Ele Ressuscitou!

abril 16th, 2014

Ele Ressuscitou!

Ao nos aproximarmos da celebração da Páscoa recordamos a vida do Salvador Jesus Cristo, sua expiação, morte e ressurreição ao terceiro dia. A Páscoa nos tempos antigos comemorava a ocasião em que os filhos de Israel foram libertados da escravidão no Egito, enquanto no novo testamento comemora missão cumprida de Cristo e sua vitória sobre a morte.

Uma coisa é acreditar que Jesus Cristo ressuscitou e outra ainda mais necessária é compreender o que isso significa em nossas vidas.

Quinta-Feira, Cristo sofre no Gethsemane

Jesus-Orando-Getsemani-MormonApós a refeição da Páscoa e instituição do Sacramento, Jesus vai ao Jardim do Gethsemane e estando com profundo pesar e tristeza, ora a Deus e inicia sua Expiação, sentindo as dores, pecados e tristezas de toda a humanidade, sofrendo tanto física como espiritualmente.

As escrituras declaram que a dor sentida por Cristo foi tão intensa e tal fardo tão difícil, que o Senhor enviou um Anjo para fortalecer Cristo naquele momento e no limite inimaginável de agonia, seus poros se romperam fazendo-o suar grandes gotas de sangue (Lucas 22:40-43). Sobre isso o Presidente John Taylor declarou:

“De uma forma para nós incompreensível e inexplicável, Ele carregou o peso dos pecados de toda a humanidade; não apenas o de Adão, mas o de sua posteridade.”

Embora tal evento tenha sido o ápice do sofrimento físico e espiritual de Cristo, sua dor e jornada rumo a completa Expiação estava apenas começando.

Sexta-Feira, Cristo pregado na Cruz

Em uma sequência marcada pela traição de Judas Iscariotes, julgamento com inúmeras ilegalidades de acordo com as leis Judaicas  e temor de Pilatos de causar uma revolta, Jesus Cristo é condenado a morte na Cruz.

A dolorosa jornada até a Cruz revela palavras ditas por Cristo que por séculos tem sido repetidas e interpretadas:

Mórmon-Jesus-Cristo-CruzPai, perdoa-lhes pois não sabem o que fazem. (Lucas 23:34)

A afirmação era dirigida não aos Fariseus, que presenciaram sua glória, bondade, autoridade e milagres. Estes sabiam exatamente o que faziam. Cristo rogava a misericórdia divina aos soldados romanos que obedeciam ordens e não possuiam testemunho ou conhecimento qualquer que pregavam e açoitavam o Filho de Deus.

Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? (Mateus 27:46)

O Apóstolo Jeffrey R. Holland explicou: “Para que o supremo sacrifício de Seu Filho fosse tão completo quanto foi voluntário e solitário, o Pai retirou de Jesus, por um breve momento, o conforto de Seu Espírito, o apoio de Sua presença pessoal. Era necessário, de fato era primordial, para o significado da Expiação, que esse Jesus, Filho perfeito, que nunca falara nem fizera mal, que não tocara em nada imundo, precisasse saber como o restante da humanidade, nós, se sentiria quando cometesse tais pecados. Para que Sua Expiação fosse infinita e eterna, Ele teve de sentir como era sofrer não somente a morte física, mas também a espiritual, sentir como era ter Seu Espírito divino retirado, deixando-O numa solidão total, abjeta e desesperadora.”

Está Consumado. (João 19:30)

Após sentir o amargo gosto da ausência do Espírito de Deus, Cristo finalmente conclui todas as etapas de sua existência mortal e dá sua missão na mortalidade como encerrada e concluída.

Pai, nas tuas mãos entrego o meu Espírito. E havendo dito isto, expirou. (Lucas 23:46)

Cristo entrega a sua vida mortal. Tal versículo relembra o princípio de que Jesus possuia poder sobre a morte. Ninguém tinha o poder de tirar Sua vida, mas apenas ele poderia dá-la. Cristo não morreu por causa do sofrimento intenso no Gethsemane, nem ao ser açoitado e torturado antes e durante a Cruz. Cristo morreu quando voluntariamente decidiu e afirmou entregar sua vida.

Domingo, Ele vive!

mormon-doutrina-CristoNo terceiro dia após sua morte, Jesus Cristo deixa a tumba como um ser ressurreto. Espírito e Corpo na forma perfeita se reúnem novamente para jamais se separar. Ao ressuscitar Cristo vence as ligaduras da morte, tornando possível a todos da família humana a esperança de um dia também ressuscitar.

Embora a ressurreição de Jesus Cristo seja um dos elementos mais importantes de toda a história do Cristianismo e do próprio mundo, por mais de dois mil anos críticos tem negado sua realidade e em muitos casos atribuído outros significados para este evento.

Tais pessoas um dia sentirão o profundo pesar de seus pecados, desejarão refazer más escolhas do passado e sentirão o amargo sabor de perder pessoas que amam. Naquele dia, entenderão porque precisam de um Salvador.

Oramos para que o doloroso e solitário sacrifício e ressurreição de Cristo não seja apenas um evento no passado mas uma realidade em nossas vidas aqui e agora. Declaramos ao mundo que Ele nos ama, se importa e vive novamente, e porque Ele vive, nós viveremos. Que tal época jamais seja lembrada por coelhos ou ovos de chocolate mas pela tumba vazia, o amanhecer glorioso e a esperança de redenção para todos nós.

Artigo escrito por Luiz Botelho

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3 Néfi 27: Jesus Fala a Respeito das Obras

dezembro 12th, 2013

Você já ouviu falar no Livro de Mórmon? O Livro de Mórmon é um livro de escrituras não muito diferente da Bíblia e é de uso exclusivo de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (frequentemente chamada de A Igreja Mórmon). O Livro de Mórmon relata os negócios de Deus com os antigos habitantes do continente americano. O ápice desta historia se dá quando Jesus Cristo em pessoa faz uma visita a este povo. Encontramos o relato de sua visita no livro de 3 Néfi, um dos livros que compõem o Livro de Mórmon.

Cristo prega vários sermões ao povo. Em um deles, ele fala das obras, um conceito muito mal compreendido por outras denominações Cristãs. O sermão de Cristo em 3 Néfi 27 explica mais sobre as obras e como elas interagem com a graça de Cristo.

Edificando a Igreja de Cristo

baires-mormonQuando Jesus visitou as Américas, Ele dedicou um pouco do Seu tempo para estabelecer a Sua igreja entre o povo. Ele chamou apóstolos e os ensinou a ordenança do sacramento. Ele também ensinou que a Sua igreja precisa levar o Seu nome:

E como será a minha igreja, se não tiver o meu nome? Porque se uma igreja for chamada pelo nome de Moisés, então será a igreja de Moisés; ou se for chamada pelo nome de um homem, então será a igreja de um homem; mas se for chamada pelo meu nome, então será a minha igreja, desde que estejam edificados sobre o meu evangelho. (3 Néfi 27:8)

Cristo continua dizendo que: “E se acontecer de a igreja estar edificada sobre o meu evangelho, então o Pai manifestará nela as suas próprias obras” (27:10). Se o povo edificar a igreja sobre o evangelho de Jesus Cristo, então o Pai Celestial será capaz de manifestar as Suas obras através dela. Se, entretanto, o povo decidir edificar a igreja sobre suas próprias Idéias e obras, “em verdade vos digo que terão alegria em suas obras por um tempo, porque logo chegará o fim; e eles serão cortados e lançados no fogo.”

Por que é importante que a igreja seja estabelecida no evangelho ao invés nas obras de homens e mulheres? Isto é muito importante, porque homens e mulheres são falíveis; as doutrinas do evangelho de Jesus Cristo são, de outro lado, perfeitas. Mesmo que a igreja seja operada por pessoas imperfeitas, a força e a pureza das doutrinas irão compensar suas fraquezas. Uma igreja baseada em nossas próprias obras falharia e nos levaria para longe de Deus.

Nossas Obras São Importantes

Muitas denominações cristãs não sabem dizer se são as obras ou a graça que nos levarão aos céus. A resposta para esta questão é muito simples: ambas são importantes. Não temos a menor chance de voltar à presença de Deus sem a graça de Jesus Cristo. Ele mesmo explicou Seu papel no plano de Deus:

“E meu Pai enviou-me para que eu fosse levantado na cruz; e depois que eu fosse levantado na cruz, pudesse atrair a mim todos os homens, a fim de que, assim como fui levantado pelos homens, assim sejam os homens levantados pelo Pai, para comparecerem perante mim a fim de serem julgados por suas obras, sejam elas boas ou más.” (27:14)

Então, o Salvador veio a terra para que pudéssemos ser atraídos a Ele, mas nossas escolhas aqui fazem a diferença. Jesus Cristo não pode nos salvar, ao menos que o permitimos, e a maneira pela qual aceitamos a Sua graça é fazer as obras que Ele fez.

