“Ser Feliz, Mesmo Quando Estamos Tristes”

março 16th, 2015

mormon-missionario-jesusA medida que a Páscoa se aproxima e toda a cristandade celebra a Ressurreição de Cristo, eu me lembro de uma experiência que tive alguns anos atrás com nosso filho, Mateus, que na época tinha cinco anos de idade. Ele era muito próximo de sua avó materna, ou seja, de minha mãe, quando esta veio a falecer. Ela morava perto de nós e nos falávamos várias vezes por dia. Ela morreu, de repente, em um domingo de manhã.

Eu senti como se um buraco tivesse sido aberto em minha alma e todo o senso de esperança e de vida foram rapidamente drenados de mim. Quando me sentei ao lado da cama do Mateus, tentando explicar a ele o que era a morte, procurei usar as palavras certas. Era a sua primeira experiência desse tipo e ele parecia tão estarrecido de que alguém poderia simplesmente parar de viver e que ele não poderia vê-la de novo por um longo período de tempo. Eu disse a ele que, porque, Jesus ressuscitou, um dia, todos nós ressuscitaríamos e jamais morreríamos novamente, e por isso, ele poderia ver a sua querida avô novamente. Então, ele disse algo que jamais esquecerei. No meio dos soluços, ele balbuciou as seguintes palavras, “Jesus teve sorte.” “O que você quer dizer?” eu perguntei. Ele disse, “Jesus teve sorte, porque teve que esperar apenas três dias para ressuscitar.”

Naquele momento eu sabia exatamente o que o meu rapazinho estava pensando e sentindo, porque eu me sentia do mesmo jeito. Era como se ele estivesse dizendo, “Tudo isso sobre ressuscitar um dia parece muito bom, mas o que eu devo fazer enquanto isso! Como eu posso viver sem a minha vovó, agora?” Eu estava me sentindo do mesmo jeito! Foi, então, que eu comecei a sentir que as coisas que tinha dito a ele foram realmente inspiradas, porque as palavras também trazem a mim o conforto tão necessário.

Eu disse a ele que quando Jesus teve que deixar Seus discípulos, Ele lhes disse que enviaria um dom muito especial que os ajudaria a sentirem-se próximos Dele, até que retornasse. Este é o Dom do Espirito Santo. Eu disse ao Mateus que quando ele fosse batizado, também poderia receber este dom especial, que o acompanharia constantemente, desse modo, o Espirito Santo poderia ajudá-lo a se sentir feliz e sentir o amor de sua avó por ele, até que pudessem estar fisicamente próximos um do outro.

Alguns dias depois, estávamos no carro falando sobre o funeral. Mateus e seu irmão mais velho estavam falando sobre como haviam apreciado o lanche que havia sido servido e ver todas as pessoas que compareceram. Mateus disse que ele se sentia feliz, mesmo estando triste. “Este deve ser o Espirito Santo, não é, mamãe?” Ele disse. “Sim, Mateus,” eu disse, “Isto é o que sentimos. E a influência do Espirito Santo. Ela nos ajuda a nos sentirmos felizes mesmo quando estamos tristes.”

Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize. João 14:27

Este artigo foi escrito por Bianca Palmieri Lisonbee

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4 Maneiras de Fazer o Sacramento Mais Sagrado

março 11th, 2015

Toda semana participamos do sacramento e tomamos e comemos os símbolos daquele é o Pão da Vida e a Água Viva. Como os nefitas da antiguidade, nós também temos a oportunidade de participar dos símbolos físicos do Seu sacrifício.

Elder L. Tom Perry, disse: “Participar do sacramento nos confere um momento sagrado em um lugar santo.”

Abaixo enumeramos quatro modos de como ponderar a respeito do sacramento que nos fará comungar de um momento sagrado em um lugar santo.

  1. O Significado da Páscoa e do Pão sem Fermento

Ultima-Ceia-MormonJesus institui o sacramento no fim da Festa da Páscoa, quando partiu o pão e declarou, “Este é o meu corpo.” Se fossemos judeus vivendo naquele tempo, saberíamos que o significado de Sua declaração, por causa do pão em particular que Ele usou para representá-Lo.

Durante a Páscoa, somente pão sem fermento podia ser usado, o mesmo tipo de pão usado para os sacrifícios oferecidos no templo.

O pão era levedado naqueles dias ao adicionar um pouco de massa fermentada a uma massa não fermentada. Isto causava a levedação, mas eventualmente, também o fazia azedar. A levedura era vista como um símbolo do orgulho, pecado e decadência espiritual. Somente Jesus podia comparar a Si mesmo com o pão sem fermento, completamente livre de contaminação ou decadência.

Um tipo especial de pão não levedado é chamado de afikoman e é envolto em um guardanapo e escondido no inicio do jantar de Páscoa (Seder). No final, ele é recuperado e o líder da celebração o faz em pedaços, distribuindo-o para cada pessoa presente. Intencionalmente, Jesus estava seguindo esse costume ao partir o pão e distribui-lo aos Seus apóstolos.

David Duabe, um estudioso de cultura judaica, disse que o afikoman, representava na época o Messias, que deveria vir. Quando Jesus proclamou, “Este é o meu corpo,” Ele estava declarando-se como o muito anunciado Messias.

Por que Jesus escolheu o jantar de Páscoa para introduzir o sacramento? Porque existem inúmeras lições que Ele deseja que nos lembremos a cada semana.

  • Ele é o Cordeiro Pasqual, aquele sem pecado, o pão sem fermento. Apenas através do Seu sacrifício perfeito nós poderemos ser limpos e obter a salvação.
  • Ele é o escolhido, que libertou os Israelitas do Egito – o momento histórico relacionado a Páscoa – e Ele tem o mesmo poder em nossas vidas, ou seja, nos libertar do pecado.

Quando tomamos o sacramento tendo isso em mente, aumentamos nosso conhecimento de que Ele é o Messias, aquele sem pecado que trouxe libertação do pecado e da morte.

  1. A Reunião Sacramental é a Reminiscência do Funeral de Cristo

mormon-cristo-doutrina1Quando um grande homem morre jovem, ele é especialmente honrado, principalmente quando é virtuoso, bondoso e fervoroso, e especialmente quando sofre uma morte injusta e cruel.

O funeral de tal jovem seria pleno de solenes demonstrações de respeito e tristeza, com amigos que silenciosamente comtemplam seu legado e sua vida cheia de incríveis realizações. A musica acompanha o início do serviço fúnebre. E a reunião tem o proposito que os presentes reflitam sobre o significado daquela vida que se foi e de sua memória.

O sacramento simboliza o sacrifício Expiatório de Cristo e Sua morte e ressurreição, é o centro do serviço de adoração.

Esta idéia apresenta algumas importantes lições.

