Qualidades de Uma Companheira Eterna – Para o Tempo e a Eternidade

novembro 17th, 2014

Os membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias são um povo orientado a família. Eles acreditam que a vida familiar não é somente para esta vida, mas pode durar para sempre. Por isso, quando um homem e uma mulher decidem se casar, suas metas são a de se casar no templo sagrado para o tempo e a eternidade, assim como terem sua progénie com eles para sempre também.

Definindo as Qualidades para um Companheiro Eterno

jovem-pensandoEu nunca me casei, e por isso também não tenho filhos. Talvez vocês me achem que sou antiquado, mas eu acredito firmemente que os filhos devem nascer em um lar onde um homem e uma mulher são casados. Quero dizer também que esta não é somente minha humilde opinião, mas também o modo que Deus estabeleceu que as coisas deveriam ser.

Então, por que eu ainda não me casei? Esta é uma questão que frequentemente me vem a mente, principalmente nos últimos dias. Afinal de contas, seria bom ter alguém com quem partilhar a vida.
Eu acho que qualquer um que honestamente esteja procurando um companheiro ou uma companheira eterna, possui uma lista  (seja escrita ou mental)  das qualidades que estão procurando. Ao pensar nesse importante assunto, eu decidi listar algumas das qualidades que estou procurando em um cônjuge em potencial.

Primeiramente, eu gostaria de deixar muito claro que eu acredito que para um casamento dar certo, ele deve estar baseado na firme fundação do Senhor Jesus Cristo. Se Cristo não for incluído na união, este casamento será edificado sob a areia que acabará sendo erodida pelas ondas dos desafios do dia a dia. Por isso, é essencial que tanto o homem quanto a mulher tenham um relacionamento com Jesus Cristo.

Isto dito, como um Santo dos Últimos Dias, uma companheira ideal para mim seria alguém da mesma fé e com as mesmas crenças do que eu. Entretanto, eu também acredito que se deve casar com uma pessoa que você ama, e se acontecer que esta filha de Deus for de uma religião diferente da minha, eu oraria fervorosamente, mas não descartaria totalmente a possibilidade. Eu sei que na verdade existem muitos argumentos contra este pensamento. Entretanto, eu acredito que uma das mais importantes qualidades que a pessoa ideal deve ter é uma vida espiritual – ela deve saber que Deus, o Pai, Seu Filho Jesus Cristo e o Espirito Santo são reais – mesmo que tenhamos nossas diferenças teológicas. Seria meu sincero desejo que através do meu exemplo justo como um líder do sacerdócio no lar ela um dia se tornaria um membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, e que assim poderíamos ser casados no templo do Senhor para o tempo e a eternidade.

Voltando ao tema da espiritualidade por um momento, eu também espero que minha companheira ame Jesus Cristo mais do que a mim. Algumas pessoas podem achar isso estranho, mas este conceito é baseado na Bíblia. Ele pode ser encontrado nas palavras do Salvador como registradas em Mateus 10:37:

“Aquele que ama pai ou mãe mais do que a mim, não é digno de mim; e aquele que ama filho ou filha mais do que a mim, não é digno de mim.”

Além disso, eu não estou preocupado com a cor da pele ou o herança cultural. Amor verdadeiro, na minha humilde opinião, somente conhece a cor do coração.

casal-multiracialEu tenho 30 anos e sou um veterano da marinha dos Estados Unidos e acredito pessoalmente que a onipotente mão de Deus, ajudou e preservou esta grande nação na qual vivo, por isso, a minha companheira ideal, além de amar a Deus deve também amar este país e respeitar sua bandeira e tudo aquilo em que acreditamos.

Eu estou interessado m encontrar uma pessoa que pense por si mesma e que tome decisões sabias. Eu não quero alguém que responda sempre sim. Na minha humilde opinião, uma pessoa que simplesmente concorda em tudo que outro diz, não tem personalidade e é infeliz. Eu desejo encontrar alguém que seja honesta e possua um tom educado em sua mente. Estou procurando alguém que esteja disposta a ser a rainha do lar, respeite meu sacerdócio e a sua autoridade no lar, e esteja disposta a trabalhar ao meu lado e não usurpar minha autoridade.

Eu também acredito que o casamento é uma relação feita de duas pessoas. Portanto, eu espero que minha companheira entenda que o sucesso no casamento depende dela dar 100% assim como eu. Ambos devemos ser devotos a nossa família, sabendo que nenhum sucesso no mundo compensa o fracasso no lar. A família deve ser nossa prioridade absoluta.

Finalmente, eu quero uma companheira que ama a vida e não tenha medo de tentar coisas novas – uma pessoa que acredita que o fracasso é sucesso do avesso.

Uma Filha Escolhida de Deus

Me foi prometido na minha benção patriarcal que no tempo apropriado, uma filha escolhida de Deus irá cruzar o meu caminho. Eu também sou admoestado a amá-la, ajudá-la e cuidar dela. Eu tenho que ser fiel, bondoso e amoroso. Seu for obediente e fazer estas coisas, também me é prometido, que essa filha escolhida de Deus, minha companheira eterna, irá retribuir este amor, e ela será uma rainha nos céus comigo pelas eternidades.

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A Racionalização

outubro 31st, 2014

CU050112-007hrO que é a racionalização? É uma palavra bastante longa, e não sai da língua sem um pouco esforço. Muitos de nós não estamos muito cientes da racionalização, mas ela é uma parte de nós. Embora raramente pensemos na racionalização, fazemos a racionalização em nossos pensamentos quase todos os dias.

A racionalização é relacionada à justificação. Quando racionalizamos, nós justificamos nossas ações com lógica, com a situação em que passamos, ou com as ações de outros. Muitas vezes passamos por esse processo sem saber que estamos o fazendo. É uma ferramenta poderosa do adversário de tirar-nos de nosso caminho, pouco a pouco.

Por que você fez aquilo?

Um grupo de cientistas psicológicos estavam interessados num certo fenômeno: na cultura ocidental, parece existir uma preferência de nosso lado direito. Para pôr a teoria à prova, os cientistas criaram um plano muito astuto. Eles escolheram três meias de nylon idênticas de cor diferente, e puseram numa mesa dentro de um shopping. Recrutavam as pessoas que passavam para fazer uma “pesquisa sobre a preferência de nylons”.

Os cientistas deixaram que as pessoas tocavam em cada meia e se comparavam uma contra a outra. Pediram que as pessoas avaliassem as meias em sua qualidade e dissessem qual delas elas seriam mais dispostas a comprar.

Embora os cientistas trocassem as meias de posição várias vezes, sempre achavam o mesmo resultado: independente da cor, as pessoas quase sempre preferiam as meias que estavam colocadas no lado direito.

Mas quando os cientistas entrevistaram aquelas pessoas, aprenderam algo que talvez seja mais importante ainda. Perguntaram as pessoas, “Por que você escolheu aquela meia?”. Para a surpresa dos cientistas, as pessoas vinham com respostas diversas e inconsistentes. “Escolhei porque aquela meia era a melhor de qualidade.” diz um. Outro disse: “É claro que a meia que escolhi era a mais suave!” Lembrem-se que todas as meias eram idênticas! De todas as pessoas, ninguém respondeu que escolheu porque a meia estava do lado direito.

Que lição podemos tirar disso? Muitas vezes, escondemos os motivos verdadeiros de nossas ações. Quando não pensamos nestes motivos, inventamos motivos que parecem fazer sentido. Ou pior– quando estamos embaraçados sobre os verdadeiros motivos, cobrimo-los com motivos falsos. Na pesquisa das meias, as pessoas tinham se convencido completamente de seus motivos falsos. Quando os cientistas revelaram o seu verdadeiro motivo, as pessoas ficaram incrédulas.

Estou Preocupado Demais com a Política Externa de Nosso País

No seu discurso de conferência em Outubro de 2014, na sessão de sacerdócio, o Élder Quentin L. Cook nos advertiu sobre a racionalização. Ele ilustrou o princípio com a seguinte historia.

mormon-Cook“Quando eu era um jovem advogado na região da Baía de San Francisco, nosso escritório fez um trabalho jurídico para a empresa que produzia os programas especiais de televisão da Turma do Charlie Brown.1 Tornei-me fã de Charles Shulz e de suas criações: Peanuts, com Charlie Brown, Lucy, Snoopy e outros personagens maravilhosos.

