Como Jesus Nos Protege

janeiro 30th, 2015

Minha história favorita da Bíblia está em 2 Reis 6. O rei da Síria estava guerreando contra Israel. O profeta Elizeu, por meio do poder de Deus, deu ao rei de Israel informações criticas que salvaram suas tropas. O rei da Síria soube das profecias de Elias e enviou suas tropas para o capturarem. Eles descobriram onde ele estava e sitiaram a cidade durante a noite.

mormon-LendoE o servo do homem de Deus se levantou muito cedo e saiu, e eis que um exército tinha cercado a cidade com cavalos e carros; então o seu servo lhe disse: Ai, meu senhor! Que faremos?

E ele disse: Não temas; porque mais são os que estão conosco do que os que estão com eles.

E orou Eliseu, e disse: Senhor, peço-te que lhe abras os olhos, para que veja. E o Senhor abriu os olhos do moço, e viu; e eis que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu. (2 Reis 6:15-17)

Eu já me senti sitiada pelos meus inimigos, minhas fraquezas e meus pecados. Em muitas ocasiões, esta incrível historia diminui meu medo e aumentou minha fé. Eu nunca tive visões de montanhas cheias de cavalos e carros de fogo, mas eu já senti o poder da confirmação divina.

“Portanto tende bom ânimo e não temais, porque eu, o Senhor, estou convosco e ficarei ao vosso lado; e testificareis de mim, Jesus Cristo, que eu sou o Filho do Deus vivo, que eu fui, que eu sou e que eu virei.” ( Doutrina e Convênios 68:6)

Como um membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (freqüentemente chamada erroneamente de Igreja Mórmon), eu acredito que Jesus Cristo vive e é o Filho de Deus, o Pai Eterno. Eu creio que Ele sofreu por meus pecados e por causa de Sua graça e misericórdia, eu nasci de novo.

O ministério do Salvador demonstrou Seu amor e misericórdia, mas Ele também, declarou guerra ao pecado. Ele prometeu a reconfortante proteção e orientação de Seu Espirito em nossa vida nos momentos de dificuldade e abundância.

“E quem vos receber, lá estarei também, pois irei adiante de vós. Estarei a vossa direita e a vossa esquerda e meu Espírito estará em vosso coração e meus anjos ao vosso redor para vos suster.” (Doutrina e Convênios 84:88)

Através do apostolo Paulo, o Salvador enfatizou a necessidade de nos preparamos para que assim Ele possa nos proteger.

Levantem-se, meus filhos: e coloquem a armadura da retidão.

Levantem-se, meus filhos: e coloquem a armadura da retidão.

No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder.

Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo.

Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.

Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes.

Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça;

E calçados os pés na preparação do evangelho da paz;

Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno.

Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus;

Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos. (Efésios 6:10-18)

Como recipientes da proteção física divina, eu me senti comovida com a declaração do Salvador para sermos fortes e ter bom ânimo.

“Não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não temas, nem te espantes; porque o Senhor teu Deus é contigo, por onde quer que andares.” (Josué 1:9)

Minha vida não esta em perigo, mas um dos meus desafios pessoais, reside em lidar com o medo. As orientações providas pelo Senhor através das escrituras me ajudam a lidar com esse sentimento, medo dos outros, de ser perseguida, da depressão, e das minhas limitações e meu proposito nesta vida.

Quando servi como missionaria na Escócia, aprendi a lidar com o medo da rejeição. 2 Timóteo 1:7-9 me deu forças para me tornar corajosa.

“Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação.

Portanto, não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor, (…) Que nos salvou, e chamou com uma santa vocação;”

A violência do mundo em que vivemos hoje, já fez com que eu temesse pela minha vida. Sei que devo tomar cuidado, mas também sei que Deus pode proteger a minha família, porque procuramos seguir Seus mandamentos e estar preparados. Eu encontrei paz em Sua promessa que “se estiverdes preparados, não temereis.” (Doutrina e Convênios 38:30)

Eu sou a filha introvertida do pai mais extrovertido do mundo. Eu adoro servir os outros. O Senhor me ensinou que servir aos outros é servi-Lo. Sempre procuro servir, mas algumas vezes, eu não sirvo para não colocar a outra pessoa, ou eu mesmo, em uma situação constrangedora. Este sentimento parece tão bobo, mas eu luto para vencê-lo.

“Não tenhais receio de praticar o bem, meus filhos, pois o que semeardes, isso colhereis; portanto, se semeardes o bem, colhereis o bem como vossa recompensa. (Doutrina e Convênios 6:33)

O Salvador prometeu que podemos vencer o medo através do amor.

“No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor.” (1 João 4:18)

O Senhor destruí o exercito sírio e livrou Elizeu e seu servo. O Senhor fortaleceu Jeová, e liderou os filhos de Israel a terra prometida. O Senhor permitiu a Moisés que subjugasse o Faraó, e Enoque para pregar a um povo iníquo até que se tornasse justo. Noé construí uma arca, antes que chovesse. Maria se tornou a mãe do Filho de Deus. Pedro, depois de convertido, jamais negou o Cristo. Eles permaneceram como “testemunhas de Deus em todo o momento e em todas as coisas, e em todos os lugares… mesmo até a morte…” (Mosias 18:9)

O Salvador prometeu, “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” (João 16:33) Porque Ele venceu o mundo, eu sei que Ele vai me ajudar a vencer os meus medos e fraquezas. Quando eu confiar completamente Nele, Ele poderá, verdadeiramente me proteger.

Deus ama todos os Seus filhos. Qualquer um que clamar sinceramente por Ele pode receber Seu auxilio.

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Montando o Quebra-Cabeças da Paciência e Oração

janeiro 28th, 2015

mormon-Christus2Logo depois de ter me batizado na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, eu percebi que tinha muita coisa para aprender. Em pouco tempo, recebi muita informação relacionada a doutrina e a história da Igreja. De muitas maneiras, foi uma época gloriosa, a medida que lia incessantemente sobre o evangelho e sentia esse conhecimento se depositar sobre mim. Mesmo as canções da Primária pareciam tão familiar. Algumas vezes, eu parecia sentir que tudo o que deveria fazer era olhar para as palavras dos livros e seu significado era instantaneamente impresso em minha alma.

Mas existiam outras coisas que eram difíceis de compreender. Na época, eu trabalhava na biblioteca da BYU e parte da minha responsabilidade era ler e catalogar literatura anti-mórmon. Foi nesse momento que criei em minha mente uma analogia sobre as coisas que eu não podia compreender a respeito da Igreja ou do Evangelho.

Eu comparei meu conhecimento da Igreja e das coisas espirituais e a experiência que tive naquele trabalho como um quebra-cabeça. Quando alguém começa a montar um quebra-cabeças geralmente inicia das bordas. Estas peças formam a moldura a partir da qual todas as outras peças serão encaixadas. Qualquer um que já tenha montado um quebra-cabeça desse modo, sabe que uma vez iniciado, é muito fácil de se deparar com uma peça que você acha que jamais poderia se encaixar no quebra-cabeça que você está montando. Isso aconteceu comigo muitas vezes, mesmo quando faltavam poucos peças. Eu cheguei ao ponto de acreditar que determinada peça pertencia a outro quebra-cabeça e havia se misturado por engano com aquele que eu estava montando.

Quando isto acontece, não seria uma pena se simplesmente desistíssemos, acreditando que era perda de tempo continuar insistindo? Ou talvez, perdendo a fé que aquele quebra-cabeça poderia ser terminado e viesse a se parecer com a imagem estampada na caixa, poderíamos simplesmente desistir de tentar e o abandonarmos.

Não seria uma melhor estratégia deixar aquela peça de lado e continuar trabalhando com as outras? Todos nós ja passamos por momentos onde, as vezes, tudo o que precisamos para que aquela peça, que parece não se encaixar, é encontrar outra peça que nos ajude a descobrir onde colocá-la. Talvez, depois de um exame mais cuidadoso, rodando a peça algumas vezes, tentando enxergá-la de um angulo diferente ou sob mais luz, podemos enxergar seu lugar em nosso quebra-cabeças. Este momento é sempre eletrizante, principalmente quando estamos acompanhados de nossos netos.

Em relação ao meu testemunho do Evangelho, eu vejo minhas “peças das bordas” como chaves onde meu testemunho esta ancorado. Elas são as peças fundamentais de que recebi um testemunho através da oração e da influência do Espirito Santo. Para mim, estes são os testemunhos de que Deus vive, responde as orações e me ama. Que Jesus Cristo é o Filho de Deus e que Ele realizou a Expiação, ressuscitou, e estabeleceu a Sua igreja. Que Joseph Smith restaurou a mesma Igreja na terra em nossos dias, e que através dele, outra testemunha de Jesus Cristo, o Livro de Mórmon, foi revelada. Que ele restaurou o Sacerdócio pelo qual os profetas e apóstolos modernos lideram a Igreja hoje.

Tendo estas peças no seu devido lugar, eu posso, então “edificar minha própria salvação,” sempre tendo o olhar fixo na imagem imprensa na caixa que foi fornecida pelas santas escrituras e as palavras dos líderes modernos que me ajudam a conhecer mais sobre como o quebra-cabeças deve parecer quando estiver pronto. Quando me deparo com algo que eu não entendo eu deixo aquilo, ou seja, a peça, de lado e continuo trabalhando com o que tenho. Como seria terrível se eu desistisse de tudo, porque não tenho a paciência ou a fé na promessa de que todas as peças irão eventualmente, se encaixar.

josé-smith-e-anjo-moroni-mormonismoDesde que me tornei um membro da Igreja, muitas das peças que estavam de lado, acabaram encontrando o seu lugar porque eu obtive mais conhecimento, entendi um principio de modo mais completo ou o vi de um ângulo ou ponto de vista diferente. O importante é manter essas peças essenciais no seu lugar. Elas devem agir sempre como a garantia do nosso testemunho por meio do estudo, oração e obediência. Elas são a chave!