  • Embora não usemos o símbolo da cruz, a morte de Cristo tem um profundo significado; é essencial a vida eterna.
  • Uma reunião formal é um meio importante para nos lembrarmos de alguém. A reunião sacramental é o momento de renovar nossos convênios, mas também a oportunidade de guardar o convênios de nos lembrarmos de Cristo.

Quando Jesus morreu, a terra tremeu nos dois hemisférios. A luz do sol se escondeu no hemisfério ocidental a medida que a “luz do Filho” foi removida do hemisfério oriental.

Sua morte não passou desapercebida. Nem o sacramento deve passar sem nos darmos conta e lembrar de Seu sacrifício por nós.

Como qualquer funeral, devemos chegar com antecedência e preparados, solenes e reverentes, com a mente focada inteiramente Nele, que estamos a adorar e honrar.

  1. O Simbolismo do Nascimento de Cristo e Nosso Renascimento Espiritual

Quando lhe foi perguntado por Pilatos se Ele era um rei, Jesus respondeu, “Para este fim eu nasci.”

O sacramento nos serve como uma lembrança do propósito de Seu nascimento, e da realidade de sua natureza divina.

Elder Neal A. Maxwell disse, “Cada um de nós é um dono de estalagem, decidindo se há ou nao lugar para Jesus.” A medida que nos dirigimos a mesa sacramental, simbolicamente vamos ao Seu estábulo. Como os magos, trazemos nossas melhores ofertas de um coração quebrantado e um espirito contrito e o testemunho de que Ele é o nosso Salvador. Damos espaço a Ele em nossas vidas e fazemos convenio de nos lembrarmos sempre Dele.”

A medida que participamos do sacramento, renovamos nossos convênios que fizemos no batismo – nosso renascimento. Assim como o sacramento nos lembra do Seu nascimento, também nos lembra do nosso.

Existem muitas lições que o símbolo do nascimento pode nos ensinar.

  • Somos limpos. Como o Senhor poderia mãos claramente nos ensinar sobre como ser puros ao nos comparar com um recém-nascido?
  • Os convênios são sérios. O preço para merecer a Expiação de Cristo. Nosso renascimento espiritual requer muito mais do que o sacrifício e a dor do nascimento físico. Mas, como qualquer mãe pode atestar, vale a pena por causa de seu amor infinito por nós.
  • Podemos nos tornar como Ele. Pais amorosos desejam que seus filhos cresçam, amadureçam e experimentem as alegrias da vida. É exatamente o que eles desejam para todos os seus filhos. O Pai Celestial é um pai perfeito com amor absoluto. Ele deseja para nós tudo o que Ele tem e é, e esta nos treinando d’acordo.

Cada semana que tomamos o sacramento podemos nos lembrar do propósito de Seu nascimento e do propósito do nosso, a medida que damos espaço em nossas vidas a Ele, oferecendo o melhor de nossos dons, e nos preparando seriamente para o sacramento, assim como nos preparamos para o nosso batismo.

  1. Se Ajoelhando no Altar do Sacrifício

bencaos-sacramento-mormonDesde o tempo em que Adão e Eva foram expulsos do Jardim do Éden, o sacrifício foi uma parte central da adoração. Até a expiação de Jesus Cristo, os sacrifícios consistiam em derramar sangue de uma animal sem manchas, simbolizando o futuro sacrifício de Jesus Cristo.

Depois do Seu grande e ultimo sacrifício, o sacramento tomou o lugar do derramamento de sangue. Mas, não substituiu o mandamento do sacrifício. Jesus nos disse, “oferecereis um sacrifício a mim, um coração quebrantado e um espirito contrito.” Nosso sacrifício nos lembra do Seu sacrifício e do altar do Getsêmani.

Esta idéia ilustra duas lições chaves:

  • O sacrifício é essencial para a salvação. Como Joseph Smith ensinou, “uma religião que não requer o sacrifício de todas as coisas, nunca terá poder suficiente para gerar a fé necessária para a vida e salvação.”
  • Nosso sacrifício é um poderoso modo de se aproximar Dele.

O manual dos Princípios dos Evangelho explica que, “Nosso desejo de sacrificar é um indicador de nossa devoção a Deus. As pessoas sempre foram testadas para saber se colocariam as coisas de Deus em primeiro lugar em suas vidas.” O sacramento é nosso altar de sacrifício, onde nos apresentamos, quebrantados e contritos, para sermos curados e preenchidos pelo Espirito Santo.

Uma preparação adequada para um sacrifício inclui trazer algo para oferecer. Os antigos nunca chagaram ao templo sem nada apropriado para colocar sobre o altar. Tendo isso em mente, Elder Don R. Clarke prometeu, “Se nos prepararmos adequadamente para o sacramento, podemos transformar nossas vidas.”

Quando nos colocamos sobre o altar, nossas vidas são curadas.

Conclusão

O sacramento é a única ordenança realizada para nós mesmos, mais do que uma vez na vida. Para a maioria de nós, participaremos da ordenança do sacramento milhares de vezes antes de morrermos. Embora, tomar o sacramento se torne parte da rotina – ele nunca pode deixar de ser um momento para ponderar, um momento sagrado, um momento de renovação.

Falando do sacramento, David O. Mckay disse, “Nenhuma ordenança realizada na Igreja de Cristo é mais sagrada.” A medida que verdadeiramente ponderarmos sobre os conceitos aqui expostos, iremos apreciar mais o verdadeiro significado e o profundo simbolismo do sacramento. Será uma experiência significativa e sagrada, todas as vezes.

Quais outras idéias você acha que poderia contribuir para tornar esse momento mais sagrado para você?

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Uma Mensagem de Fé e Esperança

março 10th, 2015
  1. Qual é a diferença entre a fé e a esperança?

