O Que Você Está Desistindo Pela Quaresma?

fevereiro 25th, 2015

mormon-cristo-doutrina1Eu cresci na igreja católica, e por isso, ainda hoje tenho vividas em minha mente as memórias da quarta-feira de cinzas e do inicio da quaresma. Imagens pungentes do padre marcando minha testa com cinzas enquanto eu admirava as estátuas de mármore branco envoltas em um tecido roxo. Mas a coisa que mais me lembro sobre a quaresma foi que jamais fui completamente capaz de manter os compromissos de se abster daquilo que havia me comprometido a fazer. Pelo que eu saiba, o Mardi Gras ou a terça-feira gorda, se tornou a grande festa de Carnaval no Brasil e do Carnevale na Itália, a ultima grande celebração antes do dia do arrependimento e sacrifício que antecede os 40 dias antes da Páscoa. As cinzas significam a humildade ao se vestir em saco e cinzas e o sacrifício quando escolhemos nos negar a algo que desejamos até a Pascoa.

Na minha infância, junto com minha família e meu cão, a coisa mais difícil de renunciar eram os doces. Minha maior fraqueza tinha a forma de pequenos caramelos embalados com papel colorido e qualquer outra coisa que fosse feita de chocolate. Eu gostaria de poder dizer que teria conseguido completar os 40 dias sem comê-los e ter que me arrepender e começar de novo, mas eu acredito que nunca consegui. 40 dias é um tempo muito longo, especialmente para uma criança. Mas, eu aprendi aquela parte que nos ensina que celebramos com a ressurreição de Cristo, a oportunidade que cada um nós possui de nos arrepender e recomeçar. E este processo, muitas vezes, nos obriga a enfrentar as nossas fraquezas e a incapacidade de mudar a nós mesmos. É claro que, não devemos nos arrepender com a atitude que se pecarmos poderemos nos arrepender novamente, porque isso nos faria zombar deste maravilhoso dom. Mas se estivermos realmente tentando fazer o que é certo e continuar lutando, o poder capacitador da expiação irá nos abençoar, nos encorajando com o desejo e a força de continuar tentando.

O Salvador nos convida a perdoar os outros sete vezes sete. Talvez, algumas vezes temos que encarar a nós mesmos com o mesmo grau de compaixão. A medida que compreendermos o amor e a compaixão que Ele tem por nós, também compreenderemos melhor as dores que Ele sofreu por nossas fraquezas e falhas, e como esta desejoso a nos ajudar a ter sucesso. Eu me lembro que a medida que a Páscoa se aproximava, era maravilhoso celebrar, não apenas comendo coelhos de chocolate e jujubas, mas sabendo que a minha habilidade de fazer sacrifícios para o Senhor Jesus Cristo havia aumentado. Meus esforços foram perfeitos? Não. Mas, eu sabia que minha oferta havia sido aceita pelo Senhor e que eu procuraria tentar fazer melhor da próxima vez. Algum de vocês tem quaisquer lembranças a respeito da quaresma e do poder capacitador da Expiação?

Este artigo foi escrito por Bianca Palmieri Lisonbee

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Nosso Passaporte Espiritual

fevereiro 24th, 2015

Como Ser Salvo Pela Graça Parte 3

fevereiro 17th, 2015

Este é o terceiro e ultimo capitulo de nosso tópico sobre a graça. Nas duas primeiras partes falamos sobre o que é graça, de onde vem, como se relaciona com a expiação, justificação, e santificação. Agora falaremos como podemos receber o dom da graça, que acaba sendo um sumario das questões que já foram discutidas. Você pode ler a primeira parte deste artigo clicando aqui, e a segunda, clicando aqui.

A Graça é Verdadeiramente de Graça?

mormon-LendoEsta é uma pergunta difícil de responder. A graça divina é absolutamente grátis, no sentido em que concede a salvação da morte eterna e a possibilidade de exaltação a todos sem exceção. Este dom é concedido tanto aos que amam o Salvador como aos que O odeiam. Não precisamos fazer nada para ressuscitarmos, ela é concedida a todos os seres humanos como um dom gratuito do amor de Jesus. O dom de exaltação, entretanto, requer um esforço continuo e um grande comprometimento de nossa parte, mas, mesmo assim, é dado como um dom. Cabe a nós nos preparar para recebê-lo.

Como mencionado nos dois primeiros capítulos, Deus não pode nos perdoar por havermos quebrado as leis, apenas porque o deseja. Todo pecado exige uma punição. Se não aceitarmos o pagamento realizado por Cristo, devemos sofrer no inferno pelos nossos erros, até que a lei e a justiça sejam satisfeitas. Mesmo assim, Sua graça nos resgatará do inferno, no momento em que tivermos pago nosso débito. Mesmo que rejeitemos completamente Sua expiação por nós, eventualmente, a misericórdia de Deus demonstrará Seu eterno amor.

Devo Ser Perfeito Para Receber a Sua Graça?

Cristo teve que ser perfeito a fim de pagar por nossos pecados, mas nós não precisamos ser. Na verdade, é a graça de Cristo que nos ajuda a nos tornarmos completos e espiritualmente saudáveis, que nos leva a sermos perfeitos. Devemos lembrar que a graça tem o poder curar nossas enfermidades espirituais. Quanto mais aprendemos a confiar no poder da graça de Deus, mais rápido o processo à perfeição se torna uma realidade.

Como Posso Receber o Dom da Graça?

Os Santos dos Últimos Dias possuem uma visão única da graça. Isto acontece porque nosso entendimento se baseia em revelações modernas, incluindo os ensinamentos do Livro de Mórmon. Sabemos que a graça é gratuita, e que é oferecida a uma humanidade que não a merece por um Deus benevolente.

Também acreditamos que a graça deve ser recebida através da fé em Cristo. Porém, é aqui que os Santos dos Últimos Dias e o restante da cristandade se dividem. Alguns acreditam que a fé é uma ato passivo. Nós, diferentemente, somos ensinados que a fé é um principio de poder, um principio que causa mudança através das obras associadas a ela que transformam nossas crenças em ação. Quando combinamos essa definição de fé com a graça de Cristo, temos um poder catalizador que muda a vida daquele que coloca esses princípios em prática.

Eu já havia mencionado que a expiação de Cristo abriu um leque de oportunidades de mudança. Sem a expiação, nosso arbítrio seria inútil. Com a expiação somos capazes de mudar nossas vidas e escolhas que podem nos levar de volta a Deus.

Isso nos leva ao ponto principal da graça de Cristo. Ela nos oferece tanto a porta quanto o caminho que nos leva de volta a Deus, mas que também requer o uso de nosso arbítrio. Não podemos esperar sentados e esperar que Cristo faça tudo sozinho. Ele pavimentou o caminho e fez possível que retornássemos ao lar celestial. Ele esta pronto e espera que escolhemos fazer o que é necessário para retornar a Ele e para nosso Pai, mas tudo depende do exercício de nossas escolhas pessoais e o uso de nosso arbítrio, ao aceitar ou não sua graciosa oferta.

mormon-menina-orando (2)É importante lembrar que o proposito da graça divina é nos ajudar a nos tornarmos o tipo de pessoa que pode viver na presença de Deus. A graça é antes de tudo um dom de transformação. Para que isso seja possível, precisamos fazer as mudanças necessárias em nossa vida. Sua graça esta disponível, ela nos ajuda a alcançar aquilo que não poderíamos obter com nossas próprias forças. Não podemos mudar a natureza de nosso coração, mas Sua graça pode nos ajudar a fazer esta mudança. Precisamos de ajuda para vencer nossas fraquezas, e Sua graça esta aqui para nos ajudar a transformá-las em nossos pontos fortes. A cada passo, em nossa jornada de volta ao lar, podemos contar com Sua graça que cura e nos fortalece, a medida que nos tornamos mais semelhantes a Cristo.