Aceitamos a Cristo Quando Vivemos Seus Mandamentos

Against_the_WindEu tenho um amigo que afirma que a ênfase que os Mórmons dão as obras contradiz a graça do Salvador. Ele afirma que quando aceitamos Cristo, somos automaticamente salvos, e que nenhuma ação é requerida para a salvação. Isto não é o que Jesus Cristo nos ensina. Quando Ele estava pregando ao povo do Livro de Mórmon, ele disse que “este é o meu evangelho; e sabeis o que deveis fazer em minha igreja; pois as obras que me vistes fazer, essas também fareis; porque aquilo que me vistes fazer, isso fareis;” (27:21)

Cristo sofreu por nós e expiou por nossos pecados, mas este dom não é gratuito. Se desejarmos aceitar Seu dom infinito, devemos seguir Suas condições, que são viver os Seus mandamentos e nos esforçarmos para nos tornarmos como Ele. É por isso, que as obras são importantes: elas demonstram ao Salvador que estamos nos tornando como Ele e aceitamos Sua graça.

Jesus resumiu isto em uma simples sentença: “Portanto, que tipo de homens devereis ser? Em verdade vos digo que devereis ser como eu sou.” (27:27). Deus certamente não deseja que cheguemos aos céus apenas pelos nossos próprios esforços; o que contradiria o plano de redenção. O que Ele deseja, entretanto, é que o nosso desejo seja manifestado pela maneira como vivemos. Esta vida é um tempo de preparação, e se seremos salvos por Cristo, devemos aceita-Lo e nos tornarmos como Ele. Ele conhece nossos corações e intentos. Se fizermos o melhor que pudermos, Ele fará o resto e nos moldará para que um dia nos tornemos como Ele.

A graça de Jesus Cristo é maravilhosa porque afeta as nossas almas. A graça de Cristo é o que nos permite mudar, escolher e se tornar. Nossas obras operam junto com a graça de Cristo, permitindo que vençamos os desafios e nos tornemos como Ele.

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O Que Significa Ser Co-Herdeiro com Cristo?

setembro 7th, 2013

Eu me lembro do momento em que eu compreendi os princípios da salvação. Nossa cultura competitiva me havia envenenado. Eu, inconscientemente, achava que deveria “ser melhor que os outros” ou “trabalhar mais duro” a fim de ser bem sucedida. A única competição que realmente importa é para vencer a si mesmo. Entretanto, Jesus nunca desejou que o Evangelho fosse competitivo. E eu não poderia completar essa tarefa sem a graça incomparável de Jesus Cristo.

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, frequentemente chamada de Igreja Mórmon, ensina que “através da Expiação de Jesus Cristo, toda a humanidade pode ser salva, através da obediência as leis e ordenanças do evangelho” (Terceira Regra de Fé).

Uma das promessas da graça redentora do Salvador é nos tornarmos co-herdeiros com Ele, um dom concedido por Deus na próxima vida.

O Que Significa Ser Co-herdeiro com Cristo?

Jesus-Cristo-Bom-PastorPor causa da Sua vida perfeita, ministério e status como Filho Unigênito de Deus, Jesus Cristo recebeu a promessa de que receberia tudo o que o Pai possui. “A quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo” (Hebreus 1:2). Muitas culturas antigas e modernas seguem o mesmo padrão de herança no nascimento. Como filho mais velho, eu herdei praticas que me foram confiadas através dos anos. Raramente o filho mais velho recebe uma educação igual a dos outros irmãos. E como o direito obtido pelo nascimento pode ser compartilhado sem depreciar a própria herança?

Para mim, a resposta esta no conhecimento e no poder de Deus e do Sacerdócio. O direito de nascimento de Jesus Cristo não é somente composta de “coisas”. Mas sim a oportunidade de agir com o poder de Deus. A medida que aprendemos a nos tornar como o Salvador e ultimamente como Deus o Pai, ganhamos Suas características. Deus autoriza o uso do Seu Sacerdócio (o poder e autoridade para agir em Seu nome) e nós criamos, expandimos, progredimos, continuando como famílias eternans, e então dando a gloria e honra de volta ao Pai.

Paulo explica maravilhosamente este conceito no capitulo 4 de Gálatas:

Digo, pois, que todo o tempo que o herdeiro é menino em nada difere do servo, ainda que seja senhor de tudo;

Mas está debaixo de tutores e curadores até ao tempo determinado pelo pai.

Assim também nós, quando éramos meninos, estávamos reduzidos à servidão debaixo dos primeiros rudimentos do mundo.

Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei,

Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos.

E, porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai.

Assim que já não és mais servo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiro de Deus por Cristo. (Gálatas 4:1-7)

Em sua carta aos Romanos, Paulo declarou: “O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com Ele padecemos, para que também com Ele sejamos glorificados”. (Romanos 8:16-17)

O ministério do Salvador demonstra este principio. Jesus chamou doze apóstolos. Ele os ensinou, como filhos, o verdadeiro Evangelho e lhes mostrou como realizar milagres através da fé e do poder de Deus. Ele os enviou entre o povo para ministra-los. Eles retornaram e ainda foram ensinados pelo Mestre. No tempo apropriado, Jesus expiou, foi crucificado, e ressuscitou. Depois de Sua ressurreição, Ele continuou a ensinar os Apóstolos. Então, Ele retornou e lhes deu mais ensinamentos. Depois ele retornou ao Pai, e os Seus apóstolos levaram a Sua obra adiante sob a Sua divina direção. Jesus lhes entregou as chaves para que edificassem o Reino.

Se Tornando Co-herdeiros de Jesus Cristo

Mórmon-oraçãoDepois de Sua ressurreição, o Salvador visitou as Américas e ensinou o povo fiel as mesmas doutrinas que Ele ensinou na Palestina. O Livro de Mórmon registra o Seus desafio e promessas para todos nós.

E sabei vós que sereis os juízes deste povo, de acordo com o julgamento que vos darei, que será justo. Portanto, que tipo de homens devereis ser? Em verdade vos digo que devereis ser como eu sou. (3 Néfi 27:27)

A fé que Ele possui na humanidade é incrível! Deus, o Pai Eterno e Jesus Cristo nos deram o caminho para nos tornarmos como Eles através dos mandamentos (regras de vida), convênios (promessas ou obrigações feita pelos homens e Deus com bênçãos prometidas) e ordenanças (atos rituais, como o batismo, que literalmente e metaforicamente ensinam o caminho de volta a presença de Deus). Eles prometeram o perdão dos pecados através do arrependimento em nome de Jesus Cristo. A medida que nossa fé em Deus aumenta, nossos desejos de nos tornarmos como Ele também aumentam. Nosso relacionamento se fortalece e aprendemos a conhece-Lo!

Eis que vos digo que quem tenha ouvido as palavras dos profetas, sim, de todos os santos profetas que profetizaram sobre a vinda do Senhor, digo-vos que todos aqueles que tenham escutado suas palavras e acreditado que o Senhor redimiria seu povo e hajam esperado ansiosamente pelo dia da remissão de seus pecados, eu vos digo que estes são a sua semente, ou seja, os herdeiros do reino de Deus. (Mosias 15:11)

O Profeta Joseph Smith descreveu a sua visão dos céus, que nos deu uma imagem das promessas de Deus:

ABRIRAM-SE os céus sobre nós e contemplei o reino celestial de Deus e sua glória, no corpo ou fora do corpo, não posso dizer.

Vi a incomparável beleza da porta por onde entrarão os herdeiros desse reino, que se assemelhava a chamas de fogo circulantes;

Também o refulgente trono de Deus, no qual estavam sentados o Pai e o Filho.

Vi as belas ruas desse reino, que pareciam ser pavimentadas de ouro. (Doutrina e Convênios 137:1-4)

Como filhos de Deus, cada um de nós recebeu a promessa de herdar tudo o que o Pai possui. Somente quando seguimos Seus conselhos, podemos nos tornar como Ele, e Ele deseja a salvação de todos os Seus filhos. Ao invés de ver a vida como um lugar de competição, agora eu compreendo a importância de servir e edificar aqueles que me rodeiam. Eles me edificam e eu os edifico. E juntos com o Salvador, poderemos retornar a presença de Deus para receber Suas grandes e gloriosas promessas. Eu sei que Deus vive e que Jesus é o Cristo! Se você deseja aprender mais sobre a expiação do Salvador e Sua graça através dos mandamentos, convênios e ordenanças necessários para retornar a Sua presença, por favor fale com os missionários Mórmons.