Uma de minhas tiras de história em quadrinhos favorita envolvia a Lucy. Pelo que me lembro, o time de beisebol do Charlie Brown estava em um jogo importante; Lucy estava na defesa e uma bola foi rebatida bem alto na direção dela. As bases estavam todas ocupadas, e aquele era o último tempo da nona rodada. Se Lucy apanhasse a bola, seu time venceria. Se ela derrubasse a bola, o outro time ganharia.

Como podia acontecer só numa história em quadrinhos, todo o time rodeou Lucy quando a bola desceu. Lucy estava pensando: “Se eu apanhar a bola, serei a heroína; se não, serei a frangueira”.

A bola desceu, e sob os olhares ansiosos de seus companheiros de time, Lucy derrubou a bola. Charlie Brown jogou a luva no chão, frustrado. Lucy, então, olhou para seus companheiros de time, pôs as mãos na cintura e disse: “Como vocês esperam que eu apanhe a bola se estou preocupada com a política externa de nosso país?”

Essa foi uma das muitas bolas rebatidas que Lucy derrubou ao longo dos anos, e ela sempre tinha uma nova desculpa a cada vez. Embora divertidas, as desculpas da Lucy eram racionalizações. Não eram razões justificáveis para ela derrubar a bola…

Creio que é de particular importância em nossos dias, nos quais Satanás está se apoderando do coração dos homens de tantas maneiras novas e sutis, que nossas escolhas e decisões sejam feitas com muito cuidado, de modo condizente com as metas e os objetivos pelos quais professamos viver. Precisamos de um comprometimento inequívoco com os mandamentos e de estrita aderência aos convênios sagrados. Quando permitimos que as racionalizações nos impeçam de receber as investiduras do templo, de servir missão dignamente e de casar-nos no templo, elas são particularmente prejudiciais. É muito triste quando professamos crer nessas metas, mas negligenciamos a conduta diária exigida para alcançá-las.”

Quando a Racionalização Torna-se Perigosa

As duas histórias que foram compartilhadas até agora são bem engraçadas. Vemos como a racionalização pode ser um pouco ridícula. Mas quando essa justificação torna-se perigosa?

1.A racionalização é perigosa quando nossas ações não refletem nossas metas

Se tivermos metas, devemos nos esforçar a atingí-las. Se perguntasse a todos seus amigos e familiares se “estavam trabalhando para atingir suas metas”, duvido muito que alguém dissesse: “Não estou trabalhando nem um pouco. Estou fazendo absolutamente nada para atingir as minhas metas.”

Geralmente quando o tempo passa e nossas metas ficam para fazer depois, damos desculpas e “razões situacionais” para explicar a nossa falha. Já ouviu: “Não tive o tempo suficiente!” ou “Estou sob tanta estresse no trabalho que não deu para fazer” ou talvez “Vou chegar lá, eu só preciso de mais tempo e menos pressão.” Essas são justificações, e não nos ajudam a chegar às nossas metas.

Élder Cook afirmou:

“Recentemente conheci um excelente rapaz adolescente. Suas metas eram: ir para a missão, terminar os estudos, casar no templo e ter uma família fiel e feliz. Fiquei muito contente com suas metas. Mas, ao continuarmos nossa conversa, ficou evidente que sua conduta e as escolhas que estava fazendo não condiziam com suas metas. Senti que ele sinceramente queria ir para uma missão e estava evitando transgressões graves que o impediriam de servir, mas sua conduta no dia a dia não o estava preparando para os desafios físicos, emocionais, sociais, intelectuais e espirituais que enfrentaria. Ele não estava inclinado a trabalhar arduamente. Não levava a escola nem o seminário a sério. Freqüentava a Igreja, mas não tinha lido o Livro de Mórmon. Passava muito tempo jogando videogames e na mídia social. Parecia achar que seria suficiente apresentar-se para sua missão. Rapazes, renovem seu compromisso de ter uma conduta digna e uma preparação séria para se tornarem emissários de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.”

2. A racionalização é perigosa quando sentimos “confortáveis”

Élder Cook certamente despertou a consciência de muitos rapazes jovens adultos quando ele discursou claramente a doutrina de Deus sobre o seguinte assunto:

“Alguns jovens professam sua meta de casar no templo, mas não namoram pessoas dignas de entrar no templo. Para dizer a verdade, alguns nem mesmo namoram! Vocês, homens solteiros, quanto mais tempo ficam solteiros após chegarem à devida idade e maturidade, mais confortáveis podem se tornar. Porém mais desconfortáveis vocês deveriam se sentir! Por favor, “[ocupem-se] zelosamente” em atividades espirituais e sociais compatíveis com sua meta do casamento no templo.

Alguns adiam o casamento até terminarem os estudos e conseguirem um emprego. Embora isso seja amplamente aceito no mundo, esse raciocínio não demonstra fé, não cumpre os conselhos dos profetas modernos e não é compatível com a sã doutrina.”

  1. A racionalização é perigosa quando cria o orgulho

O orgulho é um pecado que gradualmente estrangula e asfixia o espírito, enquanto a pessoa afetada pensa que está cada vez melhor. Quando justificamos todos nossos erros, podemos esquecer de nossas fraquezas e pensar que somos sem falha. Élder Cook nos adverte de uma certa forma de orgulho, que acontece quando achamos que somos “donos da verdade”.

mormon-jesus-cristo-doutrina“Sinto-me particularmente preocupado com a insensatez e com a obsessão por “todas as novidades”. Na Igreja, incentivamos e comemoramos a verdade e o conhecimento de todo tipo. Mas, quando a cultura, o conhecimento e os hábitos sociais estão afastados do plano de felicidade de Deus e do papel essencial de Jesus Cristo, há uma inevitável desintegração da sociedade. Em nossos dias, a despeito de progressos sem precedentes em muitas áreas, especialmente na ciência e nas comunicações, os valores básicos essenciais foram corroídos e a felicidade e o bem-estar gerais diminuíram.

Quando o Apóstolo Paulo foi convidado a falar no Areópago, em Atenas, encontrou parte dessa mesma pretensão intelectual e dessa ausência da verdadeira sabedoria que vemos nos dias atuais. Em Atos lemos o seguinte: “Pois todos os atenienses e estrangeiros residentes, de nenhuma outra coisa se ocupavam, senão de dizer e ouvir alguma novidade”. A ênfase de Paulo era a Ressurreição de Jesus Cristo. Quando a multidão se deu conta da natureza religiosa de sua mensagem, alguns zombaram dele. Outros essencialmente o descartaram, dizendo: “Acerca disso te ouviremos outra vez”. Paulo deixou Atenas sem ter nenhum sucesso. Dean Frederic Farrar escreveu o seguinte sobre essa visita: “Em Atenas, ele não fundou nenhuma igreja, para Atenas não escreveu nenhuma epístola, e lá, embora frequentemente passasse pelas vizinhanças, nunca mais voltou a pôr os pés”.”

Oro que possamos evitar de toda forma a racionalização. Que lembremos das meias de nylon, e lembremos da Lucy a próxima vez que fazemos um erro. Sei que quando evitarmos esse padrão destrutivo, seremos mais felizes e mais pertos de Deus.

Este artigo foi escrito por Payton Jones

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Por Que Abandonei a Igreja e Desisti da Religião

outubro 27th, 2014

O relato bíblico do filho pródigo é uma das histórias mais conhecidas pelos cristãos, e também não cristãos. É uma historia que possui um significado muito pessoal e profundo para mim, porque houve momentos em minha vida em que eu me identifiquei muito com o filho pródigo.

Criado e Nutrido pela Boa Palavra de Deus

Eu nasci e fui criado em um bom lar cristão. Eu sempre serei grato pela minha amorosa mãe que me ensinou a Palavra de Deus – como descrita na Bíblia – e do amor que o Salvador tem por mim. Ela também me ensinou que seu eu fosse fiel e obediente, e vivesse minha vida de acordo com a Sua vontade, eu sempre teria uma vida abundante que seria enriquecida com as bênçãos dos céus.

keith-mãe-mormonNo lar em que cresci, o domingo era considerado um dia de adoração. Tínhamos até uma regra não escrita em nosso lar que basicamente dizia: “Se a mamãe está indo pra Igreja, você também está.” Eu não posso me lembrar de uma única vez onde minha mãe convocou uma reunião em família para discutir o assunto, ou coloca-lo em votação para saber quem era a favor ou quem era contra. E a cada domingo, sem falta, a menos que a mamãe não fosse para a igreja, lá estávamos na nossa pequena igreja batista.