Temos bons precedentes nas escrituras de sobre como exercitar a paciência e a fé nas coisas que ainda não entendemos.

Quando o anjo perguntou a Néfi, se ele compreendia a condescendência de Deus, Néfi respondeu: “Sei que ele ama seus filhos; não conheço, no entanto, o significado de todas as coisas.” (1 Néfi 11:17) Néfi nos concede um exemplo perfeito daquilo que o Élder Holland diz que devemos fazer, que é prosseguir naquilo que sabemos e não com o que não sabemos. Mais tarde, no Livro de Mórmon, Alma falando da vinda do Messias diz o seguinte: “Ora, a respeito disso nada sei; sei, porém, isto: que o Senhor Deus tem poder de fazer todas as coisas que estejam em conformidade com sua palavra.” (Alma 7:8) Em outro capítulo, Alma, o filho, ao falar sobre certas coisas que acontecerão no futuro, diz: “Ora, estes mistérios ainda não me foram totalmente revelados; portanto me conterei.” (Alma 37:11)

Estes são exemplos de profetas que receberam grande conhecimento espiritual, mas mesmo assim, admitiram que não possuíam todas as respostas, mas se concentravam no que sabiam – que Deus nos ama e Ele é todo-poderoso para fazer as coisas que ele afirma que vai fazer. Eu diria que essas duas coisas seriam, certamente, peças importantes em nosso quebra-cabeça pessoal. E sobre o que eles não sabem, se “abstêm” ou deixam de lado com paciência e fé.

Robert Millet disse: “É tão importante saber o que nós não sabemos como é saber o que sabemos.” Uma parte importante da vida do discípulo fiel está às voltas com os muitos paradoxos, perguntas e ironias que vêm com o território de uma vida religiosa. Isso é parte do que o que o torna tão dinâmico e sim, mesmo “diversão” para trabalhar fora do quebra-cabeça da nossa própria salvação.

Esta vida foi idealizada para adquirirmos conhecimento espiritual por meio do estudo, da oração, da paciência e da fé. (D&C 21:5) Linha sobre linha e preceito sobre preceito. Um pouco aqui, um pouco ali, de graça em graça.

E também foi idealizada para ajudar-nos a compreender aquilo que tem maior valor. Aprendi por mim mesma que as peças que compõem as bordas do meu quebra-cabeça são de grande de valor. E o Senhor nos convida a obter um conhecimento seguro dessas coisas. Ele não fez essas peças difíceis de se identificar, com o propósito de nos enganar ou confundir. Ele estende a todos o mesmo convite “Examinai tudo, retendo o que é bom.” (1 Tessalonicenses 5:21)

Todos nós temos a promessa de que se fizermos aquilo que permitirá que o Espírito Santo esteja conosco, fazendo as perguntas certas, então poderemos saber a verdade de certas coisas agora, e eventualmente, a verdade de todas as coisas.

Este artigo foi escrito por Bianca Lisonbee

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A vida é uma Aventura Quando se Segue o Espirito Santo

janeiro 23rd, 2015

A primeira vez em que lembro haver sentido um sussurro do Espirito Santo foi quando eu estava trabalhando no quintal em um dia quente de verão em Mustang, no estado de Oklahoma. Estava tão quente e úmido que eu sentia que iria morrer antes que pudesse terminar a limpeza da casa. Tive a ideia de pedir a Deus em oração que me ajudasse a terminar a minha tarefa. Então, eu ofereci uma oração rápida enquanto pegava a vassoura. Depois de dez minutos, nuvens de tempestade começaram a se acumular no céu, trazendo consigo uma brisa muito agradável. Não acreditando no que estava acontecendo, parei o meu serviço e fiquei olhando para o céu.

Quem é o Espirito Santo?

Aprende de mim e ouve minhas palavras; anda na mansidão de meu Espírito e terás paz em mim. (Doutrina e Convênios 19:23)

mormon-dom-espirito-santoA primeira Regra de Fé de a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (frequentemente também chamada de Igreja Mórmon) declara: “Cremos em Deus, o Pai Eterno, e em Seu Filho, Jesus Cristo, e no Espírito Santo.”

Os Santos dos Últimos Dias, ou Mórmons, acreditam que na deidade e que “o Pai tem um corpo de carne e ossos tão tangível como o do homem; o Filho também; mas o Espírito Santo não tem um corpo de carne e ossos, mas é um personagem de Espírito. Se assim não fora, o Espírito Santo não poderia habitar em nós. (Doutrina e Convênios 130:22)

O Espirito Santo, ou o Santo Espirito, desempenha vários papéis importantes. Ele testifica da divindade e da missão do Salvador. Ele testifica da verdade, aconselha e conforta. Ele dirige nossas vidas, se o permitirmos e ouvirmos a seus conselhos. Cada pessoa na terra pode sentir a influencia do Espirito Santo. Os Mórmons acreditam que depois que uma pessoa é batizada por alguém que possui a devida autoridade, pode receber o Dom do Espirito Santo pela imposição das mãos. Se a pessoa continuar obedecendo os mandamentos de Deus, ela pode ter a sua companhia constante, ou seja, por toda a vida.

Como Mórmon, eu acredito que todos somos filhos de Deus, e como seres espirituais, vivemos em Sua presença antes de sermos enviados a esta terra. Eu acredito que o propósito de Deus é nos ajudar a retornar a viver com Ele.
Através do profeta Jeremias, o Senhor disse aos judeus cativos na Babilônia, e também a cada um de nós:

“Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais.” (Jeremias 29:11).

Se escolhermos segui-Lo, o paraíso será nosso destino final. Eu acredito que nossas vidas tem um propósito e significado e que se pedimos a Deus por orientação e conselho, Ele nos dará através do Espirito Santo.

“Então me invocareis, e ireis, e orareis a mim, e eu vos ouvirei. E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração. E serei achado de vós, diz o Senhor…” (Jeremias 29:12-14)

Tendes ordem porém de, em todas as coisas, pedir a Deus, que dá liberalmente; e aquilo que o Espírito vos testificar, assim quisera eu que fizésseis em toda santidade de coração, andando retamente perante mim, refletindo sobre o resultado de vossa salvação, fazendo todas as coisas com oração e ação de graças, para que não sejais seduzidos por espíritos malignos ou pelas doutrinas de demônios ou por mandamentos de homens; porque alguns são de homens e outros, de demônios; (Doutrina e Convênios 46:7)

Ao aprender a reconhecer como o Espirito Santo “fala” comigo foi uma das lições mais importantes de minha vida. O Senhor promete que as respostas são confirmadas através de paz de mente e coração ou rejeitadas através de um “estupor de pensamento” que significa confusão ou esquecer o que for errado.As respostas as minhas fervorosas orações geralmente vem a mim na manhã seguinte. Eu tomo uma decisão e oro ao Senhor por uma confirmação. Se a decisão for correta, então será a primeira coisa em que irei pensar na manhã seguinte. Não for correta, só vou me lembrar dela mais tarde naquele dia. Mas, algumas vezes, ações precisam ser tomadas sem demora.

O Espirito Santo nos Avisa dos Perigos

Uma noite, meu marido e eu, decidimos pegar a estrada para visitar seus pais, e ele teve uma inspiração muito clara do Espirito. Eram duas da madrugada quando nos aproximamos de uma cidade. Anthony sentiu uma forte impressão de que ele deveria desacelerar. Ele o fez enquanto me contava o que havia sentido. Quando nos aproximamos de uma curva, vimos um caminhão a nossa frente que estava perdendo um pedaço do pneu. Paramos no acostamento e vemos pedaços do pneu destruído por toda parte, se houvéssemos feito a curva na velocidade em que estávamos, teríamos certamente enfrentado problemas. Naquela noite recebemos o testemunho de que se estivermos atentos aos sussurros do Espirito poderemos ser preservados.

O Espirito Santo Pode Inspirar nossas Ações

mormon-familiaNa Igreja de Jesus Cristo, as jovens frequentam algumas reuniões aos domingos e realizam outras atividades durante a semana. Quando tinha 14 anos, duas missionarias, (moças Mórmons que realizem missões como voluntárias com duração de 18 meses) participaram de uma de nossas atividades e compartilharam conosco nos algumas coisas sobre a missão. Enquanto falavam, eu senti o desejo de também servir uma missão. O Espirito Santo me tocou tão profundamente naquela noite, que nunca desisti desta decisão. Eu servi na missão Escócia Edimburgo. Foi uma experiência que mudou minha vida, conheci novas pessoas e explorei lugares que jamais imaginei que existiam!

Eu me mudei muito em minha vida até que me casei e fui viver na cidadezinha de meu marido. Ele viveu na mesma casa durante toda a sua vida e eu pretendo fazer o mesmo agora. Tenho o desejo de fixar raízes em um lugar, mas também, preciso de um aeroporto perto de casa para satisfazer o meu desejo de conhecer o mundo. O meu desejo de conhecer lugares novos acabou por contagiar também meu marido, depois que fizemos uma viagem para o Havaí, ele me perguntou o que eu achava de nos mudarmos pra lá. Eu disse que não. Ele me pediu que orasse a respeito (como poderia dizer não a um pedido tão meigo?). O Espirito Santo mudou meu coração. Coisas malucas acontecem.

Colocamos nossa a venda, depois de uma semana um comprador apareceu e meu marido conseguiu um emprego. Fizemos as malas e partimos para uma aventura! Moramos em Maui e Oahu.
Saber que nossas vidas são dirigidas por Deus nos traz a verdadeira paz.