Recursos Adicionais:

Visite o site da Igreja SUD voltado para os não membros.

http://youtu.be/3H656LzdhrQ

Cristo ou Nada

agosto 11th, 2013

Brown compartilha seu testemunho pessoal da necessidade de um Salvador, em seu livro intitulado, Vivenciando Cristo: Sua Jornada Pessoal em Direção ao Salvador, publicado em 2009 pela Cedar Fort, Inc., e escrito por Randall J. Brown, (um membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, frequentemente chamada sem querer de “Igreja Mórmon”).

Aceitando a Nossa Insignificância

mormon-Christus2Como me senti aliviado quando compreendi que o Senhor não esperava que eu fosse responsável por obter a minha própria salvação. Quão grato eu sou por entender que eu sou, na realidade, incapaz de faze-lo sem a Sua graça.

A medida que eu comecei a me tornar ciente dos inimigos da minha alma, compreendi que somos incapazes de vencer o homem natural somente através de nossos esforços. Nenhum mortal possui poder suficiente para se desfazer do homem natural sem a ajuda do Salvador.

Protegido pelo poder do Espirito, Moisés pode permanecer na presença do Senhor e provar o amargo contraste entre a gloria infinita do Salvador e seu estado decaído. Moisés descreveu esta diferença ao declarar: O homem não nada é.” No livro de Moisés, lemos, “E aconteceu que se passaram muitas horas antes que Moisés recobrasse sua força natural como homem; e disse a si mesmo: Ora, por esta razão sei que o homem nada é, coisa que nunca havia imaginado”. (Moisés 1:10)

A obra e a gloria do Salvador é fazer com que sejamos iguais a Ele. Isto é algo que nós, seres finitos e decaídos, não podem obter por si mesmos. Na nossa condição decaída somos limitados em nossa esfera temporal de existência. Mesmo assim, a infinita Expiação de Jesus Cristo tem poder suficiente para transformar cada um de nós em seres de natureza divina e gloria eterna.

O homem nada é. Não temos o poder de salvar a nós mesmos de nosso estado decaído e obter a natureza divina ou os atributos da Deidade sem o poder capacitador de Jesus Cristo. C. S. Lewis disse: “Depois dos primeiros passos na vida cristã, percebemos que tudo o que precisamos que seja feito em nossas almas, somente pode ser feito através de Deus” (C.S. Lewis, Mere Christianity, New York: HarperCollins, 2001, p. 165).

A fim de mudarmos nossas vidas, devemos mudar nossas crenças. Temos que abandonar a crença na nossa própria autossuficiência e começar a acreditar na suficiente graça de Cristo. Rick Warren, em seu livro The Purpose Driven Life, escreveu a seguinte analogia:

Imagine-se navegando em um barco ligado a um piloto automático programado para ir para o leste. Se, de repente você decidisse ir para oeste, você teria duas possibilidades para mudar a direção do barco. A primeira seria pegar o timão e fisicamente fazer com que o barco seguisse na direção oposta daquela que o piloto automático estava programado para seguir. Você poderia ter sucesso, mas enfrentaria a constante resistência da programação original. Seus braços eventualmente se cansariam e você desistiria de lutar e o barco então, tornaria a se dirigir para o leste, como programado. (Rick Warren, The Purpose Driven Life, 181).

A mesma coisa acontece quando decidimos mudar nossa vida através de nossos próprios esforços, disciplina ou desejos pessoais. Talvez, através de nossos esforços, poderemos obter algum sucesso em vencer a gula, a ira ou os pensamentos luxuriosos. Nosso esforço pessoal pode até produzir alguns resultados, mas começaremos a sentir o estresse causado pelos desejos em nossos corações que não foram completamente resolvidos. Se nossa fé estiver baseada em nós mesmos, iremos eventualmente cair e retornar aos nossos erros. Isto acontece por causa da confiança excessiva na nossa fraqueza.

Existe somente um modo de mudar nosso piloto automático: deixar o poder da graça do Salvador trabalhar em nossas almas e nos fazer “novas criaturas em Cristo”. Somente Sua graça infinita é suficiente para produzir uma cura verdadeira. Jesus ensinou Seus apóstolos:  “Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.” (João 15:5)

mormon-jesus-cristoRobert L. Millet, em seu livro Alive in Christ, disse: “Sinceramente, qualquer esforço em melhorar a nós mesmos é louvável, mas esta abordagem é no mínimo terrestrial. Se foca nas ações adequadas mas falha em suprir as necessidades da alma. Cristo nos chama para uma retidão maior. Ele nos exorta a nos arrepender de nossos intentos pecaminosos e de nossos pecados, nascer de novo, e mudar profundamente”. (Robert L. Millet, Alive In Christ, Salt Lake City: Deseret Book, 1997, p. 112)

Por causa de nosso estado decido, não podemos obter nada por nós mesmos. (Alma 22:14) O presidente Ezra Taft Benson ensinou: “Mesmo o mais justo e diligente dos homens não pode salvar a si mesmo, por seus próprios méritos, porque o apostolo Paulo nos disse: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:23)… O arrependimento envolve não somente uma mudança dos atos, mas uma mudança de coração” (Teachings of Ezra Taft Benson, 71).

Mesmo que o nosso estado presente seja decaído e finito, o nosso valor, por outro lado, é infinito. Cristo possui um conhecimento perfeito de nossa herança e pagou um preço infinito por nós. É essencial que reconheçamos que somos nada sem a graça de nosso Salvador, caso contrário, continuaremos a ser escravos da vaidade e da incredulidade.

Devemos reconhecer que nada somos, sem Deus. No entanto, com Ele, somos tudo. Eu amo o que o Presidente Dieter F. Uchtdorf (membro da Primeira Presidência de A Igreja de Jesus Cristo) diz sobre esse assunto:

Irmãos e irmãs, o ser mais poderoso do universo é o Pai de nossos espíritos. Ele sabe que é você, e Ele te ama com um amor perfeito.

Deus te vê, não apenas como um ser mortal em um pequeno planeta que viverá por um breve período, Ele te vê como Seu filho. Ele te vê como o ser que você é capaz e destinado a se tornar. Ele quer que você saiba que é importante para Ele. (“You Matter to Him,” Ensign, Nov. 2011).

Eu ecoo a mensagem do Presidente Uchtdorf que você é um filho de Deus. Ele te ama e quer somente o melhor para você, em sua vida. Te convido a aprender mais sobre o plano que o nosso Pai Celestial tem para você, conversando com os missionários, e em espírito de oração ler o Livro de Mórmon. Eu te prometo que, a medida que você fizer essas coisas, você vai sentir o poder e o amor de Deus, de uma maneira que você jamais imaginou.

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Vença seu medo e convide os missionários a sua casa.

Encontrar a Paz por meio de Jesus Cristo

junho 29th, 2013

Por Nora

Um pouco antes de Sua crucificação, Jesus Cristo celebrou a páscoa com Seus discípulos.  Falou-lhes, com grande amor, e os consolou sobre Sua morte que estava próxima. E os abençoou com a Sua paz:

“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” (João 14:27)

Depois de ter lavado os pés de Seus discípulos,  partilhado uma refeição especial com eles, Ele os ensinou, lhes expressou o Seu grande amor, e depois de ter orado por eles, o Senhor Jesus Cristo se dirigiu ao Jardim do Getsêmani, onde o sofrimento da Expiação começou. Os discípulos de Jesus, não entendiam que Ele estava prestes a sofrer e morrer pela humanidade, sentiram uma grande angústia e desespero quando viram Jesus morrer e ser colocado no túmulo. Onde eles poderiam encontrar a paz?

Os membros d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (apelidados de “mórmons”) acreditam que a verdadeira paz só pode ser encontrada seguindo os ensinamentos de Jesus Cristo. Podemos obter a paz que Ele prometeu, através da oração e da súplica nos momentos de provação, da gratidão no coração, e do arrependimento e do perdão.