Para receber o poder de cura de Cristo, precisamos nos humilhar perante Ele e implorar por Sua ajuda. Precisamos obedecer aos mandamentos e rogar pela companhia do Espirito Santo para nos guiar em nossas decisões. Somente depois disso, poderemos receber a promessa de fortalecimento. Somente quando exercitamos nossa fé em Cristo e enfrentamos nossos desafios pessoais, poderemos vencer nossas fraquezas e transformá-las em força.

Os Santos dos Últimos Dias, as vezes, não compreendem bem o dom da graça por causa de uma escritura encontrada no Livro de Mórmon. Em 2 Néfi 25:23 lemos:

Pois trabalhamos diligentemente para escrever, a fim de persuadir nossos filhos e também nossos irmãos a acreditarem em Cristo e a reconciliarem-se com Deus; pois sabemos que é pela graça que somos salvos, depois de tudo o que pudermos fazer.

A escritura parece dizer que devemos fazer tudo o que pudermos e quando estivermos exauridos por causa do esforço extremo, então, e só então, é que o Senhor nos abençoará com alguma graça. Não é assim que ela funciona. O Senhor está pronto e disposto a nos abençoar com a sua graça a qualquer momento em que estivermos dispostos a nos humilhar perante Ele, implorando por ajuda para sermos dignos de uma bênção. Ele está ansioso para nós encorajar a fazer o bem.

Brad Wilcox, durante uma devocional realizada na Universidade de Brigham Young em Provo no dia 12 de julho de 2011, fez algumas observações sobre o continuo poder da graça divina.

A graça não é um turbo que se aciona quando nosso suprimento de combustível esta perto do fim. Pelo contrario, é nossa constante fonte de energia. Não é a luz no fim do túnel, mas a luz que nos faz ver o caminho dentro do túnel. A graça não é obtida em algum lugar no fim do caminho, é recebida aqui e agora.

mormon-familiaA maior parte da graça de Cristo, Sua misericórdia, Seu dom vem a nós como uma oportunidade. É necessário um comprometimento continuo e uma mudança real para continuar a recebê-la. É este dom que nos permite nos tornarmos semelhante a Ele. É importante lembrar que receber a exaltação não é o fim , mas o inicio de um caminho que nos fará ser como nosso Pai Celestial. Recebemos o dom da eterna possibilidade ao confiar em Cristo, nos arrependendo de nossos pecados, guardando os mandamentos, se aproximando do Espirito Santo, o recebendo como nosso tutor e guia espiritual, através de uma vida reta, usando o poder de cura de Cristo para mudar nossos corações, e vencer nossas fraquezas.

Temos que nos esforçar para receber a graça de Deus? É claro que sim. Mas temos que tentar. É quando começamos a caminhar por essa estrada que as maravilhas do seu poder se tornam evidentes em nossas vidas, alterando nossas capacidades, o que nos permite fazer mais do que jamais imaginamos ser possível. Aprendemos a confiar no seu cuidado constante, ouvir o Espírito, e crescer na fé, conhecimento e sabedoria. Lembre-se que a maravilha da graça divina é fazer com que nos transformemos em algo mais do que aquilo que agora somos.

Cristo não pode conceder essa bênção a aqueles que não estão dispostos a seguir o caminho de volta a Deus. Portanto, aqueles que não estão dispostos a se esforçarem para conhecer a Deus e os seus caminhos, muitas vezes, afirmam que não vêem nenhuma evidência da graça divina em sua vida. A Sua graça é concedida livremente para todos aqueles que a procuram, mas o seu poder capacitador só pode ser obtido por aqueles que se qualificam através de sua fé em Cristo, pois o proposito de Sua graça é nos tornar semelhantes a Ele.

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Como Ser Salvo Pela Graça Parte 2

fevereiro 15th, 2015

Nesta segunda parte da série sobre a Graça tentaremos responder a mais perguntas. Na primeira parte falamos sobre o que consiste a graça e de onde ela provém. Esta ultima bateria de perguntas abordará como podemos recebê-la de acordo com as crenças dos Santos dos Últimos Dias, e falaremos mais sobre o que é santificação e justificação.

Somos Automaticamente Salvos através da Expiação de Cristo?

mormon-doutrinaA terceira Regra de Fé declara:

Cremos que, por meio da Expiação de Cristo, toda a humanidade pode ser salva por obediência às leis e ordenanças do Evangelho.

Repare na palavra “pode.” Por isso, a resposta seria um simples, não. Não somos automaticamente salvos pela Expiação de Cristo. A Expiação pagou pelos pecados de toda a humanidade, pagando nossa divida perante o Pai. Mas, agora somos devedores do Salvador. Ele não pode perdoar uma dívida perante a lei , só porque, assim como nosso Pai, Ele deseja que todos se salvem.

Cristo pagou o preço pelos nossos pecados, para que um novo padrão de comportamento fosse estabelecido, ou seja, a perfeição não fosse exigida de antemão, como foi exigido Dele. Cristo foi perfeito, por isso Ele pode pagar pelo nossos pecados. A misericórdia nos pode ser oferecida, porque a justiça foi satisfeita, nos dando a oportunidade de praticar a obediência. Sua misericórdia e Sua graça, nos oferece a oportunidade de nos arrependermos e nos tornarmos melhores, com Sua ajuda, e a orientação do Espirito Santo.

Ele usa o Seu sacrifício para nos ajudar a nos tornarmos Santos, como Ele é. A expiação satisfaz o débito da família humana, mas também nos oferece possibilidades ilimitadas para nosso desenvolvimento e exaltação. Porém, a expiação de Cristo, nos assegura “apenas” a ressurreição e a promessa de que seremos julgados por nossas escolhas. Eu adicionaria a esta lista a capacidade de exercitarmos nosso arbítrio. Sem a expiação não poderíamos nos arrepender e mudar. Essas possibilidades são dons provenientes da expiação e do amor de Cristo e de nosso Pai Celestial.

A Expiação Apenas Pagou Pelos Nossos Débitos?

Com certeza não! Por causa dela, Cristo pode nos oferecer o tempo necessário para provar-nos dignos. Sem a expiação, permaneceríamos condenados perante Deus, irreconciliáveis, condenados ao tormento eterno. Com a divida paga, podemos viver os mandamentos e aprender diariamente como nos tornarmos mais como Cristo. Temos tempo para praticar a perfeição.

É importante nos lembrarmos que a palavra perfeição nas escrituras, não tem nada a ver em não cometer erros. Nenhum humano é capaz de tal feito. Ser perfeito, no sentido escrituristico, significa ser completo. Quando Cristo nos diz que precisamos ser perfeitos como Ele e o Pai são perfeitos, Ele esta dizendo que precisamos nos tornar especialistas em arrependimento. O arrependimento nos ensina como abandonar nossas fraquezas e nos submetermos a vontade de Deus. Este é o significado da perfeição.

