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Por que os nomes no Velho Testamento são diferentes dos nomes do Novo Testamento?

quinta-feira, fevereiro 21st, 2008

Mesmo os leitores mais casuais da Bíblia percebem a vasta diferença nos tipos de materiais incluindo o Velho Testamento e o Novo Testamento. Um exemplo obvio das diferenças que encontramos no Velho e no Novo Testamento aparecem em nomes próprios comuns. No Velho Testamento nos tornamos familiarizados com os nomes Jacó, Josué, Miriam, Hana, e Elaias. No Novo Testamento lemos com regularidade os nomes Tiago, Jesus, Maria, Ana e Elias. Na verdade, estes nomes do Novo Testamento são em português o equivalente aos nomes em Grego e Hebreu na bíblia. O caso é muito semelhante ao nome Paulo e Paolo. Eles são o mesmo nome, mas um está em português e o outro em italiano.

O Velho Testamento chegou a nós em Hebreu com algumas poucas seções em Aramaico, enquanto o Novo Testamento chegou para nós em Grego. Alguns nomes no Novo Testamento não têm nenhum nome equivalente no Velho Testamento, uma vez que nomes em Grego e em Latim foram introduzidos nas nomenclaturas Judaicas no inicio do primeiro século. Por exemplo: Andreas (André) e Philippos (Felipe) ambos eram nomes gregos. Marcus (Marcos) e Paulus (Paulo) são nomes em Latim. Como podemos esperar, quando a mensagem do evangelho se espalhou para toda a bacia do Mediterrâneo, Paulo encontrou um número crescente de pessoas que possuíam nomes gregos e romanos que não tinham qualquer relação com os nomes do Velho Testamento.

Alguns nomes encontrados no Novo Testamento são de origem Judaica, mas não aparecem no Velho Testamento. Por exemplo: Marta e Cephas são nomes Aramaicos. O Novo Testamento preserva vários nomes Aramaicos através de traduções literais, com a tradução literal dos nomes em Grego, seguindo das traduções do Aramaico para o Grego. Por exemplo, Marcos preservou o nome Aramaico do homem cego que Jesus encontrou em Jericó e então traduziu-o para seus ouvintes como “Bartimeu (Bartimaeus), filho de Timeu (Timaeus)” (Marcos 10:46). Em alguns casos, o autor não provê uma tradução dos nomes – por exemplo: “E apresentaram dois: José, chamado Barsabás, que tinha por sobrenome o Justo, e Matias” (Atos 1:23). Barsabas deriva de duas palavras Aramaicas bar e sabas. A passagem pode ser lida “José, filho do mais velho, cujo nome era Justo” sendo Justo derivado de Justus do Latim.

Em um exemplo, o nome em português Tiago é usado no Novo Testamento, mesmo que em grego a tradução literal é lak?bos do nome Hebreu Yakob. Em outra, o Velho Testamento e o Novo Testamento preservam o mesmo nome José.

O Novo Testamento cita o nome Jesus (em grego l?suos), que é baseado no nome Hebreu Y?shua, que significa “salvação”. Embora linguisticamente relacionados, Josué (em Hebreu Yehoshua, significando “Jeová Salva”) e Yeshua não são o mesmo nome. A lista a seguir tenta aproximar as possíveis origens etimológicas dos vários nomes proeminentes nas narrativas do quarto Evangelho (os nomes Hebreus do Velho Testamento e o equivalente do Novo Testamento). Em cada caso, o nome foi traduzido literalmente para o português: Eleazar (Lazaro); Elisheba (Isabel); Elaias (Elias); Hannah (Ana); Miriam (Maria); Noé (Noé); Simeon (Simão); Jonah (Jonas ou Jona); Isaiah (Isaías); Judah (Judas ou Jude).

O que é a genealogia de Jesus, de acordo com Mateus?

quinta-feira, fevereiro 21st, 2008

A genealogia que abre o Evangelho de Mateus começa com a fórmula “Livro da geração de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão” (Mateus 1:1). Começando com Abraão, ele termina em José “marido de Maria, da qual nasceu JESUS, que se chama o Cristo” (Mateus 1:16). Embora os textos subseqüentes esclarecem que o infante Jesus foi concebido pelo poder do Espírito Santo, José aceitou total responsabilidade por Jesus, como ilustrado por seu nome formal do bebê em Mateus 1:25. Esse ato constitui reconhecimento legal de Jesus como filho de José e ajuda a explicar a proeminência de José na narrativa da infância por Mateus – comparado com Lucas, onde Maria tem um papel mais central.

A genealogia segundo Mateus é organizada em três conjuntos de quatorze gerações. Essas divisões se prolongam de Abraão a Davi, de Davi à deportação para a Babilônia e da deportação a Cristo. O primeiro destes períodos engloba cerca de 750 anos, o segundo 400 e o terceiro 600 anos, fazendo com que seja improvável que cada período de fato tenha quatorze gerações. Sendo seletivo sobre quais nomes ele incluiria na lista, Mateus pode demonstrar a importância do quatorze, o equivalente numérico para o nome David, enfatizando o tema do Evangelho de que Cristo era o filho justo de Davi.