A Expiação de Jesus Cristo

Mórmon-Jesus-Cristo-CruzTodos nós enfrentamos provações terríveis na vida, sejam elas causadas por nossos próprios pecados e erros ou pelas escolhas dos outros. Outros tipos de provações, como a morte e a perda de entes queridos, atinge a todos seres humanos, independentemente das circunstâncias. Nós cremos que Jesus Cristo, através de Sua expiação, pagou pelos nossos pecados e sofrimentos, se nos arrependermos e tivermos fé Nele. Através do poder da Sua ressurreição, o espírito e corpo de todos os homens irão se reunir um dia, em perfeita estado e em sua plenitude. As ordenanças do templo (Templos Mórmons, ou templos d’A Igreja de Jesus Cristo) tornam possível que os laços familiares continuem por toda a eternidade (Os templos são santuários de Deus, bem como o Tabernáculo nos dias de Moisés). Mesmo com essas promessas gloriosas do templo, encontrar a paz em nossas provações diárias ainda pode ser difícil até que aprendamos a procurá-la em Jesus Cristo. As escrituras nos ensinam como se aproximar de nosso Salvador e como sentir a Sua paz, mesmo durante nossos maiores problemas.

Encontrando a paz em Jesus Cristo através da oração e súplica

Em sua carta aos Filipenses, Paulo fala sobre como encontrar a paz. “Não andeis ansiosos de coisa alguma”, diz Paulo, o que significa que não devemos permitir nos sufocar pelas preocupações da vida. Em seguida, ele explica como fazê-lo: “mas em tudo porém, sejam conhecidas, diante de Deus as vossas petições pela oração e súplica com ações de graças” (Filipenses 4:6). A oração, a súplica e a gratidão podem nos ajudar a obter confiança em Jesus Cristo, que nos conduz à verdadeira paz.

Mórmon-oraçãoNos momentos em que mais precisamos de paz , só podemos encontrá-la, clamando a Deus em nome do Senhor Jesus Cristo. As escrituras estão repletas de casos de pessoas que clamaram pela ajuda de Deus em tempos de turbulência: Moisés no Mar Vermelho (Êxodo 14:13-18), Elias no deserto (1 Reis 19:1-12), e no livro de Mórmon, Outro Testamento de Jesus Cristo, Néfi, que temia que aqueles com fé na vinda de Cristo seriam condenados à morte (3 Néfi 1:10-14). Jesus pediu conforto a  Deus, o  Pai, no Jardim do Getsêmani, e um anjo veio para fortalecê-Lo. Assim como um anjo apareceu a Elias, com comida e bebida para ajudá-lo na jornada que ele tinha pela frente, anjos podem responder às nossas orações com  comida, conforto e um ouvido atento. Ou talvez, o que mais precisamos  ter é o conhecimento reconfortante de que Deus está ciente de nós e se preocupa conosco. Podemos sentir a Sua voz em nossos corações, trazendo paz para nossas almas, assim como a Sua voz veio a Moisés e Néfi em resposta às suas orações.

Os membros d’A Igreja dos Santos dos Últimos Dias (Mórmons) oram  várias vezes ao dia. Amuleque, um profeta do Livro de Mórmon, ensinou a seu povo que eles deveriam orar pela manhã, à tarde e a noite, sozinho e com amigos e familiares, orar sobre tudo que era precioso para eles (Alma 34:18-27). Os membros d’A Igreja de Jesus Cristo (Santos dos Últimos Dias, ou “Mórmons”) são incentivados a orar pela manhã e à noite com suas famílias e sozinhos, oferecer orações de agradecimento durante as refeições, e orar em voz alta ou em seus corações durante todo o dia, seguindo a admoestação do Salvador de “orar sempre”. Os Mórmons também oram juntos em reuniões e no templo para aqueles com necessidades especiais. Através da oração, o nosso coração é colocado em harmonia com a vontade de Deus, o que nos traz a paz no coração quando percebemos que Deus nos conhece, nos ama e tem um plano para nossas vidas individualmente.

Encontrando a paz em Jesus Cristo, através de Gratidão

Uma canção popular antiga diz: “Quando eu estou preocupado, e eu não consigo dormir, eu conto minhas bênçãos ao invés de contar ovelhas.”  A gratidão é um ingrediente importante na busca da paz no nosso dia-a-dia. Quando somos gratos, nós mudamos o nosso foco daquilo que não temos, e passamos a focar no que já temos. Algumas pessoas já sugeriram que podemos nos sentir mais felizes e ter mais paz ao escrever um “diário de gratidão”, um caderno onde por alguns minutos a cada noite, reservamos um tempo para escrever algumas coisas das quais somos gratos. A verdadeira gratidão está intimamente ligada à oração, onde expressamos em voz alta a nossa gratidão a Deus por Suas bênçãos, e pelo sacrifício de Jesus Cristo, que nos dá esperança de paz e de vida eterna.

Elder-David-A-Bednar-mormonO Élder David A. Bednar, um apóstolo do Senhor Jesus Cristo d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, nos aconselha a periodicamente oferecer uma “oração só de agradecimento”, ele aconselhou:

“Recomendo que periodicamente façamos uma oração em que somente agradeçamos e expressemos gratidão. Não peçam nada. Simplesmente deixem que sua alma se regozije e se esforce para expressar gratidão com toda a energia de seu coração.” (Elder David A. Bednar, “Orar sempre”,  Outubro de 2008 Conferência Geral d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias).

Quando expressamos gratidão a Deus, vemos a mão Dele em nossas vidas e sentimos  o Seu grande amor por nós, que é a única maneira de encontrar a paz.

Encontrar a paz através do arrependimento e do perdão

Em Sua oração ao Pai,  Jesus nos ensinou a pedir perdão quando oramos, e a perdoar aqueles que nos ofenderam. Arrepender-nos de nossos pecados traz uma paz muito grande pois nos é tirado o fardo pesado de nossos ombros por meio da Expiação de Jesus Cristo. Jesus nos ensinou através da palavra e do exemplo a como viver de maneira a encontrar a paz. Quando pecamos, podemos arrepender-nos, humilhando-nos diante de Deus, pedindo- Lhe perdão por nossos errros e perdão para aqueles que magoamos, buscando fazer a restituição pelos danos que causamos, e abandonando o pecado como o Salvador admoestou: “Vai, e não peques mais” (João 8:11).

Perdoar aos outros como Jesus ensinou também pode ser um antídoto para alguns dos nossos maiores sofrimentos. Passamos a sentir muita paz quando perdoamos os que nos fizeram mal. Paulo também ensinou que devemos perdoar os outros como Deus nos perdoou:

“Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus os perdoou em Cristo.” (Efésios 4:32)

Em 2006, um atirador enlouquecido chamado Charles Roberts atirou em dez alunas da comunidade Amish, enquanto elas estavam na escola, matando cinco delas e ferindo gravemente as outras cinco antes de se suicidar. O exemplo de perdão demonstrado pela comunidade Amish chamou a atenção internacional para os efeitos maravilhosos de se seguir os ensinamentos do Salvador.

No dia do tiroteio, o avô de uma das garotas Amish assassinadas ensinou alguns dos jovens da família a não odiar o assassino, dizendo:

“Não devemos pensar mal deste homem”. Outro pai Amish observou: “Ele tinha uma mãe, uma esposa e uma alma e agora ele está de pé diante de um Deus justo”. Jack Meyer, um membro da comunidade que vive perto dos Amish, no condado de Lancaster, explicou: “Eu não creio que há alguém aqui que queira fazer qualquer outra coisa, além de perdoar e não só apenas ajudar a aqueles que sofreram a perda de seus entes queridos, mas também ajudar à família do homem que cometeu esses atos”.

mormon-Christus2Um porta-voz da família Roberts disse que um vizinho Amish confortou a família Roberts nas primeiras horas após o tiroteio e estenderam a eles seu perdão. Membros da comunidade Amish visitaram e consolaram a viúva de Roberts, seus pais e seus sogros. Um homem Amish consolou ao segurar nos seus braços por quase uma hora o pai de Roberts, que chorava muito.

Marie Roberts escreveu uma carta aberta aos seus vizinhos Amish, agradecendo-lhes o perdão, a graça e misericórdia. Ela escreveu: “O amor deles por nossa família ajudou a promover a cura de que tão desesperadamente precisavámos. Os presentes que vocês nos deram tocaram nossos corações de uma maneira que não há palavras para descrever. Sua compaixão estendeu-se além de nossa família, além de nossa comunidade, e está mudando o nosso mundo, e por tudo isso, nós sinceramente, os agradecemos.”