A fé e a esperança são duas virtudes das quais falamos muito. A Bíblia Sagrada e o Livro de Mórmon têm muitas referências às duas, e lemos essas escrituras freqüentemente. Em verdade, as vezes parece que as duas são usados indistintamente. Qual então é a diferença entre elas? Vamos ver alguns exemplos:

familia-negra-livro“E agora, conforme falei com referência à fé— não é ter um perfeito conhecimento das coisas; portanto, se tendes , tendes esperança nas coisas que se não vêem e que são verdadeiras.” (Alma 32:21- O Livro de Mórmon)

“Como conseqüência, a fé vem pelo ouvir as boas novas, e as boas novas vêm pela Palavra de Cristo.” (Romanos 10:17- Bíblia Online)

“Portanto todos os que crêem em Deus podem, com segurança, esperar por um mundo melhor, sim, até mesmo um lugar à mão direita de Deus, esperança essa que vem pela e é uma âncora para a alma dos homens, tornando-os seguros e constantes, sempre abundantes em boas obras, sendo levados a glorificar a Deus.” (Éter 12:4- Livro de Mórmon)

“E verdadeiramente Cristo disse a nossos pais: Se tendes , podeis fazer todas as coisas que me são convenientes.” (Morôni 10:23- Livro de Mórmon)

“Deveis, pois, prosseguir com firmeza em Cristo, tendo um perfeito esplendor de esperança e amor a Deus e a todos os homens. Portanto, se assim prosseguirdes, banqueteando-vos com a palavra de Cristo, e perseverardes até o fim, eis que assim diz o Pai: Tereis vida eterna.” (2 Néfi 31:20- Livro de Mórmon)

O manual dos missionários, Pregar Meu Evangelho, as defina assim:

“Se você tem em Cristo, você acredita que Ele é o Filho de Deus, o Unigênito do Pai na carne. Você O aceita como seu Salvador e Redentor, e segue Seus ensinamentos. Você acredita que seus pecados podem ser perdoados por meio de Sua Expiação. A fé em Cristo significa que você confia Nele e tem certeza de que Ele ama você.”

“A esperança é uma confiança duradoura de que o Senhor cumprirá as promessas que Ele lhe fez. Ela se manifesta pela confiança, otimismo, entusiasmo e perseverança paciente. Significa crer e esperar que alguma coisa acontecerá. Se você tem esperança, você trabalha em meio a provações e dificuldades com a confiança e certeza de que todas as coisas contribuirão para o seu bem. A esperança ajuda você a vencer o desânimo. As escrituras freqüentemente descrevem a esperança em Jesus Cristo como a certeza de que você herdará a vida eterna no reino celestial.”

Então a fé é uma crença, e a esperança é um sentimento, ou uma firme confiança. A fé está focada em Cristo, e a esperança está focada na certeza de nossa salvação. As duas são necessárias para seguir a Jesus Cristo.

  1. Qual vem primeiro, a fé ou a esperança?

Qual é a primeira virtude que desenvolvemos: a fé ou a esperança?

Busquemos a resposta na palavra de Deus. Morôni 7 dá uma parte da resposta:

“E novamente, meus amados irmãos, gostaria de falar-vos sobre a esperança. Como podeis alcançar a fé a não ser que tenhais esperança?” (Morôni 7:40)

Então parece que precisamos primeiro da esperança. Enfim, como poderíamos ter uma firme crença em Cristo e sua expiação se não primeiro tivéssemos uma esperança disso? Alma nos ensinou que primeiro precisamos ter o desejo de crer, e quando temos esse desejo, pouco a pouco podemos desenvolver a fé. Não pode haver fé sem esperança.

Mas lemos mas um pouco em Morôni, e encontramos algo mais:

“Portanto, se um homem tem fé, ele tem que ter esperança; porque sem fé não pode haver qualquer esperança.” (Morôni 7:42)

Então…sem fé não podemos ter qualquer esperança? Isso também faz sentido: se não tivermos nenhuma crença em Deus, em Cristo, ou em nossa salvação, como é que podemos ter esperança para nosso futuro. É lógico que precisamos ter a fé para que tenhamos a esperança.

Então qual é a resposta? Qual delas vem primeiro.

A verdade é que elas nascem juntas.

Sem fé, não podemos ter uma esperança de um mundo melhor. Sem a esperança, não podemos desenvolver uma firme fé na salvação. Ambas a fé e a esperança começam pequenas, e crescem juntos ao seguirmos o plano de Deus.

  1. Como posso desenvolver a fé e a esperança?

Sermao-Montanha-Jesus-MormonA fé e a esperança são as virtudes que guiam todos as outras. Sem fé em Jesus Cristo, porque seguiríamos a Ele? Sem esperança em nosso futuro, porque trabalharíamos para desenvolver todas as outras virtudes?

Para desenvolvermos a fé e a esperança, precisamos agir. Não existe maneira melhor de explicar isso do que a maneira que Alma explicou em Alma 32:

“Mas eis que, se despertardes e exercitardes vossas faculdades, pondo à prova minhas palavras, e exercerdes uma partícula de fé, sim, mesmo que não tenhais mais que o desejo de acreditar, deixai que esse desejo opere em vós, até acreditardes de tal forma que possais dar lugar a uma porção de minhas palavras.

Compararemos a palavra a uma semente. Ora, se derdes lugar em vosso coração para que uma semente seja plantada, eis que, se for uma semente verdadeira, ou seja, uma boa semente, se não a lançardes fora por vossa incredulidade, resistindo ao Espírito do Senhor, eis que ela começará a inchar em vosso peito; e quando tiverdes essa sensação de crescimento, começareis a dizer a vós mesmos: Deve ser uma boa semente, ou melhor, a palavra é boa porque começa a dilatar-me a alma; sim, começa a iluminar-me o entendimento; sim, começa a ser-me deliciosa…

E agora, eis que por haverdes feito a experiência e plantado a semente que inchou e brotou e começou a crescer, deveis forçosamente saber que a semente é boa…

E eis que, à medida que a árvore começar a crescer, direis: Tratemos dela com muito cuidado, para que crie raiz, para que cresça e dê frutos. E agora, eis que se a tratardes com muito cuidado, criará raiz e crescerá e dará frutos.

E assim, se não cultivardes a palavra, esperando com os olhos da fé o seu fruto, nunca podereis colher o fruto da árvore da vida.

Se, porém, cultivardes a palavra, sim, cultivardes a árvore quando ela começar a crescer, com vossa fé, com grande esforço e com paciência, esperando o fruto, ela criará raiz; e eis que será uma árvore que brotará para a vida eterna.” (Alma 32:27-41)

Não existe uma maneira fácil de ganhar a fé e a esperança– precisamos lutar por elas. Precisamos cuidar de nossa fé e esperança diariamente. Mas se as cultivarmos, temos a promessa que brotarão para a vida eterna.

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Eu sou o Pão da Vida

março 5th, 2015

Sermao-Montanha-Jesus-MormonUma das coisas que confundem mais os membros da Igreja é quando as escrituras fornecem mensagens que necessitam ser compreendidas em múltiplos níveis. A sociedade atual preza o discurso direto, que seja simples de entender, ainda mais com o atual cenário educacional, onde se aprende cada vez menos, e as escrituras não foram escritas dessa maneira. Elas foram escritas para serem entendidas pelo Espirito, e não somente pelo intelecto. Quando falamos que Cristo é o pão da vida, estamos falando tanto literalmente como espiritualmente. A sacada é descobrir como esta descrição se encaixa em ambas categorias ao mesmo tempo.