Quando era apenas um menino, eu costumava brincar de “igreja” com as minhas duas irmãs mais novas. Eu era o pastor e elas eram a congregação. Meus “sermões” provavelmente não tinham muito conteúdo, mas eu “pregava” enquanto elas escutavam. Eu nunca parei pra pensar enquanto brincávamos, mas minha mãe e minha avó achavam que eu não estava apenas brincando, mas que um dia eu me tornaria um ministro batista.

A Adolescência – Abandonando a Fé Por Um Tempo

Embora eu tivesse sido ensinado muito bem sobre a palavra de Deus, houve um tempo durante minha adolescência em que perdi todo o interesse em freqüentar a igreja e me tornei desinteressado por religião em geral. Ir a igreja se tornou um martírio. Eu descobri que existia outras coisas que queria fazer, que pra mim, eram mais importantes do que ir a igreja ou mesmo ler a Bíblia.

Eu poderia facilmente culpar a minha mãe e a minha avó, por haverem me pressionado para me tornar um pastor Batista e me fazer estar imerso na Palavra de Deus, e talvez, esta tenha sido parte da razão, uma parte bem pequena, que me fez decidir abandonar a igreja e a religião. Entretanto, acho que isto foi mais uma desculpa do que a verdadeira razão. Eu confesso que minha decisão partiu o coração de minha mãe, assim como o coração do pai deve ter ficado quando o filho prodigo abandonou o lar, mas mesmo assim, ela permitiu que eu fizesse minhas próprias escolhas, mesmo orando para que eu fizesse as certas.

Eu, como o filho pródigo, havia recebido muita instrução sobre a palavra de Deus, por causa da minha amorosa mãe que somente desejava o melhor para seu filho, mas por causa da minha rebeldia e teimosia, eu escolhi um caminho diferente para a minha vida. Eu estava cansado de viver de acordo com as expectativas de outras pessoas, e acreditava que se colocasse a religião e a igreja pra fora de minha vida, eu seria muito mais feliz. Mas, eu não estava feliz, na verdade de algum modo, eu me sentia miserável, embora não estivesse pronto para admitir. Mesmo na minha adolescência, de algum modo eu sabia que Deus estava chamando o meu nome – que Ele tinha um trabalho para mim – mas como o filho pródigo, eu peguei aquilo que me foi dado e decidi em fazer as coisas do meu modo.

Durante este tempo, eu nunca fiz nada horrível, mas sentia que uma parte importante da minha vida estava faltando. Um domingo a tarde, eu recebi um telefonema de um dos meus primos me perguntando se eu levaria um cartaz que minha irmã tinha feito para o aniversário do coral que estava sendo comemorado na igreja, mas que minha irmã tinha esquecido de trazê-lo. Ele também me disse que eu não deveria ficar para a reunião, mas que ficaria grato se eu levasse o cartaz. Relutantemente eu concordei.

missionarios-mormonsAlguns poderiam dizer que aquele telefonema foi apenas uma coincidência, mas eu acredito que não. Eu acredito que Deus usou aquele telefonema como um aviso de que eu deveria retornar pra casa. Eu precisava retornar as minhas origens, e retornar ao caminho certo. Resumindo, eu fiquei para a reunião e comecei a frequentar a igreja regularmente. Entretanto, a história não termina aí.

Uma Jornada em Busca da Verdade

Embora eu fosse a igreja regularmente, ainda tinha aquele sentimento que algo estava faltando em minha vida, embora não pudesse identificar o que era. As coisas que havia aprendido faziam sentido e eram muito úteis, mas eu precisava saber mais.

Um dia, enquanto estava assistindo televisão, eu vi um comercial com uma família que me tocou profundamente. Naquele momento em particular, as coisas em casa não estavam fáceis, inclusive meu relacionamento com o meu pai. Entretanto, as pessoas no comercial pareciam haver encontrado a fórmula secreta da felicidade, o que me deixou também intrigado. No fim do comercial um livro do qual nunca havia ouvido falar era oferecido gratuitamente. Eu pensei comigo mesmo que as respostas poderiam ser encontradas naquele livro, por isso, eu requisitei uma copia do mesmo. Alguns dias depois, dois jovens vestindo terno e gravata apareceram na minha porta dizendo que tinham vindo entregar uma cópia gratuita do Livro de Mórmon que eu havia solicitado. Eu logo aprendi que eles eram missionários de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Eu me encontrei com eles por alguns meses e descobri que o que eles tinham para me ensinar era muito interessante. Comecei a ler o Livro de Mórmon. Infelizmente, minha vida em casa não era tão feliz quanto aquela da televisão, por isso, cheguei a conclusão que seria melhor sair de casa. Assim fiz em março de 1981 quando entrei para o serviço militar em San Diego, na Califórnia.

Vivendo Dissolutamente

keith-lionel-brown-mormon-300x264Quando comecei meu serviço militar, me senti realmente livre. Finalmente, podia viver minha vida sem me preocupar com a aprovação dos outros. Eu era dono do meu destino. Eu estava livre para viver minha vida do modo que desejasse. Mesmo que a vida militar fosse rígida, pelo menos ali eu estava sendo respeitado como o homem que me tornara. Era meu mundo. Eu não precisava dar satisfações ao meu pai, ou viver de acordo com os ditames de alguém que desejava que me tornasse um ministro do evangelho.

Durante meu tempo no serviço militar, as coisas que aprendi com os missionários Mórmons me trouxeram paz e conforto nos momentos em que me senti sozinho e sentia saudades de minha família. Eu até ia a igreja aos domingos.

Então, chegou o momento que pudemos sair do quartel e explorar a cidade com os companheiros. San Diego era um lugar “excitante” no inicio dos anos 80 para um jovem militar. Tinha bares, lojas pornográficas, clubes noturnos, e muitas atividades que um jovem pode participar. Eu tinha 22 anos na época e decidi que era hora de viver um pouco, e por isso, me entreguei aos deleites da carne. Mesmo sabendo que aquele tipo de vida não era o que Deus deseja que eu vivesse, eu me entreguei e logo estava envolvido nas armadilhas do vicio do álcool e da pornografia.

Eu era ingênuo o suficiente para acreditar que a vida que eu estava levando era divertida e que era assim que ela deveria ser. Mais uma vez, eu tomei a trágica decisão de abandonar a igreja e a religião e seguir os caminhos do mundo. Mas, através disto tudo, o Salvador nunca parou de me amar e nunca desistiu de mim, mesmo eu tendo desistido Dele. Aquela vozinha no fundo da minha mente nunca parou de me dizer, “O que você esta fazendo?” Entretanto, eu fazia aquela voz desaparecer me embebedando e me entregando aos vícios.

Houve muitas noites em minha carreira militar, que eu saia pra cidade, me divertia, voltava para a base, dormia, ia pro trabalho no dia seguinte e ansiava em voltar para a cidade e viver minha vida libertina novamente.

O Filho Pródigo Retorna a Casa

Como o filho pródigo, eu sou eternamente grato que um dia a luz divina me iluminou e finalmente eu compreendi que a vida que estava levando não me traria felicidade. Meu Pai Celestial tem um grande plano para minha vida. Era o momento de eu retornar ao lar para o meu Pai.

mormon-Jesus-cristo5Ao lembrar dos eventos que me levaram a retornar ao lar me emocionam ainda hoje. Eu estava passeando pela cidade com um amigo tomando alguns drinques, quando decidimos comer alguma coisa antes de retornar a base. Paramos em um pequeno restaurante, pedimos mais alguns drinques e um pouco de comida. Quando retornamos a base eu comecei a me sentir mal. Eu fui para o banheiro, acabei desmaiando e permaneci ali inconsciente por muitas horas. Por sorte, eu acordei, mas me sentia desorientado. Eu não tinha idéia de quanto tempo eu havia ficado inconsciente. No dia seguinte, meu amigo estava feliz em me ver, depois de ter ficado preocupado pois, ninguém na base sabia onde eu estava.

