Posts Tagged ‘Novo Testamento’

Ana: Testemunha do Nascimento de Cristo

sexta-feira, junho 27th, 2008

Simeon-Jesus-Christ-Baby-MormonNa providência de Deus, o testemunho maravilhoso de Simeão não deveria ser único. Ana, uma viúva idosa, uma mulher dedicada e santificada que adorava constantemente no tempo com jejum e oração tanto dia e noite, agora se aproximava da família sagrada. Assim como Simeão era um profeta, ela era uma profetiza, e sua voz agora se unia a de Simeão como uma testemunha especial do nascimento de Cristo. Ana, cujo nome significa “cheia de graça”, prestou testemunho para toda Jerusalém que “procurava a redenção” (Lucas 2:38). Através das incontáveis horas que ela passou dentro das paredes do templo, ela era indubitavelmente bem conhecida daqueles da cidade santa que também procuravam fielmente a vinda do Messias. Todos ouviriam seu testemunho do Nascimento de Cristo (ver Lucas 2:36-38).

Sperry Symposium Classics, Joseph Fielding McConkie, 2006, Brigham Young University & Deseret Book, 115-116.

Isabel: Testemunha do Nascimento de Cristo

sexta-feira, junho 20th, 2008

Ao lermos sobre João, que ele deveria ser “Porque será grande diante do Senhor, e não beberá vinho, nem bebida forte, e será cheiro de Espírito Santo, já desde o ventre de sua mãe” (Lucas 1:15), ele nos fala algo sobre pureza do templo no qual seu corpo estava hospedado. De fato, Isabel era uma profetiza em seu próprio direito. Ninguém podia falar a história de forma mais bonita do que Lucas. 

“E aconteceu que, ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre; e Isabel cheia do Espírito Santo. E exclamou com grande voz, e disse: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre. E de onde me provém isto a mim, que venha visitar-me a mãe do meu Senhor? Pois eis que, ao chegar aos ouvidos a voz da tua saudação, a criancinha saltou de alegria no meu ventre. Bem-aventurada a que creu, pois hão de cumprir-se as coisas que da parte do Senhor lhe foram ditas.” (Lucas 1:41-45). 

Sperry Symposium Classics, Joseph Fielding McConkie, 2006, Brigham Young University & Deseret Book, 110-111.

Zacarias: Testemunha do Nascimento de Cristo

sexta-feira, junho 20th, 2008

Quem, então, era este Zacarias para quem Gabriel apareceu? Ele era um descendente de Abia (em Hebreu, Abijah). Seu nome significa “lembrado por Jeová”. Ele era casado com uma mulher chamada Isabel, cujos pais, assim como os de Zacarias, também haviam sido sacerdotes (ver Lucas 1:5). Seu nome era o mesmo que a esposa de Aarão, de quem ela era descendente (ver Êxodo 6:23). Ele significa “Deus é meu juramento” ou “Consagrada a Deus”. Assim, este nobre casal, “consagrados a Deus” muito antes de seus nascimentos, eram na história narrativa, para ser “lembrados por Jeová”, ao ser concedido a promessa para eles de que após muito tempo deveriam se tornar mais de um filho – um filho destinado para ser um precursor na terra do Messias. Sobre os pais de João, o Batista, podemos ler: “E eram ambos justos perante Deus, andando sem repreensão em todos os mandamentos e preceitos do Senhor” (Lucas 1:6). Zacarias e Isabel honraram a lei de seus pais não apenas na letra, mas também no espírito da lei. Sua retidão os fez receber favor de Deus. Zacarias, que possuía aquele sacerdócio o qual estava intitulado para receber o ministério de anjos, estava digno para tal e recebeu esse privilégio sagrado. 

Sperry Symposium Classics, Joseph Fielding McConkie, 2006, Brigham Young University & Deseret Book, 110.