Tradução literal

Em João 5-6, Marcos 6:30-44 e Mateus 14:22-33, Jesus realiza o milagre de alimentar os 5000 com apenas cinco pães e dois peixes. Ele, literalmente, foi capaz de alimentar as pessoas, produzindo comida. Para muitas delas, conseguir uma refeição grátis era algo maravilhoso. Principalmente, em um lugar remoto, onde não haviam mercados onde se pudesse comprar comida. Algo tentador para aqueles que apenas desejavam curtir um pouco.

A parte física desta parábola foi bem demonstrada por Jesus. Ele pegou cinco pães e dois peixes e os multiplicou a fim de alimentar 5000 pessoas. Os discípulos disseram a Jesus que a quantidade de dinheiro para alimentar a multidão era de 200 salários. Esta soma de dinheiro equivalia a dois terços do salario anual de uma pessoa, se esta trabalhasse sete dias por semana. Em outras palavras, mesmo esta quantidade de dinheiro iria ser insuficiente para alimentar aquela quantidade de pessoas. Jesus, entretanto, foi capaz de pegar o pouco que haviam e multiplicar para que tivessem em abundância. Depois que todos haviam se alimentado, ainda haviam sobrado 12 cestos de comida. Mesmo as sobras eram maiores do que o que haviam no inicio.

Tradução Espiritual

Depois que Jesus provou que podia fisicamente alimentar as pessoas, ele se declarou o pão da vida. As pessoas, entenderam que ele estava falando sobre quando Moisés, como sinal do poder de Deus, alimentou os israelitas por 40 anos com o maná, enquanto estavam no deserto. Jesus os corrigiu e lhes disse que Deus, os havia alimentado, e não Moisés. Mas que agora, Deus lhes havia enviado o “verdadeiro” maná ou o pão dos céus. Eles estavam apenas pensando no alimento físico, e por isso, ficaram confusos.

Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito: Deu-lhes a comer o pão do céu.

Disse-lhes, pois, Jesus: Na verdade, na verdade vos digo: Moisés não vos deu o pão do céu; mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu.

Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo.

Disseram-lhe, pois: Senhor, dá-nos sempre desse pão.

E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede. (João 6:31-35)

Cristo tentou lhes ensinar nos versículos subseqüentes qual era o Seu relacionamento com o Pai, mas as pessoas também não puderam compreender, porque estavam pensando apenas no pão físico. O pão do qual Jesus falava, consistia na vida eterna, oferecida pelo Pai através do Filho, e ensinada por Ele a todos os filhos de Deus. Quando o Senhor disse que precisávamos viver de cada palavra que saísse da boca de Deus, Ele estava dizendo que podemos viver a mesma vida que Deus vive, mas que isso seria possível, apenas se aprendêssemos a viver como Ele vive. Os ensinamentos de como fazer isso são as palavras que precisamos seguir. Assim, as transformamos em nosso pão da vida (eterna). Ao vivermos de acordo com as palavras de Deus, estas nos qualificam a viver em Sua presença. E como o alimento físico, a palavra do Senhor satisfaz e preenche a alma, nos trazendo alegria.

O conceito de que aqueles que vierem a Cristo jamais terão fome possui um significado tanto literal quando figurativo. Aqueles que vivem sem Cristo sentem um vazio que somente pode ser preenchido pelas verdades encontradas no evangelho de Jesus Cristo. Seu desejo insaciável de pertencimento, respostas para as questões da vida, somente podem ser satisfeitas com o evangelho de Cristo. Aqueles que vêem a Cristo jamais irão experimentar aquela sensação de fome ou vazio novamente. Aqueles que acreditam em Cristo jamais irão estar sedentos por um lugar de refúgio e o conhecimento de suas origens e do seu potencial divino.

Procurando nas Escrituras

Vamos mudar de assunto e falar sobre João 5:39. Jesus fala sobre a lei das testemunhas. Ele esta dizendo as pessoas que não pode testemunhar de Si mesmo, mas se elas procurem nas escrituras, estas testemunharão Dele.

Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam; (João 5:39)

Qual a diferença entre ler as escrituras e examiná-las? A seguir ofereço um exemplo que compara as palavras ler e examinar. Quando você anda pela sua casa é como ler um livro. Você vê superficialmente toda a casa, mas não se foca em nada especificamente. Mas se você perder a chave de seu carro e começar a procurá-la, terá que começar olhar tudo atentamente. Você começa a pensar onde elas poderiam estar, onde foi a ultima vez que você a viu, quem poderia tê-las pego, etc.

Quando lemos as escrituras, freqüentemente o fazemos como se elas fossem um romance, para relaxar, para se distrair ou se sentir bem. Quando examinamos as escrituras, estamos em uma missão para encontrar algo, para compreender algo, descobrir algo. Temos muitas razões para examinar as escrituras, mas independente delas, precisamos fazê-lo. Se examinarmos as escrituras, descobriremos que elas realmente testificam de Cristo. Elas falam de Cristo, se regozijam em Cristo, testificam de Sua missão e profetizam Dele. Ele pode ser encontrado, pagina após pagina, na boca de todos os profetas. Foi isso que os judeus perderam. Eles se tornaram tão obcecados pelas ordenanças exteriores e regras diárias da Lei de Moisés que não podiam enxergar além da Lei que apontava para Cristo.

Cristo e Seu sacrifício por toda a humanidade é o centro de todas as escrituras. Mas também, é fácil ser levado pelas histórias individuais e outros pontos doutrinários que devem servir de lembrete de que as escrituras não eram o pão da vida até que Cristo tivesse vindo e realizado Seu grande e ultimo sacrifício e se tornasse de modo vivido o pão da vida para todos nós. Quando procuramos as escrituras, necessitamos saber como Cristo se encaixa nelas em um panorama mais amplo. Todas as facetas do evangelho apontam para Cristo.

Escrito por Kelly Merrill

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O Que Você Está Desistindo Pela Quaresma?

fevereiro 25th, 2015

mormon-cristo-doutrina1Eu cresci na igreja católica, e por isso, ainda hoje tenho vividas em minha mente as memórias da quarta-feira de cinzas e do inicio da quaresma. Imagens pungentes do padre marcando minha testa com cinzas enquanto eu admirava as estátuas de mármore branco envoltas em um tecido roxo. Mas a coisa que mais me lembro sobre a quaresma foi que jamais fui completamente capaz de manter os compromissos de se abster daquilo que havia me comprometido a fazer. Pelo que eu saiba, o Mardi Gras ou a terça-feira gorda, se tornou a grande festa de Carnaval no Brasil e do Carnevale na Itália, a ultima grande celebração antes do dia do arrependimento e sacrifício que antecede os 40 dias antes da Páscoa. As cinzas significam a humildade ao se vestir em saco e cinzas e o sacrifício quando escolhemos nos negar a algo que desejamos até a Pascoa.