Por causa da minha própria estupidez, eu poderia ter entrado em coma e morrido naquele dia. Entretanto, um amoroso Pai Celestial estava me protegendo. Não fazia parte de Seu plano que eu morresse naquele estado. Aquela experiência me abriu os olhos, e decidi que a partir daquele dia ei iria retornar a fazer aquelas coisas que sabia serem certas e agradáveis ao meu Pai Celestial. Aquele filho prodigo tinha retornado ao lar para o Seu pai.

A moral da historia é que desde aquela época eu não me afastei mais da fé. Eu freqüentei um colégio protestante por algum tempo em Norfolk, Virginia, com a intenção de me tornar um ministro batista. Em 1997, enquanto estava servindo em Keflavic, Islândia, eu fui entrei em contato novamente com os missionários de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e, em uma terça-feira a noite, eu fui batizado, era 10 de março de 1998, pouco mais de 16 anos atrás. Embora a religião e a Igreja sejam parte integral de minha vida, minha fé repousa no Senhor Jesus Cristo e somente Nele.

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Olhar para Dentro

outubro 15th, 2014

mormon-igrejaMuitas vezes, ouvimos na Igreja discursos sobre a humildade, ou discursos condenando o pecado de orgulho. Uma vez quando eu era missionário, brinquei com meu companheiro assim: “Estes discursos sobre o orgulho são inúteis,” eu falei. “Quando alguém discursa sobre o orgulho, todos os membros que já são humildes pensam assim: ‘É verdade! Eu preciso trabalhar nisso. Eu posso ser muito mais humilde.’ Da mesma maneira, todos os orgulhosos que estão escutando pensam: ‘Nossa, que bom que esse discurso está sendo dado. O Irmão João e Irmã Maria realmente precisam ouvir isso.’”

É um fato que a maioria de nós tem muita dificuldade em reconhecer nossos próprios erros. Muitos discursos no passado tem focado em olhar para frente1, olhar para cima, e até olhar para trás. Todavia, esta conferência, o Presidente Uchtdorf nos lembrou de algo talvez mais importante de tudo—devemos olhar para dentro de nós mesmos.

Tirar a Trave

Elder Uchtdorf demonstrou a importância de olhar para dentro com uma bela história sobre um gramado e um dente-de-leão:

“Havia certo homem que gostava de passear à noite pela vizinhança. Gostava especialmente de andar na calçada da casa de seu vizinho. Esse vizinho tinha um gramado perfeito, flores sempre brotando, árvores verdes de copas frondosas. Era óbvio que o vizinho fazia um esforço enorme para manter aquele lindo jardim.

Até que, um dia, ao passar diante da casa do vizinho, esse homem notou, no meio do belo gramado, um dente-de-leão, único, enorme, amarelo. Aquilo estava tão fora de contexto que o surpreendeu. Por que o vizinho ainda não o tinha arrancado? Será que não tinha visto? Não sabia que o dente-de-leão espalha sementes que poderiam gerar dezenas de outras praguinhas?

Esse solitário dente-de-leão incomodou o homem a tal ponto que ele decidiu tomar uma providência. Deveria ir lá e arrancá-lo? Deveria jogar um herbicida? Talvez pudesse se disfarçar e, na calada da noite, remover a praga em segredo.

Esses pensamentos ocuparam sua mente enquanto voltava para casa. E assim ele entrou, sem sequer olhar para o próprio jardim — que estava coberto de centenas de dentes-de-leão amarelos.”

A história é engraçada, mas a mensagem é poderosa–quantas de nós não fazemos isso, todos os dias? Poderíamos passar horas reclamando de nossos vizinhos, nossos chefes, e nossos familiares. Será que poderíamos passar nem sequer 20 minutos falando de nossas próprias fraquezas? Talvez não–mas eu aposto que nossos vizinhos e familiares podem! É muito mais fácil criticarmos os outros, mas, por fim, sómente podemos mudar a nós mesmos.

A Solução– Honestidade com Nós Mesmos

Se somente temos controle de nossas próprias vidas, por que é que estamos tão cegos para nossa própria incapacidade? Depois de ver todas as criações de Deus, a primeira reação de Moisés foi a dizer: “Ora, por esta razão sei que o homem nada é, coisa que nunca havia imaginado.” (Moisés 1:10) É provável que também nunca imaginamos as fraquezas que falhas que temos.

Com uma história quase inacreditável, o Elder Uchtdorf dá um exemplo da cegueira humana:

mormon-Uchtdorf“Há poucos anos, foi divulgada a história de um homem que acreditava que, se esfregasse suco de limão no rosto, ficaria invisível às câmeras. Então, passou suco de limão por todo o rosto, saiu de casa e assaltou dois bancos. Não demorou muito, ele foi preso depois que sua imagem foi transmitida no noticiário daquela noite. Quando a polícia mostrou ao homem os vídeos de segurança dos bancos, ele não acreditou no que viu. “Mas eu passei suco de limão no rosto!” protestou.

Um cientista da Universidade Cornell, depois de ouvir essa história, ficou intrigado pelo fato de alguém ser tão inconsciente da própria incompetência. A fim de determinar se isso era um problema geral, dois pesquisadores convidaram alguns universitários a submeter-se a uma série de provas sobre vários aspectos da vida e, depois, a avaliar o próprio desempenho nessas provas. Os alunos que foram mal fizeram as avaliações menos exatas do próprio desempenho — alguns até acharam que suas notas deveriam ser cinco vezes mais altas do que foram na realidade.

Esse estudo foi repetido de diversas maneiras, confirmando cada vez mais a mesma conclusão: muitos de nós têm dificuldade para ver a si mesmos como são na verdade. Mesmo pessoas bem-sucedidas superestimam a própria contribuição e subestimam a de outras pessoas.

Talvez não seja tão grave superestimar nossa forma de dirigir um carro ou a distância que nossa bola de golfe alcança. Mas, se começarmos a acreditar que nossa contribuição em casa, no trabalho e na Igreja é maior do que realmente é, ficaremos cegos às bênçãos e oportunidades de nos aprimorar mais significativa e profundamente.”

Não nos deixemos a sermos tão cegos! Olhemos para dentro para ver aquilo que podemos melhorar. Avliemo-nos realisticamente os nossos esforços na igreja, na família, e no lar!

O Poder da Humildade

Vamos terminar com uma nota mais positiva. Temos grande capacidade de sermos orgulhosos, cegos, e imprudentes. Porém, temos outra grande capacidade– a de sermos humildes, honestos, e poderosos. Elder Uchtdorf nota que “Quando era mais jovem, eu ficava impressionado com pessoas instruídas, bem-sucedidas e aplaudidas pelo mundo. Com o passar do tempo, porém, passei a ficar muito mais impressionado com estas almas maravilhosas e abençoadas que são realmente boas e sem dolo.” Que sejamos aqueles que realmente são boas!

Os apóstolos de Jesus Cristo, quando aprenderam que um deles trairía o Salvador, eles não culparam um ao outro. Em vez de se acusar e brigar entre si, cada um se tornou para dentro e disse, “Porventura sou eu, Senhor?” Por fazer esta pergunta, eles não somente evitaram uma briga, mas também tomaram conta de tudo que podíam fazer melhor. Estavam realmente preocupados em serem dignos e puros.

Que também sejamos apóstolos de Cristo. Que tiremos o orgulho, que perguntemos “Porventura sou eu?”, e que trabalhemos juntos para melhorar-nos. Que realmente olhemos para dentro.

Este artigo foi escrito por Payton Jones

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Filhas de Deus- Discípulas de Jesus Cristo

outubro 7th, 2014

mormon-UchtdorfNa Sessão Geral das Mulheres, O Presidente Uchtdorf iniciou a Conferência Geral da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias de uma maneira sem precedente. Ao iniciar a reunião, Elder Uchtdorf descreveu o evento como “a primeira sessão da Conferência Geral”. Sessões semianuais incluindo a Sociedade de Socorro e Organização das Moças têm sido tradições desde 1993, mas esta é a primeira vez que os líderes da igreja deixaram claro que estas reuniões fazem parte da Conferência Geral.

