Archive for the ‘Jesus Cristo’ Category

Tocado com o Sentimento de nossas Enfermidades

sexta-feira, maio 30th, 2008

Era necessário, quando o Salvador estava sobre a Terra, que Ele fosse tentado em todos os pontos, assim como nós, e “ser tocado com o sentimento de nossas enfermidades”, para compreender a fraqueza e a força, as perfeições e as imperfeições da pobre decaída natureza humana (Hebreus 4:15). E tendo concluído o objetivo pelo qual veio ao mundo; tendo que lutar contra a hipocrisia, corrupção, fraqueza e imbecilidade do homem; tendo enfrentado a tentação e os desafios em todas variadas formas, e vencido; ele se tornou um “sumo sacerdote fiel” para interceder por nós no eterno reino do Pai (Hebreus 2:17). (mais…)

Os Judeus são responsáveis pela morte de Jesus?

sexta-feira, maio 23rd, 2008

Não. Jesus foi crucificado. A crucificação era uma punição romana, não uma punição judaica. Sua mãe e discípulos eram todos judeus. Adicionalmente, não devemos esquecer que Jesus era um judeu. Eles, certamente, não foram responsáveis pela morte de Jesus. Um grande número de judeus que viviam além da Galiléia e da Judéia nunca encontraram ou ouviram falar de Jesus. Eles, obviamente, não foram responsáveis pela execução de Jesus, da qual não tiveram qualquer participação ou conhecimento durante toda a sua vida. A maioria dos judeus do primeiro século não tinha qualquer conhecimento de sua vida ou ministério e, portanto, não tiveram nada a ver com sua morte, e não são responsáveis pelas ações de alguns poucos indivíduos (Judas, que o entregou para ser preso pelos oficiais do governo; os oficiais que o prenderam e o levaram para os Principais do Sacerdócio Judeus; Caifás, que o enviou para o governador romano; e Pilatos, que o entregou para o esquadrão de extermínio romano). Certamente, os Judeus que viveram antes do primeiro século e aqueles que viveram depois do primeiro século não tiveram nada a ver com os eventos trágicos daquela sexta-feira fatídica a tanto tempo atrás em Jerusalém. (mais…)

Por que Jesus conseguia maravilhar as pessoas?

quinta-feira, maio 15th, 2008

Os Evangelhos frequentemente descrevem as reações das pessoas referente aos ensinamentos de Jesus como “maravilhados” e “admirados” (ver Marcos 1:22, 27). Geralmente, as pessoas não poderiam distinguir Jesus de outros Judeus do primeiro século, baseados simplesmente em sua aparência física ao começar o seu ministério. A reação inicial de Jesus não era, portanto, baseados em sua aparência. Apenas mais tarde as pessoas começaram a reconhecê-lo e distingui-lo de outros à medida que a fama se espalhava pela terra. (mais…)

O que Jesus ensinou sobre a oração?

segunda-feira, maio 12th, 2008

Os autores do Novo Testamento, que provêem as primeiras informações confiáveis sobre Jesus de Nazaré, notaram que Jesus orava com freqüência durante sua vida, especialmente em momentos críticos de seu ministério. Como está registrado em Lucas 9:28 “E aconteceu que, quase oito dias depois destas palavras, tomou consigo a Pedro, a João e a Tiago, e subiu ao monte a orar.”; e em Lucas 5:16: “Ele porém, retirava-se para os desertos, e ali orava.” (mais…)

O que é a Segunda Vinda?

quinta-feira, maio 8th, 2008

Jesus Cristo veio a terra como um ser mortal no meridiano dos tempos. Ele ensinou o evangelho, deu autoridade divina, organizou a Igreja, e sofreu e morreu com um sacrifício expiatório infinito para os pecados do mundo. Ele declarou que Ele viria novamente, que retornaria não como um humilde e solitário Nazareno, mas como o Senhor de Sabaoth, o Senhor das Hostes, o Senhor dos Exércitos. Sua Segunda Vinda é a sua vinda “em glória”, significando que Ele virá em sua verdadeira identidade como Deus de toda criação, o Redentor e Juiz. Sua Segunda Vinda é descrita como Grande e Terrível – grande para aqueles que estão sendo verdadeiros e fiéis, portanto esperando Sua vinda, e terrível para aqueles que não deram espaço para o espírito da graça e que esperavam que Ele não voltaria novamente. (mais…)

