mormon-missionario-jesusA medida que a Páscoa se aproxima e toda a cristandade celebra a Ressurreição de Cristo, eu me lembro de uma experiência que tive alguns anos atrás com nosso filho, Mateus, que na época tinha cinco anos de idade. Ele era muito próximo de sua avó materna, ou seja, de minha mãe, quando esta veio a falecer. Ela morava perto de nós e nos falávamos várias vezes por dia. Ela morreu, de repente, em um domingo de manhã.

Eu senti como se um buraco tivesse sido aberto em minha alma e todo o senso de esperança e de vida foram rapidamente drenados de mim. Quando me sentei ao lado da cama do Mateus, tentando explicar a ele o que era a morte, procurei usar as palavras certas. Era a sua primeira experiência desse tipo e ele parecia tão estarrecido de que alguém poderia simplesmente parar de viver e que ele não poderia vê-la de novo por um longo período de tempo. Eu disse a ele que, porque, Jesus ressuscitou, um dia, todos nós ressuscitaríamos e jamais morreríamos novamente, e por isso, ele poderia ver a sua querida avô novamente. Então, ele disse algo que jamais esquecerei. No meio dos soluços, ele balbuciou as seguintes palavras, “Jesus teve sorte.” “O que você quer dizer?” eu perguntei. Ele disse, “Jesus teve sorte, porque teve que esperar apenas três dias para ressuscitar.”

Naquele momento eu sabia exatamente o que o meu rapazinho estava pensando e sentindo, porque eu me sentia do mesmo jeito. Era como se ele estivesse dizendo, “Tudo isso sobre ressuscitar um dia parece muito bom, mas o que eu devo fazer enquanto isso! Como eu posso viver sem a minha vovó, agora?” Eu estava me sentindo do mesmo jeito! Foi, então, que eu comecei a sentir que as coisas que tinha dito a ele foram realmente inspiradas, porque as palavras também trazem a mim o conforto tão necessário.

Eu disse a ele que quando Jesus teve que deixar Seus discípulos, Ele lhes disse que enviaria um dom muito especial que os ajudaria a sentirem-se próximos Dele, até que retornasse. Este é o Dom do Espirito Santo. Eu disse ao Mateus que quando ele fosse batizado, também poderia receber este dom especial, que o acompanharia constantemente, desse modo, o Espirito Santo poderia ajudá-lo a se sentir feliz e sentir o amor de sua avó por ele, até que pudessem estar fisicamente próximos um do outro.

Alguns dias depois, estávamos no carro falando sobre o funeral. Mateus e seu irmão mais velho estavam falando sobre como haviam apreciado o lanche que havia sido servido e ver todas as pessoas que compareceram. Mateus disse que ele se sentia feliz, mesmo estando triste. “Este deve ser o Espirito Santo, não é, mamãe?” Ele disse. “Sim, Mateus,” eu disse, “Isto é o que sentimos. E a influência do Espirito Santo. Ela nos ajuda a nos sentirmos felizes mesmo quando estamos tristes.”

Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize. João 14:27

Este artigo foi escrito por Bianca Palmieri Lisonbee

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