Na minha infância, junto com minha família e meu cão, a coisa mais difícil de renunciar eram os doces. Minha maior fraqueza tinha a forma de pequenos caramelos embalados com papel colorido e qualquer outra coisa que fosse feita de chocolate. Eu gostaria de poder dizer que teria conseguido completar os 40 dias sem comê-los e ter que me arrepender e começar de novo, mas eu acredito que nunca consegui. 40 dias é um tempo muito longo, especialmente para uma criança. Mas, eu aprendi aquela parte que nos ensina que celebramos com a ressurreição de Cristo, a oportunidade que cada um nós possui de nos arrepender e recomeçar. E este processo, muitas vezes, nos obriga a enfrentar as nossas fraquezas e a incapacidade de mudar a nós mesmos. É claro que, não devemos nos arrepender com a atitude que se pecarmos poderemos nos arrepender novamente, porque isso nos faria zombar deste maravilhoso dom. Mas se estivermos realmente tentando fazer o que é certo e continuar lutando, o poder capacitador da expiação irá nos abençoar, nos encorajando com o desejo e a força de continuar tentando.

O Salvador nos convida a perdoar os outros sete vezes sete. Talvez, algumas vezes temos que encarar a nós mesmos com o mesmo grau de compaixão. A medida que compreendermos o amor e a compaixão que Ele tem por nós, também compreenderemos melhor as dores que Ele sofreu por nossas fraquezas e falhas, e como esta desejoso a nos ajudar a ter sucesso. Eu me lembro que a medida que a Páscoa se aproximava, era maravilhoso celebrar, não apenas comendo coelhos de chocolate e jujubas, mas sabendo que a minha habilidade de fazer sacrifícios para o Senhor Jesus Cristo havia aumentado. Meus esforços foram perfeitos? Não. Mas, eu sabia que minha oferta havia sido aceita pelo Senhor e que eu procuraria tentar fazer melhor da próxima vez. Algum de vocês tem quaisquer lembranças a respeito da quaresma e do poder capacitador da Expiação?

Este artigo foi escrito por Bianca Palmieri Lisonbee

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Nosso Passaporte Espiritual

fevereiro 24th, 2015

Como Ser Salvo Pela Graça Parte 3

fevereiro 17th, 2015

Este é o terceiro e ultimo capitulo de nosso tópico sobre a graça. Nas duas primeiras partes falamos sobre o que é graça, de onde vem, como se relaciona com a expiação, justificação, e santificação. Agora falaremos como podemos receber o dom da graça, que acaba sendo um sumario das questões que já foram discutidas. Você pode ler a primeira parte deste artigo clicando aqui, e a segunda, clicando aqui.

A Graça é Verdadeiramente de Graça?

mormon-LendoEsta é uma pergunta difícil de responder. A graça divina é absolutamente grátis, no sentido em que concede a salvação da morte eterna e a possibilidade de exaltação a todos sem exceção. Este dom é concedido tanto aos que amam o Salvador como aos que O odeiam. Não precisamos fazer nada para ressuscitarmos, ela é concedida a todos os seres humanos como um dom gratuito do amor de Jesus. O dom de exaltação, entretanto, requer um esforço continuo e um grande comprometimento de nossa parte, mas, mesmo assim, é dado como um dom. Cabe a nós nos preparar para recebê-lo.

Como mencionado nos dois primeiros capítulos, Deus não pode nos perdoar por havermos quebrado as leis, apenas porque o deseja. Todo pecado exige uma punição. Se não aceitarmos o pagamento realizado por Cristo, devemos sofrer no inferno pelos nossos erros, até que a lei e a justiça sejam satisfeitas. Mesmo assim, Sua graça nos resgatará do inferno, no momento em que tivermos pago nosso débito. Mesmo que rejeitemos completamente Sua expiação por nós, eventualmente, a misericórdia de Deus demonstrará Seu eterno amor.

Devo Ser Perfeito Para Receber a Sua Graça?

Cristo teve que ser perfeito a fim de pagar por nossos pecados, mas nós não precisamos ser. Na verdade, é a graça de Cristo que nos ajuda a nos tornarmos completos e espiritualmente saudáveis, que nos leva a sermos perfeitos. Devemos lembrar que a graça tem o poder curar nossas enfermidades espirituais. Quanto mais aprendemos a confiar no poder da graça de Deus, mais rápido o processo à perfeição se torna uma realidade.

Como Posso Receber o Dom da Graça?

Os Santos dos Últimos Dias possuem uma visão única da graça. Isto acontece porque nosso entendimento se baseia em revelações modernas, incluindo os ensinamentos do Livro de Mórmon. Sabemos que a graça é gratuita, e que é oferecida a uma humanidade que não a merece por um Deus benevolente.

Também acreditamos que a graça deve ser recebida através da fé em Cristo. Porém, é aqui que os Santos dos Últimos Dias e o restante da cristandade se dividem. Alguns acreditam que a fé é uma ato passivo. Nós, diferentemente, somos ensinados que a fé é um principio de poder, um principio que causa mudança através das obras associadas a ela que transformam nossas crenças em ação. Quando combinamos essa definição de fé com a graça de Cristo, temos um poder catalizador que muda a vida daquele que coloca esses princípios em prática.

Eu já havia mencionado que a expiação de Cristo abriu um leque de oportunidades de mudança. Sem a expiação, nosso arbítrio seria inútil. Com a expiação somos capazes de mudar nossas vidas e escolhas que podem nos levar de volta a Deus.

Isso nos leva ao ponto principal da graça de Cristo. Ela nos oferece tanto a porta quanto o caminho que nos leva de volta a Deus, mas que também requer o uso de nosso arbítrio. Não podemos esperar sentados e esperar que Cristo faça tudo sozinho. Ele pavimentou o caminho e fez possível que retornássemos ao lar celestial. Ele esta pronto e espera que escolhemos fazer o que é necessário para retornar a Ele e para nosso Pai, mas tudo depende do exercício de nossas escolhas pessoais e o uso de nosso arbítrio, ao aceitar ou não sua graciosa oferta.

mormon-menina-orando (2)É importante lembrar que o proposito da graça divina é nos ajudar a nos tornarmos o tipo de pessoa que pode viver na presença de Deus. A graça é antes de tudo um dom de transformação. Para que isso seja possível, precisamos fazer as mudanças necessárias em nossa vida. Sua graça esta disponível, ela nos ajuda a alcançar aquilo que não poderíamos obter com nossas próprias forças. Não podemos mudar a natureza de nosso coração, mas Sua graça pode nos ajudar a fazer esta mudança. Precisamos de ajuda para vencer nossas fraquezas, e Sua graça esta aqui para nos ajudar a transformá-las em nossos pontos fortes. A cada passo, em nossa jornada de volta ao lar, podemos contar com Sua graça que cura e nos fortalece, a medida que nos tornamos mais semelhantes a Cristo.