Jesus-Cristo-Bom-PastorEm junho de 2001, um artigo da revista Ensign, abordou as questões da justificação, santificação e graça. Elder D. Todd Christofferson nos diz que para sermos justificados, ou considerados puros de acordo com a lei eterna, para nos livramos da punição, precisamos nos arrepender continuamente.

Para sermos contados entre os verdadeiros penitentes, devemos fazer mais do que atos esporádicos de obediência. Devemos fazer os convênios, e então, persistir ou nos esforçar em guardá-los até que nossa salvação seja confirmada pelo Santo Espirito da Promessa (D&C 132:7, 19). A simples promessa de que seremos obedientes, não é suficiente para recebermos a graça divina, mas a continua materialização dessa promessa. “Porque os que ouvem a lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados.” (Romanos 2:13)

Qual a Diferença Entre Graça e o Dom da Graça?

Pra algumas pessoas a diferença entre graça e o dom da graça, pode parecer apenas um jogo de palavras. Graça é um ato de bondade imerecida que provém do amor de Deus. Nos termos em que mais comumente usamos o termo, a graça é o poder capacitador e a cura que Deus nos concede para nos ajudar a fazer as mudanças necessárias para retornar a Sua presença.

O dom da graça inclui todas as partes do plano de salvação que fazem o uso da graça possível em nossas vidas. O dom da graça inclui o sacrifício expiatório que possibilita a ressurreição e o julgamento. A expiação também torna possível usar o real poder de nosso arbítrio para que se torne um bem para nós. O dom da graça, também inclui o dom do Espirito Santo, nosso tutor e instrutor, nosso guia de volta ao Pai. O dom da graça em nossas vidas inclui todos os modos em que Cristo nos ajuda a mudar, ser mais obedientes, encontrar alegria no serviço desinteressado, e tornarmos mais cristãos em nossa atitude com o próximo. E, é claro, o dom da graça, inclui todos os convênios que fizermos que nos permite mudar e nos tornar como Ele.

Como a Graça se Encaixa com a Justificação e a Santificação?

Primeiramente, vamos ler Moisés 6:59-60:

Por causa da transgressão vem a queda, queda essa que traz a morte; e sendo que haveis nascido no mundo pela água e sangue e espírito que eu fiz e assim vos haveis transformado de pó em alma vivente, do mesmo modo tereis de nascer de novo no reino do céu, da água e do Espírito, sendo limpos por sangue, sim, o sangue de meu Unigênito; para que sejais santificados de todo pecado e desfruteis as palavras da vida eterna neste mundo e a vida eterna no mundo vindouro, sim, glória imortal;

Pois pela água guardais o mandamento, pelo Espírito sois justificados e pelo sangue sois santificados;

Jesus-Orando-Getsemani-MormonPermita-me dizer que no inicio desta explanação de que nada disso seria possível sem a graça que nos deu a expiação. A expiação faz todo o resto possível.

Todos nós nascemos neste mundo pela água (liquido amniótico), sangue (sim, sangue envolve o nascimento), e o espirito (o espirito toma posse do corpo físico, que é o que anima o corpo e o faz “vivo”). Esses elementos também estão presentes no nascimento espiritual.

A água é representada pela água do batismo. É através do batismo que demonstramos nossa disposição de seguir os mandamentos de Deus. As águas do batismo simbolicamente representam todos os mandamentos onde prometemos em emergir, com a promessa de Deus de que quando sairmos daquelas “águas” seremos novas criaturas, limpos de nossa vida anterior, para viver como servos de Deus.

O espirito que vivifica nosso corpo, representa o Espirito Santo que nos fará viver com o conhecimento de Deus. Ele nos ensinará os caminhos de Deus, e nos ajudará a ficar sintonizados com a lei eterna, para que sejamos livres para escolher seguir as leis da felicidade que compõem o evangelho de Cristo. Sermos justificados, significa viver em harmonia com as leis de Deus. A felicidade pode ser obtida somente por aqueles que vivem em harmonia com as leis que criam felicidade, e todas as leis de Deus possuem este proposito. Ninguém pode permanecer na presença de Deus, a menos que, seja aceito, esteja completamente justificado, ou em outras palavras, vivendo em harmonia com todos os mandamentos de Deus.

O sacrifício que Cristo fez por nós em Sua expiação, foi muito além de apenas pagar por nossos pecados. Sua graça também nos permite nos tornar santos e puros. Sem manchas e culpa na alma. Seu poder redentor tem a capacidade de não somente nos livrar do pecado, mas também de reverter os seus efeitos. As cicatrizes e manchas deixados pelo pecado podem ser eliminadas completamente pelo sangue purificador e redentor vertido por nós no Jardim do Getsêmani. Em, outras palavras, nossas vestimentas (alma), é purificada, e libertada de todos os efeitos do pecado que corrompem nosso pensamento e sentimentos. Nos tornamos puros como Cristo é puro, e limpos pelo sangue do Cordeiro. É exatamente a graça que faz possível essa purificação.

Conclusão

No próximo artigo, vamos continuar a responder as ultimas três perguntas sobre a graça, que inclui uma essencial: Como recebemos o dom da graça? A ultima pergunta concluirá o nosso raciocínio.

Como Ser Salvo Pela Graça Parte 3

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Como Ser Salvo pela Graça

fevereiro 11th, 2015

Jesus Cristo-mormonsFalamos muito sobre a expiação infinita, que é a pedra angular de todo o evangelho. Porém, acabamos por transcurar a graça que envolve a expiação. Algumas vezes, tratamos a expiação quase como se ela nos pertencesse. A verdade, é que nós jamais seríamos capazes de fazer nada parecido com o dom oferecido por Cristo. É exatamente isso que o rende como a expressão máxima de amor. O maior dos filhos de Deus realizou o sacrifício máximo para expiar pelos pecados de todos os filhos de Deus. Mas o seu amor não parou com Seu sacrifício na cruz e no Getsêmani. O sacrifício que realizou foi apenas o inicio de Sua bondade e devoção a todos os filhos de Deus. O Getsêmani marcou o inicio de tudo aquilo que nos seria oferecido.

Tenho conversado com muitos Santos dos Últimos Dias na internet que se sentem frustrados com a Igreja. Eles reclamam que colocamos muita ênfase nas obras, e pouca ênfase na graça salvadora de Cristo em nosso favor. Isto me incomoda muito, mas eu não sei como responder as suas preocupações. Então, decidi que era hora de começar a investigar para tentar entender de onde elas, as reclamações, provinham.

Se procuramos na internet pela palavra graça, justificação e santificação, logo seremos massacrados com inúmeras definições. E, ainda, não estou falando de doutrina, apenas de definições. Muitas religiões se definem próprio na abordagem e aplicação da graça, como vêem as possibilidades de justificação e santificação perante Deus. É um pouco confuso. Mas, um milagre, que podemos encontrar uma certa concordância quando falamos da graça e seus componentes.

Por esta razão, eu usarei somente as definições de graça, justificação e santificação que são usadas pelos lideres da igreja. Depois de tudo, é por isso que seremos considerados responsáveis. A graça é tão importante que inclui a expiação. Por favor, não pensem que este artigo irá cobrir tudo o que se conhece a respeito deste assunto. Acho que podemos ficar satisfeitos que ao ler este artigo, podemos aumentar um pouco nossa compreensão daquilo que acreditamos sobre a graça, e como podemos aplicá-la em nossas vidas.