Reflexões de Cristo

segunda-feira, maio 5th, 2008

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Courtesy of Mark Mabry

Jesus nasceu no dia de Natal?

quinta-feira, fevereiro 21st, 2008

Todos os quatro evangelhos concordam que Jesus nasceu antes da morte de Herodes, o Grande (morto em 13 de maço de 4 A.C.) e morreu quando Pôncio Pilatos era o governador da Judéia (26-36 D.C.). O desafio encontrado em qualquer reconstrução da vida de Jesus, o tempo de duração quase exato de trinta e quatro anos, é permitir tempo suficiente antes da morte de Herodes para os acontecimentos da infância de Jesus acontecer enquanto ao mesmo tempo ter uma data de falecimento na sexta antes da Páscoa (Mateus, Marcos e Lucas) ou o dia da Páscoa (João).

Historicamente, estudiosos assumiram que os Cristãos assimilaram suas celebrações do nascimento de Cristo ou na celebração do festival de inverno romano de Saturnalia, o dia de natal do sol Invictus (o sol invicto) no solstício de inverno, ou o nascimento do deus ocidental Mithras, cujo aniversário era celebrado no dia 25 de dezembro. Por séculos, estudiosos sugeriram que os pagãos que se converteram ao Cristianismo eram relutantes em deixar para trás suas antigas tradições e práticas e subsequentemente adaptaram ou até mesmo inventaram a data para a celebração do aniversario de Cristo para corresponder com as antigas celebrações pagãs.

As primeiras listas de celebrações Cristãs dadas pelo líderes da Igreja Irineu (130-200 D.C.), Tertuliano (160-225 D.C.) não mencionam a data do nascimento de Cristo, e Origen (185-254 D.C.) desacredita aqueles que colocavam ênfase em calcular a data de nascimento de Cristo. No segundo século, Clemente de Alexandria ( 150-215 D.C.) referiu aos Cristãos Egípcios que celebraram o nascimento de Cristo no fim de maio e outros que eram seguidores dos Basilides que celebraram o nascimento de Jesus no dia 6 de janeiro (Stromateis 1.21).

A tradição de celebrar o nascimento de Jesus em janeiro parece ser bastante antiga. Os Cristãos Ortodoxos Ocidentais tem celebrado a data do batismo de Cristo, chamada de epifane, no dia 6 ou 10 de janeiro desde o primeiro século, e embora a data do Epifane nunca foi realmente disputada, alguns outros Cristãos dos séculos posteriores confundiram a data do Epifane com a data do nascimento de Jesus.

Alguns manuscritos antigos contem leituras erradas em Lucas 3:22 que podem explicar, em partes, a confusão das duas datas. Essa versão de Lucas 3 cita o Pai dizendo a Cristo “És meu Filho amado; neste dia te gerei”, o que indica que alguns dos primeiros Cristãos que era a data do batismo de Jesus (6 ou 10 de janeiro) era também a data do seu nascimento. Essa celebração da data do nascimento de Jesus no início de janeiro e uma celebração de seu nascimento em meados de janeiro têm clamores iguais de ser a primeira data celebrada pelos Cristãos. Por razões desconhecidas, as celebrações de primavera (no hemisfério norte de final de março a final de maio) nunca obtiveram êxito no Cristianismo popular.

A mudança da celebração do nascimento de Jesus de janeiro para 25 de dezembro pode ser traçado apenas após o quarto século D.C. O que forçou a mudança da celebração de janeiro para dezembro é desconhecida atualmente, mas ela se tornou uma prática predominante entre todos os Cristãos, tanto no ocidente quanto no oriente, por volta de 350 D.C. Portanto, as primeiras celebrações do nascimento de Jesus pode ter sido uma celebração de inverno em janeiro – mas quase certo é que não foi originalmente no dia 25 de dezembro.