O Espirito Santo Testifica de Jesus Cristo

Jesus-Cristo-Bom-PastorA outra grande decisão que tomei inspirada pelo Espirito Santo foi quando decidi fazer um curso no Centro de Jerusalém da Universidade Brigham Young. Meus pais sempre me contaram as historias da Bíblia. Cresci ouvindo as historias do ministério do Salvador. Eu desejava andar onde Ele andou. Enquanto estava visitando os lugares sagrados da terra santa, o Espirito me testificou em minha mente e coração, de que Jesus Cristo realmente é o Salvador de toda a humanidade. Através de Sua graça eu poderei retornar a presença de Deus! Aquelas seis semanas que passei em Jerusalém mudaram meu rumo na faculdade. Acabei me formando em algo diferente do que iniciei. Deus me fez ver um caminho, onde antes eu achava não existir um.

As perguntas mais importantes que ja fiz a Deus foi: Você é real? Sou sua filha? Sua Igreja esta na terra hoje? O Espirito Santo me trouxe paz nos momentos mais difíceis de minha vida e me fez saber que Deus é real, eu sou Sua filha e que Jesus Cristo é o Filho de Deus e o Caminho, a Verdade e a Vida. Deus ainda fala com profetas! Seu profeta na terra hoje é Thomas S. Monson. Sua Igreja foi restaurada em sua plenitude e é A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Eu convido você a perguntar a Deus as perguntas mais profundas de seu coração e a se preparar para receber as respostas através do poder do Espirito Santo. Se você deseja saber mais de como o Espirito Santo pode lhe ajudar em sua vida, por favor contate os missionários Mórmons.

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“Eu sou Lamã, Lemuel e Néfi”

janeiro 13th, 2015

Meu Conselho para os Futuros Missionários

nefi-lama-lemuel-mormonPara mim, sempre foi intrigante, como duas pessoas diferentes pode viver a mesma situação e sair dela com duas impressões totalmente diferentes do que viram, ouviram e sentiram. Eu gosto de falar sobre isso com nossos novos missionários, quando chegam em nossa missão a fim de embarcar em sua aventura no campo missionário.

Algumas vezes, vemos dois tipos de pessoas servindo o mesmo tipo de missão, freqüentemente tendo as mesmas experiências, mas indo embora com duas visões diferentes da mesma. Por que isto acontece?

Podemos ler no Livro de Mórmon um excelente exemplo disto. Em 1 Néfi 17:20-21 lemos o relato do tempo em que Lamã e Lemuel passaram no deserto.

“…E temos vagado no deserto por todos esses anos; e nossas mulheres têm trabalhado, ainda que grávidas; e tiveram filhos no deserto e suportaram todas as coisas, exceto a morte. E teria sido melhor que tivessem morrido antes de deixar Jerusalém, do que suportar todas essas aflições.

Eis que temos padecido durante todos estes anos no deserto, quando poderíamos ter usufruído nossos bens e a terra de nossa herança; sim, e poderíamos ter sido felizes.”

E então, podemos ler a visão de Néfi sobre o mesmo assunto em 1 Néfi 17:1-3

“… E viajamos e passamos por muitas aflições no deserto; e nossas mulheres tiveram filhos no deserto. E tão grandes foram as bênçãos do Senhor que, enquanto vivemos de carne crua no deserto, nossas mulheres tiveram bastante leite para seus filhos e eram fortes, sim, tanto quanto os homens; (Eu sempre gosto de ressaltar este versículo para as nossas missionarias aqui no Brasil) e começaram a suportar as viagens sem murmurar…”

Mais uma vez, por que a mesma experiência é encarada de modo tão diferente pelas várias pessoas que a viveram? Será que podemos comparar a analogia do copo meio cheio ou meio vazio? Eu acho que isso vai muito mais além do que encarar a vida de uma maneira mais positiva. Mesmo, Néfi, começa nos dizendo que não era fácil. Não é o caso de alguém em negação procurando encobrir as dificuldades que enfrentou. Eu acredito que este tipo de perspectiva somente pode ser obtida quando vemos a vida através das lentes do Espírito.

Eu sempre digo aos missionários que algumas vezes podemos nos sentir ao mesmo tempo como Lamã, Lemuel e Néfi! Freqüentemente, parecem surpresos quando admito a eles que eu posso ter os dois pontos de vista. Eu, então, compartilho com eles um trecho de duas cartas de uma maravilhosa missionária. Que sua (ela não pertence a nossa missão) mãe compartilhou comigo muitos anos atrás. Veja o quanto suas palavras representam tão bem as duas diferentes visões de sua missão. Nada realmente havia mudado entre uma carta e outra, mas sua visão sim!

A primeira carta:

moca-missionaria-mormon“Mãe, estou tão cansada. Isto é tão difícil. Ninguém se ofereceu para nos dar o almoço. Eu não tenho dinheiro para comprar nem pão e manteiga. Subimos uma montanha hoje e eu pensei que fosse morrer. Meu corpo estava coberto de mordidas de insetos. Eu sou alérgica a poluição e a gatos e todo mundo aqui tem gatos. Tudo é tão caro e todo mundo é pobre. Incluindo eu. Meu coração esta partido, porque meu namorado me deixou. Eu também me sinto desencorajada. Eu continuo a sentir a pressão de que não sou boa o suficiente. Mas, vou continuar avante. Eu sei que minha companheira me foi dada para que eu aprendesse paciência. Eu tenho chorado muito ao orar por ajuda. Eu não sabia que ser uma missionaria seria uma das coisas mais difíceis que eu faria, mas eu vou continuar com fé, confiando que posso fazer isto.”

Oito meses depois:

Mãe, eu me sinto como os Jovens Guerreiros, eu não sou perfeita, mas eu estou colocando minha fé no Senhor. Agora, ele pode me usar para vencer a batalha contra Satanás. Eu amo tanto o Senhor. Ele nunca desistiu de mim e eu não vou desistir Dele. Mãe, o Senhor tem mais fé em mim do que eu mesmo. Meus pesquisadores são demais. Eu não tenho mais medo. Temos tantos pesquisadores para levar a Cristo. Estou tão feliz de estar fazendo algo útil da minha vida. Tivemos tantos milagres esta semana, nunca senti o Espirito tão forte. O tempo esta voando. Eu posso fazer isso. Eu posso fazer qualquer coisa. Eu amo cada segundo de minha missão. Eu não sinto mais saudade de casa. Eu amo as pessoas daqui. Eu adoro ensinar em três línguas. Eu amo o trabalho. Eu amo minha companheira. Espero servir uma missão com meu futuro marido algum dia. Mãe, eu sinto saudades de você, mas nunca mais quero voltar para casa.”

Certamente, podemos atribuir a dramática diferença entre o humor da jovem, aos normais altos e baixos da vida missionária. Mas também, podemos ver na segunda carta que ela estava vivenciando o milagre de perder a vida para encontrá-la. Como é que um missionário, ou qualquer pessoa consegue isso? Novamente, podemos encontrar algumas respostas em primeiro Néfi.

No versículo 21 do capítulo 17, podemos ver que Lamã e Lemuel se concentraram no que haviam deixado para trás. Eles estavam presos na lembrança daquilo que seu lar podia lhes oferecer. Para o novo missionário pode ser difícil deixar todos os confortos do lar e da vida pré-missão. É fácil ser pego no “poderíamos ter usufruído de nossos bens; sim, e poderíamos ter sido felizes.”

E então, no versículo 3, Néfi revela algumas chaves que podem nos ajudar a mudar nossas lentes e os sentimentos da perseguição, autocomiseração e desencorajamento para a da gratidão.

Ele disse:

“E assim vemos que os mandamentos de Deus devem ser cumpridos. E se os filhos dos homens guardam os mandamentos de Deus, ele alimenta-os e fortalece-os e dá-lhes meios pelos quais poderão cumprir as coisas que lhes ordenou; portanto ele nos deu os meios de sobrevivermos enquanto permanecíamos no deserto.”

Assim aprendemos que, para um missionário e para todos nós, obediência é a primeira grande chave para desenvolver essa lente.

Néfi também nos dá outra chave essencial, e é através da oração. No início de seu relato, aprendemos que mesmo ele também tinha o potencial de ter endurecido seu coração sobre o que seu pai estava pedindo-lhes que fizessem. Vemos no versículo 16 do capitulo 2 que Néfi disse:

“Clamei, portanto, ao Senhor; e eis que ele me visitou e enterneceu meu coração, de maneira que acreditei em todas as palavras que meu pai dissera; por esta razão não me revoltei contra ele, como meus irmãos.”

Eu acho que Néfi está nos dizendo aqui, que se ele não tivesse feito estas coisas (ser obediente e procurar o Senhor através do poder da oração) ele poderia ter se encontrado no mesmo estado que seus irmãos. Sem o Espirito, que a contínua obediência e oração nos proporcionam, não teríamos todos nós encarado os rigores da jornada terrena da mesma maneira? Sem o Espírito, como é que nós podemos ter o desejo e a força para sacrificar de uma forma que nos permite perder-nos no serviço aos outros? C. S. Lewis parece compreender muito bem a diferença que o Espirito pode ter no modo em que vemos nosso tempo na terra, tanto hoje quanto na eternidade. Uma das minhas citações favoritas dele diz:

mormon-jesus-cristo-doutrina“Não podemos, em nosso estado presente, compreender a eternidade…é isso que os mortais não entendem. Eles dizem do sofrimento temporal. ‘Nenhuma felicidade futura pode compensar isso,’ ignorando que os Céus, quando alcançado, irá retroagir e converter até mesmo aquela agonia em glória. E de algum prazer pecaminoso eles dizem: ‘Deixe-me desfrutá-lo, eu vou assumir as conseqüências,’ ignorando que a condenação também retroagirá e a volta a seu passado contaminará o prazer do pecado. Ambos os processos começam mesmo antes da morte. O passado do homem de bem começa a mudar, de modo que seus pecados perdoados e tristezas incorporam as qualidades do Céu; o passado do homem mau já está em conformidade com a sua maldade e é preenchido apenas com melancolia. E é por isso … que o Bem-aventurado vai dizer: ‘Nós nunca vivemos em nenhum outro lugar a não ser no Céu’, e o Condenado vai dizer: ‘Sempre estivemos no inferno’ e ambos estarão falando a verdade.”