Nesta discussão, eu irei colocar algumas questões sobre a graça. As respostas não serão longas, mas espero que sejam instrutivas o suficiente para que os leitores fiquem satisfeitos com elas. No próximo artigo, eu irei colocar mais algumas questões, e no artigo final pretendo resumir este tópico e como podemos aplicar seus preceitos em nossas vidas.

Perguntas sobre a Graça

O que é a graça?

No dicionário da Bíblia, a graça é definida como o poder capacitador. A graça também faz referencia ao poder de cura do Salvador. As definições tradicionais da graça falam em termos de um favor especial que Deus concede ao Seus filhos. Esta simplória explicação, nos faz pensar que esse dom é imerecido, por não requerer, de nossa parte, nenhum esforço em direção a uma conduta reta. Outros acreditam que devemos exercer fé para receber a graça de Deus ou seus favores.

Os Santos dos Últimos Dias compreendem que a fé não pode existir sem que o discípulo se esforce para entrar neste caminho. Cremos que os dons e a benevolência de Deus reside no esforço dos crentes em andar pelo caminho da fé, que, de fato, exige um esforço genuíno de nossa parte. Falaremos mais tarde sobre isso. Na Conferencia Geral de outubro de 2003, Elder Christoffel Golden Jr., falou sobre a graça. As seguintes citações foram tiradas deste discurso e servem para ilustrar a necessidade de cooperação entre o dom gratuito da assistência divina e nosso esforço em fazer tudo o que pudermos para receber este dom.

david-o-mckay-mormonMuitos anos atrás, o Presidente David O. McKay (1873-1970) compartilhou uma história que ilustra a relação entre obras e graça. Ele falou de um grupo de jovens que estavam aprendendo a nadar, até que um deles caiu em um vórtice. O garoto estava para morrer afogado quando um dos colegas rapidamente estendeu um pedaço de madeira que ele pode segurar e, então, ser tirado fora d’água.

“Estes são aqueles que alegam que ninguém vai afundar e se perder se olharem para Jesus e dizerem: “Eu creio.” Outros dizem que devem por seus próprios esforços nadar até a costa ou estarão perdidos para sempre. A verdade que ambas visões são incorretas. Cristo redimiu todos o homens da morte física, que lhes foi infligida pelos atos de Adão, mas ele não vai salvar os homens de suas transgressões pessoais sem que estes apliquem um esforço real, mais do que o jovem na margem do rio poderia ter salvo o menino se afogando, se este não tivesse conquistado os meios fornecidos a ele. Nem o homem pode salvar a si mesmo sem aceitar os meios fornecidos por Cristo para a salvação do homem.”

Qual é a Fonte da Graça?

Vamos primeiramente imaginar nossa condição sem a graça. Ao virmos a terra e cometermos pecados, ou seja, quebrar as leis ou mandamentos de Deus, nos separamos de sua presença por toda a eternidade. Deus não pode tolerar o pecado com o mínimo grau de tolerância (D&C 1:31), portanto, não temos como retornar. Sem a intervenção divina nos terminaríamos a sofrer na eternidade como anjos de um demônio. (2 Néfi 9:9)

Porém, Deus é misericordioso, e nos ama, por isso Ele nos enviou Seu Filho. A graça de Deus ou seu poder de cura foi o dom de seu filho, Jesus, o Ungido (Cristo ou Messias). Seu duplo dom para nós era a expiação levada a efeito através de Cristo; Seu sacrifício foi central para todo o plano de salvação. Este sacrifício paga pelos pecados de todos filhos de Deus, satisfazendo as exigências da justiça, que diz que, se a lei é quebrada, uma punição deve ser aplicada. Cristo pagou o preço por nós, e ao fazê-lo, adquiriu os direitos da alienação de nossas almas.

Jesus-Anda-Aguas-MormonEm outras palavras, Ele agora tem o direito de dizer o que acontece conosco depois que morremos. Seu sofrimento por nossos pecados, foi o início de sua graça ou bondade para conosco. A graça entra em cena na forma da misericórdia prorrogado por Cristo para cada um de nós, a capacidade de nos arrepender de nossos pecados, que não era possível sem o seu sacrifício em nosso nome.

Com os requisitos da lei eterna satisfeitos, Cristo pode agora abrir a porta ou portão para nós e nos colocar no caminho de volta para Deus. Sua graça nos confere as ferramentas necessárias para nos tornarmos semelhantes a Ele, de modo que quando voltarmos para sermos julgados, nos sentiremos mais confortáveis em sua presença, porque nos tornamos como Ele. Sua graça faz com que as mudanças em nossa personalidade e nossos desejos sejam possíveis. Sua graça pode curar qualquer ferida espiritual ou emocional, Ele pode reparar qualquer fraqueza e transformá-lo em força. Em Éter 12:27 aprendemos que através do poder capacitador de Cristo – a sua graça – aqueles que exercem fé em Cristo podem ter seus pontos fracos transformados em pontos fortes.

E se os homens vierem a mim, mostrar-lhes a sua fraqueza. Eu dou a fraqueza aos homens para que sejam humildes; e minha graça basta a todos os que se humilham perante mim; porque caso se humilhem perante mim e tenham fé em mim, então eu vou fazer as coisas fracas se tornem fortes para eles.

Seu poder é, como dizem as escrituras, suficiente para quem exerce fé Nele, para trazê-los de volta ao Pai. A graça de Deus, a Sua benignidade imerecida e auxilio, são vistos em cada parte do plano do evangelho. Estamos todos realmente em dívida com Eles por tudo o que fizeram por nós, só porque nos amam, e não porque fizemos algo para merecer a sua ajuda.

Sinta-se livre para fazer qualquer comentário que vêm à mente. Vou respondê-los o mais rápido possível. Na próxima semana, publicarei a segunda parte deste artigo.

Como Ser Salvo Pela Graça – Parte 2

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Como Jesus Nos Protege

janeiro 30th, 2015

Minha história favorita da Bíblia está em 2 Reis 6. O rei da Síria estava guerreando contra Israel. O profeta Elizeu, por meio do poder de Deus, deu ao rei de Israel informações criticas que salvaram suas tropas. O rei da Síria soube das profecias de Elias e enviou suas tropas para o capturarem. Eles descobriram onde ele estava e sitiaram a cidade durante a noite.

mormon-LendoE o servo do homem de Deus se levantou muito cedo e saiu, e eis que um exército tinha cercado a cidade com cavalos e carros; então o seu servo lhe disse: Ai, meu senhor! Que faremos?

E ele disse: Não temas; porque mais são os que estão conosco do que os que estão com eles.

E orou Eliseu, e disse: Senhor, peço-te que lhe abras os olhos, para que veja. E o Senhor abriu os olhos do moço, e viu; e eis que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu. (2 Reis 6:15-17)

Eu já me senti sitiada pelos meus inimigos, minhas fraquezas e meus pecados. Em muitas ocasiões, esta incrível historia diminui meu medo e aumentou minha fé. Eu nunca tive visões de montanhas cheias de cavalos e carros de fogo, mas eu já senti o poder da confirmação divina.