Em seu discurso inspirador, Elder Uchtdorf esclareceu ainda mais a importância das mulheres SUD na Igreja de Jesus Cristo: “Finalmente, sou muito grato por todas vocês, as milhões de mulheres fiéis no mundo inteiro de todas as idades que fazem tanto para construir o reino de Deus. Sou grato por todas as maneiras em que vocês nos inspiram, nutrem, e abençoam aqueles a sua volta.” (tradução própria do autor)

Filhas de Um Pai Eterno

Élder Uchtdorf começou explicando a natureza de nossa herança eterna. Todos os seres humanos são filhos e filhas de um Pai Celestial, que nos deu a vida e nos colocou aqui na Terra. Não podemos negar que somos filhos de um pai e uma mãe terrenos, por causa de nossa natureza. Podemos fazer escolhas muito diferentes, podemos ir para lugares longínquos, mas sempre seremos filhos de nossos pais–isso é algo que não pode ser mudado. O mesmo se aplica ao Nosso Pai Celestial. Independentemente do que fizermos, sempre seremos filhos de um Pai Eterno.

“Quando cantamos o hino “Sou um Filho de Deus”, a letra penetra os nossos corações. Meditar esta verdade–que somos filhos de pais celestes–nos enche de uma sensação de origem, propósito, e destino….É também importante lembrar que ser uma filha de pais eternos não é uma distinção que você ganhou, ou jamais perderá. Será e permanecerá sempre sendo uma filha de Deus.”

Contudo, nossa herança eterna depende de nossa fidelidade a Deus durante nossa vida mortal. Uma boa comparação à esta verdade é o filho pródigo. O filho pródigo perdeu sua herança, pois não foi fiel e quebrou os mandamentos de seu pai. Porém, ele sempre era o filho de seu pai–e seu pai nunca deixou de amá-lo. Através do arrependimento, ele pôde voltar à casa de seu pai e reconquistar sua herança. Do mesmo modo, nunca podemos perder nossas identidades de filhos de nosso Pai. Mesmo quando vagamos, Ele nos ama e nos quer de volta.

Obedecer a Todos os Mandamentos

Então, precisamos obedecer os mandamentos de Nosso Pai para ganhar uma herança eterna. Ele sempre tem nos prometido que se O seguirmos— teremos mesmo “tronos, reinos, principados e poderes, domínios, todas as alturas e profundidades” (Doutrina e Convênios 132:20). Mas é realmente preciso obedecer a todos os mandamentos? Se tivermos fé e obedecermos a maioria dos mandamentos, Deus não compreenderia a nossa situação? Enfim, os mandamentos podem ser muito difíceis.

Élder Uchtdorf respondeu para estas perguntas assim:

“Creio que Deus saiba de coisas que nós não sabemos–coisas que são fora de nossa capacidade de compreender! Nosso Pai nos Céus é um ser eterno cuja experiência, sabedoria, e inteligência é infinitamente maior que a nossa. Não somente isso, mas também é eternamente amoroso, compassivo, e focado em uma meta singular: trazer a efeito a nossa imortalidade e vida eterna.
Em outras palavras, Ele não somente sabe o que é melhor para você; Ele também ansiosamente quer que você escolha o que é melhor para você.”

Discípulas de Cristo

Em meio das primeiras palavras de seu discurso, Elder Uchtdorf disse algo sutil mais importante: que as mulheres da igreja eram “as minhas amadas irmãs, queridas amigas, e discípulas abençoadas de Jesus Cristo.” Afinal, as mulheres da igreja são nada mais e nada menos que verdadeiras discípulas do Salvador.

Jesus-mormon-familiaNossa identidade como discípulos e discípulas é o que dá razão à nossa obediência. Quando obedecemos a Deus, não como um dever a ser cumprido, mas como um discipulado a ser vivido, tudo muda em nossa perspectiva. Em vez de ver os mandamentos como uma restrição de nossa liberdade e tempo, o veremos como uma oportunidade de cumprir e enriquecer a nossa vida. Este principio é ilustrado na seguinte experiência:

Uma mãe solteira com duas crianças recentemente ficou doente de catapora. Claro, não demorou muito até as crianças também ficaram doentes. A tarefa de cuidar de si mesmo e das crianças era quase demais para a jovem mãe. Como resultado, a casa, que normalmente era bem limpa, ficou suja e desordenada…
Enquanto ela respondia aos choros das crianças, ouviu alguém bater à porta. Eram suas professoras visitantes. Elas podiam ver o sofrimento da jovem mãe. Elas podiam ver a sua casa, sua cozinha. Elas podiam ouvir os gritos das crianças.

Agora, se essas irmãs haviam se preocupado apenas com o cumprimento de suas visitas mensais, elas poderiam ter entregue a mãe um prato de biscoitos, mencionado que tinham sentido sua falta na Sociedade de Socorro na semana passada, e dito algo como:

“Faça-nos saber se há algo que possamos fazer! Em seguida, elas teriam saído alegremente em seu caminho, felizes que elas fizeram 100 por cento das visitas por mais um mês.
Felizmente, essas irmãs eram verdadeiros discípulas de Cristo. Elas perceberam as necessidades de sua irmã e colocaram os seus vários talentos e experiências ao trabalho. Elas limparam o caos, trouxeram luz e clareza para a casa, e ligaram para um amigo para trazer mais alguns mantimentos necessários. Quando elas finalmente terminaram seu trabalho e se despediram, eles deixaram a jovem mãe em lágrimas: lágrimas de gratidão e amor.”

As mulheres da igreja são extremamente valiosas. São filhas de um Pai Celestial. São possuidoras do poder de Deus de mudar a vida daqueles em sua volta. São mães, filhas, tias, e avós que têm a capacidade de liderar as suas famílias. Mais que tudo, são discípulas fiéis do Salvador Jesus Cristo. Que lembremos das razões porque obedecemos, e que prossigamos fielmente no trabalho do Senhor.

Este artigo foi escrito por Payton Jones

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Como Saber a Verdade

setembro 23rd, 2014

Idéias Conflitantes

CU050112-007hrNo ano passado, enfrentei uma provação de meu testemunho, depois de participar de uma aula de filosofia. Aprendi muitas ideias novas nesta aula–algumas que eram consistentes com o evangelho de Cristo, e outras que eram muito conflitantes. Todas as ideias pareciam seguir um raciocínio lógico correto, e todas explicavam bem a natureza humana.

Sendo criado por pais cristãos, eu conhecia o evangelho de Cristo–inclusive a natureza celestial do homem, o espírito (dualismo), a vida após a morte, e a ressurreição. Todavia, eu nunca tinha antecipado que outras ideias poderiam também explicar a vida com muita lógica e precisão.

Dentro de todas estas ideias, como podemos saber o que realmente é a verdade? Como podemos ter a certeza de que o evangelho realmente é a explicação correta? Qual é a solução?

Por Seus Frutos

Na conferência geral de Abril, Élder Marcos A. Aidukaitis, um brasileiro que nasceu em Porto Alegre, deu-nos algumas dicas inspiradas para podermos saber a verdade de todas as coisas:

“Ouçam esta orientação dada nas escrituras: “O Espírito de Cristo é concedido a todos os homens, para que eles possam distinguir o bem do mal; portanto vos mostro o modo de julgar; pois tudo o que impele à prática do bem e persuade a crer em Cristo é enviado pelo poder e dom de Cristo; por conseguinte podeis saber (…) que é de Deus”.

De modo bem real, enfrentamos o mesmo dilema com que Joseph Smith se deparou em sua juventude. Com muita frequência nos vemos carentes de sabedoria…

O profeta Mórmon ensinou: “Por suas obras os conhecereis; porque, se suas obras forem boas, eles também serão bons”

Convidamos todos a estudar os frutos e as obras desta Igreja.”

Durante meu tempo de reflexão e dissonância, este conselho me ajudou muito. Uma filosofia que se alinha com o evangelho é o pragmatismo de William James: se uma idéia produz bons resultados, vale a pena perseguir este idéia. O Salvador comunicou esta mesma idéia centenas de anos antes, quando ensinou:

“Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. (…)

Portanto, pelos seus frutos os conhecereis”

Por exemplo, ainda não existe muita evidência científica a respeito se o homem tem um espírito. Mas os frutos da crença no espírito são várias: nosso propósito na vida se torna claro, nossa natureza divina é afirmada, nossa visão da morte é otimista, e nossa esperança é aumentada. Por seus frutos os conhecereis: e os frutos da crença no espírito são muitos.

Se acreditássemos apenas nas coisas que víssemos, não acreditaríamos em quase nada. Quando temos fé e observamos os frutos do evangelho, teremos a esperança que necessitamos todos os dias.