O que é o Novo Testamento Apócrifa?

sexta-feira, fevereiro 22nd, 2008

A palavra grega apokrypha significa “escritos ocultos”. Clemente de Alexandria usou essa palavra em seu sentido literal (Stromateis 1.13.69.9). Mas, na maior parte, antigos autores Cristãos usaram o termo para se referir aos escritos dos seus oponentes, os quais consideravam espúrios. Clemente disse que seus oponentes “derivavam suas doutrinas de trabalhos apócrifas… onde eles pegam o som de uma doutrina e perversamente eles a aplicam erroneamente” (Stromateis 4.29). Irineu descreve “escritos apócrifas” aos textos escritos por seus oponentes “que são ignorantes nas escrituras da verdade” (Contra a Heresia, 1.20.1). Tertuliano recusou a reconhecer os ensinamentos do Pastor de Hermas porque ele não “encontrava um lugar no cânone divino” e “havia sido julgado espiritualmente por todos os conselhos das Igrejas… entre os (escritos) falsos e apócrifas” (On Modesty 10.6). a frase Novo Testamento Apócrifa não foi usada na antiguidade. Na realidade, é um título moderno referindo a uma grande variedade de textos Cristãos que não foram inclusos no cânone do Novo Testamento.

Na maior parte, estudiosos seguem as três categorias do Novo Testamento apócrifas usadas por Wilhelm Schneemelcher: 1 – Evangelhos, os quais incluem materiais não bíblicos sobre a vida de Jesus; 2 – escritos relacionado aos apóstolos; 3 – apocalipses e assuntos relacionados. Alguns dos evangelhos apócrifas, tais como os Evangelhos dos Nazarenos e Os Evangelhos dos Ebionitas são conhecidos hoje apenas por que autores Cristãos antigos citaram-nos em seus escritos. Alguns, como o Evangelho de Tomé e Evangelho de Judas, foram mencionados em fontes antigas, mas foram descobertos apenas recentemente. Alguns textos, tais como Os Atos de Tomé, foram usados tanto pelos grupos ortodoxos quanto pelos heterodoxos.

Nos anos recentes, estudiosos reexaminaram o papel do Novo Testamento apócrifa para a compreensão do antigo Cristianismo. As visões mais tradicionais foram para estudá-los para determinar em que luz eles derramaram para o desenvolvimento da Igreja Cristã, com atenção particular para como eles se comparam com os textos que mais tarde foram canonizados. Entretanto, uma tendência crescente é estudar esses textos em seu próprio direito e deixa-los falar independentemente sobre a diversidade de expressões referentes ao que significa ser um Cristão na antiguidade.

“Cerca de uma dezena de evangelhos não canônicos eram conhecidos no segundo século… a evidência desses escritos apócrifas comparam bem com as evidências para os evangelhos canônicos. As atestações não suportam a distinção entre os evangelhos canônicos e apócrifas. Escritos de ambas as categorias foram usados e são referidos […] pelos mesmos escritores” Helmut Koester é professor da Divindade do Centro de PEsqisa John H. Morrison e professor Win de Pesquisa de Historia Eclesiástica da Faculdade Divinity de Harvard.

Helmut Koester, “Evangelhos Canônicos e Apócrifas”, Revisão Teológica de Harvard, 73, (1980): 110

“O valor é extraído de esforços para entender a literatura apócrifa é dividida em dois: primeiro, uma vez que entendemos a situação de composição de um texto apócrifa, podemos então acertar seu potencial de preservar o credito de informações sobre Jesus ou a Igreja que ele fundou. Segundo, uma vez que entendemos como os documentos impactavam as comunidades Cristãs, podemos começar a discernir os desenvolvimentos históricos da apostasia dentro dessas comunidades”. Thomas Wayment é um Professor Associado de Escrituras Antigas da Universidade Brigham Young.

