Posts Tagged ‘Jesus Cristo’

A vida pré-mortal de Cristo

sexta-feira, maio 2nd, 2008

Afirmamos, baseados na autoridade da Escritura Sagrada, que o Ser conhecido entre os homens como Jesus de Nazaré, e por todos os que reconhecem a Sua natureza divina, como Jesus, o Cristo, existiu com o Pai antes do nascimento na carne, e no estado preexistente, foi escolhido e ordenado para ser o único Salvador e Redentor da raça humana. Preordenação indica preexistência como condição essencial; portanto as Escrituras que tratam de uma, testificam igualmente da outra; conseqüentemente, nesta apresentação não será tentada nenhuma separação entre as evidências que se aplicam em particular à preexistência de Cristo e a Sua preordenação. (mais…)

Jesus o Cristo

sexta-feira, maio 2nd, 2008

É fato histórico que, no início, ou próximo do início da que veio a ser conhecida como a era cristã, o Homem Jesus, cognominado o Cristo, nasceu em Belém da Judéia. Os principais dados relativos ao Seu nascimento, vida e morte, são tão bem evidenciados, que se tornaram razoavelmente incontestáveis; são tão bem evidenciados, que se tornaram razoavelmente incontestáveis; são fatos registrados e aceitos como essencialmente autênticos pelo mundo civilizado em geral. É verdade que há divergências de deduções baseadas em pretensas discrepâncias nos registros antigos, relativas a detalhes circunstanciais; mas tais diferenças são de importância mínima, pois nenhuma delas em separado, nem todas, conjuntamente, lançam a menor sombra de dúvida racional sobre a história da existência terrena do Homem, conhecendo na literatura como Jesus de Nazaré. (mais…)

Jesus de Nazaré

sexta-feira, fevereiro 22nd, 2008

Porque Jesus é associado com Nazaré?

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Nazaré, uma pequena vila ao norte da Galiléia, foi o lar da juventude de Jesus. José e Maria, de acordo com o Novo Testamento, voltaram para lá algum tempo depois do nascimento de Jesus em Belém, uma pequena cidade no sul da Judéia, (ver Mateus 2:23). Da infância de Jesus até os seus trinta anos de idade, Nazaré foi o seu lar.

Durante este período não era incomum que uma pessoa fosse identificada com o nome da cidade onde ele ou ela havia nascido ou vivido (ver para exemplo Lucas 8:2, onde Maria de Magdala é mencionada). Como resultado disto, Jesus é identificado com Nazaré cerca de dezessete vezes no Novo Testamento, como “Jesus de Nazaré”.

Mesmo em sua morte, embora ele já tivesse deixado Nazaré aproximadamente três anos antes, Jesus era identificado com a pequena vila que ficava ao lado da via principal dos montes da Galiléia: “E Pilatos escreveu também um título, e pô-lo em cima da cruz; e nele estava escrito JESUS NAZARENO, O REI DOS JUDEUS” (Lucas 19:19).

Alguns anos depois, após a ressurreição, Pedro começou a ensinar os povos que não eram Judeus quando ele visitou o centurião romano, Cornélio, em Cesaréia Marítima para compartilhar as “boas novas”. Nesta reunião monumental, Pedro começou seu famoso sermão com a identificação geográfica do lar da infância de Jesus: “Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com Ele” (Atos 10:38). À medida que o trabalho missionário do apostolo começava a se espalhar por toda a bacia mediterrânea e ao Novo Oeste, as pessoas bem distantes da Terra Santa aprenderam sobre Jesus de Nazaré.

Adicionalmente à tradicional conexão do nome com um lugar, Mateus acreditava que a identificação com Nazaré já era conhecida pelos primeiros profetas hebraicos, (ver Mateus 2:23).

Provável aparência de Nazaré durante o primeiro século d.C., Usado com permissão de Balage Balogh

Nazareth

O Lugar de Nazaré nas Histórias do Novo Testamento

O retorno do Rei, Mateus 2:19-23.