“Portanto tende bom ânimo e não temais, porque eu, o Senhor, estou convosco e ficarei ao vosso lado; e testificareis de mim, Jesus Cristo, que eu sou o Filho do Deus vivo, que eu fui, que eu sou e que eu virei.” ( Doutrina e Convênios 68:6)

Como um membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (freqüentemente chamada erroneamente de Igreja Mórmon), eu acredito que Jesus Cristo vive e é o Filho de Deus, o Pai Eterno. Eu creio que Ele sofreu por meus pecados e por causa de Sua graça e misericórdia, eu nasci de novo.

O ministério do Salvador demonstrou Seu amor e misericórdia, mas Ele também, declarou guerra ao pecado. Ele prometeu a reconfortante proteção e orientação de Seu Espirito em nossa vida nos momentos de dificuldade e abundância.

“E quem vos receber, lá estarei também, pois irei adiante de vós. Estarei a vossa direita e a vossa esquerda e meu Espírito estará em vosso coração e meus anjos ao vosso redor para vos suster.” (Doutrina e Convênios 84:88)

Através do apostolo Paulo, o Salvador enfatizou a necessidade de nos preparamos para que assim Ele possa nos proteger.

Levantem-se, meus filhos: e coloquem a armadura da retidão.

Levantem-se, meus filhos: e coloquem a armadura da retidão.

No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder.

Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo.

Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.

Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes.

Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça;

E calçados os pés na preparação do evangelho da paz;

Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno.

Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus;

Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos. (Efésios 6:10-18)

Como recipientes da proteção física divina, eu me senti comovida com a declaração do Salvador para sermos fortes e ter bom ânimo.

“Não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não temas, nem te espantes; porque o Senhor teu Deus é contigo, por onde quer que andares.” (Josué 1:9)

Minha vida não esta em perigo, mas um dos meus desafios pessoais, reside em lidar com o medo. As orientações providas pelo Senhor através das escrituras me ajudam a lidar com esse sentimento, medo dos outros, de ser perseguida, da depressão, e das minhas limitações e meu proposito nesta vida.

Quando servi como missionaria na Escócia, aprendi a lidar com o medo da rejeição. 2 Timóteo 1:7-9 me deu forças para me tornar corajosa.

“Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação.

Portanto, não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor, (…) Que nos salvou, e chamou com uma santa vocação;”

A violência do mundo em que vivemos hoje, já fez com que eu temesse pela minha vida. Sei que devo tomar cuidado, mas também sei que Deus pode proteger a minha família, porque procuramos seguir Seus mandamentos e estar preparados. Eu encontrei paz em Sua promessa que “se estiverdes preparados, não temereis.” (Doutrina e Convênios 38:30)

Eu sou a filha introvertida do pai mais extrovertido do mundo. Eu adoro servir os outros. O Senhor me ensinou que servir aos outros é servi-Lo. Sempre procuro servir, mas algumas vezes, eu não sirvo para não colocar a outra pessoa, ou eu mesmo, em uma situação constrangedora. Este sentimento parece tão bobo, mas eu luto para vencê-lo.

“Não tenhais receio de praticar o bem, meus filhos, pois o que semeardes, isso colhereis; portanto, se semeardes o bem, colhereis o bem como vossa recompensa. (Doutrina e Convênios 6:33)

O Salvador prometeu que podemos vencer o medo através do amor.

“No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor.” (1 João 4:18)

O Senhor destruí o exercito sírio e livrou Elizeu e seu servo. O Senhor fortaleceu Jeová, e liderou os filhos de Israel a terra prometida. O Senhor permitiu a Moisés que subjugasse o Faraó, e Enoque para pregar a um povo iníquo até que se tornasse justo. Noé construí uma arca, antes que chovesse. Maria se tornou a mãe do Filho de Deus. Pedro, depois de convertido, jamais negou o Cristo. Eles permaneceram como “testemunhas de Deus em todo o momento e em todas as coisas, e em todos os lugares… mesmo até a morte…” (Mosias 18:9)

O Salvador prometeu, “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” (João 16:33) Porque Ele venceu o mundo, eu sei que Ele vai me ajudar a vencer os meus medos e fraquezas. Quando eu confiar completamente Nele, Ele poderá, verdadeiramente me proteger.

Deus ama todos os Seus filhos. Qualquer um que clamar sinceramente por Ele pode receber Seu auxilio.

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Montando o Quebra-Cabeças da Paciência e Oração

janeiro 28th, 2015

mormon-Christus2Logo depois de ter me batizado na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, eu percebi que tinha muita coisa para aprender. Em pouco tempo, recebi muita informação relacionada a doutrina e a história da Igreja. De muitas maneiras, foi uma época gloriosa, a medida que lia incessantemente sobre o evangelho e sentia esse conhecimento se depositar sobre mim. Mesmo as canções da Primária pareciam tão familiar. Algumas vezes, eu parecia sentir que tudo o que deveria fazer era olhar para as palavras dos livros e seu significado era instantaneamente impresso em minha alma.

Mas existiam outras coisas que eram difíceis de compreender. Na época, eu trabalhava na biblioteca da BYU e parte da minha responsabilidade era ler e catalogar literatura anti-mórmon. Foi nesse momento que criei em minha mente uma analogia sobre as coisas que eu não podia compreender a respeito da Igreja ou do Evangelho.

Eu comparei meu conhecimento da Igreja e das coisas espirituais e a experiência que tive naquele trabalho como um quebra-cabeça. Quando alguém começa a montar um quebra-cabeças geralmente inicia das bordas. Estas peças formam a moldura a partir da qual todas as outras peças serão encaixadas. Qualquer um que já tenha montado um quebra-cabeça desse modo, sabe que uma vez iniciado, é muito fácil de se deparar com uma peça que você acha que jamais poderia se encaixar no quebra-cabeça que você está montando. Isso aconteceu comigo muitas vezes, mesmo quando faltavam poucos peças. Eu cheguei ao ponto de acreditar que determinada peça pertencia a outro quebra-cabeça e havia se misturado por engano com aquele que eu estava montando.

Quando isto acontece, não seria uma pena se simplesmente desistíssemos, acreditando que era perda de tempo continuar insistindo? Ou talvez, perdendo a fé que aquele quebra-cabeça poderia ser terminado e viesse a se parecer com a imagem estampada na caixa, poderíamos simplesmente desistir de tentar e o abandonarmos.

Não seria uma melhor estratégia deixar aquela peça de lado e continuar trabalhando com as outras? Todos nós ja passamos por momentos onde, as vezes, tudo o que precisamos para que aquela peça, que parece não se encaixar, é encontrar outra peça que nos ajude a descobrir onde colocá-la. Talvez, depois de um exame mais cuidadoso, rodando a peça algumas vezes, tentando enxergá-la de um angulo diferente ou sob mais luz, podemos enxergar seu lugar em nosso quebra-cabeças. Este momento é sempre eletrizante, principalmente quando estamos acompanhados de nossos netos.

Em relação ao meu testemunho do Evangelho, eu vejo minhas “peças das bordas” como chaves onde meu testemunho esta ancorado. Elas são as peças fundamentais de que recebi um testemunho através da oração e da influência do Espirito Santo. Para mim, estes são os testemunhos de que Deus vive, responde as orações e me ama. Que Jesus Cristo é o Filho de Deus e que Ele realizou a Expiação, ressuscitou, e estabeleceu a Sua igreja. Que Joseph Smith restaurou a mesma Igreja na terra em nossos dias, e que através dele, outra testemunha de Jesus Cristo, o Livro de Mórmon, foi revelada. Que ele restaurou o Sacerdócio pelo qual os profetas e apóstolos modernos lideram a Igreja hoje.