Plantar a Semente

Não é o suficiente observarmos os frutos do evangelho–precisamos experimentá-los em nossos próprias vidas. Quando não vivemos e não sentimos as alegrias do evangelho diariamente, é fácil esquecer as verdades que sentimos no coração. Rapidamente, caímos vítimas do orgulho do mundo. Como Alma ensinou, precisamos plantar uma semente de fé e cuidá-la continuamente:

“Portanto, se uma semente cresce, é boa; mas se não cresce, eis que não é boa; portanto é lançada fora. E agora, eis que por haverdes feito a experiência e plantado a semente que inchou e brotou e começou a crescer, deveis forçosamente saber que a semente é boa…

E agora, eis que, depois de haverdes experimentado esta luz, é perfeito o vosso conhecimento? Eis que vos digo: Não…deveis pôr de lado a vossa fé, porque haveis somente exercido vossa fé para plantar a semente a fim de fazer a expêriencia, para saber se a semente é boa.

E eis que, à medida que a árvore começar a crescer, direis: Tratemos dela com muito cuidado, para que crie raiz, para que cresça e dê frutos. E agora, eis que se a tratardes com muito cuidado, criará raiz e crescerá e dará frutos.” (Alma 32: 32-37)

Pedir com Fé

Élder Aidukaitis adverte que experimentar não é suficiente. Precisamos também da fé para podermos receber a revelação pessoal.

josé-smith-e-anjo-moroni-mormonismo“Observem que o Senhor deixou isso bem claro quando advertiu: “Lembra-te de que sem fé nada podes fazer; portanto pede com fé”. A fé exige trabalho — como o trabalho de estudar em nossa mente e depois perguntar em oração se é correto….

Tenho um amigo, que não é da nossa religião, que me disse que ele não é uma pessoa espiritual. Ele não quer estudar as escrituras nem orar porque diz que não consegue compreender as palavras de Deus, nem tem certeza se Deus existe. Essa atitude explica sua falta de espiritualidade e vai conduzi-lo ao oposto da revelação, conforme explicado por Alma, que disse: “E, portanto, aquele que endurecer o coração receberá a parte menor da palavra”.

Mas Alma acrescentou: “E o que não endurecer o coração, a ele será dada a parte maior da palavra, até que lhe seja dado conhecer os mistérios de Deus, até que os conheça na sua plenitude””

Quando endurecemos nosso coração, nunca poderemos chegar ao conhecimento puro do Evangelho de Cristo. Precisamos procurar conhecimento através da leitura diária das escrituras, e de buscar “nos melhores livros…palavras de sabedoria.” (D&C 88:118) Todavia, precisamos lembrar que não todos os livros nem todas as informações no internet são bons–e “não devemos navegar pelo lixo.” (Elder Aidukaitis)

Saber a Verdade

No final de tudo, acredito que assistir essas aulas me ajudaram a fortalecer meu testemunho. Embora nem todas as idéias que aprendi eram verdadeiras, eu pude aprender muito através das opiniões dos outros. Quando eu tinha a perspectiva correta, eu podia aprender as verdades sublimes que se alinham com o evangelho belamente.

Nunca devemos fugir da educação e aprendizado porque colocamos em risco nosso testemunho. Devemos, sim, sempre fortalecer nosso testemunho e usar o nosso conhecimento do evangelho como uma lente para aprender dos melhores livros sobre muitos assuntos.

“Convido todos a buscarem a verdade por qualquer desses métodos, mas especialmente buscar de Deus através da revelação. Deus vai revelar a verdade aos que a buscarem da maneira ensinada nas escrituras. É preciso mais esforço do que apenas o de procurar na Internet, mas vale a pena.

Presto meu testemunho de que esta é a verdadeira Igreja de Jesus Cristo. Vi seus frutos nas comunidades e na vida de muitos milhares, inclusive familiares, por isso sei que é verdadeira. Também experimentei a palavra em minha vida por muitos anos e senti seus efeitos em minha alma, portanto sei que é verdade. Porém o mais importante, adquiri o conhecimento de sua veracidade por mim mesmo, por meio de revelação, pelo poder do Espírito Santo, por isso sei que é verdade. Convido todos vocês a fazer o mesmo. Em nome de Jesus Cristo. Amém.”

Este artigo foi escrito por Payton Jones

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Aonde você quer chegar?

setembro 11th, 2014

Elder Edward Dube, um Setenta membro do Quórum dos Setentas de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, também conhecida como a Igreja Mórmon, falou em um discurso na Conferência Geral de outubro de 2013, intitulado: “Olhar para frente e Acreditar”, disse:

“Quando eu era menino, trabalhava no campo com minha mãe, ela me ensinou uma das lições mais importantes da vida. A manhã já ia adiantada, o sol estava a pino e estivéramos capinando pelo que me parecia ser um tempo muito longo. Parei e olhei para trás para ver o que tinha realizado, e disse para minha mãe: “Olhe tudo o que eu fiz!” Minha mãe não respondeu. Achando que ela não tivesse me ouvido, repeti o que dissera, um pouco mais alto. Ela ainda assim não respondeu. Ergui a voz um pouco mais e falei nova­mente. Por fim, ela se virou para mim e disse: “Edward, nunca olhe para trás. Olhe para frente, para o que ainda nos resta a fazer”

O que estou fazendo hoje e aonde quero chegar? É uma dúvida que a humanidade tem vivenciado todos os momentos. “O Élder Jeffrey R. Holland, do Quórum dos Doze Apóstolos, aconselhou-nos:

“Devemos aprender com o passado, mas não viver nele. Olhamos para trás a fim de colher as brasas das boas experiências, e não as cinzas. E quando tivermos aprendido o que precisamos aprender e carregado conosco o melhor que vivenciamos, devemos então olhar para frente e lembrar que a fé sempre aponta para o futuro”

Jesus Cristo e os PescadoresTemos que viver neste mundo com todas as suas oportunidades que nos são oferecidas, mas temos que escolher o que de melhor nos aprouver. A escola, O trabalho, Os amigos, Os meios de transportes e o mais importante A Família.

Quando somos jovens corremos para todos os lados em busca de um caminho de segurança e sucesso. Erramos e corrigimos, erramos e corrigimos, acreditando que temos toda a vida a nossa frente para conseguir alcançar o objetivo, mas as vezes, somos pegos de surpresa.

Tenho ido ao hospital para cuidar de minha saúde, e o que vejo por lá, tem me assustado. Imagino o que aquela pessoa fez com a sua vida, na sua juventude. Deve ter tido muitas oportunidades de acertos e erros, mas que agora está limitada pela saúde, essas pessoas podiam ter aproveitado melhor os caminhos trilhados, suas escolhas lhe trouxeram dissabores, porque acreditaram que a bebida, o fumo e noites maus dormidas eram mais importantes.

Ouvi de uma pessoa um dia dizendo de que tem muito receio pelo local em que mora, que se preocupa pela sua segurança, dando-se ao entender que, pelo tipo de pessoas que habitam ao seu redor, faz-lhe temer muito, aí lhe perguntei: Por que? Ele disse, tenho medo de que aconteça alguma coisa comigo, me assalte, me mate ou outras coisas mais. Lhe disse então: Mas, você não acredita em Jesus Cristo? Você não conhece os seus ensinamentos? Ele disse que sim. Aí nós fomos detalhando aquilo que ele conhecia, referente aos ensinamentos de Jesus Cristo, quando ELE disse: Eu Sou o Caminho a Verdade e a Vida, ninguém vai ao Pai, senão por MIM.

Este é o princípio de todo aquele conhecimento que temos, Ele já nos deu todo o caminho para visualizarmos aonde queremos chegar. Isto nos dá uma segurança, de que aonde estivermos e como estivermos, estaremos sempre sobre sua proteção. E aqui fica a lição do discurso do Elder Edward Dube e sua mãe: “Edward, nunca olhe para trás. Olhe para frente, para o que ainda nos resta a fazer” e a admoestação do apóstolo Jeffrey R. Holland.

Nós temos uma certeza desta vida, é que após nosso nascimento virá a morte, ninguém escapa disso, e o importante é saber para onde estamos indo.

Espero que ao lerem, reflitam e olhem para dentro de si.