Thomas A. Wayment, “Falsos Evangelhos: Uma Aproximação para Estudar o Novo Testamento Apócrifa”, em Como o Novo Testamento Apareceu (ed. Kent P. Jackson e Frank F. Judd, Jr.; Salt Lake City: Deseret Book, 2006), 294.

O que o Novo Testamento fala sobre o nascimento de Jesus?

quinta-feira, fevereiro 21st, 2008

Dos quatro evangelhos, apenas Mateus e Lucas fazem um relato da concepção e nascimento de Jesus. Escritos de duas perspectivas diferentes e contendo detalhes diferentes, essas duas narrativas completam uma a outra e juntas formam um importante fato do nascimento, incluindo que o nome da mãe de Jesus era Maria, que ela viveu em época em Nazaré, que ele nasceria perto de Jerusalém e que sua concepção foi um milagre divino.

Embora Mateus testifique que Maria concedeu pelo poder de Deus, ele enfatiza que Jesus era filho de David por genealogia no começo da narrativa do nascimento e por seu foco no papel de José, responsável por Jesus. Através de sonhos, José recebeu instruções de casar com Maria, aceitar o nome Jesus para a criança e de se mudar com a família quando ameaçado por Herodes e então por seu filho, Arquelau. Através do uso de citações do Velho Testamento, Mateus demonstra ainda como o nascimento de Jesus cumpriu as profecias messiânicas.

Os registros de Lucas, por outro lado, frequentemente ilustravam a perspectiva de Maria e incluía mais informações pessoas e da família. Ao contar a anunciação, ele preserva as instruções angelicais que Maria recebeu, e a sua visita a Elizabete provendo para ambas a confirmação espiritual concernente aos papeis que seus filhos cumpririam. Adicionalmente aos detalhes da noite do nascimento de Jesus, a narrativa de Lucas também inclui registros de quando nomearam Jesus e de sua circuncisão, sua apresentação no templo e seus ensinamentos no templo quando tinha doze anos.

Alguns dos aspectos dessas duas narrativas que os contos de natal tradicionais harmonizam frequentemente provêm detalhes interessantes quando lidos separadamente. Mateus não dá qualquer indicação que José seja de Nazaré, talvez sugerindo que ele ou sua família fossem de Belém, ou que possuíam propriedades lá, o lar tradicional do Rei Davi, ou que Maria fosse de Belém, talvez que possuísse propriedades lá. Nos registros de Lucas, quando José leva Maria para Belém logo após o seu casamento, suas acomodações parecem improvisadas. Interessante que a palavra Katalyma, tradicionalmente traduzido como “pousada” e frequentemente interpretado como uma caravana ou acampamento, pode também significar “quarto de hóspedes” (a segunda vez que Lucas usa essa palavra é para o que foi traduzido como cenáculo (ou quarto superior) da Ultima Ceia em Lucas 22:11-12). Os registros de Lucas falam sobre anjos e pastores, que encontram a criança na tão conhecida manjedoura, enquanto os registros de Mateus relata sobre os Magos chegando algum tempo após o nascimento, e eles encontram a família vivendo em uma casa.

José parece ter tido a intenção de ficar com a família em Belém, partindo apenas quando alertado que Herodes queria matar a criança. A morte de Herodes em 4 D.C.ajuda a datar os acontecimentos, pois foi nesta época que Jose trouxe sua família de volta do Egito para Nazaré. Encontrando o filho instável de Herodes, Arquelau, governando a Judéia, José é novamente alertado em um sonho, decide levar a família então para Nazaré, o qual parece ser a casa de Maria. Seu temor era justificado, no ano 6 D.C. os Romanos depuseram Arquelau para a investigação dos próprios Judeus por causa de sua violência e mau governo. Este também foi o ano em que P. Sulpicius Quirinus, ou “Cirenio” começou seu governo na Síria. Embora o ano 6 D.C. é a data que Lucas parece ter dado para o nascimento de Jesus, historicamente é o ano em que a Judéia se tornou uma província.