Eu digo aos nossos missionários que somos todos como Lamã e Lemuel, e também somos todos como Néfi. Algumas vezes, ambos coexistem em nós simultaneamente. E está tudo bem. O que importa é como escolhemos reagir. A missão é dura. Ela é uma jornada no deserto. Ela nos faz ajoelhar e pensar porque deixamos o conforto de nossos lares e família onde éramos felizes. Mas eu testifico que se formos obedientes e rogarmos ao Senhor por ajuda, seguir avante no serviço aos outros, no fim de nossa missão, seremos aqueles que, como Néfi, vão olhar para trás e se regozijar pelo tempo gasto, e ser capaz de dar testemunho da mão do Senhor e Seus milagres, e vamos declarar como Néfi: “o Senhor forneceu os meios pelos quais cumprimos as coisas que ele nos tinha ordenado.”

Este artigo foi escrito por Bianca Palmieri Lisonbee

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O Escudo da Fé Contra os Dardos Inflamados da Dúvida e do Medo

dezembro 26th, 2014

Mórmon-oraçãoAlguns anos atrás, não muito tempo depois que minha irmã foi diagnosticada com câncer, eu me senti imobilizada pelos meus medos. Eu parecia não conseguir me livrar do abismo da ansiedade, um frio no estômago que me acompanhava do momento em que eu me levantava até quando ia dormir. Eu tinha medo de perdê-la. Medo de vê-la sofrer, medo da minha incapacidade em ajudá-la a passar por isto, um medo que dominava minha mente. Não importava qual cenário se apresentasse, eu sempre me via com grande medo.

Eu orei por paz. Houve momentos em que eu tive vislumbres dela, mas eram momentâneos. Eu acreditava que esses momentos de paz eram breves, porque o Senhor desejava que eu reconhecesse o quão preciosos eram e que verdadeiramente era um dom que vinha Dele, e talvez se eu o sentisse o tempo todo, chegaria o momento em que eu não lhe daria mais o devido valor. Por esse motivo, eu simplesmente aceitei que teria que viver a vida com o medo.

Assim foi, até que participei de um serão na BYU (Universidade Brigham Young) com o Elder Roger Merrill. Eu nunca me esquecerei do efeito que suas palavras tiveram sobre mim. Ele disse que Satanás estava procurando destruir os membros da Igreja através de sentimentos de duvida e medo. Ele disse: “Devemos ter tolerância zero em relação ao medo e a dúvida em nossas vidas!” Tolerância zero? Eu pensei comigo mesma, “Como eu posso ter tolerância zero com algo que é uma reação involuntária?” Eu podia entender como esse conceito se aplicava ao uso de drogas, pornografia, ou em qualquer coisa em que poderíamos exercer nossa ESCOLHA e evitar, mas como eu poderia rejeitar o que parecia para mim uma reação involuntária e fora do meu controle?

Eu refleti sobre isso por vários dias e então pensei em como Cristo lidou com as tentações no deserto. Cada vez que Satanás o tentava, Ele usava o poder das escrituras para resistir a ele. Claro, eu sabia que ler as escrituras era um método eficiente para dispersar o medo e a duvida, mas eu não podia lê-las a cada segundo do dia, será que poderia? Acima de tudo, eu estava usando o poder da Palavra do modo que Cristo usou?

Eu examinei profundamente os pensamentos que estava me permitindo ter. Muitos deles eram cheios de duvida e medo. Embora a aparência inicial daqueles pensamentos e sentimentos parecessem involuntários, estaria eu me esforçando para expulsá-los de minha mente? Eu havia ouvido falar que um pássaro pode pousar em sua cabeça, mas não precisaria fazer um ninho lá. Eu percebi que havia hospedado em minha mente intrincados ninhos, resultados dos efeitos do medo e da dúvida. Eu percebi que muitos desses pensamentos haviam se tornado um entretenimento “inocente” que afrontavam diretamente tudo aquilo em que deveria acreditar. Em essência, eles eram um insulto ao Senhor. Não era de se admirar que eu não tinha paz. Eu estava afastando o espírito.

Eu sabia o que fazer. Ao aumentar minha consciência desses pensamentos, eu poderia identificar cada vez que um deles entrasse em minha mente e o consideraria como um dardo inflamado voltado contra mim, e então, levantaria meu escudo da fé com o poder da palavra de Deus em posição de combate.

Por exemplo: Quando eu saia da casa da minha irmã, sabendo que sua situação estava se deteriorando e pensando em todas as coisas que não faríamos mais juntas, eu pensava: “Isto não era para ter acontecido.” Eu imediatamente diria, (algumas vezes, mesmo em voz alta) “todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus” (Romanos 8:28), ou “Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento.” (Provérbios 3:5) Ou, quando eu pensava em tudo aquilo que ela não faria em sua vida, e algo negativo viria a minha mente dizendo: “Isso não é justo,” Eu imediatamente diria a mim mesma o que Joseph Smith ensinou: “Todas as perdas serão restituídas a nós na Ressurreição se permanecermos fiéis. Pelo poder do Todo Poderoso eu assim vi.”

jesus cristo-mormonsOutro galho do meu ninho de medo e duvida era proveniente dos meus pensamentos de pena de mim mesmo. “Eu não teria mais ninguém de minha família. Por que isto tinha que acontecer comigo?” Eu iria expulsá-los com , “Todas essas coisas te servirão de experiência e serão para o seu bem. O Filho do Homem desceu abaixo de todas elas. És tu maior do que Ele?” (D&C 22:7-8) ou “Porque o Senhor corrige o que ama” (Hebreus 12:6).

Um dos pensamentos mais difíceis para mim foi, “Por que ela precisa sofrer tanto?” Eu então lembrei das palavras de Pedro que disse, “Nossos desafios serão mais valiosos para nós que o ouro.” (1 Pedro 1:7) E eu sabia que mesmo que eu fizesse tudo em meu poder para aliviar seu sofrimento eu não deveria considerar Deus responsável, porque é através de nossos sofrimentos é que aprendemos a conhecê-Lo.

A coisa mais maravilhosa que senti foi o efeito imediato que este exercício teve sobre mim. O Espirito Santo se sentiu tão atraído por estes pensamentos que a duvida e o medo simplesmente não puderam permanecer. Eu percebi que o Senhor estava honrando meus esforços com uma porção de Seu Espirito, que minha ansiedade começou a se dissipar quase que instantaneamente. E a paz que acompanhava esses pensamentos e palavras permaneceram comigo por muito mais tempo. Na verdade, posso senti-lo ainda hoje, mesmo depois de todas as terríveis coisas que temia passar. Esta paz estava lá para me suster através dos últimos dias e momentos da sua vida e além.

Hoje, eu me encontro fazendo as mesmas coisas com outros medos de minha vida – receios sobre os meus filhos, netos, trabalho e o futuro. Todos os “E se?” em minha vida. E a cada momento que aqueles pensamentos vêem a minha mente, eu sou capaz de levantar o escudo da fé e verdadeiramente me defender dos dardos inflamados do medo e da duvida que podem ser debilitantes e ameaçar a vida abundante e minha habilidade para servir.

No passado, eu certamente poderia citar aquelas escrituras se eu estivesse preparando um discurso ou uma lição, mas eu não as estava usando como o Salvador havia usado contra as tentações incapacitantes da duvida e do medo.

Quando eu compartilhei com minha classe do instituto na BYU sobre a minha experiência, decidimos praticar esse exercício em classe. Eu os desafiei a compartilhar um pensamento negativo ou um dardo inflamado.

Eles me disseram coisas como, “Eu sou um perdedor.” Então nós citaríamos uma escritura que repelisse aquele dardo, como “O valor de MINHA alma é grande a vista de Deus.” Ou, se seus pensamentos fossem, “ELE é um perdedor,” “O valor de SUA alma é grande aos olhos de Deus.”

E assim por diante.

“Eu tenho muitas fraquezas, nunca vou conseguir.” – “Eu irei a Cristo e serei aperfeiçoado Nele.”

“Isto é muito difícil para mim.” – “Com Deus nada é impossível.”

“Estou cansado.” – “Lhe darei repouso.”

“Tenho medo.” – “Eu não lhes dei o espirito de temor.”

“Me sinto sozinho.” – “Eu estou convosco todos os dias, até o fim do mundo.”

Em questão de minutos o espirito naquela sala estava tão forte, testemunhando a todos nós, uma vez mais, o poder da Palavra.

Isso aconteceu porque elas são mais do que apenas palavras. Elas são mais do que belas frases em uma mensagem de encorajamento. Elas são mais do que declarações de incentivo. Estas palavras, pronunciadas com fé, liberam o poder das verdades que representam. Estas palavras são as palavras de Cristo, que nos permite falar a língua dos anjos e sermos ministrados por eles.

Estas são as palavras do Verbo revestido de carne, palavras proferidas por Ele e por quem possui o poder de criar todas as coisas a nós manifestado. Estas palavras, proferidas com fé, nos dão acesso a uma fonte divina de graça e de verdade que não pode ser encontrada de nenhuma outra maneira.

Desde que era criança, eu tenho lutado com o medo e a ansiedade. Eu sei que esta é a verdade que tive que aprender e reaprender em minha vida. Mas, eu testifico do poder que experimentamos quando demonstramos fé na Palavra de Deus para vencer os dardos inflamados do adversário. Eu testifico que não preciso viver minha vida com uma ansiedade debilitante, seja voando em um avião, ou pelo bem-estar dos meus filhos e netos.

