penetrou com mais poder no coração do homem do que essa, naquele momento, no meu. Pareceu entrar com grande força em cada fibra do meu coração “(Joseph Smith História 1:12). (mais…)

Respostas às orações: O Poder da Palavra de Deus

terça-feira, novembro 29th, 2011

Escrito por Sadie C., membro de A Igreja de jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e estudante da Universidade Brigham Young (BYU).

Enquanto eu lia Moisés, capítulo um, um livro de escrituras antigas que se encontra dentro de um volume chamado A Pérola de Grande Valor, comecei a pensar sobre a relação entre Moisés e Deus, e não pude deixar de pensar sobre uma experiência pessoal que tive no início desta semana. Eu me encontrava em um estado de confusão e frustração do qual não tinha saída, a não ser invocar o Senhor. Este semestre havia começado diferente do que semestres passado. Eu estava no último ano do segundo grau quando eu escolhi o que estudaria na universidade, e não me arrependi de minha escolha desde então. Ultimamente, porém, comecei a questionar minha escolha. Eu queria saber se eu realmente amava o que estava fazendo, ou se eu sou mesmo capaz de fazê-lo. Passei a primeira semana de aulas mudando de classes e explorando as opções.

Enquanto eu estava um pouco confusa com a idéia de o que eu queria fazer, eu ainda sentia que havia o controle e tudo estava bem. Infelizmente, tudo isso pareceu mudar durante a noite. De um dia para o outro eu me senti como se meu senso de clareza tinha sido perdido, e todos os aspectos do meu futuro pareciam turvar-se. Eu passei o dia em uma névoa de confusão e frustração.

Por bastante tempo eu estava orando e jejuando para obter respostas a minhas perguntas pessoais. Eu me sentia como se tudo estivesse indo bem, e que o Senhor estava me dizendo que eu tinha feito uma boa decisão e que Ele a havia aprovado. Neste dia, no entanto, eu sentia como se as respostas para minhas orações haviam sido em vãs. Cheguei a casa com aquela sensação de que havia sido traída. Em menos de 24 horas eu tinha sido levada a acreditar que todas as minhas esperanças e sonhos dos últimos dois anos foram em vão. Enquanto me preparava para dormir, resolvi fazer uma leitura rápida da minha bênção patriarcal (bênçãos especiais que são conferidas aos membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Mórmons) para ajuda-los e guiá-los em suas vidas).

Ao ler as bênçãos prometidas para mim, percebi que o meu problema tinha surgido durante o dia. Foi só quando levei em conta os conselhos de outras fontes que não a de meu Pai Celestial foi quando me encontrei em dúvida. Eu pensei em Moisés dizendo a Satanás que ele havia recebido sua força de Deus, e que Satanás precisava partir. Eu percebi que eu tinha feito o oposto. Embora não havia sido confrontada com as palavras de Satanás, eu ainda estava colocando minha confiança nos lugares errados.

Enquanto eu continuava a ler a minha bênção, eu me lembrei mais de Moisés. O Senhor disse-lhe: “eu te mostrarei a obra de minhas mãos, mas não todas, porque minhas obras não têm fim…”. Percebi que Deus tem o seu próprio calendário, e que eu preciso confiar Nele e em Seu tempo. Eu desejo receber agora as respostas a todas as minhas duvidas, mas sei que o Senhor tem um plano maior. Mais adiante neste capítulo, o Senhor confia em Moisés dizendo que tem “uma obra” que ele deve executar. Eu podia ver claramente em minha bênção a “obra” que o Senhor tinha para mim. Fui lembrada de que o Senhor conhece a minha situação, ele sabe meus pontos fortes e fracos, Ele sabe o que vai me fazer mais feliz. Eu só tenho que lembrar de buscá-Lo, e confiar Nele sempre.

Conhecendo a Deus: As Escrituras Fortalecem Nosso Relacionamento Com Ele

sexta-feira, novembro 11th, 2011

No primeiro capítulo do Livro de Moisés, um livro de escrituras antigas traduzido pelo poder de Deus que faz parte do livro A Pérola de Grande Valor, lemos a respeito da experiência vivida por Moisés quando viu Deus face a face e aprendemos a respeito do relacionamento entre Eles. Esse conhecimento me ajuda a sentir mais perto de nosso Pai Celestial. Moisés aprende claramente que ele é um filho de Deus. A importância do evangelho também é enfatizada através da sua relação. Moisés confia em Deus e Deus confia em Moisés. Moisés também percebe a necessidade de receber o Pai Celestial em nossas vidas. O exemplo estabelecido por um homem mortal que estava aqui na terra me ajuda a perceber que eu posso também ter essa mesma relação estreita com o nosso Pai Celestial.