Essa terceira passagem em Mateus 2 começa com a mesma estrutura que encontramos na passagem anterior, sobre a fuga para o Egito – o anjo do Senhor apareceu para José em um sonho e deu uma mandamento de se levantar e pegar seu filho e a mãe dele e ir para a terra de Israel, mandamento o qual José se levantou e fez exatamente como foi falado (note o paralelo lingüístico nos versículos 14 e 21). Indo novamente para a Judeia era verdadeiramente uma boa idéia, uma vez que o filho de Herodes, Arquelau, estava reinando lá, e por isso foi avisado sobre isso em um sonho, ele partiu pra o “distrito” da Galiléia, indo viver na pequena cidade de Nazaré. Isso, também, parece ter sido o cumprimento da escritura, mas perceba que aqui, profetas (plural) são referidos pela cotação “ele será chamado de Nazareno”.

Deve ter sido difícil encontrar uma escritura ou até mesmo uma combinação de escrituras que combinassem essas palavras. Uma sugestão ingênua é que Isaias 11:1 em Hebreu foca no background, o qual de NZR “ramo” da vara de Jessé, uma referencia a figura messiânica também chamada como Emanuel em Isaias 7:14. Em favor dessa associação está o fato de que em Qumran, o “ramo” nesta passagem foi também interpretada messianicamente (1 QH 6.15:7.6-19).Embora uma palavra diferente em Hebreu seja usada para ramo, essa mesma maneira de falar de uma figura messiânica é encontrada em Jeremias 23:5; 33:15; Zacarias 3:8 e 6:12.

Uma outra sugestão é que Mateus tinha em mente a noção de ser um Nazireu, cujo termo pode ser substituído por “alguém separado” ou “santo para o Senhor” em LXX: “Porque eis que tu conceberás e terás um filho sobre cuja cabeça não passará navalha; porquanto o menino será nazireu de Deus desde o ventre; e ele começará a livrar a Israel da mão dos Filisteus.Então a mulher entrou, e falou a seu marido, dizendo: Um homem de Deus veio a mim, cuja aparência era semelhante de um anjo de Deus, terribilíssima; e não lhe perguntei donde era, nem ele me disse o seu nome. Porém disse: Eis que tu conceberás e terás um filho; agora pois, não bebas vinho, nem bebida forte, e não comas coisa imunda; porque o menino será nazireu de Deus, desde o ventre até o dia da sua morte.” Juízes13:5-7 (Isaias 4:3; Juizes: 16:17). Jesus então é visto como alguém santo para Deus, uma conclusão que pode encontrar apoio em Mateus 19:10-12 se Jesus está se referindo a si mesmos. Entretanto, a caracterização comum de Jesus com alguém que comia e bebia com os pecadores e nos casamentos (ver João 2 a Marcos 1-3) não condizem com as noções que comportam dos votos Nazireus. Essa sugestão então parece menos provável do que a conexão com o ramo oráculo.

Na superfície das coisas, a impressão deixada por esse registro é que José e sua família estão mudando para Nazaré pela primeira vez. O que é estranho sobre esta história é que certamente, um outro filho de Herodes; Herodes Antipas, estava governando a Galiléia, então porque a Galiléia seria melhor para a família do que a Judéia? Mas então precisa se questionar também porque José se mudou pra uma cidade tão fora de mão a menos que houvesse conexões familiares ali. Ou ela foi escolhida precisamente porque em uma cidade de 500 a 1500 habitantes no máximo, eles poderiam desaparecer ou ficar imperceptível? Não é uma cidade mencionada em lugar nenhum do Velho Testamento ou nas antigas fontes Judaicas, o que pode explicar o porquê era tão difícil relacionar Nazaré com o Velho Testamento. Embora muitos estudiosos pensem que seja difícil reconciliar esse assunto com o que Lucas 2:39-40: “E, quando acabaram de cumprir tudo segundo a lei do Senhor, voltaram à Galiléia, para a sua cidade de Nazaré. E o menino crescia, e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele.” que diz, o qual sugere que a família de Jesus era originalmente de Nazaré, ambos registros concordam neste ponto chave – que Jesus cresceu em Nazaré e veio a ser chamado de Jesus de Nazaré. É interessante que um dos principais dos sacerdotes se mudaram para lá após a queda de Jerusalém em 70 D.C., o que sugere que ela era vista como um lugar ritualmente puro.

Ben Witherington III, Matthew, (Macon: Smyth & Helwys Publishing, 2006) .

