Archive for the ‘Parábolas de Jesus’ Category

O que Jesus ensinou sobre a oração?

segunda-feira, maio 12th, 2008

Os autores do Novo Testamento, que provêem as primeiras informações confiáveis sobre Jesus de Nazaré, notaram que Jesus orava com freqüência durante sua vida, especialmente em momentos críticos de seu ministério. Como está registrado em Lucas 9:28 “E aconteceu que, quase oito dias depois destas palavras, tomou consigo a Pedro, a João e a Tiago, e subiu ao monte a orar.”; e em Lucas 5:16: “Ele porém, retirava-se para os desertos, e ali orava.” (mais…)

  • Share/Bookmark

O que é uma parábola?

quinta-feira, fevereiro 21st, 2008

Uma parábola, literalmente uma comparação (do grego parabole), relata a essência de coisas ao invés de falar os meios de existência dos fatos em si. Por essa razão, as parábolas transcendiam os limites de tempos e tem significados em um mundo que está sempre mudando. O Novo Testamento uma definição mais ampla de uma parábola quando comparada com o sentido mais restrito mantido pelos pensadores gregos. Ao contrario, “parábola” no Novo Testamento pode ser descrito como uma metáfora, uma alegoria, ou até mesmo uma verdadeira narrativa como parábola. O Novo Testamento segue bem a risca a tradição de iniciada nas escrituras judaicas (Bíblia Hebraica ou Velho Testamento) de que uma parábola é qualquer coisa que compara dois objetos entre si. “Como pode Satanás expulsar Satanás?” como uma parábola (Marcos 3:23), usando as mesmas termologias para falar da Parábola do Semeador. A predominância de parábolas no Novo Testamento revela que a parábola era o método favorito de ensino de Jesus, provendo aos leitores modernos uma janela para o que ele realmente era e como ele via o mundo. Jesus preferia falar de coisas como elas eram, seriam, e poderiam ser, ao invés de instruir seus discípulos diretamente em como resolver um problema. Raramente Jesus interpretava suas próprias parábolas (Mateus 13:36-43); ele preferia que os discípulos se encarregassem da interpretação por si mesmos. Por esta razão, as parábolas oferecem um convite aberto para que cada geração que a use a interprete. Sem essa janela contínua de interpretação as parábolas se tornam historicamente confinadas e explicáveis apenas para um determinado período da historia. No Novo Testamento o Evangelho de Mateus contém mais parábolas de Jesus do que qualquer outra fonte. Seu autor aparentemente parecia ser bastante atraído pelos ensinamentos de Jesus através de parábolas. Diferente de Marcos, Lucas e João, Mateus não registrou apenas as parábolas, mas também reuniu-os em várias coleções concisas (Mateus 13 e 25) com um propósito distinto em mente.

  • Share/Bookmark

Quais são os nomes das parábolas de Jesus?

quinta-feira, fevereiro 21st, 2008

Surpreendentemente, apenas duas das parábolas de Jesus receberam nomes nos textos manuscritos do Novo Testamento: a “Parábola do Semeador” (Mateus 13:18) e a “Parábola do Joio do Campo”. Os outros nomes das parábolas são o fruto dos comentários descritos, nos títulos e notas de rodapé na Bíblia e discursos secundários. Originalmente, essas outras parábolas não tinham nomes padrão. A importância dessa informação é que a interpretação das parábolas está indissoluvelmente ligada a seus nomes. O título “O Filho Pródigo”, por exemplo, foca no filho desobediente que desperdiça a herança do pai. Na verdade, entretanto, a parábola do filho pródigo é sobre um pai amoroso que tem dois filhos desobedientes, um que vai embora e se arrepende e outro que se torna duro de coração por causa de ciúmes. Talvez o intuito original era demonstrar o amor do pai, mas infelizmente esse intuito foi obscurecido através do nome atual (e incompleto) da parábola.

Considere os seguintes nomes e seus impactos sobre o entendimento do significado da parábola: “A parábola do joio e do trigo” e “parábola das bodas”. No primeiro exemplo o nome atual sugere que o trigo e o joio recebem foco igual, mas quando os discípulos de Jesus pediram para que Ele interpretasse essa parábola, ele a chamou de “parábola dos joios do campo” (Mateus 13:36). Seus entendimentos foram direcionados para a preocupação imediata – o reconhecimento do joio dentro do reino e de suas obrigações de discerni-los – enquanto o nome atual identifica ambos, o trigo e o joio, como elementos iguais.

A parábola das bodas do filho do rei inicialmente parece ter o foco em uma parte de uma rica história – chamada atualmente de cerimônia de casamento, o qual é mencionado uma vez, mas nunca recontado (Mateus 22:2). Entretanto, o tema da parábola muda para o assunto principal das pessoas convidadas e não convidadas, com aqueles que deviam supostamente assistir o casamento sendo expulsos e aqueles que haviam sido desconsiderados sendo convidados e bem-vindos para a cerimônia. O nome atual perde a poderosa conclusão que um convite não garante a entrada no casamento. Ao ler os textos bíblicos, devemos distinguir entre o texto atual e os comentários mais recentes, como os cabeçalhos, notas de rodapé e outras ajudas interpretativas.

  • Share/Bookmark