Tendo estas peças no seu devido lugar, eu posso, então “edificar minha própria salvação,” sempre tendo o olhar fixo na imagem imprensa na caixa que foi fornecida pelas santas escrituras e as palavras dos líderes modernos que me ajudam a conhecer mais sobre como o quebra-cabeças deve parecer quando estiver pronto. Quando me deparo com algo que eu não entendo eu deixo aquilo, ou seja, a peça, de lado e continuo trabalhando com o que tenho. Como seria terrível se eu desistisse de tudo, porque não tenho a paciência ou a fé na promessa de que todas as peças irão eventualmente, se encaixar.

josé-smith-e-anjo-moroni-mormonismoDesde que me tornei um membro da Igreja, muitas das peças que estavam de lado, acabaram encontrando o seu lugar porque eu obtive mais conhecimento, entendi um principio de modo mais completo ou o vi de um ângulo ou ponto de vista diferente. O importante é manter essas peças essenciais no seu lugar. Elas devem agir sempre como a garantia do nosso testemunho por meio do estudo, oração e obediência. Elas são a chave!

Temos bons precedentes nas escrituras de sobre como exercitar a paciência e a fé nas coisas que ainda não entendemos.

Quando o anjo perguntou a Néfi, se ele compreendia a condescendência de Deus, Néfi respondeu: “Sei que ele ama seus filhos; não conheço, no entanto, o significado de todas as coisas.” (1 Néfi 11:17) Néfi nos concede um exemplo perfeito daquilo que o Élder Holland diz que devemos fazer, que é prosseguir naquilo que sabemos e não com o que não sabemos. Mais tarde, no Livro de Mórmon, Alma falando da vinda do Messias diz o seguinte: “Ora, a respeito disso nada sei; sei, porém, isto: que o Senhor Deus tem poder de fazer todas as coisas que estejam em conformidade com sua palavra.” (Alma 7:8) Em outro capítulo, Alma, o filho, ao falar sobre certas coisas que acontecerão no futuro, diz: “Ora, estes mistérios ainda não me foram totalmente revelados; portanto me conterei.” (Alma 37:11)

Estes são exemplos de profetas que receberam grande conhecimento espiritual, mas mesmo assim, admitiram que não possuíam todas as respostas, mas se concentravam no que sabiam – que Deus nos ama e Ele é todo-poderoso para fazer as coisas que ele afirma que vai fazer. Eu diria que essas duas coisas seriam, certamente, peças importantes em nosso quebra-cabeça pessoal. E sobre o que eles não sabem, se “abstêm” ou deixam de lado com paciência e fé.

Robert Millet disse: “É tão importante saber o que nós não sabemos como é saber o que sabemos.” Uma parte importante da vida do discípulo fiel está às voltas com os muitos paradoxos, perguntas e ironias que vêm com o território de uma vida religiosa. Isso é parte do que o que o torna tão dinâmico e sim, mesmo “diversão” para trabalhar fora do quebra-cabeça da nossa própria salvação.

Esta vida foi idealizada para adquirirmos conhecimento espiritual por meio do estudo, da oração, da paciência e da fé. (D&C 21:5) Linha sobre linha e preceito sobre preceito. Um pouco aqui, um pouco ali, de graça em graça.

E também foi idealizada para ajudar-nos a compreender aquilo que tem maior valor. Aprendi por mim mesma que as peças que compõem as bordas do meu quebra-cabeça são de grande de valor. E o Senhor nos convida a obter um conhecimento seguro dessas coisas. Ele não fez essas peças difíceis de se identificar, com o propósito de nos enganar ou confundir. Ele estende a todos o mesmo convite “Examinai tudo, retendo o que é bom.” (1 Tessalonicenses 5:21)

Todos nós temos a promessa de que se fizermos aquilo que permitirá que o Espírito Santo esteja conosco, fazendo as perguntas certas, então poderemos saber a verdade de certas coisas agora, e eventualmente, a verdade de todas as coisas.

Este artigo foi escrito por Bianca Lisonbee

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A vida é uma Aventura Quando se Segue o Espirito Santo

janeiro 23rd, 2015

A primeira vez em que lembro haver sentido um sussurro do Espirito Santo foi quando eu estava trabalhando no quintal em um dia quente de verão em Mustang, no estado de Oklahoma. Estava tão quente e úmido que eu sentia que iria morrer antes que pudesse terminar a limpeza da casa. Tive a ideia de pedir a Deus em oração que me ajudasse a terminar a minha tarefa. Então, eu ofereci uma oração rápida enquanto pegava a vassoura. Depois de dez minutos, nuvens de tempestade começaram a se acumular no céu, trazendo consigo uma brisa muito agradável. Não acreditando no que estava acontecendo, parei o meu serviço e fiquei olhando para o céu.

Quem é o Espirito Santo?

Aprende de mim e ouve minhas palavras; anda na mansidão de meu Espírito e terás paz em mim. (Doutrina e Convênios 19:23)

mormon-dom-espirito-santoA primeira Regra de Fé de a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (frequentemente também chamada de Igreja Mórmon) declara: “Cremos em Deus, o Pai Eterno, e em Seu Filho, Jesus Cristo, e no Espírito Santo.”

Os Santos dos Últimos Dias, ou Mórmons, acreditam que na deidade e que “o Pai tem um corpo de carne e ossos tão tangível como o do homem; o Filho também; mas o Espírito Santo não tem um corpo de carne e ossos, mas é um personagem de Espírito. Se assim não fora, o Espírito Santo não poderia habitar em nós. (Doutrina e Convênios 130:22)

O Espirito Santo, ou o Santo Espirito, desempenha vários papéis importantes. Ele testifica da divindade e da missão do Salvador. Ele testifica da verdade, aconselha e conforta. Ele dirige nossas vidas, se o permitirmos e ouvirmos a seus conselhos. Cada pessoa na terra pode sentir a influencia do Espirito Santo. Os Mórmons acreditam que depois que uma pessoa é batizada por alguém que possui a devida autoridade, pode receber o Dom do Espirito Santo pela imposição das mãos. Se a pessoa continuar obedecendo os mandamentos de Deus, ela pode ter a sua companhia constante, ou seja, por toda a vida.

Como Mórmon, eu acredito que todos somos filhos de Deus, e como seres espirituais, vivemos em Sua presença antes de sermos enviados a esta terra. Eu acredito que o propósito de Deus é nos ajudar a retornar a viver com Ele.
Através do profeta Jeremias, o Senhor disse aos judeus cativos na Babilônia, e também a cada um de nós:

“Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais.” (Jeremias 29:11).

Se escolhermos segui-Lo, o paraíso será nosso destino final. Eu acredito que nossas vidas tem um propósito e significado e que se pedimos a Deus por orientação e conselho, Ele nos dará através do Espirito Santo.