Bem Witherington III é professor de Interpretação do Novo Testamento em Ashbury Teologial em Wilmore, Kentucky.
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Cidades, Vilas e Aldeias: Nazaré em Contexto

Cidades, como o local de habitação das elites, dominando as paisagens geográficas e sociais de grego-romana antiga. As elites construíam, controlavam e habitavam as cidades. Cesaréia e Jerusalém, certamente, eram os maiores centros urbano na Judéia. Herodes, o Grande, construiu Cesareia para prover um porto na costa da Palestina e uma declaração monumental de lealdade a César Augusto. As cidades principais na Galiléia da época de Jesus incluíam a Sepphoris (atual Zippori) e Tiberias. Essas cidades foram fundadas por Herodes Antipas e eram a sede dos oficiais Herodianos. Não surpreendentemente, na visão de interesse do movimento de Jesus, elas nunca são mencionadas nos Evangelhos. Cafarnaum, Tarichese (Magdala), e Cana eram cidades administrativas para pesca e agricultura. Camponeses da zona rural da Galiléia viviam em pequenas vilas semelhantes a Nazaré ou Nain.

K.C. Hanson and Douglas E. Oakman, Palestine in the time of Jesus: Social Structures and social Conflicts (Minneapolis: Fortress Press, 1998), 116-117

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K.C. Hanson tem ensinado estudos bíblicos na Escola Teológica Episcopal e na Escola de Teologia em Claremont, Universidade de Creighton e Faculdade São Olavo.

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Douglas E. Oakman é o reitor de Humanidades e professor de Religião na Universidade Pacífico Luterana, Tacoma, Washington.

O que é Kerygma?

quinta-feira, fevereiro 21st, 2008

O termo grego (Kerigma) significa “proclamação” e se refere às primeiras pregações tradicionais sobre Jesus, particularmente sobre sua morte e ressurreição. Os discursos de Pedro e Paulo em Atos e as cartas atribuídas a eles revelam traços dessas tradições, as quais podem ter sido fonte de materiais importantes para os escritores dos Evangelhos.

O que são os Evangelhos Sinópticos?

quinta-feira, fevereiro 21st, 2008

Entre os quatro Evangelhos canônicos: Mateus, Marcos e Lucas, algumas vezes são chamados de “Evangelhos Sinópticos”. Literalmente, sinóptico significa “com os mesmos olhos” e se referem aos fatos que esses Evangelhos compartilham o mesmo material e são relativamente próximos uns dos outros.

Quem foram os Reis Magos?

quinta-feira, fevereiro 21st, 2008

Os registros dos Reis Magos é uma parte da história Cristã muito bem conhecida e amada. Não obstante, os registros de Mateus simplesmente declaram que quando Jesus nasceu “uns magos vieram do oriente”, sem especificar quantos eles eram, quem exatamente eles eram, de onde vinham ou se eles eram reis. O número tradicional de três reis magos surgiu devido a associação de um rei para cada presente dado para o menino Jesus (Ouro, mirra e incenso). A identificação desses “reis” como Baltasar, Melquior e Gaspar não data antes do sexto século. O historiador Herodotus primeiro usa o termo grego magoi para se referir a uma casta sacerdotal entre os Medes e Persas que eram notados por interpretar sonhos. Mais tarde associados com os sacerdotes da religião Zoroastrina, magoi também foi usado para descrever vários tipos de sábios e divinos do oeste, incluindo os astrônomos Babilonos conhecidos como Chaldreans. Por volta do período romano, o termo latim Magi foi usado para todos os médicos, de diviners e astrólogos, mais respeitáveis que mágicos e charlatões. Embora alguns estudiosos tem sugerido que esses Magi possam ter sido Judeus da Babilônia ou algum outro lugar do oeste da Diáspora, as primeiras representações artísticas dos Magi os retrata com vestimentas persas ou outros trajes orientais. Alguns dos primeiros escritores Cristãos viam os Magi (reis magos) como mágicos que prontamente aceitaram a superioridade de Cristo e desistiram de suas mágicas para adora-lo. Outros os viam como os melhores sábios pagãos que foram inspirados por seus conhecimentos de astronomia a reconhecer sinais do nascimento de Cristo.