Para receber o poder de cura de Cristo, precisamos nos humilhar perante Ele e implorar por Sua ajuda. Precisamos obedecer aos mandamentos e rogar pela companhia do Espirito Santo para nos guiar em nossas decisões. Somente depois disso, poderemos receber a promessa de fortalecimento. Somente quando exercitamos nossa fé em Cristo e enfrentamos nossos desafios pessoais, poderemos vencer nossas fraquezas e transformá-las em força.

Os Santos dos Últimos Dias, as vezes, não compreendem bem o dom da graça por causa de uma escritura encontrada no Livro de Mórmon. Em 2 Néfi 25:23 lemos:

Pois trabalhamos diligentemente para escrever, a fim de persuadir nossos filhos e também nossos irmãos a acreditarem em Cristo e a reconciliarem-se com Deus; pois sabemos que é pela graça que somos salvos, depois de tudo o que pudermos fazer.

A escritura parece dizer que devemos fazer tudo o que pudermos e quando estivermos exauridos por causa do esforço extremo, então, e só então, é que o Senhor nos abençoará com alguma graça. Não é assim que ela funciona. O Senhor está pronto e disposto a nos abençoar com a sua graça a qualquer momento em que estivermos dispostos a nos humilhar perante Ele, implorando por ajuda para sermos dignos de uma bênção. Ele está ansioso para nós encorajar a fazer o bem.

Brad Wilcox, durante uma devocional realizada na Universidade de Brigham Young em Provo no dia 12 de julho de 2011, fez algumas observações sobre o continuo poder da graça divina.

A graça não é um turbo que se aciona quando nosso suprimento de combustível esta perto do fim. Pelo contrario, é nossa constante fonte de energia. Não é a luz no fim do túnel, mas a luz que nos faz ver o caminho dentro do túnel. A graça não é obtida em algum lugar no fim do caminho, é recebida aqui e agora.

mormon-familiaA maior parte da graça de Cristo, Sua misericórdia, Seu dom vem a nós como uma oportunidade. É necessário um comprometimento continuo e uma mudança real para continuar a recebê-la. É este dom que nos permite nos tornarmos semelhante a Ele. É importante lembrar que receber a exaltação não é o fim , mas o inicio de um caminho que nos fará ser como nosso Pai Celestial. Recebemos o dom da eterna possibilidade ao confiar em Cristo, nos arrependendo de nossos pecados, guardando os mandamentos, se aproximando do Espirito Santo, o recebendo como nosso tutor e guia espiritual, através de uma vida reta, usando o poder de cura de Cristo para mudar nossos corações, e vencer nossas fraquezas.

Temos que nos esforçar para receber a graça de Deus? É claro que sim. Mas temos que tentar. É quando começamos a caminhar por essa estrada que as maravilhas do seu poder se tornam evidentes em nossas vidas, alterando nossas capacidades, o que nos permite fazer mais do que jamais imaginamos ser possível. Aprendemos a confiar no seu cuidado constante, ouvir o Espírito, e crescer na fé, conhecimento e sabedoria. Lembre-se que a maravilha da graça divina é fazer com que nos transformemos em algo mais do que aquilo que agora somos.

Cristo não pode conceder essa bênção a aqueles que não estão dispostos a seguir o caminho de volta a Deus. Portanto, aqueles que não estão dispostos a se esforçarem para conhecer a Deus e os seus caminhos, muitas vezes, afirmam que não vêem nenhuma evidência da graça divina em sua vida. A Sua graça é concedida livremente para todos aqueles que a procuram, mas o seu poder capacitador só pode ser obtido por aqueles que se qualificam através de sua fé em Cristo, pois o proposito de Sua graça é nos tornar semelhantes a Ele.

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Como Ser Salvo Pela Graça Parte 2

fevereiro 15th, 2015

Nesta segunda parte da série sobre a Graça tentaremos responder a mais perguntas. Na primeira parte falamos sobre o que consiste a graça e de onde ela provém. Esta ultima bateria de perguntas abordará como podemos recebê-la de acordo com as crenças dos Santos dos Últimos Dias, e falaremos mais sobre o que é santificação e justificação.

Somos Automaticamente Salvos através da Expiação de Cristo?

mormon-doutrinaA terceira Regra de Fé declara:

Cremos que, por meio da Expiação de Cristo, toda a humanidade pode ser salva por obediência às leis e ordenanças do Evangelho.

Repare na palavra “pode.” Por isso, a resposta seria um simples, não. Não somos automaticamente salvos pela Expiação de Cristo. A Expiação pagou pelos pecados de toda a humanidade, pagando nossa divida perante o Pai. Mas, agora somos devedores do Salvador. Ele não pode perdoar uma dívida perante a lei , só porque, assim como nosso Pai, Ele deseja que todos se salvem.

Cristo pagou o preço pelos nossos pecados, para que um novo padrão de comportamento fosse estabelecido, ou seja, a perfeição não fosse exigida de antemão, como foi exigido Dele. Cristo foi perfeito, por isso Ele pode pagar pelo nossos pecados. A misericórdia nos pode ser oferecida, porque a justiça foi satisfeita, nos dando a oportunidade de praticar a obediência. Sua misericórdia e Sua graça, nos oferece a oportunidade de nos arrependermos e nos tornarmos melhores, com Sua ajuda, e a orientação do Espirito Santo.

Ele usa o Seu sacrifício para nos ajudar a nos tornarmos Santos, como Ele é. A expiação satisfaz o débito da família humana, mas também nos oferece possibilidades ilimitadas para nosso desenvolvimento e exaltação. Porém, a expiação de Cristo, nos assegura “apenas” a ressurreição e a promessa de que seremos julgados por nossas escolhas. Eu adicionaria a esta lista a capacidade de exercitarmos nosso arbítrio. Sem a expiação não poderíamos nos arrepender e mudar. Essas possibilidades são dons provenientes da expiação e do amor de Cristo e de nosso Pai Celestial.

A Expiação Apenas Pagou Pelos Nossos Débitos?

Com certeza não! Por causa dela, Cristo pode nos oferecer o tempo necessário para provar-nos dignos. Sem a expiação, permaneceríamos condenados perante Deus, irreconciliáveis, condenados ao tormento eterno. Com a divida paga, podemos viver os mandamentos e aprender diariamente como nos tornarmos mais como Cristo. Temos tempo para praticar a perfeição.

É importante nos lembrarmos que a palavra perfeição nas escrituras, não tem nada a ver em não cometer erros. Nenhum humano é capaz de tal feito. Ser perfeito, no sentido escrituristico, significa ser completo. Quando Cristo nos diz que precisamos ser perfeitos como Ele e o Pai são perfeitos, Ele esta dizendo que precisamos nos tornar especialistas em arrependimento. O arrependimento nos ensina como abandonar nossas fraquezas e nos submetermos a vontade de Deus. Este é o significado da perfeição.