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E se Jesus Não Tivesse Realizado a Expiação?

agosto 23rd, 2014

Jesus-Orando-Getsemani-MormonCerta vez em uma manhã de domingo, um jovem portador do Sacerdócio se preparava para administrar o sacramento como em muitas outras ocasiões. Ao retirar a toalha branca, para sua surpresa e infelicidade, não havia pão na bandeja. Um dos rapazes, visivelmente afoito, correu para a cozinha na esperança de encontrar pão para a ordenança, mas não havia nenhum. Finalmente, o rapaz se dirigiu ao Bispo e o informou da situação.

O sábio Bispo então se levantou, explicou o problema para a congregação e perguntou: “O que seria de nós se a bandeja do sacramento estivesse vazia hoje porque não houve a Expiação?”

Essa talvez seja uma das mais importantes questões do Evangelho a serem refletidas por todos que se denominam discípulos de Cristo. A resposta para a pergunta revela nossa completa dependência ao Salvador e sua graça transformadora.

Quais seriam então as consequências? E se não houvesse pão porque não houve crucificação nem água porque não houve o sangue do Sacrifício do Salvador?

Não Haveria Ressurreição

O domínio completo da morte sobre o homem seria questão de tempo. A esperança de viver novamente seria um vago desejo e eternidade seria abstrata e irreal. Jacó ensinou este princípio no Livro de Mórmon declarando:

“Portanto é necessário que haja uma expiação infinita—porque se a expiação não fosse infinita, esta corrupção não poderia revestir-se de incorrupção. Portanto o primeiro julgamento que recaiu sobre o homem deveria ter durado eternamente. E se assim fosse, esta carne teria que apodrecer e desfazer-se em sua terra mãe, para não mais se levantar” (2 Néfi 9:7)

Paulo, também sobre isso afirmou:

“Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo.”
(1 Coríntios 15:22)

Nossos Espíritos Estariam Sujeitos ao Domínio de Satanás

Sem o poder proveniente da Expiação, a luta contra o pecado e tentação contaria apenas com nossa própria força de vontade. Sem o apoio divino, não haveria perspectiva ou visão eterna do que buscamos nos tornar. Sem perspectiva eterna, pecado assumiria o controle, tornando-nos escravos de nossa natureza decaída.

Jacó declarou:

“(…)nossos espíritos estariam à mercê daquele anjo que caiu da presença do Eterno Deus e tornou-se o diabo, para não mais se levantar(…)” (2 Néfi 9:9)

mormon-cristo-religiãoSeríamos Eternamente Afastados da Presença do Senhor

Nada impuro pode habitar na presença do Senhor e somente pela Expiação e graça de Cristo pecados podem ser perdoados e pecadores transformados. Sem a Expiação, não haveria os meios necessários pelo qual os filhos de Deus poderiam retornar ao lar Celestial e nossa condição decaída seria um obstáculo intransponível em nossa rota a vida eterna.

No mesmo discurso Jacó novamente ensinou:

“(…)a fim de sermos afastados da presença de nosso Deus e permanecermos com o pai das mentiras, em miséria, como ele mesmo” (2 Néfi 9:9)

Teríamos Que Suportar o Tormento Eterno

Poucas dores emocionais nessa vida são tão difíceis de suportar como a dor do peso do pecado. Sem a Expiação, arrependimento perderia seu significado transformador e passaria a ser apenas uma vaga mudança de atitude ou comportamento. O pecado pode apenas ser perdoado e sua dor removida do pecador, por causa da Expiação e Graça de Cristo. Sem isto, nossas mentes e corações sofreriam a cada minuto a dor da escolha mal feita no passado e o sentimento desesperador sentido por aqueles que fariam ou dariam qualquer coisa para retornar e consertar o mal que fizeram a outros e a si mesmo.

O próprio Salvador explicou a amplitude de tal sofrimento quando declarou:

“Sofrimento que fez com que eu, Deus, o mais grandioso de todos, tremesse de dor e sangrasse por todos os poros; e sofresse, tanto no corpo como no espírito—e desejasse anão ter de beber a amarga taça e recuar” (D&C 19:18)

Não Haveria Esperança

O Apóstolo Paulo confirmou nossa completa dependência da Expiação ensinando:

“E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé(…)e ainda permaneceis nos vossos pecados(…)[e] Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens” (1 Coríntios 15:14,17,19)

Se não houvesse existido uma Expiação, “Todo o propósito da criação da Terra e nossa vida sobre ela falharia”(Elder Marion G. Romney).

Sem a Expiação de Jesus Cristo, cada amanhecer seria um lembrete de que um dia o Sol não mais brilharia, cada adeus, uma realidade imutável, cada momento a mais, um momento a menos, cada morte uma tragédia, cada nascimento uma tragédia em embrião.

A concepção de tal mundo é triste e desoladora mas felizmente, há um Cristo, há uma expiação infinita para todos os filhos de Deus e seu poder é acessível aqui e agora. Por causa da Expiaçã8o vidas serão restauradas, pecados se tornarão passado, pecadores purificados, familiares serão reencontrados e felicidade finalmente deixará de ser um anseio para o futuro e passará a ser um eterno agora.

Artigo escrito por Luiz Botelho

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Os Mormos Acreditam que a Salvação é Gratuita

agosto 9th, 2014

Se você procurar por aí, talvez escute falar que os Mórmons acreditam que a salvação é um dom gratuito, enquanto outros dirão que eles acreditam que devem trabalhar para ir para o céu. Afinal, quem esta certo?

Parte do problema é que cada denominação possui seu próprio vocabulário, e certas palavras são usadas com significados inteiramente diferentes, por esta razão, neste artigo, vamos tentar oferecer contextos e definições que podem nos ajudar a eliminar tais equívocos.

No Que Consiste a Salvação?

mormon-doutrinaPrimeiramente devemos entender o que a salvação significa. Para os Mórmons, é o resultado da expiação de Jesus Cristo. Ele era a única pessoa que poderia nos salvar, porque Ele era o único que preenchia todos os requisitos. A lei da justiça requeria que vivêssemos uma vida absolutamente perfeita desde o nascimento, a fim de, retornarmos a presença de Deus. É claro, que isto seria impossível. Somente Jesus Cristo poderia fazer isto, e Ele pode fazê-lo porque Seu Pai era Deus.

Ainda bem que a lei da misericórdia estava disponível para balancear as exigências da justiça. Alguém deveria pagar o preço pelos nossos pecados, mas deveria ser realizado por uma pessoa que atendesse as demandas da perfeição. Jesus Cristo se voluntariou a ser esta pessoa. Além de ser perfeito, Ele estava disposto em tomar sobre si os nossos pecados e pagar o preço, morrendo por nós.

Isto era algo que jamais poderíamos fazer por nós mesmos, e por isso, devemos a Jesus Cristo por nosso potencial eterno. Não haveria esperança se Ele não houvesse expiado por nossos pecados. Todos são beneficiados por este dom.

A diferença entre as crenças Mórmons e as crenças de outras religiões é que os Mórmons fazem diferenciação entre salvação e exaltação.

Vou explicar melhor o que elas significam:

Salvação e Exaltação

Por causa da expiação, cada pessoa que já viveu sobre a terra ressuscitará dos mortos, e se apresentará perante Deus para ser julgada, e se arrepender dos pecados cometidos durante sua vida na terra. Mesmo os ateístas ou aqueles que intencionalmente rejeitaram a Deus irão viver para sempre e serão julgados. Todos terão o direito de se arrependerem se desejarem. Absolutamente, nenhuma ação ou obra de qualquer tipo é necessária para que recebamos este dom. Cristo nos deu gratuitamente.

Dito isto, a maioria das pessoas deseja algo mais do que apenas viver para sempre. Para os Cristãos, a meta não é somente viver, mas viver com Deus. Isto exige um pouco de esforço. Os benefícios da expiação estão disponíveis, mas precisam ser ativados.

Imagine que você recebeu um vale-presente. Se você coloca-lo dentro de uma gaveta e deixa-lo lá, nada lhe acrescentará. Você pode possui-lo e não tirar nenhum proveito disto. Uma vez que você ativar o cartão, você poderá obter as coisas que deseja ou necessita. Uma pessoa que tem a oportunidade de se arrepender mas escolhe não fazê-lo, esta na mesma posição de alguém que não possui a mesma oportunidade. Um dom não desenvolvido, não traz beneficio a ninguém.