Muitos estudiosos vêem a ênfase do ambiente judeu de Mateus como um sinal que esse Evangelho foi escrito primeiramente para os Judeus e Cristãos Judeus. Portanto, se os “reis magos” eram de fato gentios, e não judeus do oeste de Diáspora, eles se unem a mulher da genealogia de Mateus, a mulher sirofeniciana, e o centurião ao pé da cruz como figuras demonstrando a inclusão dos Gentios bem como nas mensagens Cristãs no Evangelho de Mateus.

O que o Novo Testamento fala sobre o nascimento de Jesus?

quinta-feira, fevereiro 21st, 2008

Dos quatro evangelhos, apenas Mateus e Lucas fazem um relato da concepção e nascimento de Jesus. Escritos de duas perspectivas diferentes e contendo detalhes diferentes, essas duas narrativas completam uma a outra e juntas formam um importante fato do nascimento, incluindo que o nome da mãe de Jesus era Maria, que ela viveu em época em Nazaré, que ele nasceria perto de Jerusalém e que sua concepção foi um milagre divino.

Embora Mateus testifique que Maria concedeu pelo poder de Deus, ele enfatiza que Jesus era filho de David por genealogia no começo da narrativa do nascimento e por seu foco no papel de José, responsável por Jesus. Através de sonhos, José recebeu instruções de casar com Maria, aceitar o nome Jesus para a criança e de se mudar com a família quando ameaçado por Herodes e então por seu filho, Arquelau. Através do uso de citações do Velho Testamento, Mateus demonstra ainda como o nascimento de Jesus cumpriu as profecias messiânicas.

Os registros de Lucas, por outro lado, frequentemente ilustravam a perspectiva de Maria e incluía mais informações pessoas e da família. Ao contar a anunciação, ele preserva as instruções angelicais que Maria recebeu, e a sua visita a Elizabete provendo para ambas a confirmação espiritual concernente aos papeis que seus filhos cumpririam. Adicionalmente aos detalhes da noite do nascimento de Jesus, a narrativa de Lucas também inclui registros de quando nomearam Jesus e de sua circuncisão, sua apresentação no templo e seus ensinamentos no templo quando tinha doze anos.

Alguns dos aspectos dessas duas narrativas que os contos de natal tradicionais harmonizam frequentemente provêm detalhes interessantes quando lidos separadamente. Mateus não dá qualquer indicação que José seja de Nazaré, talvez sugerindo que ele ou sua família fossem de Belém, ou que possuíam propriedades lá, o lar tradicional do Rei Davi, ou que Maria fosse de Belém, talvez que possuísse propriedades lá. Nos registros de Lucas, quando José leva Maria para Belém logo após o seu casamento, suas acomodações parecem improvisadas. Interessante que a palavra Katalyma, tradicionalmente traduzido como “pousada” e frequentemente interpretado como uma caravana ou acampamento, pode também significar “quarto de hóspedes” (a segunda vez que Lucas usa essa palavra é para o que foi traduzido como cenáculo (ou quarto superior) da Ultima Ceia em Lucas 22:11-12). Os registros de Lucas falam sobre anjos e pastores, que encontram a criança na tão conhecida manjedoura, enquanto os registros de Mateus relata sobre os Magos chegando algum tempo após o nascimento, e eles encontram a família vivendo em uma casa.

José parece ter tido a intenção de ficar com a família em Belém, partindo apenas quando alertado que Herodes queria matar a criança. A morte de Herodes em 4 D.C.ajuda a datar os acontecimentos, pois foi nesta época que Jose trouxe sua família de volta do Egito para Nazaré. Encontrando o filho instável de Herodes, Arquelau, governando a Judéia, José é novamente alertado em um sonho, decide levar a família então para Nazaré, o qual parece ser a casa de Maria. Seu temor era justificado, no ano 6 D.C. os Romanos depuseram Arquelau para a investigação dos próprios Judeus por causa de sua violência e mau governo. Este também foi o ano em que P. Sulpicius Quirinus, ou “Cirenio” começou seu governo na Síria. Embora o ano 6 D.C. é a data que Lucas parece ter dado para o nascimento de Jesus, historicamente é o ano em que a Judéia se tornou uma província.