Na literatura, existem lendas que nos contam que se uma pessoa usa uma certa palavra, seus inimigos podem ser aniquilados pela mera pronuncia dela. Poder não antes acessível, se torna disponível por intermédio desta palavra.

Talvez esses relatos surgiram inspirados pela verdade de que a Palavra de Deus, o Verbo que se tornou carne em Cristo, que deu-nos a Sua palavra, que todas as coisas podem ser obtidas por aqueles que O amam e procuram viver pelo poder dela.

Elder Holland disse:

mormon-HollandO Salvador disse, “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; … Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (João 14:27).

Eu digo a todos vocês que existe um mandamento do Salvador, que mesmo no coração dos Santos dos Últimos Dias mais fiéis, é quase universalmente desobedecido; e também me pergunto se a nossa resistência a este convite não inflige uma pungente dor ao coração misericordioso do Senhor. Mas, uma coisa eu posso lhes dizer, que como pai, eu estaria muito preocupado se um dos meus filhos estivessem seriamente envolvidos em problemas, infelizes ou fossem desobedientes, e no entanto, eu estaria infinitamente mais desolado se eu soubesse que em momentos como esses, meus filhos acreditassem que não poderiam confiar em mim para que eu os ajudasse ou pensassem que não me importava com eles, ou se sentissem inseguros em relação aos meus cuidados. Nesse mesmo espírito, estou convencido de que nenhum de nós pode imaginar quão profundas são as feridas no amoroso coração do Salvador do mundo, quando Ele descobre que seu povo não se sente confiante em seus cuidados ou seguro em suas mãos ou não confiam em Seus mandamentos . “(Come Unto Me, Ensign, abril de 1998, p. 19)

E eu acrescentaria “que confiemos em suas palavras.”

“Buscai-me em cada pensamento, não duvideis, não temais.” Doutrina e Convênios, Seção 6:36

Extrato do diário de

Bianca Palmieri Lisonbee 2006

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O Verdadeiro Significado de Natal

dezembro 16th, 2014

Todo ano quando chega a maravilhosa época de Natal, pensamos nas experiências especiais que tivemos nos Natais passados. Pensamos em tempos bons, passados com a família, em árvores de Natal, belas luzes belas espalhadas na cidade, presentes significativos que demos ou recebemos, de amigos e de dias e noites corridas. Pensamos também em Cristo, nas cenas do primeiro Natal, e em nossas crenças e tradições.

Jesus-crencas-familia-mormonO que é o Natal? A palavra “natal” significa “relativo ao nascimento” ou “dia do aniversário de um nascimento”. Uma definição curta de natal podia ser “nascimento” ou “começo”. Nossa “terra natal” é onde nós começamos a vida. Aonde quer que estejamos, nossa terra natal nunca muda. É claro que o Natal que celebramos tem referência ao nascimento de nosso Salvador, Jesus Cristo. Porém é mais que isso: Natal tem referência a tudo que nosso Salvador fez por nós. Por causa dele, nós podemos começar de novo. Por causa dele, nós nascemos de novo. Isso é o Natal.

Muitas mensagens do passado têm nos ensinado que devemos focalizar no verdadeiro significado do Natal: Jesus Cristo. Mas isso não significa que devemos esquecer dos presentes, das festas, das árvores, e das famílias. Todas essas coisas fazem parte do Natal, e creio que todas também podem fazer parte do “verdadeiro significado” do Natal. Se estamos fazendo essas coisas para celebrarmos de tudo que ganhamos por Cristo, então estamos focalizando em Cristo. Podemos estar com nossas famílias para sempre por causa do Natal. Podemos ser felizes, livres da dor e do pecado, saudáveis, e sem preocupações por causa do Natal. Só temos os presentes e comidas e árvores por causa de Cristo também. Então tudo isso está celebrando o Natal, o nascimento de nosso Redentor.

Mas isso não significa que precisamos das árvores, das luzes, e da comida para termos um Natal feliz. Muitas vezes colocamos sobre nós mesmos a responsabilidade de ter um Natal “perfeito”. Não precisamos de tudo isso para termos um Natal feliz ou um Natal verdadeiro. O Élder Uchtdorf compara o Natal do materialismo como um jogo de blocos:

“Parece, ás vezes, que nossos esforços para ter um Natal perfeito se assemelha a um jogo chamado Jenga — aquele onde os bloquinhos de madeira são empilhados cuidadosamente para formar uma torre. Ao tentarmos aumentar a altura da torre, retiramos um bloquinho de baixo antes de podermos colocá-lo no alto da delicada estrutura.

Cada um dos bloquinhos é um símbolo dos acontecimentos do Natal perfeito que queremos tão desesperadamente viver. Temos uma idéia mental de como tudo deve ser — a árvore perfeita, as luzes perfeitas, os presentes perfeitos e os eventos familiares perfeitos. Podemos até mesmo querer recriar algum momento mágico de que nos lembramos de outros natais, e nada menos que a perfeição servirá.

Mais cedo ou mais tarde, algo desagradável acontece — os bloquinhos de madeira caem, as cortinas pegam fogo, o peru queima, o tamanho da blusa está errada, os brinquedos vêm sem as pilhas, as crianças discutem, a pressão aumenta — e a imagem do Natal perfeito que tínhamos imaginado, a mágica que pretendíamos criar, despedaça-se ao nosso redor. Como resultado, a época do Natal é muitas vezes uma época de estresse, ansiedade, frustração e talvez até de decepção.”

Qual é a solução? Precisamos lembrar do significado de Natal. Natal não é um evento perfeitinho, e não é algo a ser executado com exatidão. O que cria a mágica de Natal é abrir nossos corações para o Salvador e para o amor que nos envolve entre nossos familiares e amigos. É lembrar do “nascimento”- o nascimento do Salvador, o nascimento de nossa vida, o nosso novo nascimento, e o nascimento do amor com entre nós e nossos entes queridos.

“Mas então, se simplesmente estivermos dispostos a abrir o coração e a mente para o espírito do Natal, reconheceremos as coisas maravilhosas que acontecem ao nosso redor e que voltam ou redirecionam a nossa atenção para o que é sublime. Geralmente é algo pequeno — lemos um versículo de escritura, ouvimos uma canção de Natal sagrada e prestamos — talvez pela primeira vez — real atenção à letra ou vemos uma expressão sincera de amor. De uma maneira ou de outra, o Espírito toca o coração e vemos que o Natal, em sua essência, é muito mais resistente e duradouro do que muitas das pequenas coisas da vida que, com freqüência, usamos para enfeitá-lo.”

Oro para que todos nós possamos ter um Natal especial este ano — não um Natal perfeito, não um Natal elaborado, mas um Natal verdadeiro.

Este artigo foi escrito por Payton Jones

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Qualidades de Uma Companheira Eterna – Para o Tempo e a Eternidade

novembro 17th, 2014

Os membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias são um povo orientado a família. Eles acreditam que a vida familiar não é somente para esta vida, mas pode durar para sempre. Por isso, quando um homem e uma mulher decidem se casar, suas metas são a de se casar no templo sagrado para o tempo e a eternidade, assim como terem sua progénie com eles para sempre também.

Definindo as Qualidades para um Companheiro Eterno

jovem-pensandoEu nunca me casei, e por isso também não tenho filhos. Talvez vocês me achem que sou antiquado, mas eu acredito firmemente que os filhos devem nascer em um lar onde um homem e uma mulher são casados. Quero dizer também que esta não é somente minha humilde opinião, mas também o modo que Deus estabeleceu que as coisas deveriam ser.

Então, por que eu ainda não me casei? Esta é uma questão que frequentemente me vem a mente, principalmente nos últimos dias. Afinal de contas, seria bom ter alguém com quem partilhar a vida.
Eu acho que qualquer um que honestamente esteja procurando um companheiro ou uma companheira eterna, possui uma lista  (seja escrita ou mental)  das qualidades que estão procurando. Ao pensar nesse importante assunto, eu decidi listar algumas das qualidades que estou procurando em um cônjuge em potencial.

Primeiramente, eu gostaria de deixar muito claro que eu acredito que para um casamento dar certo, ele deve estar baseado na firme fundação do Senhor Jesus Cristo. Se Cristo não for incluído na união, este casamento será edificado sob a areia que acabará sendo erodida pelas ondas dos desafios do dia a dia. Por isso, é essencial que tanto o homem quanto a mulher tenham um relacionamento com Jesus Cristo.

Isto dito, como um Santo dos Últimos Dias, uma companheira ideal para mim seria alguém da mesma fé e com as mesmas crenças do que eu. Entretanto, eu também acredito que se deve casar com uma pessoa que você ama, e se acontecer que esta filha de Deus for de uma religião diferente da minha, eu oraria fervorosamente, mas não descartaria totalmente a possibilidade. Eu sei que na verdade existem muitos argumentos contra este pensamento. Entretanto, eu acredito que uma das mais importantes qualidades que a pessoa ideal deve ter é uma vida espiritual – ela deve saber que Deus, o Pai, Seu Filho Jesus Cristo e o Espirito Santo são reais – mesmo que tenhamos nossas diferenças teológicas. Seria meu sincero desejo que através do meu exemplo justo como um líder do sacerdócio no lar ela um dia se tornaria um membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, e que assim poderíamos ser casados no templo do Senhor para o tempo e a eternidade.

Voltando ao tema da espiritualidade por um momento, eu também espero que minha companheira ame Jesus Cristo mais do que a mim. Algumas pessoas podem achar isso estranho, mas este conceito é baseado na Bíblia. Ele pode ser encontrado nas palavras do Salvador como registradas em Mateus 10:37:

“Aquele que ama pai ou mãe mais do que a mim, não é digno de mim; e aquele que ama filho ou filha mais do que a mim, não é digno de mim.”