A paz que ultrapassa o entendimento

Seguindo os ensinamentos de Jesus Cristo, podemos encontrar a verdadeira paz, mesmo nas circunstâncias mais angustiantes da vida. Se buscarmos o Senhor através de oração e súplica, expressarmos nossa gratidão a Ele, reconhecermos Sua mão em nossas vidas, nos arrepender de nossos pecados, e perdoarmos os outros, vamos sentir o Seu amor em nossos corações e ver a prova de Seu amor em nossas vidas . A Expiação de Jesus Cristo nos promete libertar do pecado e da morte, e será viva em nossas vidas. Como disse Paulo:

“E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e vossa mente em Cristo Jesus.” (Filipenses 4:7)

Que Sua paz esteja com você.

Seguir Jesus Cristo no Deserto

junho 16th, 2013

mormon-templo-Albuquerque-novo-Mexico3Você já sentiu que deveria fazer algo, mesmo sabendo que aquilo não tinha sentido? Por exemplo, ontem eu estava passeando perto de um templo de propriedade de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (algumas vezes chamada sem querer de “Igreja Mórmon” pelos amigos de outras religiões), e vi uma menina sentada em um banco e me pareceu que ela estava refletindo sobre algo importante (algo que os membros de A Igreja de Jesus Cristo – também conhecidos como “Mórmons” fazem frequentemente nos templos a fim de obterem respostas as suas orações). A primeira vez que eu passei por ela, eu lhe disse que era bonita, por fora e por dentro. Ela sorriu e agradeceu, mas rapidamente retornou a sua profunda contemplação. Quando passei por ela uma segunda vez, uma voz (não uma que se pudesse escutar, foi mas um sentimento) me disse: “vá até ela e lhe diga que ela pode faze-lo!” Quando eu senti isto, imediatamente retruquei com os meus pensamentos: “Eu já a cumprimentei, não quero ficar incomodando”, “Ela pode pensar que eu sou estranha ou desagradável”, etc. Então um outro sentimento veio a mim dizendo: “Olhe, você não deseja fazer a minha vontade? Você vai fazer isto ou não?” Voltei atrás timidamente, andando com hesitação uns 20 passos, e disse, “me desculpe por te incomodar de novo, mas eu somente queria dizer que, o que quer que esteja pensando, você vai conseguir!” Quando ela voltou seu olhar para mim, pude ver que as lagrimas que corriam pelo seu rosto, junto com um humilde e sincero “obrigado”, eu soube que havia valido a pena ter dito aquelas palavras.

Em um livro intitulado, Experimentando Cristo: Sua Jornada Pessoal ao Salvador, escrito por Randall J. Brown e publicado em 2009 pela Cedar Fort, Inc (pp.37-38), Brown compartilha uma experiência pessoal de escutar a estes sentimentos e como eles conduziram ele e sua família através de um “deserto espiritual.”

Vivenciando a Jornada no Deserto

A medida que desenvolvia o meu entendimento da minha total confiança no Senhor, eu me tornei consciente da minha continua necessidade de contato com Ele. Eu me encontrei frequentemente engajado no processo de me aconselhar com Ele. Isto se tornou um processo diário para mim, comungar com o Senhor, e então, com papel e caneta na mão, eu iria ouvir e registrar os sentimentos, pensamentos e impressões que viriam a minha mente e coração. Eu descobri que depois de um tempo, eu estava desenvolvendo a sensibilidade e a habilidade de escutar as palavras do Senhor.

Em agosto de 2004, enquanto eu estava sentado no meu escritório me aconselhando com o Senhor, as palavras Dele vieram em minha mente de maneira muito clara, me dizendo para me mudar com minha família para Utah. Suas palavras não eram audíveis, mas eram perfeitamente distinguíveis, e vieram de um modo muito poderoso e penetrou meu coração. Eu rapidamente me dirigi a outra sala onde estava a minha esposa e lhe contei o que havia recebido. Ela imediatamente foi tocada pela mesma confirmação espiritual e lagrimas surgiram. Ela soube instantaneamente que aquilo tinha vindo do Senhor.

mormon-familiaAquela experiência havia sido inesperada mas entretanto maravilhosa. Estávamos cheios de alegria. Eu me senti andando sobra as nuvens meses apos aquela experiência. Eu sabia que havia experimentado algo muito intimo com o meu Salvador e me senti privilegiado em ter tido aquela experiência com Ele daquela maneira. Ele havia falado comigo! Ele me conhecia e se importava o suficiente comigo para me ministrar de modo tão intimo e poderoso.

Depois daquela experiência, eu comecei, com o tempo, racionalizar com a minha mente carnal que me tentava a duvidar daquela revelação que havia recebido. Eu fui ao templo inúmeras vezes e em cada ocasião recebi a forte confirmação de que a orientação recebida era correta. Não tínhamos idéia do por que o Senhor havia nos pedido para fazer as malas e partir, mas logo descobrimos que o Senhor nos havia chamado par uma jornada no deserto. Foi uma jornada que testou e desafiou minha fé como nunca antes. Foi uma jornada de aflições, uma jornada de grandes desafios espirituais, emocionais e financeiros.

Fomos conduzidos pelo Espirito, não sabendo de antemão o que deveríamos fazer, mas no processo viemos a descobrir que as promessas do Senhor são reais. Viemos a descobrir que o Senhor nos testa e nos aflige até o limite de nossa capacidade. Ele assim age, para que O conheçamos, e no processo da experiência pessoal, possamos aprender a confiar Nele. Na minha experiência familiar no deserto, aprendemos a conhecer Cristo de um modo que seria impossível de qualquer outra maneira. Experimentamos a intervenção divina diariamente a medida que éramos nutridos com mana dos céus.

Para remover nossas barreiras a graça, o Senhor iria nos liderar fora de nossa Babilônia espiritual e nos colocar no caminho espiritual através de Sua escola no deserto. A jornada no deserto iria requerer que nos entregássemos nossas vidas e nossos desejos ao nosso novo Mestre e que nossos fardos seriam aliviados a medida que confiássemos Nele e no seu poder libertador (Blaine Yorgason, I Need Thee Every Hour, 253).

Assim como Brown, nòs podemos receber orientações especificas do Senhor a medida que nos aconselharmos com Ele em oração. A medida que seguirmos Seus conselhos nos aproximaremos Dele, e assim como nossos familiares e entes queridos. Eu sei que isto é verdade, e vivi isso na minha própria vida. Pode ser difícil faze-lo, assim como para mim, foi difícil retornar aquela menina, mas era a coisa certa a fazer.

Eu presto testemunho de que o Senhor fala com o homem em nossos dias n forma de revelação pessoal. Eu também testifico que Ele fala com o Profeta, assim como fez em todas as gerações do tempo, e que o Seu profeta é o profeta Mórmon, Thomas S. Monson. Ele recebe revelação para o mundo inteiro – revelação que aproximará os homens de Deus e os salvará dos perigos do mundo. Eu te convido a aprender mais sobre a revelação convidando os missionários Mórmons a sua casa. Eles são chamados por Deus e podem lhe ajudar a encontrar as respostas para as grandes questões desta vida, e também em sua jornada de seguir a Jesus Cristo.

Este artigo foi escrito por Ashley Bell

Recursos adicionais:

Saiba mais no site oficial d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (chamada por amigos de outras religiões como a “Igreja Mórmon”).

Solicite uma cópia gratuita do Livro de Mórmon.

Quem é Deus: Definindo Nosso Relacionamento com Deus, o Pai

maio 30th, 2013

Por Matt H., membro d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Mórmons), e aluno da Universidade Brigham Young (BYU).

Em qualquer relacionamento entre dois seres, um melhor entendimento dessa relação muda sua dinâmica. Meu relacionamento com Deus não é uma exceção, se eu quiser desenvolver um bom relacionamento com Deus, o Pai, devo vir primeiro para saber quem ele é e como me relaciono com ele.

biblia-mormonAo ler um livro de escrituras, conhecido como o Livro de Moisés, em A Pérola de Grande Valor, fiquei impressionado por três aspectos diferentes sobre minha relação com o Deus, o Pai, que Moisés ensinou e eu tenho ponderado: minha relação como criação do Criador do universo, o meu relacionamento com Deus como seu filho, e meu relacionamento com Deus como um ser imperfeito que sou, todos os quais aumentam a minha proximidade com o Senhor.

