Archive for the ‘Historiadores Bíblicos’ Category

O que a.C. e d.C. têm a ver com Jesus?

sexta-feira, maio 23rd, 2008

O calendário mais popular em uso no mundo atual é conhecido como Calendário Gregoriano ou Calendário Ocidental, estabelecido em 1582. Ele é baseado presumindo que Jesus Cristo nasceu no ano 1. Aqueles anos antes do nascimento de Jesus são designados como a.C. e os anos após o seu nascimento são chamados d.C.

Dinoysius propôs o uso de a.C. e d.C. pela primeira vez por volta do ano 525. Foram necessários vários séculos até que todos os países Cristãos Ocidentais finalmente adotassem o sistema, mas finalmente foi incorporado ao Calendário Gregoriano ou Ocidental. (mais…)

O que Tacitus disse sobre Jesus e os primeiros Cristãos?

quinta-feira, fevereiro 21st, 2008

O livro Anais de Tacitus é mais conhecido por seus registros do grande fogo em Roma em 64 D.C. Nero, procurando por bodes expiatórios, aproveitando a crescente falta de popularidade dos Cristãos e suas expectativas da destruição do mundo “por fogo”, expondo-os a acusação de provocar incêndio. Ele iniciou uma perseguição local e breve que resultou no assassinato de muitos Cristãos. Concernente aos Cristãos, Tacitus escreveu brevemente: “Para esse propósito ele puniu, com tortura rara, uma raça de homens detestados por suas práticas malévolas, por apelação vulgar chamados de Cristãos. O nome foi derivado de Cristo, que no reinado de Tiberius, sofreu com Pôncio Pilatos, o procurador da Judéia. Por esse acontecimento a seita, da qual ele era o fundador, recebeu um golpe, no qual, por um tempo, verificou o crescimento de uma superstição perigos; mas ela reviveu logo depois, e se espalhou com vigor recrutado, não apenas na Judéia, o solo onde ela nasceu, mas ate mesmo na cidade de Roma” (Anais 15:44).

Quem foi Tacitus?

quinta-feira, fevereiro 21st, 2008

Cornelius Tacitus, nascido por volta de 56 d.C., era de uma família senatorial relativamente nova. O inicio de sua carreira política foi sob a direção dos emperadores Flavianos Vespasiano, Titus e Dominitian. Ele sobreviveu com sucesso aos purgatórios senatoriais do reino Dominicano, mesmo mantendo um alto oficio sob ele, e ele então recebeu o consulado sob o “bom” imperador Trajano. Após esta época, ele procedeu com uma carreira literária produtiva, escrevendo uma biografia do sogro de Tacitus, um estudo etnográfico dos Alemães, uma ligação em oratória e dois estudos históricos notáveis, ambos dos quais sobraram apenas fragmentos.

O primeiro destes, Histórias, começou com a guerra civil que seguiu a queda do imperador Nero e também traçou a ascensão dos Flavianos. Ele contem informações importantes sobre a revolta Judaica, recontando os primeiros comandos de Vespasiano da reconquista da Judéia pelos romanos e sua própria proclamação como imperador por sua legião quando ali servia. Histórias então continua a descrever a prisão de Titus em Jerusalém, embora os registros de Tacitus terminam antes de sua conclusão.

O segundo trabalho histórico de Tacitus, Anais, cobrem um período anterior, o dos imperadores Julio-Claudianos após Augustus. As porções restantes cobrem partes dos reinos de Tiberius e Nero. Muitos das novas famílias senatoriais do império criaram um anexo nostálgico para a “republica livre” antes de Augustus, e Tacitus não foi uma exceção. Ele admirava grandemente Augustus, mas ele era crítico ao seu sucessor e focou entre os conflitos entre os imperadores e as classes senatoriais. Ele tinha uma antipatia particular por Tiberius, que o lembrava com desconforto de Dominitian, cujo reino era não popular com Tacitus e outros senadores.