Podemos confiar nas histórias apócrifas da infância de Jesus?

quinta-feira, fevereiro 21st, 2008

Os interesses dos Cristãos interpretam o nascimento e infância de Jesus era surpreendentemente apenas uma preocupação periférica para os escritores do Novo Testamento. Apenas Mateus e Lucas registraram alguns detalhes do nascimento de Jesus, enquanto Marcos, João e Paulo, e outros não comentaram qualquer coisa sobre esse período da vida de Jesus. Uma das características chaves dos primeiros registros feitos por eles são da tradição de testemunhas oculares; portanto, os eventos que foram testemunhados pelos discípulos ou outros são os que foram registrados pelos evangelistas. Apenas em um número muito limitado de exemplos dos interesses dos Evangelhos em outros eventos parece ter sido desenvolvido apenas no segundo século, atestado em parte pelo fato que os primeiros Cristãos celebravam a data do batismo de Jesus (6 de janeiro) antes de celebrar a data do seu nascimento. Entretanto, do segundo século em diante, autores Cristãos começaram a reportar os relatos dos atos e comportamentos lendários de Jesus que de outra forma seriam desconhecidos, uma vez que não estavam relatados no Novo Testamento. Esses relatos apócrifos tiveram sucesso no segundo século em diante porque eles foram construídos em uma fundação canônica muito bem conhecida que poderia ser emprestada; eles também alimentaram um interesse em conhecer mais do que os registros relatados publicamente.

Os escritos a seguir representam habilmente o tenor da improbabilidade das narrativas da infância: “Agora depois de alguns dias Jesus estava brincando no telhado em uma andar superior, e uma das crianças que estava brincando com ele caiu do telhado e morreu. E quando as outras crianças viram elas fugiram e Jesus permaneceu sozinho. E os pais do menino que havia morrido vieram e acusaram Jesus de tê-lo empurrado para baixo. E Jesus respondeu: ‘Eu não o empurrei’. Mas eles continuaram a acusá-lo. Jesus, então, pulou para baixo do telhado e se colocou ao lado do corpo da criança, e clamou em voz alta: ‘Zenon’ –pois esse era o seu nome – ‘Levante e me diga, eu lhe empurrei?’ e a criança se levantou imediatamente e disse: ‘Não, Senhor, você não me empurrou, mas me elevou’” (A História da Infância de Thomas 9:1-3, traduzida para o Ingles por Oscar Cullman, em Novo Testamento Apócrifa 1:446).

Quais escrituras Jesus conhecia?

quinta-feira, fevereiro 21st, 2008

As escrituras judaicas (a Bíblia Hebraica ou Velho Testamento) não haviam sido finalizadas em sua forma atual até o fim do período do Novo Testamento, cerca de 90 d.C. Antes dessa época, vários grupos ou seitas judaicas possuíam diferentes pontos de vistas sobre os quais os escritos Judeus eram autoritários. Virtualmente, todos os grupos aceitavam os cinco livros de Moisés, conhecidos como A Lei (Torah). Entretanto, os Fariseus, diferentes dos Saduceus, também aceitavam os livros que constituem “Os Profetas” e os “Escritos”, sendo estes os livros de Ester, os Salmos, e Jó. Jesus se refere à essas três divisões – Lei, Profetas e Salmos – durante uma aparição pós-ressurreição (ver Lucas 24:44).

Fora de Jerusalém, Os Judeus que falam grego Diáspora lêem suas escrituras sagradas em tradução. O septuaginto, uma tradução grega da bíblia hebraica, eventualmente teve um papel muito mais significante na primeira igreja Cristã que teve no judaísmo. Ele contém mais material do que é encontrado nos textos hebraicos. O material tradicional encontrado na Bíblia Grega, mas não na Bíblia Hebraica, é agora encontrado na Apócrifa.