Quando Deus aparece a Moisés na montanha, Ele diz a ele que Moisés é o seu filho. Esta explicita declaração dizendo a Moisés que ele é um filho de Deus me ajuda a compreender de que eu também sou filho de Deus. Quando então Satanás aparece para tentar Moisés, ele orgulhosamente exclama “Eu sou um filho de Deus, à semelhança de seu Unigênito”. Moisés também se sente honrado em ser um filho de Deus. Ao compreender que possuo a mesma herança, me sinto honrada em conhecer a Deus e ser um dos Seus filhos.

O cuidado que o Pai Celestial demonstra ao revelar e explicar certas coisas a Moisés me ajuda a compreender quem é Deus e saber que Ele deseja que eu também tenha um conhecimento dessas coisas. O fato de que Ele forneceu os meios para que tenhamos esses escritos através do poder de Deus, Joseph Smith me mostra o quão importante é que entendamos essa parte do evangelho. Ele também me ajuda, a saber, que Deus se importa conosco o suficiente para nos dar todas as informações necessárias para viver neste período difícil da história da humanidade.

Deus mostra a Moisés todas as Suas criações e diz que “nenhum homem pode contemplar todas as obras minhas sem contemplar toda a minha glória” (Moisés 1:5). Neste versículo Ele está se referindo ao fato de que Moisés foi transfigurado a fim de ver as coisas espirituais que estavam sendo mostradas a ele. No entanto, também me sinto como se nós estivéssemos sendo informados de que não podemos compreender as obras de Deus a menos que acreditemos que Ele seja um ser glorioso. Devemos ter confiança em suas habilidades como um Deus para compreender completamente todas as coisas que Ele criou assim como todas as Suas doutrinas. Isso definitivamente me faz mais determinada a aumentar a minha fé em Deus, a fim de melhor compreender os Seus ensinamentos e os ensinamentos dos profetas modernos do Senhor Jesus Cristo.

Depois que Deus, o Pai deixa Moisés, ele não pode se levantar por várias horas. Quando finalmente recupera suas forças ele compreende que “o homem não é nada” (Moisés 1:10). As notas de rodapé nos levam a Éter 3:2, um registro antigo de escrituras sagradas chamado O Livro de Mórmon, onde o irmão de Jarede exclama que somos fracos diante de Deus, mas que se o invocarmos, Ele pode atender nossas necessidades. Este testemunho do poder da oração me encoraja a abordar o Pai Celestial exprimindo minhas necessidades. Com a glória e poder de Deus podemos nos tornar tudo ao invés de nada. Devemos confiar Nele e orar a Ele constantemente, a fim de nos tornarmos pessoas melhores.

Moisés viu toda a terra, e cada habitante “e não havia alma que não tivesse visto” (Moisés 1:28). Ao percebendo que Moisés foi capaz de me ver e ver as coisas que eu fiz, penso na minha vida. Deus também pode ver tudo que eu faço. Ele provavelmente tem mais interesse nas coisas que eu faço do que Moisés quando viu todas as almas. Sabendo que Deus tem habilidade de ver todas as coisas, me sinto encoraja a servir aos outros. Ele também me dá o desejo de ajudar os outros a perceberem o Seu profundo amor por eles.

Eu não acredito que um dia compreenderemos completamente o amor que Deus tem para nós. No entanto, eu sei que Deus me ama. Eu sei que eu sou Seu filho. Eu sei que Ele cuida de mim. Eu sei que Ele sempre responde as minhas orações e que Ele sempre estará lá para me guiar e me proteger. Sou muito grata, como membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (inadvertidamente chamado por amigos de outras religiões de a “Igreja Mórmon“) de haver nascido em uma família que teve a sorte de encontrar Seu evangelho. Eu oro para que eu seja capaz de passar Seus ensinamentos aos Seus filhos.