Vamos começar com uma observação sobre a vida de Moisés. Sua falta de educação formal cristã durante seus primeiros anos de vida trazem muito significado ao primeiro capítulo do Livro de Moisés. Embora nascido de pais hebreus, Moisés foi criado na corte do Faraó, entre os egípcios provavelmente durante a maior parte de seus anos de vida. Além das diferenças culturais marcadas, os egípcios acreditavam em um conceito muito diferente de divindade. No panteão de deuses egípcios, cada deus tem um poder especial, responsabilidade ou lugar no cosmos (como Ra, o deus do Sol, por exemplo, ou Osíris, o deus dos mortos). Os seres humanos adoravam esses deuses, mas o poder de um relacionamento pessoal que se pode ter com Deus, o Pai, e o Filho não era uma crença comum para o egípcio típico. Tal contribui para a pungência da experiência que Moisés teve com o Pai. No versículo dois, o Pai apresenta-se como “o Senhor Deus Todo-Poderoso”, “Infinito” e “sem princípio de dias ou fim de anos”, estabelecendo assim eficazmente a natureza divina de Seu caráter e o poder que tal afirmação implica. Deus demonstrou o Seu poder para Moisés, proclamando que Ele havia criado mundos incontáveis, sem fim para o homem, e mostrou para Moisés os habitantes desta terra.

Após essa grande visão dos habitantes da terra, e do encontro com Deus, o Pai, Moisés foi deixado sozinho por horas a refletir sobre a relativa insignificância do homem perante as criações do Todo-Poderoso. O Conhecimento da onipotência e onisciência de Deus permite-me respeitar e reverenciar o poder e sabedoria de Deus, o Pai. Em particular, sua inteligência supera a minha própria, eu fiz bem em lembrar que “[Seus] pensamentos não são os [meus] pensamentos e [seus] caminhos não são [meus] caminhos” (Isaías 55:8). É muito mais fácil ter fé em um Ser que conhece e controla (literalmente) tudo. Imediatamente depois de estabelecer sua supremacia sobre toda a criação, o Pai revelou a Moisés a faceta intimamente pessoal da relação que ele compartilha com todos nós: “Eis que tu és o meu filho” (versículo 3). Sem dúvida, esse momento tocou Moisés profundamente. Ele testemunhou por  ele mesmo a relação pessoal entre ele e Deus, no contexto de uma cultura pluralista.

Através desse trecho das Escrituras, Deus o Pai revelou como Ele está disposto a nos abençoar com seu Espírito e responder às nossas perguntas. Além disso, Ele revelou  que Sua obra e  Sua glória é levar a imortalidade ao homem (versículo 39). Conhecer a Deus como um Pai é um componente essencial para o meu entendimento do nosso relacionamento. O termo “pai” implica alguém que ama, respeita, incentiva e promove o crescimento. Essa relação gera fé e confiança, e o mais importante gera o amor como motivação de nossas ações justas.

O último conceito que me impressionou na minha leitura e que eu gostaria de mencionar aqui, trata de nosso relacionamento com Deus como indivíduos imperfeitos. Por causa de nossa natureza, estamos afastados da presença de Deus, o Pai, como certamente foi explicado a Moisés em algum lugar nas proximidades do versículos 8, 27, 35 e/ou 39. O Pai chama o Filho de “a palavra de [seu] poder”, estabelecendo a Jeová como Aquele que realiza a vontade de Deus. Mas nós, também, compartilhamos uma relação especial (embora diferente) com o Salvador, Jesus Cristo, por causa da Expiação. Podemos experimentar a alegria de arrependimento e voltar à presença do Pai por causa do que Jesus fez por nós. Considere a alegria de Lamôni, uma pessoa no Livro de Mórmon (que é um livro de escrituras sagradas que relata o relacionamento de Deus com os antigos habitantes da Américas) que ao saber sobre seu Redentor, tão grande foi sua alegria: ” Ora, isso era o que Amon desejava, porque sabia que o rei Lamôni estava sob o poder de Deus; sabia que o escuro véu da incredulidade lhe estava sendo tirado da mente e que a luz que lhe iluminava a mente, que era a luz da glória de Deus, que era uma luz maravilhosa de sua bondade—sim, essa luz havia-lhe infundido tanta alegria na alma, tendo-se dissipado a nuvem de escuridão, que a luz da vida eterna se lhe havia acendido na alma; sim, sabia que isto havia dominado o corpo natural do rei e que ele fora arrebatado em Deus; “(Livro de Mórmon, Alma 19:6).

Moises-Sarca-Ardente-mormonQuando Moisés soube da missão do Salvador (também dentro do contexto da Queda, como mencionado acima), não há dúvida de que ele se sentiu, como eu, comovido, sentiu gratidão, humildade e amor pelo Salvador, que Ele desceu abaixo de todas as coisas, para que possamos ser exaltados para a salvação eterna. As preciosas verdades a que Moisés foi exposto durante seu encontro com o Senhor, ou seja, sua relação com Deus como Sua criação, como um filho, e como um ser imperfeito, constituem a essência do nosso relacionamento com Deus, o Pai.

Sem esse conhecimento, eu seria muito mais parecido com Lamôni antes de receber as preciosas verdades do evangelho, estaria perdido, irresponsável, e confuso. Eu estaria falhando em um dos objetivos essenciais da vida, ou seja, no progresso rumo à perfeição e a vida eterna com meu Pai Celestial. Eu respeito e reverêncio ao Pai como meu Criador, pois Ele, que gerou todos os povos da terra, e, como Ele, que enviou o Seu Filho Unigênito ao mundo, para que eu pudesse desfrutar a imortalidade e a vida eterna. Como membro d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (chamada por amigos de outras religiões, de a “Igreja Mórmon”), o conhecimento dessas verdades cruciais que foram reveladas a Moisés, acrescenta uma profundidade no meu relacionamento com o Pai, que me motiva em minha busca pela imortalidade e aumenta o meu apreço por tudo o que Deus faz por cada um de nós.

Recursos adicionais:

Deus, o Pai, tem um plano para nós. Saiba mais no site oficial de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Visite uma capela local da igreja e aprenda mais sobre o seu relacionamento com Deus.

O Livro de Mórmon é a palavra de Deus. Solicite sua cópia gratuita hoje!

Crenças Mórmons: O Espírito Santo

maio 18th, 2013

Os membros d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, muitas vezes apelidados de Mórmons, acreditam que o Espírito Santo é um membro da Deidade. A Deidade consiste de Deus o Pai, Seu Filho, Jesus Cristo, e do Espírito Santo. Ao contrário de Deus e Jesus Cristo, o Espírito Santo não tem um corpo. Deus e Jesus Cristo têm um corpo aperfeiçoado e glorificado, mas o Espírito Santo é um “personagem de espírito,” o que significa que ele tem um espírito, mas não um corpo físico.

Mórmon-oraçãoDeus, Jesus Cristo e o Espírito Santo são pessoas distintas. Como diz a Bíblia, eles estão unidos em propósito, doutrina e amor, mas não de maneira física.

 “Para que todos sejam um; assim como tu, ó Pai, és em mim, e eu em ti, que também eles sejam um em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste.

E eu lhes dei a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um;

Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, a fim de que o mundo conheça que tu me enviaste, e que os amaste a eles, assim como me amaste a mim.” (João 17:21-23)

Por meio desses versiculos, que narram parte da Grande Oração de intercessão do Salvador, entendemos que quando Jesus Cristo disse que Ele e Deus são um só, Ele quis dizer que Eles são unificados, e não exatamente o mesmo ser. É evidente que ele não quis dizer que queria que os apóstolos todos se tornassem um único ser. Ele gostaria que eles desenvolvessem o mesmo tipo de unidade que Ele e Seu Pai tem, o mesmo propósito e amor.

Uma das responsabilidades do Espírito Santo é testificar da verdade. Ele testifica de Deus e de Jesus Cristo às pessoas que estão sinceramente buscando a verdade. O Espírito Santo também nos mantém seguros quando ouvimos os avisos que Ele emite. Quando precisamos tomar decisões, o Espírito Santo pode nos dizer se estamos fazendo as escolhas corretas.

 “Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir.” (João16:13)

Por meio desse versículo, aprendemos que o Espírito Santo nunca vem até você para oferecer Suas próprias opiniões. A mensagem Ele lhe dá é a de Deus, é a verdade.