A descoberta dos Escritos do Mar Morto, começando em 1947, deu a estudiosos uma rara oportunidade de estudar o processo de transmissão e seleção dos escritos Judeus que eventualmente foram colocados na Bíblia Hebraica. Adicionalmente, os escritos incluíam uma variedade de outros documentos, indicando que a duração desse período de criatividade, o cânone Hebreu ainda estava aberto, pelo menos para alguns grupos Judeus.

Existem outros textos antigos que podem nos ajudar a entender o que Jesus fez e disse?

quinta-feira, fevereiro 21st, 2008

Um número crescente de estudiosos está defendendo que substituímos os Evangelhos do Novo Testamento com alguns textos recentemente descobertos da antiguidade, primariamente os Códigos Nag Hammadi descobertos no Egito em 1945. Eles argumentam que estes textos pré-datam os Evangelhos canônicos. A descoberta dos textos do Egito é importante porque eles provêm uma janela sobre o mundo do segundo e terceiro séculos d.C.

Ainda que os textos canônicos sejam nossa primeira fonte para o estudo do Cristianismo no primeiro século, alguns estudiosos têm defendido datas anteriores para alguns destes textos recém descobertos. Se, por exemplo, algum texto do Nag Hammadi tiver uma data anterior aos nossos textos canônicos, então poderíamos reescrever a história do Cristianismo de uma outra perspectiva – a perspectiva do Cristianismo Gnostico. O clamor de que um certo texto promete reescrever o Cristianismo é continuamente usado como um ponto de venda para muitas destas descobertas textuais.

Surpreendentemente, alguns textos no próprio Novo Testamento – as cartas pastorais (1 e 2 Timóteo e Tito) e as epístolas de João – foram julgados como falsificações Cristãs recentes, porque eles denunciam o Gnosticismo. Os estudiosos já tem reconhecido a muito tempo que o gnosticismo é uma heresia Cristã que começou no final da metade do primeiro século, e ainda assim, quando novas descobertas textuais escritas por Cristãos gnosticos aparecem, parece haver um empurrão geral para data-las com datas anteriores aos de nossas escrituras canônicas. Se as epístolas pastorais e as epístolas de João são amplamente reconhecidas como textos escritos depois que os Evangelhos porque eles tratam do assunto do gnosticismo, então, da mesma forma, os textos gnosticos devem ter aproximadamente a mesma data.

A verdadeira pergunta que estes textos devem encorajar é se os Cristãos Gnosticos eram maioria no fim do primeiro século ou se a proliferação dos textos gnosticos é uma testemunha da popularidade regional daquele movimento em certas áreas do império, tais como o Egito. Dezenas e dezenas de textos gnosticos foram identificados; para cada texto canônico existem pelo menos três ou quatro texto gnostico. O volume de textos testifica a popularidade do movimento.

Mas o volume de textos não nos provê evidências sobre quando eles começaram a ser escrito. Eles são amplamente conhecidos como documentos do final do primeiro século, e mesmo quando um documento é datado como se fosse mais antigo, há uma nova data posterior para os documentos gnosticos. Em outras palavras, ainda que os documentos sejam datados como mais antigos, eles contém informações que provam que eles são mais recentes. Por exemplo, o Evangelho de Tomé pode conter alguns elementos da década anterior a 70 D.C, mas a maioria dele vem do final do primeiro século.

A mesma declaração não é verdadeira para os Evangelhos. Eles possuem materiais datados mais antigos e também materiais do final do primeiro século, mas o tempo que é coberto não é tão amplo quanto os materiais não canônicos. O evangelho de Mateus, por exemplo, contém materiais que voltam diretamente para o tempo de Jesus Cristo, enquanto algumas informações, tais como as narrativas e genealogia escritas por Mateus foram feitas posteriormente, por volta de 70 d.C. Portanto, o ultimo material do Evangelho de Mateus é semelhante em tempo ao primeiro material do Evangelho de Tomé. Os Evangelhos e epístolas do Novo Testamento são as fontes mais antigas do que Jesus fez e disse.