A ênfase na descendência de Jesus ser de Abraão sugere outro tema frequentemente esquecido – que Cristo era a semente de Abraão através do qual todas as nações da Terra seriam abençoadas (Gênesis 22:18). Em adição a Maria – e ao contrário das quatro matriarcas esperadas em Gênesis (Sara, Rebeca, Raquel e Lea) – a genealogia, surpreendentemente, inclui quatro mulheres diferentes, todas com historias coloridas: Tamar (Gênesis 38), Raabe (Josué 2); Rute (Rute 2-4) e a mulher de Urias, Bate-Seba (2 Samuel 11-12). Essas mulheres agiram, e não somente receberam a ação. Além do mais, porque eram estrangeiros, suas posições como ancestrais de Jesus podem simbolizar que todos tem uma parte em Cristo.

Por que existem tantas Marias no Novo Testamento?

quinta-feira, fevereiro 21st, 2008

Os Judeus tem tipicamente apenas um nome, o que tem causado grandes dificuldades em distinguir entre os indivíduos com o mesmo nome no Novo Testamento. Por exemplo, o Novo Testamento registra os nomes de pelo menos sete Marias diferente. Para distinguir entre eles, os autores do Novo Testamento incluíam apelidos ou outros fatos sobre elas para identificar, tais como os locais de onde vinham (Maria Magdalena ou Maria de Magdala).

Quem foi Maria, mãe de Jesus?

Maria, mãe de Jesus, viveu em Nazaré, provavelmente com seus pais, quando a anunciação do nascimento de Jesus veio, embora Mateus e Lucas demonstram uma forte conexão entre ela, seu marido e Belém (Mateus 1:16-23; Lucas 2:4-7). Ela foi uma testemunha do milagre em Caná (João 2:3), porções do ministério (Mateus 12:46), a crucificação (João 19:25) e possivelmente a ressurreição de Cristo (Mateus 28:1; Marcos 16:1 e Lucas 24:10). Ela também é mencionada como estando presente durante uma reunião de discípulos após a ressurreição de Jesus (Atos 1:14). A genealogia de Maria não pode ser encontrada em nenhum lugar da Bíblia, embora em algumas traduções tendem a identificar os registros genealógicos encontrados em Lucas como sendo o de Maria (Lucas 3:23-38).

Quem foi Maria Madalena (Magdalena)?

Maria Madalena era da cidade de Magdala. Ela provavelmente ofereceu ajuda financeira para o ministério de Jesus como sugerido por sua habilidade de viajar livremente (Marcos 15:41; Lucas 8:1-2). Ela foi curada miraculosamente de possessão demoníaca (Lucas 8:2). Ela testemunhou a crucificação, sepultamento, sepulcro vazio e o corpo ressuscitado de Jesus (ver Mateus 27:55-56, 61; João 20:14-18). De acordo com o Evangelho de João, ela foi a primeira pessoa a ver Jesus após a ressurreição.

Quem foi Maria, irmã de Marta e Lazaro?

Maria, a irmã de Marta e Lazaro, foi condenada por ser discípula quando sua irmã declarou a Jesus que ela estava sobrecarregada com os afazeres domésticos (Lucas 10:41-42). Maria também ungiu os pés de Jesus com lagrimas e os secou com seus cabelos, antes do seu sepultamento, fazendo assim com que Maria fosse a primeira pessoa, exceto Jesus, a chamar a atenção abertamente para sua morte iminente (João 12:3-7).

Quem é Maria, a mãe de Tiago e José?

Maria, a mãe de Tiago e José, era uma discípula que seguiu Jesus desde a Galiléia (ver Mateus 27:55-56). O Evangelho de Marcos a apresenta como uma benfeitora do ministério público; ela foi também uma testemunha do sepulcro vazio (Marcos 15:40-41; Mateus 27:56). Ela é provavelmente a “outra Maria” mencionada nos registros do sepulcro vazio (Mateus 27:61). Interessante observar que Jesus tinha outros quatro irmãos, os dois mais velhos eram Tiago e José (Marcos 6:3), fazendo com que seja possível que essa Maria seja a mesma mãe de Jesus, uma conclusão sustentada por Marcos de que essa era Maria, mãe de “Tiago, o menor”, um apelido popular para o irmão mais novo de Jesus que tinha o mesmo nome (Marcos 15:40).

Quem era Maria, a esposa de Clopas?

Maria, a esposa de Clopas, é mencionada por nome apenas em João 19:25 como testemunha da crucificação de Jesus e é chamada de “Maria mulher de Clopas”, ou mais literalmente, “Maria de Clopas”. Alguns pensaram que ela fosse Maria, a irmã da mãe de Jesus. Entretanto, não há muitas chances de duas irmãs terem o mesmo nome. Portanto, alguns estudiosos acreditam que a referencia em João citam três pessoas, a mãe de Jesus e “e a irmã de sua mãe” e “Maria mulher de Clopas”, como sendo três pessoas diferentes.

Quem é Maria, a mãe de João Marcos?

Maria, a mãe de João Marcos, foi uma importante discípula que abriu seu lar para os Santos em Jerusalém, logo após a morte de Jesus (Atos 12:12.). Lucas a descreveu como uma mulher de meios (Atos 12:12-14).

Quem é Maria mencionada em Romanos?

Maria, mencionada em Romanos, parece não ter conexão com qualquer uma das mencionadas nos quatro Evangelhos, mas ela era uma grande bênção para as congregações em Roma. Paulo exaltou seus serviços dizendo: “Saudai a Maria, que trabalhou muito por nós” (Romanos 16:6).