Jesus-Cristo-Bom-PastorEm junho de 2001, um artigo da revista Ensign, abordou as questões da justificação, santificação e graça. Elder D. Todd Christofferson nos diz que para sermos justificados, ou considerados puros de acordo com a lei eterna, para nos livramos da punição, precisamos nos arrepender continuamente.

Para sermos contados entre os verdadeiros penitentes, devemos fazer mais do que atos esporádicos de obediência. Devemos fazer os convênios, e então, persistir ou nos esforçar em guardá-los até que nossa salvação seja confirmada pelo Santo Espirito da Promessa (D&C 132:7, 19). A simples promessa de que seremos obedientes, não é suficiente para recebermos a graça divina, mas a continua materialização dessa promessa. “Porque os que ouvem a lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados.” (Romanos 2:13)

Qual a Diferença Entre Graça e o Dom da Graça?

Pra algumas pessoas a diferença entre graça e o dom da graça, pode parecer apenas um jogo de palavras. Graça é um ato de bondade imerecida que provém do amor de Deus. Nos termos em que mais comumente usamos o termo, a graça é o poder capacitador e a cura que Deus nos concede para nos ajudar a fazer as mudanças necessárias para retornar a Sua presença.

O dom da graça inclui todas as partes do plano de salvação que fazem o uso da graça possível em nossas vidas. O dom da graça inclui o sacrifício expiatório que possibilita a ressurreição e o julgamento. A expiação também torna possível usar o real poder de nosso arbítrio para que se torne um bem para nós. O dom da graça, também inclui o dom do Espirito Santo, nosso tutor e instrutor, nosso guia de volta ao Pai. O dom da graça em nossas vidas inclui todos os modos em que Cristo nos ajuda a mudar, ser mais obedientes, encontrar alegria no serviço desinteressado, e tornarmos mais cristãos em nossa atitude com o próximo. E, é claro, o dom da graça, inclui todos os convênios que fizermos que nos permite mudar e nos tornar como Ele.

Como a Graça se Encaixa com a Justificação e a Santificação?

Primeiramente, vamos ler Moisés 6:59-60:

Por causa da transgressão vem a queda, queda essa que traz a morte; e sendo que haveis nascido no mundo pela água e sangue e espírito que eu fiz e assim vos haveis transformado de pó em alma vivente, do mesmo modo tereis de nascer de novo no reino do céu, da água e do Espírito, sendo limpos por sangue, sim, o sangue de meu Unigênito; para que sejais santificados de todo pecado e desfruteis as palavras da vida eterna neste mundo e a vida eterna no mundo vindouro, sim, glória imortal;

Pois pela água guardais o mandamento, pelo Espírito sois justificados e pelo sangue sois santificados;

Jesus-Orando-Getsemani-MormonPermita-me dizer que no inicio desta explanação de que nada disso seria possível sem a graça que nos deu a expiação. A expiação faz todo o resto possível.

Todos nós nascemos neste mundo pela água (liquido amniótico), sangue (sim, sangue envolve o nascimento), e o espirito (o espirito toma posse do corpo físico, que é o que anima o corpo e o faz “vivo”). Esses elementos também estão presentes no nascimento espiritual.

A água é representada pela água do batismo. É através do batismo que demonstramos nossa disposição de seguir os mandamentos de Deus. As águas do batismo simbolicamente representam todos os mandamentos onde prometemos em emergir, com a promessa de Deus de que quando sairmos daquelas “águas” seremos novas criaturas, limpos de nossa vida anterior, para viver como servos de Deus.

O espirito que vivifica nosso corpo, representa o Espirito Santo que nos fará viver com o conhecimento de Deus. Ele nos ensinará os caminhos de Deus, e nos ajudará a ficar sintonizados com a lei eterna, para que sejamos livres para escolher seguir as leis da felicidade que compõem o evangelho de Cristo. Sermos justificados, significa viver em harmonia com as leis de Deus. A felicidade pode ser obtida somente por aqueles que vivem em harmonia com as leis que criam felicidade, e todas as leis de Deus possuem este proposito. Ninguém pode permanecer na presença de Deus, a menos que, seja aceito, esteja completamente justificado, ou em outras palavras, vivendo em harmonia com todos os mandamentos de Deus.

O sacrifício que Cristo fez por nós em Sua expiação, foi muito além de apenas pagar por nossos pecados. Sua graça também nos permite nos tornar santos e puros. Sem manchas e culpa na alma. Seu poder redentor tem a capacidade de não somente nos livrar do pecado, mas também de reverter os seus efeitos. As cicatrizes e manchas deixados pelo pecado podem ser eliminadas completamente pelo sangue purificador e redentor vertido por nós no Jardim do Getsêmani. Em, outras palavras, nossas vestimentas (alma), é purificada, e libertada de todos os efeitos do pecado que corrompem nosso pensamento e sentimentos. Nos tornamos puros como Cristo é puro, e limpos pelo sangue do Cordeiro. É exatamente a graça que faz possível essa purificação.

Conclusão

No próximo artigo, vamos continuar a responder as ultimas três perguntas sobre a graça, que inclui uma essencial: Como recebemos o dom da graça? A ultima pergunta concluirá o nosso raciocínio.

Como Ser Salvo Pela Graça Parte 3

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Como Ser Salvo pela Graça

fevereiro 11th, 2015

Jesus Cristo-mormonsFalamos muito sobre a expiação infinita, que é a pedra angular de todo o evangelho. Porém, acabamos por transcurar a graça que envolve a expiação. Algumas vezes, tratamos a expiação quase como se ela nos pertencesse. A verdade, é que nós jamais seríamos capazes de fazer nada parecido com o dom oferecido por Cristo. É exatamente isso que o rende como a expressão máxima de amor. O maior dos filhos de Deus realizou o sacrifício máximo para expiar pelos pecados de todos os filhos de Deus. Mas o seu amor não parou com Seu sacrifício na cruz e no Getsêmani. O sacrifício que realizou foi apenas o inicio de Sua bondade e devoção a todos os filhos de Deus. O Getsêmani marcou o inicio de tudo aquilo que nos seria oferecido.

Tenho conversado com muitos Santos dos Últimos Dias na internet que se sentem frustrados com a Igreja. Eles reclamam que colocamos muita ênfase nas obras, e pouca ênfase na graça salvadora de Cristo em nosso favor. Isto me incomoda muito, mas eu não sei como responder as suas preocupações. Então, decidi que era hora de começar a investigar para tentar entender de onde elas, as reclamações, provinham.