Por exemplo, se estamos tentando decidir qual de todas as igrejas existentes é a verdadeira, começaríamos pesquisando várias igrejas, a fim de obter informação autêntica sobre elas. Faríamos isso visitando essas igrejas, visitando seus sites oficiais na internet e conversando com os membros dessas religiões e estudaríamos sua literatura sagrada. Ao estudarmos essas coisas, nós então pedimos a Deus para nos ajudar a saber se o que estamos aprendendo é verdadeiro. O Espírito Santo é quem revela essas respostas para nós. Quando sentimos que encontramos a verdade, nós então oramos e perguntamos a Deus se fizemos a escolha certa. Mais uma vez, o Espírito Santo é que revela a resposta para nós.

Jesus-Cristo-Bom-PastorPor que é importante perguntar a Deus sobre qual igreja se filiar, ao invés de simplesmente seguir o que alguém nos disse, ou até mesmo participar de uma igreja só por causa de questões sociais e intelectuais? Se colocarmos nossa fé em uma pessoa, a nossa fé será inteiramente dependente do caráter dessa pessoa, de sua capacidade de permanecer fiel e de seu relacionamento com ela. Além disso, você não sabe realmente se essa pessoa está agindo corretamente em suas decisões. Mesmo as melhores pessoas podem cometer erros.

Se, no entanto, perguntarmos a Deus por essa informação, sabemos com certeza que a resposta que recebemos é correta. Deus sabe qual igreja que é verdadeira e que devemos nos filiar. É só pedindo a Deus que podemos ter a certeza de que estamos fazendo o que Ele quer que façamos. Este princípio é ensinado na Bíblia, quando Tiago, o apóstolo, disse-nos que, se temos falta de sabedoria, podemos pedir a Deus e Ele nos dará a sabedoria que buscamos. (Ver Tiago 1:5).

Alguns questionam que não temos como saber ao certo se é realmente o Espírito Santo que está respondendo a nossa oração. Na igreja Mórmon aprendemos que Deus sempre cumpre Suas promessas. Uma vez que Ele prometeu responder nossas orações, entendemos que Ele também vai ajudar-nos a reconhecer Suas respostas e saber de onde elas vêm. Ao estudarmos as escrituras tornamo-nos conscientes de que Satanás não poderia enviar sentimentos verdadeiros de paz, então, quando nos sentimos em paz ao receber respostas, sabemos que as respostas devem estar chegando a nós através do Espírito Santo. Muitas pessoas descrevem suas respostas como se sentissem um calor ou inchaço em seus corações, acompanhado por sentimentos de paz e alegria. No entanto, cada pessoa precisa passar tempo orando a fim de saber como ele ou ela podem reconhecer os sussurros do Espírito Santo. Quanto melhor conhecemos a Deus, mais fácil fica entender quando as nossas respostas vêm Dele.

Outra função do Espírito Santo é trazer conforto. É por isso que Jesus Cristo se referiu a Ele como o Consolador. Se estamos tristes com a morte de um membro da família, preocupados com um julgamento, ou simplesmente tensos sobre uma vida complexa, o Espírito Santo pode encher nossos corações com paz e conforto.

Toda pessoa tem direito à influência do Espírito Santo. É assim que podemos saber a verdade. No entanto, para ter o Espírito Santo conosco em todos os momentos é preciso primeiro ser batizado.

 “E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo;” (Atos 2:38)

Depois de nosso batismo o Espírito Santo fica conosco o tempo todo, enquanto nos mantivermos dignos de Sua presença. Este é um dos presentes mais amorosos de Deus para Seus filhos.

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Saiba mais sobre a Igreja SUD

Citações de Fé: O propósito de nossa existência

abril 5th, 2013

mormons-temploUm ponto importante a ser levado em consideração agora não é quanto tempo viveremos mas quão bem aprenderemos as lições da vida e cumpriremos nossos deveres e obrigações para com Deus e para com nosso próximo. Um dos principais propósitos de nossa existência é nos tornarmos à imagem e semelhança Daquele que viveu na carne sem pecado, imaculado, puro e sem manchas! Cristo veio não apenas para expiar os pecados do mundo, mas para deixar um exemplo perante todos os homens e estabelecer o padrão da perfeição de Deus, da Sua lei e da obediência ao Pai. (Joseph Smith, Gospel Doctrine, 5th ed. (1939), 270).

Eu acredito que alguns de nós somos levados cedo desta vida, porque já aprendemos as suas lições logo no início dela e Deus precisa de nós para servir em outros lugares. O resto de nós pode já ter aprendido as lições da vida, ou podemos ter bastante para aprender ainda, mas ainda temos muito trabalho que podemos fazer por Deus, aqui e agora.

Eu sei que ainda vai levar muito tempo para eu aprender a ser como Deus. Mais tempo do que essa própria vida vai me dar. Todos os dias eu tenho a oportunidade de aprender e crescer. Eu cometo erros e procuro melhorar. Procuro estar mais em sintonia com as necessidades das pessoas ao meu redor e mais aberta para ajudá-las no que eu puder.

Jesus Cristo é o nosso exemplo perfeito de como devemos nos comportar e como devemos tratar uns aos outros. A medida que eu tento ser mais parecida com Ele, eu também me torno mais semelhante a Deus. Através da fé em Jesus Cristo, eu me esforço para me tornar mais semelhante a Ele. É através do Seu poder expiatório que posso me arrepender e melhorar. Eu tenho fé no poder expiatório e eu tenho fé que o caminho que Ele nos mandou seguir é o único que leva de volta ao Pai Celestial.

Este artigo foi escrito por Doris White, membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Recursos Adicionais

Saiba mais sobre o propósito de nossa vida na terra.

O Cristianismo Restaurado, Parte 3

fevereiro 28th, 2013

Parte 3: As Verdades Restauradas da Expiação do Senhor Jesus Cristo e Seu Relacionamento com o Pai.

mormon-jesus-christ-stormBem vindos a terceira parte de Um Estudo do Cristianismo Restaurado. Eu sou Bob Larsen, e na Primeira Parte eu defini o que era o Cristianismo Restaurado como o puro e belo Cristianismo Original, restaurado novamente na terra por revelação direta do Nosso Senhor Jesus Cristo. Na Segunda Parte intitulada “As Evidências Escriturísticas do Cristianismo Restaurado”, eu citei 44 escrituras, cada uma dividida em quatro propósitos, o proposito que o Senhor tinha ao dar-nos as escrituras.

Proposito 1 foi para preparar nossos corações e mentes para receber nova luz do céu. Proposito 2 era nos relembrar das antigas profecias relacionadas aos eventos do evangelho restaurado nos últimos dias. Proposito 3 foi anunciar estes eventos como ocorreram, as visões espetaculares e poderosas revelações que o Senhor Jesus Cristo fez uso para restaurar Sua Igreja e Reino na terra, através de Seu vidente escolhido, o Profeta Joseph Smith Jr. Proposito 4 foi nos instruir como poderemos saber com certeza que esses eventos realmente ocorreram, e que vieram de Deus.

Agora na parte 3 intitulada “As Verdades Restauradas da Expiação do Senhor Jesus Cristo e Seu Relacionamento com o Pai. Nosso objetivo escriturístico para a esta parte sera João 17:3, “Eis que a vida eterna e esta, que te conheçam a ti só como único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo a quem enviaste”. Dezenas de escrituras exatamente como estas nos ensinam que o Pai, o Filho, e o Espirito Santo são três indivíduos distintos, mas um em proposito. O proposito e levar a efeito a imortalidade e a vida eterna do homem, como descobriremos mais a frente. A Parte 3 abrangera muitas áreas, por isso se acomode e desfrute este maravilhoso passeio. Eu vou começar dizendo, assim como fiz na Parte 2, que e minha esperança que estas escrituras que me tocaram tao profundamente, possam também, pelo poder do Espirito Santo, tocar seus corações. E minha esperança, minha oração e minha intenção apresentar cada versículo a luz da maravilhosa luz que Jesus Cristo deu ao Seu Cristianismo Original, e que Ele agora oferece a todos através do Cristianismo Restaurado.