Ser Salvo: Mais Do Que Apenas Palavras

Jesus-Orando-Getsemani-MormonMuitos cristãos acreditam que para serem salvos devem aceitar Jesus Cristo como seu Salvador. Os Mórmons também acreditam nisto, mas diferente de muitos outros, não acreditamos que este seja o ultimo passo. Aceitar Jesus Cristo como nosso Salvador, é, evidentemente, um ato ou uma obra. Algumas religiões também acreditam que o batismo é requerido. O batismo é um ato ou uma obra. A verdadeira questão, então, não é fazer ou não fazer algo para ser salvo, mas o que devemos fazer. As obras fazem parte de qualquer fé cristã.

Jesus Cristo, assim como Seus apóstolos, nos ensinaram que nossas ações tem um impacto na eternidade:

Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. (Mateus 7:21).

A Bíblia é clara ao dizer que nossas ações são importantes. Não podemos dizer que aceitamos Jesus Cristo como nosso Salvador e então, sair pecando. A conversão requer uma mudança de vida que nos leva mais próximo de Deus. Tiago discutiu este tópico de modo muito profundo no Novo Testamento:

Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma.

Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.

Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o crêem, e estremecem.

Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é morta?

Porventura o nosso pai Abraão não foi justificado pelas obras, quando ofereceu sobre o altar o seu filho Isaque?

Bem vês que a fé cooperou com as suas obras, e que pelas obras a fé foi aperfeiçoada.

E cumpriu-se a Escritura, que diz: E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o amigo de Deus.

Vedes então que o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé.

E de igual modo Raabe, a meretriz, não foi também justificada pelas obras, quando recolheu os emissários, e os despediu por outro caminho?

Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta. (Tiago 2:17-26)

Tiago nos adverte que mesmo Satanás crê em Deus; e isto não é suficiente. Temos que aceitar Jesus Cristo como nosso Salvador – e agir ou trabalhar – e então, deixar nossas obras ser a materialização de nossas palavras. Se aceitarmos Jesus Cristo como nosso Salvador, mas então participar de um assalto, nossas palavras são vãs.

De outro lado, Tiago nos adverte que precisamos de fé e obras. Todas as boas ações do mundo não possuem significado, a menos que você tenha fé para faze-las pela razão certa. Qual é a razão? Vejamos o que Jesus tem a dizer a respeito:

Se me amardes, guardareis meus mandamentos (João 14:15)

Esta é a chave das crenças dos Mórmons. Nossa obediência aos mandamentos de Deus são o reflexo de nosso amor por Jesus Cristo e porque desejamos ser mais semelhantes a Ele. Sem amor, sem um motivo puro, as obras que fazemos não tem nenhum sentido. As obras não tem o poder de nos salvar – Jesus Cristo tem. As obras simplesmente demonstram que O amamos o suficiente para sacrificar os prazeres mundanos e seguir o Seu exemplo.

Em verdade, em verdade vos digo que este é o meu evangelho; e sabeis o que deveis fazer (…); pois as obras que me vistes fazer, essas também fareis; porque aquilo que me vistes fazer, isso fareis. (3 Néfi 27:21)

Você esta disposto a sacrificar por Jesus? Este é o objetivo dos mandamentos.

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A Revelação Pessoal

julho 27th, 2014

“Cremos no dom de línguas, profecia, revelação, visões, cura, interpretação de línguas, etc.”- Joseph Smith, (A Sétima Regra de Fé)

mormon-Jesus-cristo5No mundo de hoje, o termo “revelação” pode significar muitas coisas diferentes. Muitos acreditam que pastores devem revelar profecias do futuro ou eventos do presente em frente da congregação. Outros pregam que membros da congregação recebem revelações sobre outros membros. Outras acreditam que não existe mais revelação, e que devemos só estudar a Bíblia para encontrar as revelações que já foram dadas.

Cristo ensinou “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á.” (Mateus 7:7-8)

Quando Pedro declarou que acreditava que Cristo verdadeiramente era o Filho de Deus, Jesus disse

“Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus.” (Mateus 16:17)

O que Cristo queria dizer que o Pai tinha revelado essa verdade a Pedro? Será que Pedro teve uma visão? Ouviu uma voz dizer que Jesus era o Filho de Deus? Duvido que isso foi revelado a ele através de um pastor. Como foi então?

A Revelação Pessoal

Em A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, refere-se a esse tipo de experiência como revelação pessoal. Neste caso, ninguém disse a Pedro que Cristo era o Filho de Deus. Ele sentiu isso, e sabia que era verdade. O Espírito Santo tocou no coração dele, e assim a verdade foi revelado a ele por Deus.

Visões e profecias existem, contudo, para a maioria de nós, a forma mais comum de receber revelação é através do poder do Espírito Santo. Em outras palavras, nós podemos sentir o que é verdade. Por exemplo, você sabe que é muito errado matar uma outra pessoa. Talvez sua mãe lhe ensinou isso. Talvez você leu no livro de Êxodo. Mas é mais provável que você simplesmente sentiu que era assim. Mesmo que não lhe ensinassem, você iria saber–simplesmente porque qualquer ser humano pode sentir isso.

Claro, este exemplo é muito simples, e outras questões requerem muito mais oração, estudo, e reflexão antes de podermos sentir a resposta de Deus. Tudo isso faz parte do plano de Deus e nos ajuda a confiar e depender sempre Dele. Podemos obter revelação para todas as perguntas que temos.

Como Obter Revelação Pessoal

1. Pedir

Mórmon-oraçãoPara receber resposta a uma pergunta, precisamos pedir a Deus.

“E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá…e ser-lhe-á dada.” (Tiago 1:5)

“E qual dentre vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra? E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem?” (Mateus 7:9-11)

Quando eu estava servindo como missionário, sempre desafiei as pessoas que orassem e perguntassem a Deus se o Livro de Mórmon era verdadeiro. Fiquei surpreso quantas pessoas não aceitaram este desafio. É só pedir, que nosso bondoso Pai vai responder!

2. Estudar e Refletir

Não basta somente pedir. Quando estudamos o assunto e refletimos, criamos uma mente e coração fértil para podermos encontrar uma conclusão sobre o assunto. Muitas vezes, Deus deixa que nós usemos nossas próprias capacidades de razão e inteligência para achar uma resposta as nossas perguntas.

3. Sentir

Depois de refletir, devemos analisar como nos sentimos. O profeta Morôni ensinou esta doutrina de uma maneira simples:

“Pois eis que o Espírito de Cristo é concedido a todos os homens, para que eles possam distinguir o bem do mal; portanto vos mostro o modo de julgar; pois tudo o que impele à prática do bem e persuade a crer em Cristo é enviado pelo poder e dom de Cristo; por conseguinte podeis saber, com um conhecimento perfeito, que é de Deus.

Mas tudo que persuade o homem a praticar o mal e a não crer em Cristo e a negá-lo e a não servir a Deus, podeis saber, com conhecimento perfeito, que é do diabo; porque é desta forma que o diabo age, pois não persuade quem quer que seja a fazer o bem; não, ninguém; tampouco o fazem seus anjos; nem o fazem os que a ele se sujeitam.” (Morôni 7:17)

4. Desenvolver um Testemunho

Outro termo frequentemente usado na Igreja de Jesus Cristo é testemunho. O que é um testemunho?

Ter um testemunho significa que sabemos algo porque sentimos que é verdade, e sabemos que este sentimento veio de Deus. Usando o mesmo exemplo que antes, quase todo mundo tem um testemunho de que matar é errado. Outros exemplos de testemunhos incluem um testemunho de que a Bíblia e o Livro de Mórmon são a palavra de Deus, ou um testemunho de que existe uma vida após a morte.

Pedro obteve um testemunho que Cristo era o Filho de Deus. Isso talvez é o testemunho mais importante que podemos ter. Se você acredita em Cristo, reflita um pouquinho sobre como você ganhou este testemunho. Da mesma maneira que descobriu que Jesus era o Salvador, você pode saber de todas as coisas.

Desafio a todos vocês a refletirem e analisarem as revelações pessoais que já tiveram na sua vida. Pense em como você obteve essas revelações, e por que são importantes para você. E para as perguntas que ainda tem, desafio que busquem a revelação pessoal. Bata, e abrir-se-lhe-á.

Este artigo foi escrito por Payton Jones

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