Se procuramos na internet pela palavra graça, justificação e santificação, logo seremos massacrados com inúmeras definições. E, ainda, não estou falando de doutrina, apenas de definições. Muitas religiões se definem próprio na abordagem e aplicação da graça, como vêem as possibilidades de justificação e santificação perante Deus. É um pouco confuso. Mas, um milagre, que podemos encontrar uma certa concordância quando falamos da graça e seus componentes.

Por esta razão, eu usarei somente as definições de graça, justificação e santificação que são usadas pelos lideres da igreja. Depois de tudo, é por isso que seremos considerados responsáveis. A graça é tão importante que inclui a expiação. Por favor, não pensem que este artigo irá cobrir tudo o que se conhece a respeito deste assunto. Acho que podemos ficar satisfeitos que ao ler este artigo, podemos aumentar um pouco nossa compreensão daquilo que acreditamos sobre a graça, e como podemos aplicá-la em nossas vidas.

Nesta discussão, eu irei colocar algumas questões sobre a graça. As respostas não serão longas, mas espero que sejam instrutivas o suficiente para que os leitores fiquem satisfeitos com elas. No próximo artigo, eu irei colocar mais algumas questões, e no artigo final pretendo resumir este tópico e como podemos aplicar seus preceitos em nossas vidas.

Perguntas sobre a Graça

O que é a graça?

No dicionário da Bíblia, a graça é definida como o poder capacitador. A graça também faz referencia ao poder de cura do Salvador. As definições tradicionais da graça falam em termos de um favor especial que Deus concede ao Seus filhos. Esta simplória explicação, nos faz pensar que esse dom é imerecido, por não requerer, de nossa parte, nenhum esforço em direção a uma conduta reta. Outros acreditam que devemos exercer fé para receber a graça de Deus ou seus favores.

Os Santos dos Últimos Dias compreendem que a fé não pode existir sem que o discípulo se esforce para entrar neste caminho. Cremos que os dons e a benevolência de Deus reside no esforço dos crentes em andar pelo caminho da fé, que, de fato, exige um esforço genuíno de nossa parte. Falaremos mais tarde sobre isso. Na Conferencia Geral de outubro de 2003, Elder Christoffel Golden Jr., falou sobre a graça. As seguintes citações foram tiradas deste discurso e servem para ilustrar a necessidade de cooperação entre o dom gratuito da assistência divina e nosso esforço em fazer tudo o que pudermos para receber este dom.

david-o-mckay-mormonMuitos anos atrás, o Presidente David O. McKay (1873-1970) compartilhou uma história que ilustra a relação entre obras e graça. Ele falou de um grupo de jovens que estavam aprendendo a nadar, até que um deles caiu em um vórtice. O garoto estava para morrer afogado quando um dos colegas rapidamente estendeu um pedaço de madeira que ele pode segurar e, então, ser tirado fora d’água.

“Estes são aqueles que alegam que ninguém vai afundar e se perder se olharem para Jesus e dizerem: “Eu creio.” Outros dizem que devem por seus próprios esforços nadar até a costa ou estarão perdidos para sempre. A verdade que ambas visões são incorretas. Cristo redimiu todos o homens da morte física, que lhes foi infligida pelos atos de Adão, mas ele não vai salvar os homens de suas transgressões pessoais sem que estes apliquem um esforço real, mais do que o jovem na margem do rio poderia ter salvo o menino se afogando, se este não tivesse conquistado os meios fornecidos a ele. Nem o homem pode salvar a si mesmo sem aceitar os meios fornecidos por Cristo para a salvação do homem.”

Qual é a Fonte da Graça?

Vamos primeiramente imaginar nossa condição sem a graça. Ao virmos a terra e cometermos pecados, ou seja, quebrar as leis ou mandamentos de Deus, nos separamos de sua presença por toda a eternidade. Deus não pode tolerar o pecado com o mínimo grau de tolerância (D&C 1:31), portanto, não temos como retornar. Sem a intervenção divina nos terminaríamos a sofrer na eternidade como anjos de um demônio. (2 Néfi 9:9)

Porém, Deus é misericordioso, e nos ama, por isso Ele nos enviou Seu Filho. A graça de Deus ou seu poder de cura foi o dom de seu filho, Jesus, o Ungido (Cristo ou Messias). Seu duplo dom para nós era a expiação levada a efeito através de Cristo; Seu sacrifício foi central para todo o plano de salvação. Este sacrifício paga pelos pecados de todos filhos de Deus, satisfazendo as exigências da justiça, que diz que, se a lei é quebrada, uma punição deve ser aplicada. Cristo pagou o preço por nós, e ao fazê-lo, adquiriu os direitos da alienação de nossas almas.

Jesus-Anda-Aguas-MormonEm outras palavras, Ele agora tem o direito de dizer o que acontece conosco depois que morremos. Seu sofrimento por nossos pecados, foi o início de sua graça ou bondade para conosco. A graça entra em cena na forma da misericórdia prorrogado por Cristo para cada um de nós, a capacidade de nos arrepender de nossos pecados, que não era possível sem o seu sacrifício em nosso nome.

Com os requisitos da lei eterna satisfeitos, Cristo pode agora abrir a porta ou portão para nós e nos colocar no caminho de volta para Deus. Sua graça nos confere as ferramentas necessárias para nos tornarmos semelhantes a Ele, de modo que quando voltarmos para sermos julgados, nos sentiremos mais confortáveis em sua presença, porque nos tornamos como Ele. Sua graça faz com que as mudanças em nossa personalidade e nossos desejos sejam possíveis. Sua graça pode curar qualquer ferida espiritual ou emocional, Ele pode reparar qualquer fraqueza e transformá-lo em força. Em Éter 12:27 aprendemos que através do poder capacitador de Cristo – a sua graça – aqueles que exercem fé em Cristo podem ter seus pontos fracos transformados em pontos fortes.

E se os homens vierem a mim, mostrar-lhes a sua fraqueza. Eu dou a fraqueza aos homens para que sejam humildes; e minha graça basta a todos os que se humilham perante mim; porque caso se humilhem perante mim e tenham fé em mim, então eu vou fazer as coisas fracas se tornem fortes para eles.

Seu poder é, como dizem as escrituras, suficiente para quem exerce fé Nele, para trazê-los de volta ao Pai. A graça de Deus, a Sua benignidade imerecida e auxilio, são vistos em cada parte do plano do evangelho. Estamos todos realmente em dívida com Eles por tudo o que fizeram por nós, só porque nos amam, e não porque fizemos algo para merecer a sua ajuda.

Sinta-se livre para fazer qualquer comentário que vêm à mente. Vou respondê-los o mais rápido possível. Na próxima semana, publicarei a segunda parte deste artigo.

Como Ser Salvo Pela Graça – Parte 2

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