Além disso, eu não estou preocupado com a cor da pele ou o herança cultural. Amor verdadeiro, na minha humilde opinião, somente conhece a cor do coração.

casal-multiracialEu tenho 30 anos e sou um veterano da marinha dos Estados Unidos e acredito pessoalmente que a onipotente mão de Deus, ajudou e preservou esta grande nação na qual vivo, por isso, a minha companheira ideal, além de amar a Deus deve também amar este país e respeitar sua bandeira e tudo aquilo em que acreditamos.

Eu estou interessado m encontrar uma pessoa que pense por si mesma e que tome decisões sabias. Eu não quero alguém que responda sempre sim. Na minha humilde opinião, uma pessoa que simplesmente concorda em tudo que outro diz, não tem personalidade e é infeliz. Eu desejo encontrar alguém que seja honesta e possua um tom educado em sua mente. Estou procurando alguém que esteja disposta a ser a rainha do lar, respeite meu sacerdócio e a sua autoridade no lar, e esteja disposta a trabalhar ao meu lado e não usurpar minha autoridade.

Eu também acredito que o casamento é uma relação feita de duas pessoas. Portanto, eu espero que minha companheira entenda que o sucesso no casamento depende dela dar 100% assim como eu. Ambos devemos ser devotos a nossa família, sabendo que nenhum sucesso no mundo compensa o fracasso no lar. A família deve ser nossa prioridade absoluta.

Finalmente, eu quero uma companheira que ama a vida e não tenha medo de tentar coisas novas – uma pessoa que acredita que o fracasso é sucesso do avesso.

Uma Filha Escolhida de Deus

Me foi prometido na minha benção patriarcal que no tempo apropriado, uma filha escolhida de Deus irá cruzar o meu caminho. Eu também sou admoestado a amá-la, ajudá-la e cuidar dela. Eu tenho que ser fiel, bondoso e amoroso. Seu for obediente e fazer estas coisas, também me é prometido, que essa filha escolhida de Deus, minha companheira eterna, irá retribuir este amor, e ela será uma rainha nos céus comigo pelas eternidades.

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A Racionalização

outubro 31st, 2014

CU050112-007hrO que é a racionalização? É uma palavra bastante longa, e não sai da língua sem um pouco esforço. Muitos de nós não estamos muito cientes da racionalização, mas ela é uma parte de nós. Embora raramente pensemos na racionalização, fazemos a racionalização em nossos pensamentos quase todos os dias.

A racionalização é relacionada à justificação. Quando racionalizamos, nós justificamos nossas ações com lógica, com a situação em que passamos, ou com as ações de outros. Muitas vezes passamos por esse processo sem saber que estamos o fazendo. É uma ferramenta poderosa do adversário de tirar-nos de nosso caminho, pouco a pouco.

Por que você fez aquilo?

Um grupo de cientistas psicológicos estavam interessados num certo fenômeno: na cultura ocidental, parece existir uma preferência de nosso lado direito. Para pôr a teoria à prova, os cientistas criaram um plano muito astuto. Eles escolheram três meias de nylon idênticas de cor diferente, e puseram numa mesa dentro de um shopping. Recrutavam as pessoas que passavam para fazer uma “pesquisa sobre a preferência de nylons”.

Os cientistas deixaram que as pessoas tocavam em cada meia e se comparavam uma contra a outra. Pediram que as pessoas avaliassem as meias em sua qualidade e dissessem qual delas elas seriam mais dispostas a comprar.

Embora os cientistas trocassem as meias de posição várias vezes, sempre achavam o mesmo resultado: independente da cor, as pessoas quase sempre preferiam as meias que estavam colocadas no lado direito.

Mas quando os cientistas entrevistaram aquelas pessoas, aprenderam algo que talvez seja mais importante ainda. Perguntaram as pessoas, “Por que você escolheu aquela meia?”. Para a surpresa dos cientistas, as pessoas vinham com respostas diversas e inconsistentes. “Escolhei porque aquela meia era a melhor de qualidade.” diz um. Outro disse: “É claro que a meia que escolhi era a mais suave!” Lembrem-se que todas as meias eram idênticas! De todas as pessoas, ninguém respondeu que escolheu porque a meia estava do lado direito.

Que lição podemos tirar disso? Muitas vezes, escondemos os motivos verdadeiros de nossas ações. Quando não pensamos nestes motivos, inventamos motivos que parecem fazer sentido. Ou pior– quando estamos embaraçados sobre os verdadeiros motivos, cobrimo-los com motivos falsos. Na pesquisa das meias, as pessoas tinham se convencido completamente de seus motivos falsos. Quando os cientistas revelaram o seu verdadeiro motivo, as pessoas ficaram incrédulas.

Estou Preocupado Demais com a Política Externa de Nosso País

No seu discurso de conferência em Outubro de 2014, na sessão de sacerdócio, o Élder Quentin L. Cook nos advertiu sobre a racionalização. Ele ilustrou o princípio com a seguinte historia.

mormon-Cook“Quando eu era um jovem advogado na região da Baía de San Francisco, nosso escritório fez um trabalho jurídico para a empresa que produzia os programas especiais de televisão da Turma do Charlie Brown.1 Tornei-me fã de Charles Shulz e de suas criações: Peanuts, com Charlie Brown, Lucy, Snoopy e outros personagens maravilhosos.

Uma de minhas tiras de história em quadrinhos favorita envolvia a Lucy. Pelo que me lembro, o time de beisebol do Charlie Brown estava em um jogo importante; Lucy estava na defesa e uma bola foi rebatida bem alto na direção dela. As bases estavam todas ocupadas, e aquele era o último tempo da nona rodada. Se Lucy apanhasse a bola, seu time venceria. Se ela derrubasse a bola, o outro time ganharia.

Como podia acontecer só numa história em quadrinhos, todo o time rodeou Lucy quando a bola desceu. Lucy estava pensando: “Se eu apanhar a bola, serei a heroína; se não, serei a frangueira”.

A bola desceu, e sob os olhares ansiosos de seus companheiros de time, Lucy derrubou a bola. Charlie Brown jogou a luva no chão, frustrado. Lucy, então, olhou para seus companheiros de time, pôs as mãos na cintura e disse: “Como vocês esperam que eu apanhe a bola se estou preocupada com a política externa de nosso país?”

Essa foi uma das muitas bolas rebatidas que Lucy derrubou ao longo dos anos, e ela sempre tinha uma nova desculpa a cada vez. Embora divertidas, as desculpas da Lucy eram racionalizações. Não eram razões justificáveis para ela derrubar a bola…

Creio que é de particular importância em nossos dias, nos quais Satanás está se apoderando do coração dos homens de tantas maneiras novas e sutis, que nossas escolhas e decisões sejam feitas com muito cuidado, de modo condizente com as metas e os objetivos pelos quais professamos viver. Precisamos de um comprometimento inequívoco com os mandamentos e de estrita aderência aos convênios sagrados. Quando permitimos que as racionalizações nos impeçam de receber as investiduras do templo, de servir missão dignamente e de casar-nos no templo, elas são particularmente prejudiciais. É muito triste quando professamos crer nessas metas, mas negligenciamos a conduta diária exigida para alcançá-las.”

Quando a Racionalização Torna-se Perigosa

As duas histórias que foram compartilhadas até agora são bem engraçadas. Vemos como a racionalização pode ser um pouco ridícula. Mas quando essa justificação torna-se perigosa?

1.A racionalização é perigosa quando nossas ações não refletem nossas metas

Se tivermos metas, devemos nos esforçar a atingí-las. Se perguntasse a todos seus amigos e familiares se “estavam trabalhando para atingir suas metas”, duvido muito que alguém dissesse: “Não estou trabalhando nem um pouco. Estou fazendo absolutamente nada para atingir as minhas metas.”

Geralmente quando o tempo passa e nossas metas ficam para fazer depois, damos desculpas e “razões situacionais” para explicar a nossa falha. Já ouviu: “Não tive o tempo suficiente!” ou “Estou sob tanta estresse no trabalho que não deu para fazer” ou talvez “Vou chegar lá, eu só preciso de mais tempo e menos pressão.” Essas são justificações, e não nos ajudam a chegar às nossas metas.

Élder Cook afirmou:

“Recentemente conheci um excelente rapaz adolescente. Suas metas eram: ir para a missão, terminar os estudos, casar no templo e ter uma família fiel e feliz. Fiquei muito contente com suas metas. Mas, ao continuarmos nossa conversa, ficou evidente que sua conduta e as escolhas que estava fazendo não condiziam com suas metas. Senti que ele sinceramente queria ir para uma missão e estava evitando transgressões graves que o impediriam de servir, mas sua conduta no dia a dia não o estava preparando para os desafios físicos, emocionais, sociais, intelectuais e espirituais que enfrentaria. Ele não estava inclinado a trabalhar arduamente. Não levava a escola nem o seminário a sério. Freqüentava a Igreja, mas não tinha lido o Livro de Mórmon. Passava muito tempo jogando videogames e na mídia social. Parecia achar que seria suficiente apresentar-se para sua missão. Rapazes, renovem seu compromisso de ter uma conduta digna e uma preparação séria para se tornarem emissários de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.”

2. A racionalização é perigosa quando sentimos “confortáveis”

Élder Cook certamente despertou a consciência de muitos rapazes jovens adultos quando ele discursou claramente a doutrina de Deus sobre o seguinte assunto:

“Alguns jovens professam sua meta de casar no templo, mas não namoram pessoas dignas de entrar no templo. Para dizer a verdade, alguns nem mesmo namoram! Vocês, homens solteiros, quanto mais tempo ficam solteiros após chegarem à devida idade e maturidade, mais confortáveis podem se tornar. Porém mais desconfortáveis vocês deveriam se sentir! Por favor, “[ocupem-se] zelosamente” em atividades espirituais e sociais compatíveis com sua meta do casamento no templo.