“Então me invocareis, e ireis, e orareis a mim, e eu vos ouvirei. E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração. E serei achado de vós, diz o Senhor…” (Jeremias 29:12-14)

Tendes ordem porém de, em todas as coisas, pedir a Deus, que dá liberalmente; e aquilo que o Espírito vos testificar, assim quisera eu que fizésseis em toda santidade de coração, andando retamente perante mim, refletindo sobre o resultado de vossa salvação, fazendo todas as coisas com oração e ação de graças, para que não sejais seduzidos por espíritos malignos ou pelas doutrinas de demônios ou por mandamentos de homens; porque alguns são de homens e outros, de demônios; (Doutrina e Convênios 46:7)

Ao aprender a reconhecer como o Espirito Santo “fala” comigo foi uma das lições mais importantes de minha vida. O Senhor promete que as respostas são confirmadas através de paz de mente e coração ou rejeitadas através de um “estupor de pensamento” que significa confusão ou esquecer o que for errado.As respostas as minhas fervorosas orações geralmente vem a mim na manhã seguinte. Eu tomo uma decisão e oro ao Senhor por uma confirmação. Se a decisão for correta, então será a primeira coisa em que irei pensar na manhã seguinte. Não for correta, só vou me lembrar dela mais tarde naquele dia. Mas, algumas vezes, ações precisam ser tomadas sem demora.

O Espirito Santo nos Avisa dos Perigos

Uma noite, meu marido e eu, decidimos pegar a estrada para visitar seus pais, e ele teve uma inspiração muito clara do Espirito. Eram duas da madrugada quando nos aproximamos de uma cidade. Anthony sentiu uma forte impressão de que ele deveria desacelerar. Ele o fez enquanto me contava o que havia sentido. Quando nos aproximamos de uma curva, vimos um caminhão a nossa frente que estava perdendo um pedaço do pneu. Paramos no acostamento e vemos pedaços do pneu destruído por toda parte, se houvéssemos feito a curva na velocidade em que estávamos, teríamos certamente enfrentado problemas. Naquela noite recebemos o testemunho de que se estivermos atentos aos sussurros do Espirito poderemos ser preservados.

O Espirito Santo Pode Inspirar nossas Ações

mormon-familiaNa Igreja de Jesus Cristo, as jovens frequentam algumas reuniões aos domingos e realizam outras atividades durante a semana. Quando tinha 14 anos, duas missionarias, (moças Mórmons que realizem missões como voluntárias com duração de 18 meses) participaram de uma de nossas atividades e compartilharam conosco nos algumas coisas sobre a missão. Enquanto falavam, eu senti o desejo de também servir uma missão. O Espirito Santo me tocou tão profundamente naquela noite, que nunca desisti desta decisão. Eu servi na missão Escócia Edimburgo. Foi uma experiência que mudou minha vida, conheci novas pessoas e explorei lugares que jamais imaginei que existiam!

Eu me mudei muito em minha vida até que me casei e fui viver na cidadezinha de meu marido. Ele viveu na mesma casa durante toda a sua vida e eu pretendo fazer o mesmo agora. Tenho o desejo de fixar raízes em um lugar, mas também, preciso de um aeroporto perto de casa para satisfazer o meu desejo de conhecer o mundo. O meu desejo de conhecer lugares novos acabou por contagiar também meu marido, depois que fizemos uma viagem para o Havaí, ele me perguntou o que eu achava de nos mudarmos pra lá. Eu disse que não. Ele me pediu que orasse a respeito (como poderia dizer não a um pedido tão meigo?). O Espirito Santo mudou meu coração. Coisas malucas acontecem.

Colocamos nossa a venda, depois de uma semana um comprador apareceu e meu marido conseguiu um emprego. Fizemos as malas e partimos para uma aventura! Moramos em Maui e Oahu.
Saber que nossas vidas são dirigidas por Deus nos traz a verdadeira paz.

O Espirito Santo Testifica de Jesus Cristo

Jesus-Cristo-Bom-PastorA outra grande decisão que tomei inspirada pelo Espirito Santo foi quando decidi fazer um curso no Centro de Jerusalém da Universidade Brigham Young. Meus pais sempre me contaram as historias da Bíblia. Cresci ouvindo as historias do ministério do Salvador. Eu desejava andar onde Ele andou. Enquanto estava visitando os lugares sagrados da terra santa, o Espirito me testificou em minha mente e coração, de que Jesus Cristo realmente é o Salvador de toda a humanidade. Através de Sua graça eu poderei retornar a presença de Deus! Aquelas seis semanas que passei em Jerusalém mudaram meu rumo na faculdade. Acabei me formando em algo diferente do que iniciei. Deus me fez ver um caminho, onde antes eu achava não existir um.

As perguntas mais importantes que ja fiz a Deus foi: Você é real? Sou sua filha? Sua Igreja esta na terra hoje? O Espirito Santo me trouxe paz nos momentos mais difíceis de minha vida e me fez saber que Deus é real, eu sou Sua filha e que Jesus Cristo é o Filho de Deus e o Caminho, a Verdade e a Vida. Deus ainda fala com profetas! Seu profeta na terra hoje é Thomas S. Monson. Sua Igreja foi restaurada em sua plenitude e é A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Eu convido você a perguntar a Deus as perguntas mais profundas de seu coração e a se preparar para receber as respostas através do poder do Espirito Santo. Se você deseja saber mais de como o Espirito Santo pode lhe ajudar em sua vida, por favor contate os missionários Mórmons.

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“Eu sou Lamã, Lemuel e Néfi”

janeiro 13th, 2015

Meu Conselho para os Futuros Missionários

nefi-lama-lemuel-mormonPara mim, sempre foi intrigante, como duas pessoas diferentes pode viver a mesma situação e sair dela com duas impressões totalmente diferentes do que viram, ouviram e sentiram. Eu gosto de falar sobre isso com nossos novos missionários, quando chegam em nossa missão a fim de embarcar em sua aventura no campo missionário.

Algumas vezes, vemos dois tipos de pessoas servindo o mesmo tipo de missão, freqüentemente tendo as mesmas experiências, mas indo embora com duas visões diferentes da mesma. Por que isto acontece?

Podemos ler no Livro de Mórmon um excelente exemplo disto. Em 1 Néfi 17:20-21 lemos o relato do tempo em que Lamã e Lemuel passaram no deserto.

“…E temos vagado no deserto por todos esses anos; e nossas mulheres têm trabalhado, ainda que grávidas; e tiveram filhos no deserto e suportaram todas as coisas, exceto a morte. E teria sido melhor que tivessem morrido antes de deixar Jerusalém, do que suportar todas essas aflições.

Eis que temos padecido durante todos estes anos no deserto, quando poderíamos ter usufruído nossos bens e a terra de nossa herança; sim, e poderíamos ter sido felizes.”

E então, podemos ler a visão de Néfi sobre o mesmo assunto em 1 Néfi 17:1-3

“… E viajamos e passamos por muitas aflições no deserto; e nossas mulheres tiveram filhos no deserto. E tão grandes foram as bênçãos do Senhor que, enquanto vivemos de carne crua no deserto, nossas mulheres tiveram bastante leite para seus filhos e eram fortes, sim, tanto quanto os homens; (Eu sempre gosto de ressaltar este versículo para as nossas missionarias aqui no Brasil) e começaram a suportar as viagens sem murmurar…”

Mais uma vez, por que a mesma experiência é encarada de modo tão diferente pelas várias pessoas que a viveram? Será que podemos comparar a analogia do copo meio cheio ou meio vazio? Eu acho que isso vai muito mais além do que encarar a vida de uma maneira mais positiva. Mesmo, Néfi, começa nos dizendo que não era fácil. Não é o caso de alguém em negação procurando encobrir as dificuldades que enfrentou. Eu acredito que este tipo de perspectiva somente pode ser obtida quando vemos a vida através das lentes do Espírito.