Eu vou começar a Parte 3 com a mesma escritura que eu usei na introdução da Parte 2, aquela escritura que me seguiu nestes 60 anos. Comecemos por aqui:

O Senhor convida todos a virem a Ele e a participarem de sua bondade; e não repudia quem quer que o procure, negro e branco, homem e mulher; e lembra-se dos pagãos; e todos são iguais perante Deus, tanto judeus como gentios. Não te admires de que toda a humanidade, sim, homens e mulheres, toda nação, tribo, língua e povo tenham de nascer de novo; sim, nascer de Deus, serem mudados de seu estado carnal e decaído para um estado de retidão, sendo redimidos por Deus, tornando-se seus filhos e filhas; E tornam-se, assim, novas criaturas; e a menos que façam isto, não poderão de modo algum herdar o reino de Deus. Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; E nada que seja imundo pode entrar em seu reino; portanto nada entra em seu descanso, a não ser aqueles que tenham lavado suas vestes em meu sangue, por causa de sua fé e do arrependimento de todos os seus pecados e de sua fidelidade até o fim.
Ora, este é o mandamento: Arrependei-vos todos vós, confins da Terra; vinde a mim e sede batizados em meu nome, a fim de que sejais santificados, recebendo o Espírito Santo, para comparecerdes sem mancha perante mim no último dia.ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã. [1]

O termo “poderoso para salvar” e o meu termo favorito das escrituras. Você pode sentir o amor, a misericórdia, o cuidado, e a forca do termo “poderoso para salvar?”

Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus. Sim, vinde a Cristo, sede aperfeiçoados nele e negai-vos a toda iniqüidade; e se vos negardes a toda iniqüidade e amardes a Deus com todo o vosso poder, mente e força, então sua graça vos será suficiente; e por sua graça podeis ser perfeitos em Cristo; e se pela graça de Deus fordes perfeitos em Cristo, não podereis, de modo algum, negar o poder de Deus.Sim, vinde a Cristo, sejais perfeitos Nele, E agora, meus amados irmãos, depois de haverdes entrado neste caminho estreito e apertado, eu perguntaria se tudo terá sido feito. Eis que vos digo: Não; porque não haveríeis chegado até esse ponto se não fosse pela palavra de Cristo, com fé inabalável nele, confiando plenamente nos méritos daquele que é poderoso para salvar.  E novamente, se pela graça de Deus fordes perfeitos em Cristo e não negardes o seu poder, então sereis santificados em Cristo pela graça de Deus, por meio do derramamento do sangue de Cristo, que está no convênio do Pai para a remissão de vossos pecados, a fim de que vos torneis santos, sem mácula.[2]

Porque o homem natural é inimigo de Deus e tem-no sido desde a queda de Adão e sê-lo-á para sempre; a não ser que ceda ao influxo do Santo Espírito e despoje-se do homem natural e torne-se santo pela expiação de Cristo, o Senhor; e torne-se como uma criança, submisso, manso, humilde, paciente, cheio de amor, disposto a submeter-se a tudo quanto o Senhor achar que lhe deva infligir, assim como uma criança se submete a seu pai.Além do que, tivemos nossos pais segundo a carne, para nos corrigirem, e nós os reverenciamos; não nos sujeitaremos muito mais ao Pai dos espíritos, para vivermos? Porque aqueles, na verdade, por um pouco de tempo, nos corrigiam como bem lhes parecia; mas este, para nosso proveito, para sermos participantes da sua santidade. Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração. O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados. [3]

Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente. Quando o glorioso Cristo ressuscitado apareceu aos Seus apóstolos. eles pensaram que estavam vendo um espirito, mas Cristo disse: “Pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho”. Na Sua ascensão, dois homens vestidos de branco disseram: “Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir”. Porque o Filho e a expressa imagem de Seu glorioso Pai. O Pai tem um corpo de carne e ossos tão tangível como o do homem; o Filho também; mas o Espírito Santo não tem um corpo de carne e ossos, mas é um personagem de Espírito. [4]

Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. E depois de consumida a minha pele, contudo ainda em minha carne verei a Deus, porque espirito e carne, inseparavelmente ligados, recebem a plenitude da alegria. A alma será restituída ao corpo e o corpo, à alma; sim, e todo membro e junta serão restituídos ao seu corpo; sim, nem mesmo um fio de cabelo da cabeça será perdido, mas todas as coisas serão restauradas na sua própria e perfeita estrutura. [5]

Against_the_WindAs escrituras são um grande conforto para mim, porque quando eu era jovem e trabalhava em um acampamento no rio Grey, no Wyoming, eu fiquei com a minha mão esquerda presa debaixo de um grande bloco, que acabou causando a perda do meu dedo indicador. Eu me sentia estranho e incompleto. Então, uma noite eu tive um sonho, e neste sonho, vi minhas duas mãos estendidas a minha frente, e ambos estavam inteiras e completa. A mão direita era de carne, de cor rosa, como posso vê la agora. A mão esquerda, também, com exceção que meu dedo havia sido restaurado, era branco e tinha um brilho magnífico, como um raio. Este sonho me confirmou que, na ressurreição, eu seria completo novamente. Mas, para mim, isso significou algo mais. Significava que, na ressurreição, todos os membros perdidos serão restaurados, e todas os defeitos serão corrigidos, cada deficiência mental e física será removida, e, como diz a Escritura, “todas as coisas serão restauradas na sua própria e perfeita forma.

Na ressurreição há corpos celestes e corpos terrestres, mas uma é a glória dos celestes e outra a dos terrestres, porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo e suas obras os seguirão. E há corpos celestes e corpos terrestres, mas uma é a glória dos celestes e outra a dos terrestres. Assim também a ressurreição dentre os mortos. Na casa de meu Pai há muitas moradas; Vou preparar-vos um lugar. [6]

Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam. Pois eis que esta é minha obra e minha glória: Levar a efeito a imortalidade e vida eterna do homem. Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.  Portanto todos os que crêem em Deus podem, com segurança, esperar por um mundo melhor, sim, até mesmo um lugar à mão direita de Deus, esperança essa que vem pela fé e é uma âncora para a alma dos homens, tornando-os seguros e constantes, sempre abundantes em boas obras, sendo levados a glorificar a Deus. [7]

Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie; Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.
Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas?
E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.
Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.  Isto, porém, posso dizer-vos: se não tomardes cuidado com vós mesmos e vossos pensamentos e vossas palavras e vossas obras; e se não observardes os mandamentos de Deus nem continuardes tendo fé no que ouvistes concernente à vinda de nosso Senhor, até o fim de vossa vida, perecereis. E agora, ó homem, lembra-te e não pereça. [8]

Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem. E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção. Toda a amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmia e toda a malícia sejam tiradas dentre vós, Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo. E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores; Eu, o Senhor, perdoarei a quem desejo perdoar, mas de vós é exigido que perdoeis a todos os homens. Portanto digo-vos que vos deveis perdoar uns aos outros; pois aquele que não perdoa a seu irmão suas ofensas está em condenação diante do Senhor; pois nele permanece o pecado maior. [9]

A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo. Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus. [10]

Termino com o que eu acredito é a maior escritura de todos os tempos, porque engloba todas as outras. Esta escritura abrange todas as comunicações de Deus, no passado​​, no presente e no futuro. E eu vejo um mandamento nesta escritura, um mandamento para que todos os homens em todos os lugares mantenham seu cânon escriturístico aberto a Deus, e que abrão os seus corações e mentes para uma nova luz do céu. Ouça com atenção e vejam: “E nem só de pão vivera o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus”.

Isso conclui a Parte 3 do Estudo do Cristianismo Restaurado. Foi um prazer compartilhar essas escrituras maravilhosas com vocês hoje, as escrituras que revelam uma compreensão restaurada do único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem Ele enviou. Para obter respostas para suas perguntas, acesse o site oficial de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, que é Mormon.org. Por favor, nos visite novamente em breve para a ler a Parte 4, intitulada “ O Plano de Nosso Pai Celestial de salvação para seus filhos”. Obrigado pela sua atenção; adeus por agora, e que Deus abençoe a todos vocês.

Referencias

1. 2 Néfi 26:33; Mosias 27:25,26; Romanos 3:23; 3 Néfi 27:19,20; Isaías 1:18; 1 Néfi 1:14: 2 Néfi 31:19.
2. Mateus 5:48; Moroni 10: 32-33; Lucas 24:39
3. Mosias 3:19; Hebreus 12:9; Hebreus 12:10; Atos 17:28; Romanos 8:16-17
4. Hebreus 13:8; Atos 1:11; D&C 130:22
5. Jó 19:25-26; D&C 93:33; Alma 40:23
6. 1 Coríntios 15:40; 1 Coríntios 15:22; Apocalipse 14:13; 1 Coríntios 15:40, 42; João 14:2
7. 1 Coríntios 2:9; Moisés 1:39; João 3:16; Eter 12:4
8. Efésios 2:8-9; Mateus 7:21-24; João 15:14; Hebreus 12:14; Mosias 4:30
9. Efésios 4:29-32; Mateus 6:12; D&C 64:12; D&C 64:9
10. Tiago 1:27; Mosias 4:26; Mateus 4:4

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