Alguns adiam o casamento até terminarem os estudos e conseguirem um emprego. Embora isso seja amplamente aceito no mundo, esse raciocínio não demonstra fé, não cumpre os conselhos dos profetas modernos e não é compatível com a sã doutrina.”

  1. A racionalização é perigosa quando cria o orgulho

O orgulho é um pecado que gradualmente estrangula e asfixia o espírito, enquanto a pessoa afetada pensa que está cada vez melhor. Quando justificamos todos nossos erros, podemos esquecer de nossas fraquezas e pensar que somos sem falha. Élder Cook nos adverte de uma certa forma de orgulho, que acontece quando achamos que somos “donos da verdade”.

mormon-jesus-cristo-doutrina“Sinto-me particularmente preocupado com a insensatez e com a obsessão por “todas as novidades”. Na Igreja, incentivamos e comemoramos a verdade e o conhecimento de todo tipo. Mas, quando a cultura, o conhecimento e os hábitos sociais estão afastados do plano de felicidade de Deus e do papel essencial de Jesus Cristo, há uma inevitável desintegração da sociedade. Em nossos dias, a despeito de progressos sem precedentes em muitas áreas, especialmente na ciência e nas comunicações, os valores básicos essenciais foram corroídos e a felicidade e o bem-estar gerais diminuíram.

Quando o Apóstolo Paulo foi convidado a falar no Areópago, em Atenas, encontrou parte dessa mesma pretensão intelectual e dessa ausência da verdadeira sabedoria que vemos nos dias atuais. Em Atos lemos o seguinte: “Pois todos os atenienses e estrangeiros residentes, de nenhuma outra coisa se ocupavam, senão de dizer e ouvir alguma novidade”. A ênfase de Paulo era a Ressurreição de Jesus Cristo. Quando a multidão se deu conta da natureza religiosa de sua mensagem, alguns zombaram dele. Outros essencialmente o descartaram, dizendo: “Acerca disso te ouviremos outra vez”. Paulo deixou Atenas sem ter nenhum sucesso. Dean Frederic Farrar escreveu o seguinte sobre essa visita: “Em Atenas, ele não fundou nenhuma igreja, para Atenas não escreveu nenhuma epístola, e lá, embora frequentemente passasse pelas vizinhanças, nunca mais voltou a pôr os pés”.”

Oro que possamos evitar de toda forma a racionalização. Que lembremos das meias de nylon, e lembremos da Lucy a próxima vez que fazemos um erro. Sei que quando evitarmos esse padrão destrutivo, seremos mais felizes e mais pertos de Deus.

Este artigo foi escrito por Payton Jones

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Por Que Abandonei a Igreja e Desisti da Religião

outubro 27th, 2014

O relato bíblico do filho pródigo é uma das histórias mais conhecidas pelos cristãos, e também não cristãos. É uma historia que possui um significado muito pessoal e profundo para mim, porque houve momentos em minha vida em que eu me identifiquei muito com o filho pródigo.

Criado e Nutrido pela Boa Palavra de Deus

Eu nasci e fui criado em um bom lar cristão. Eu sempre serei grato pela minha amorosa mãe que me ensinou a Palavra de Deus – como descrita na Bíblia – e do amor que o Salvador tem por mim. Ela também me ensinou que seu eu fosse fiel e obediente, e vivesse minha vida de acordo com a Sua vontade, eu sempre teria uma vida abundante que seria enriquecida com as bênçãos dos céus.

keith-mãe-mormonNo lar em que cresci, o domingo era considerado um dia de adoração. Tínhamos até uma regra não escrita em nosso lar que basicamente dizia: “Se a mamãe está indo pra Igreja, você também está.” Eu não posso me lembrar de uma única vez onde minha mãe convocou uma reunião em família para discutir o assunto, ou coloca-lo em votação para saber quem era a favor ou quem era contra. E a cada domingo, sem falta, a menos que a mamãe não fosse para a igreja, lá estávamos na nossa pequena igreja batista.

Quando era apenas um menino, eu costumava brincar de “igreja” com as minhas duas irmãs mais novas. Eu era o pastor e elas eram a congregação. Meus “sermões” provavelmente não tinham muito conteúdo, mas eu “pregava” enquanto elas escutavam. Eu nunca parei pra pensar enquanto brincávamos, mas minha mãe e minha avó achavam que eu não estava apenas brincando, mas que um dia eu me tornaria um ministro batista.

A Adolescência – Abandonando a Fé Por Um Tempo

Embora eu tivesse sido ensinado muito bem sobre a palavra de Deus, houve um tempo durante minha adolescência em que perdi todo o interesse em freqüentar a igreja e me tornei desinteressado por religião em geral. Ir a igreja se tornou um martírio. Eu descobri que existia outras coisas que queria fazer, que pra mim, eram mais importantes do que ir a igreja ou mesmo ler a Bíblia.

Eu poderia facilmente culpar a minha mãe e a minha avó, por haverem me pressionado para me tornar um pastor Batista e me fazer estar imerso na Palavra de Deus, e talvez, esta tenha sido parte da razão, uma parte bem pequena, que me fez decidir abandonar a igreja e a religião. Entretanto, acho que isto foi mais uma desculpa do que a verdadeira razão. Eu confesso que minha decisão partiu o coração de minha mãe, assim como o coração do pai deve ter ficado quando o filho prodigo abandonou o lar, mas mesmo assim, ela permitiu que eu fizesse minhas próprias escolhas, mesmo orando para que eu fizesse as certas.

Eu, como o filho pródigo, havia recebido muita instrução sobre a palavra de Deus, por causa da minha amorosa mãe que somente desejava o melhor para seu filho, mas por causa da minha rebeldia e teimosia, eu escolhi um caminho diferente para a minha vida. Eu estava cansado de viver de acordo com as expectativas de outras pessoas, e acreditava que se colocasse a religião e a igreja pra fora de minha vida, eu seria muito mais feliz. Mas, eu não estava feliz, na verdade de algum modo, eu me sentia miserável, embora não estivesse pronto para admitir. Mesmo na minha adolescência, de algum modo eu sabia que Deus estava chamando o meu nome – que Ele tinha um trabalho para mim – mas como o filho pródigo, eu peguei aquilo que me foi dado e decidi em fazer as coisas do meu modo.

Durante este tempo, eu nunca fiz nada horrível, mas sentia que uma parte importante da minha vida estava faltando. Um domingo a tarde, eu recebi um telefonema de um dos meus primos me perguntando se eu levaria um cartaz que minha irmã tinha feito para o aniversário do coral que estava sendo comemorado na igreja, mas que minha irmã tinha esquecido de trazê-lo. Ele também me disse que eu não deveria ficar para a reunião, mas que ficaria grato se eu levasse o cartaz. Relutantemente eu concordei.

missionarios-mormonsAlguns poderiam dizer que aquele telefonema foi apenas uma coincidência, mas eu acredito que não. Eu acredito que Deus usou aquele telefonema como um aviso de que eu deveria retornar pra casa. Eu precisava retornar as minhas origens, e retornar ao caminho certo. Resumindo, eu fiquei para a reunião e comecei a frequentar a igreja regularmente. Entretanto, a história não termina aí.

Uma Jornada em Busca da Verdade

Embora eu fosse a igreja regularmente, ainda tinha aquele sentimento que algo estava faltando em minha vida, embora não pudesse identificar o que era. As coisas que havia aprendido faziam sentido e eram muito úteis, mas eu precisava saber mais.

Um dia, enquanto estava assistindo televisão, eu vi um comercial com uma família que me tocou profundamente. Naquele momento em particular, as coisas em casa não estavam fáceis, inclusive meu relacionamento com o meu pai. Entretanto, as pessoas no comercial pareciam haver encontrado a fórmula secreta da felicidade, o que me deixou também intrigado. No fim do comercial um livro do qual nunca havia ouvido falar era oferecido gratuitamente. Eu pensei comigo mesmo que as respostas poderiam ser encontradas naquele livro, por isso, eu requisitei uma copia do mesmo. Alguns dias depois, dois jovens vestindo terno e gravata apareceram na minha porta dizendo que tinham vindo entregar uma cópia gratuita do Livro de Mórmon que eu havia solicitado. Eu logo aprendi que eles eram missionários de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Eu me encontrei com eles por alguns meses e descobri que o que eles tinham para me ensinar era muito interessante. Comecei a ler o Livro de Mórmon. Infelizmente, minha vida em casa não era tão feliz quanto aquela da televisão, por isso, cheguei a conclusão que seria melhor sair de casa. Assim fiz em março de 1981 quando entrei para o serviço militar em San Diego, na Califórnia.

Vivendo Dissolutamente

keith-lionel-brown-mormon-300x264Quando comecei meu serviço militar, me senti realmente livre. Finalmente, podia viver minha vida sem me preocupar com a aprovação dos outros. Eu era dono do meu destino. Eu estava livre para viver minha vida do modo que desejasse. Mesmo que a vida militar fosse rígida, pelo menos ali eu estava sendo respeitado como o homem que me tornara. Era meu mundo. Eu não precisava dar satisfações ao meu pai, ou viver de acordo com os ditames de alguém que desejava que me tornasse um ministro do evangelho.

Durante meu tempo no serviço militar, as coisas que aprendi com os missionários Mórmons me trouxeram paz e conforto nos momentos em que me senti sozinho e sentia saudades de minha família. Eu até ia a igreja aos domingos.