Eu sempre digo aos missionários que algumas vezes podemos nos sentir ao mesmo tempo como Lamã, Lemuel e Néfi! Freqüentemente, parecem surpresos quando admito a eles que eu posso ter os dois pontos de vista. Eu, então, compartilho com eles um trecho de duas cartas de uma maravilhosa missionária. Que sua (ela não pertence a nossa missão) mãe compartilhou comigo muitos anos atrás. Veja o quanto suas palavras representam tão bem as duas diferentes visões de sua missão. Nada realmente havia mudado entre uma carta e outra, mas sua visão sim!

A primeira carta:

moca-missionaria-mormon“Mãe, estou tão cansada. Isto é tão difícil. Ninguém se ofereceu para nos dar o almoço. Eu não tenho dinheiro para comprar nem pão e manteiga. Subimos uma montanha hoje e eu pensei que fosse morrer. Meu corpo estava coberto de mordidas de insetos. Eu sou alérgica a poluição e a gatos e todo mundo aqui tem gatos. Tudo é tão caro e todo mundo é pobre. Incluindo eu. Meu coração esta partido, porque meu namorado me deixou. Eu também me sinto desencorajada. Eu continuo a sentir a pressão de que não sou boa o suficiente. Mas, vou continuar avante. Eu sei que minha companheira me foi dada para que eu aprendesse paciência. Eu tenho chorado muito ao orar por ajuda. Eu não sabia que ser uma missionaria seria uma das coisas mais difíceis que eu faria, mas eu vou continuar com fé, confiando que posso fazer isto.”

Oito meses depois:

Mãe, eu me sinto como os Jovens Guerreiros, eu não sou perfeita, mas eu estou colocando minha fé no Senhor. Agora, ele pode me usar para vencer a batalha contra Satanás. Eu amo tanto o Senhor. Ele nunca desistiu de mim e eu não vou desistir Dele. Mãe, o Senhor tem mais fé em mim do que eu mesmo. Meus pesquisadores são demais. Eu não tenho mais medo. Temos tantos pesquisadores para levar a Cristo. Estou tão feliz de estar fazendo algo útil da minha vida. Tivemos tantos milagres esta semana, nunca senti o Espirito tão forte. O tempo esta voando. Eu posso fazer isso. Eu posso fazer qualquer coisa. Eu amo cada segundo de minha missão. Eu não sinto mais saudade de casa. Eu amo as pessoas daqui. Eu adoro ensinar em três línguas. Eu amo o trabalho. Eu amo minha companheira. Espero servir uma missão com meu futuro marido algum dia. Mãe, eu sinto saudades de você, mas nunca mais quero voltar para casa.”

Certamente, podemos atribuir a dramática diferença entre o humor da jovem, aos normais altos e baixos da vida missionária. Mas também, podemos ver na segunda carta que ela estava vivenciando o milagre de perder a vida para encontrá-la. Como é que um missionário, ou qualquer pessoa consegue isso? Novamente, podemos encontrar algumas respostas em primeiro Néfi.

No versículo 21 do capítulo 17, podemos ver que Lamã e Lemuel se concentraram no que haviam deixado para trás. Eles estavam presos na lembrança daquilo que seu lar podia lhes oferecer. Para o novo missionário pode ser difícil deixar todos os confortos do lar e da vida pré-missão. É fácil ser pego no “poderíamos ter usufruído de nossos bens; sim, e poderíamos ter sido felizes.”

E então, no versículo 3, Néfi revela algumas chaves que podem nos ajudar a mudar nossas lentes e os sentimentos da perseguição, autocomiseração e desencorajamento para a da gratidão.

Ele disse:

“E assim vemos que os mandamentos de Deus devem ser cumpridos. E se os filhos dos homens guardam os mandamentos de Deus, ele alimenta-os e fortalece-os e dá-lhes meios pelos quais poderão cumprir as coisas que lhes ordenou; portanto ele nos deu os meios de sobrevivermos enquanto permanecíamos no deserto.”

Assim aprendemos que, para um missionário e para todos nós, obediência é a primeira grande chave para desenvolver essa lente.

Néfi também nos dá outra chave essencial, e é através da oração. No início de seu relato, aprendemos que mesmo ele também tinha o potencial de ter endurecido seu coração sobre o que seu pai estava pedindo-lhes que fizessem. Vemos no versículo 16 do capitulo 2 que Néfi disse:

“Clamei, portanto, ao Senhor; e eis que ele me visitou e enterneceu meu coração, de maneira que acreditei em todas as palavras que meu pai dissera; por esta razão não me revoltei contra ele, como meus irmãos.”

Eu acho que Néfi está nos dizendo aqui, que se ele não tivesse feito estas coisas (ser obediente e procurar o Senhor através do poder da oração) ele poderia ter se encontrado no mesmo estado que seus irmãos. Sem o Espirito, que a contínua obediência e oração nos proporcionam, não teríamos todos nós encarado os rigores da jornada terrena da mesma maneira? Sem o Espírito, como é que nós podemos ter o desejo e a força para sacrificar de uma forma que nos permite perder-nos no serviço aos outros? C. S. Lewis parece compreender muito bem a diferença que o Espirito pode ter no modo em que vemos nosso tempo na terra, tanto hoje quanto na eternidade. Uma das minhas citações favoritas dele diz:

mormon-jesus-cristo-doutrina“Não podemos, em nosso estado presente, compreender a eternidade…é isso que os mortais não entendem. Eles dizem do sofrimento temporal. ‘Nenhuma felicidade futura pode compensar isso,’ ignorando que os Céus, quando alcançado, irá retroagir e converter até mesmo aquela agonia em glória. E de algum prazer pecaminoso eles dizem: ‘Deixe-me desfrutá-lo, eu vou assumir as conseqüências,’ ignorando que a condenação também retroagirá e a volta a seu passado contaminará o prazer do pecado. Ambos os processos começam mesmo antes da morte. O passado do homem de bem começa a mudar, de modo que seus pecados perdoados e tristezas incorporam as qualidades do Céu; o passado do homem mau já está em conformidade com a sua maldade e é preenchido apenas com melancolia. E é por isso … que o Bem-aventurado vai dizer: ‘Nós nunca vivemos em nenhum outro lugar a não ser no Céu’, e o Condenado vai dizer: ‘Sempre estivemos no inferno’ e ambos estarão falando a verdade.”

Eu digo aos nossos missionários que somos todos como Lamã e Lemuel, e também somos todos como Néfi. Algumas vezes, ambos coexistem em nós simultaneamente. E está tudo bem. O que importa é como escolhemos reagir. A missão é dura. Ela é uma jornada no deserto. Ela nos faz ajoelhar e pensar porque deixamos o conforto de nossos lares e família onde éramos felizes. Mas eu testifico que se formos obedientes e rogarmos ao Senhor por ajuda, seguir avante no serviço aos outros, no fim de nossa missão, seremos aqueles que, como Néfi, vão olhar para trás e se regozijar pelo tempo gasto, e ser capaz de dar testemunho da mão do Senhor e Seus milagres, e vamos declarar como Néfi: “o Senhor forneceu os meios pelos quais cumprimos as coisas que ele nos tinha ordenado.”

Este artigo foi escrito por Bianca Palmieri Lisonbee

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