O que Josephus disse sobre Jesus?

quinta-feira, fevereiro 21st, 2008

A maioria dos estudiosos concorda que Josephus escreveu sobre Jesus em seu livro, Antiguidades Judaicas (ver Antiguidades 18.3.3). Entretanto, porque os Cristãos preservaram seus escritos, eles argumentam que os escritores Cristãos que suportam seus clamores sobre Jesus falsificaram o relatório original que falava de Jesus como o Messias e de sua ressurreição. Que Josephus era um Judeu convicto que não se tornou um Cristão parece apoiar essa interpretação dos dados.

Adicionalmente, nenhum dos primeiros escritores Cristãos citou Josephus para apoiar seus clamores o que parece sugerir que a composição original não incluía os elementos confessionários do texto que foi preservado. No entanto, porque a maioria do texto em questão é característico do seu estilo, exceto as partes que são questionadas, parece provável que aquela porção é originalmente de Josephus. A seguir é a leitura preferida dos estudiosos, referente ao texto:

Após essa época apareceu Jesus, um homem sábio. Pois ele era um feitor de feitos assombrosos, um professor de pessoas que recebia a verdade com prazer. E ele ganhou um seguidor tanto entre muitos Judeus e entre muitos de origem grega. E quando Pilatos, por causa de uma acusação feita pelos homens que os liderava, o condenou a cruz, aqueles que o amaram previamente não o cessaram de fazer. E até esse dia a tribo de Cristãos, nomeadas após ele, não morreram.

Quem foi Josephus?

quinta-feira, fevereiro 21st, 2008

Joseph Bem Matthias Há-Cohen, mais comumente conhecido como Josephus, foi um Judeu, nascido em 37 d.C. em uma família aristocrática de sacerdotes. Seu idioma natal era o aramaico, embora ele também tivesse o conhecimento do hebraico, e todos os seus escritos que sobreviveram ao tempo são em grego. Em diferentes épocas, seus interesses religiosos o levaram a estudar ou se afiliar a Saduceus, Essenes, e Fariseus, as três maiores facções religiosas Judaica. Como um general, durante os primeiros dias da revolta judaica de 66 a 73 D.C., ele foi capturado pelos Romanos em uma emboscada de Jotapata na Galiléia e prontamente mudou de lado, se tornando um cliente do futuro imperador Flaviano Vespasiano, recebendo cidadania romana, e tomando para si o nome Flavius Josephus.

Seus trabalhos literais incluem Guerra Judaica, Antiguidades Judaicas, Contra Apion e uma autobiografia. Os primeiros dois são lidos com freqüência por estudantes da Bíblia por causa das informações que ele provê sobre a historia Judaica e os eventos acerca da vida de Cristo e seus Apóstolos. Guerra Judaica, entretanto, é primariamente um trabalho de historigrafia clássica e precisa ser avaliada como tal. Nela, Josephus procurou explicar porque Deus permitiu os Romanos derrotarem os Judeus e destruir seu templo. Em retrospecto, Josephus viu a rebelião como um grande resultado de ações políticas revolucionárias quem ele viu como pouco mais do que bandidos que eram hostis à classe de Josephus, a aristocracia judaica. Josephus também procurou defender seus próprios patronos, os imperadores Flavianos Vespasiano e Titus, sugerindo, por exemplo, que quando Titus capturou Jerusalém m 70 D.C. ele queria poupar o templo, mas os soldados romanos, agindo por si mesmos, incendiaram o santuário. As famosas últimas palavras que Josephus colocou na boca de Eleazar na Masada é um discurso retórico típico, e o suicídio dos Zelotes houve um paralelo historigraficos em grego e romano.

Nos anos seguintes, Josephus sentiu a necessidade de defender a reputação e o status do povo Judeu. Antiguidades Judaicas parece ser um subgênero de historia algumas vezes chamada de “Historigrafia apologética”, um tipo de escritos históricos que procura defender e explicar seus assuntos a uma grande cultura dominante. Nele, Josephus enfatiza a antiguidade do povo Judeu e da nobreza das suas tradições. As últimas seções desse trabalho continham alguns dos mesmos materiais encontrados em Guerra Judaica frequentemente representam esses episódios muito diferentemente. Consequentemente, embora muitos leitores hoje tendem a aceitar suas obras sem cristicismo, precisamos lembrar como suas obras mudaram com o passar do tempo como um resultado das mudanças políticas e das circunstancias pessoais.