Então, chegou o momento que pudemos sair do quartel e explorar a cidade com os companheiros. San Diego era um lugar “excitante” no inicio dos anos 80 para um jovem militar. Tinha bares, lojas pornográficas, clubes noturnos, e muitas atividades que um jovem pode participar. Eu tinha 22 anos na época e decidi que era hora de viver um pouco, e por isso, me entreguei aos deleites da carne. Mesmo sabendo que aquele tipo de vida não era o que Deus deseja que eu vivesse, eu me entreguei e logo estava envolvido nas armadilhas do vicio do álcool e da pornografia.

Eu era ingênuo o suficiente para acreditar que a vida que eu estava levando era divertida e que era assim que ela deveria ser. Mais uma vez, eu tomei a trágica decisão de abandonar a igreja e a religião e seguir os caminhos do mundo. Mas, através disto tudo, o Salvador nunca parou de me amar e nunca desistiu de mim, mesmo eu tendo desistido Dele. Aquela vozinha no fundo da minha mente nunca parou de me dizer, “O que você esta fazendo?” Entretanto, eu fazia aquela voz desaparecer me embebedando e me entregando aos vícios.

Houve muitas noites em minha carreira militar, que eu saia pra cidade, me divertia, voltava para a base, dormia, ia pro trabalho no dia seguinte e ansiava em voltar para a cidade e viver minha vida libertina novamente.

O Filho Pródigo Retorna a Casa

Como o filho pródigo, eu sou eternamente grato que um dia a luz divina me iluminou e finalmente eu compreendi que a vida que estava levando não me traria felicidade. Meu Pai Celestial tem um grande plano para minha vida. Era o momento de eu retornar ao lar para o meu Pai.

mormon-Jesus-cristo5Ao lembrar dos eventos que me levaram a retornar ao lar me emocionam ainda hoje. Eu estava passeando pela cidade com um amigo tomando alguns drinques, quando decidimos comer alguma coisa antes de retornar a base. Paramos em um pequeno restaurante, pedimos mais alguns drinques e um pouco de comida. Quando retornamos a base eu comecei a me sentir mal. Eu fui para o banheiro, acabei desmaiando e permaneci ali inconsciente por muitas horas. Por sorte, eu acordei, mas me sentia desorientado. Eu não tinha idéia de quanto tempo eu havia ficado inconsciente. No dia seguinte, meu amigo estava feliz em me ver, depois de ter ficado preocupado pois, ninguém na base sabia onde eu estava.

Por causa da minha própria estupidez, eu poderia ter entrado em coma e morrido naquele dia. Entretanto, um amoroso Pai Celestial estava me protegendo. Não fazia parte de Seu plano que eu morresse naquele estado. Aquela experiência me abriu os olhos, e decidi que a partir daquele dia ei iria retornar a fazer aquelas coisas que sabia serem certas e agradáveis ao meu Pai Celestial. Aquele filho prodigo tinha retornado ao lar para o Seu pai.

A moral da historia é que desde aquela época eu não me afastei mais da fé. Eu freqüentei um colégio protestante por algum tempo em Norfolk, Virginia, com a intenção de me tornar um ministro batista. Em 1997, enquanto estava servindo em Keflavic, Islândia, eu fui entrei em contato novamente com os missionários de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e, em uma terça-feira a noite, eu fui batizado, era 10 de março de 1998, pouco mais de 16 anos atrás. Embora a religião e a Igreja sejam parte integral de minha vida, minha fé repousa no Senhor Jesus Cristo e somente Nele.

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Olhar para Dentro

outubro 15th, 2014

mormon-igrejaMuitas vezes, ouvimos na Igreja discursos sobre a humildade, ou discursos condenando o pecado de orgulho. Uma vez quando eu era missionário, brinquei com meu companheiro assim: “Estes discursos sobre o orgulho são inúteis,” eu falei. “Quando alguém discursa sobre o orgulho, todos os membros que já são humildes pensam assim: ‘É verdade! Eu preciso trabalhar nisso. Eu posso ser muito mais humilde.’ Da mesma maneira, todos os orgulhosos que estão escutando pensam: ‘Nossa, que bom que esse discurso está sendo dado. O Irmão João e Irmã Maria realmente precisam ouvir isso.’”

É um fato que a maioria de nós tem muita dificuldade em reconhecer nossos próprios erros. Muitos discursos no passado tem focado em olhar para frente1, olhar para cima, e até olhar para trás. Todavia, esta conferência, o Presidente Uchtdorf nos lembrou de algo talvez mais importante de tudo—devemos olhar para dentro de nós mesmos.

Tirar a Trave

Elder Uchtdorf demonstrou a importância de olhar para dentro com uma bela história sobre um gramado e um dente-de-leão:

“Havia certo homem que gostava de passear à noite pela vizinhança. Gostava especialmente de andar na calçada da casa de seu vizinho. Esse vizinho tinha um gramado perfeito, flores sempre brotando, árvores verdes de copas frondosas. Era óbvio que o vizinho fazia um esforço enorme para manter aquele lindo jardim.

Até que, um dia, ao passar diante da casa do vizinho, esse homem notou, no meio do belo gramado, um dente-de-leão, único, enorme, amarelo. Aquilo estava tão fora de contexto que o surpreendeu. Por que o vizinho ainda não o tinha arrancado? Será que não tinha visto? Não sabia que o dente-de-leão espalha sementes que poderiam gerar dezenas de outras praguinhas?

Esse solitário dente-de-leão incomodou o homem a tal ponto que ele decidiu tomar uma providência. Deveria ir lá e arrancá-lo? Deveria jogar um herbicida? Talvez pudesse se disfarçar e, na calada da noite, remover a praga em segredo.

Esses pensamentos ocuparam sua mente enquanto voltava para casa. E assim ele entrou, sem sequer olhar para o próprio jardim — que estava coberto de centenas de dentes-de-leão amarelos.”

A história é engraçada, mas a mensagem é poderosa–quantas de nós não fazemos isso, todos os dias? Poderíamos passar horas reclamando de nossos vizinhos, nossos chefes, e nossos familiares. Será que poderíamos passar nem sequer 20 minutos falando de nossas próprias fraquezas? Talvez não–mas eu aposto que nossos vizinhos e familiares podem! É muito mais fácil criticarmos os outros, mas, por fim, sómente podemos mudar a nós mesmos.

A Solução– Honestidade com Nós Mesmos

Se somente temos controle de nossas próprias vidas, por que é que estamos tão cegos para nossa própria incapacidade? Depois de ver todas as criações de Deus, a primeira reação de Moisés foi a dizer: “Ora, por esta razão sei que o homem nada é, coisa que nunca havia imaginado.” (Moisés 1:10) É provável que também nunca imaginamos as fraquezas que falhas que temos.

Com uma história quase inacreditável, o Elder Uchtdorf dá um exemplo da cegueira humana:

mormon-Uchtdorf“Há poucos anos, foi divulgada a história de um homem que acreditava que, se esfregasse suco de limão no rosto, ficaria invisível às câmeras. Então, passou suco de limão por todo o rosto, saiu de casa e assaltou dois bancos. Não demorou muito, ele foi preso depois que sua imagem foi transmitida no noticiário daquela noite. Quando a polícia mostrou ao homem os vídeos de segurança dos bancos, ele não acreditou no que viu. “Mas eu passei suco de limão no rosto!” protestou.

Um cientista da Universidade Cornell, depois de ouvir essa história, ficou intrigado pelo fato de alguém ser tão inconsciente da própria incompetência. A fim de determinar se isso era um problema geral, dois pesquisadores convidaram alguns universitários a submeter-se a uma série de provas sobre vários aspectos da vida e, depois, a avaliar o próprio desempenho nessas provas. Os alunos que foram mal fizeram as avaliações menos exatas do próprio desempenho — alguns até acharam que suas notas deveriam ser cinco vezes mais altas do que foram na realidade.

Esse estudo foi repetido de diversas maneiras, confirmando cada vez mais a mesma conclusão: muitos de nós têm dificuldade para ver a si mesmos como são na verdade. Mesmo pessoas bem-sucedidas superestimam a própria contribuição e subestimam a de outras pessoas.

Talvez não seja tão grave superestimar nossa forma de dirigir um carro ou a distância que nossa bola de golfe alcança. Mas, se começarmos a acreditar que nossa contribuição em casa, no trabalho e na Igreja é maior do que realmente é, ficaremos cegos às bênçãos e oportunidades de nos aprimorar mais significativa e profundamente.”

Não nos deixemos a sermos tão cegos! Olhemos para dentro para ver aquilo que podemos melhorar. Avliemo-nos realisticamente os nossos esforços na igreja, na família, e no lar!

O Poder da Humildade

Vamos terminar com uma nota mais positiva. Temos grande capacidade de sermos orgulhosos, cegos, e imprudentes. Porém, temos outra grande capacidade– a de sermos humildes, honestos, e poderosos. Elder Uchtdorf nota que “Quando era mais jovem, eu ficava impressionado com pessoas instruídas, bem-sucedidas e aplaudidas pelo mundo. Com o passar do tempo, porém, passei a ficar muito mais impressionado com estas almas maravilhosas e abençoadas que são realmente boas e sem dolo.” Que sejamos aqueles que realmente são boas!

Os apóstolos de Jesus Cristo, quando aprenderam que um deles trairía o Salvador, eles não culparam um ao outro. Em vez de se acusar e brigar entre si, cada um se tornou para dentro e disse, “Porventura sou eu, Senhor?” Por fazer esta pergunta, eles não somente evitaram uma briga, mas também tomaram conta de tudo que podíam fazer melhor. Estavam realmente preocupados em serem dignos e puros.

Que também sejamos apóstolos de Cristo. Que tiremos o orgulho, que perguntemos “Porventura sou eu?”, e que trabalhemos juntos para melhorar-nos. Que realmente olhemos para dentro.

Este artigo foi escrito por Payton Jones

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