Archive for the ‘Os Evangelhos’ Category

Divinos Nomes e Títulos de Jesus Cristo

sexta-feira, julho 18th, 2008

A divindade de Jesus Cristo é indicada pelos nomes e títulos específicos, autorizadamente aplicados a Ele. De acordo com o julgamento do homem, pode haver pouca importância ligada aos nomes; mas, na nomenclatura dos Deuses, todo nome é um título de poder ou posição. Deus é justamente zeloso da santidade de Seu próprio nome (Êxodo 20:7; Levítico 12; Deuteronômio 5:11) e de nomes dados por sua designação. No caso de filhos da promessa, nomes foram prescritos antes do nascimento; isto é verdade quanto a nosso Senhor Jesus Cristo e João Batista, que foi enviado para preparar o caminho para o Cristo. Nomes de pessoas foram mudados por orientação divina, quando não suficientemente claros como títulos indicativos do trabalho específico a que esses indivíduos haviam sido chamados, ou das bênçãos especiais a eles conferidas. * Read the rest of this entry »

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Quais contribuições únicas sobre Jesus são encontradas no evangelho de Lucas?

sexta-feira, maio 30th, 2008

Lucas é o mais longo dos quatro evangelhos e cerca de metade do seu evangelho possui materiais únicos provendo informações adicionais sobre Jesus.

O Evangelho de Lucas é o primeiro de dois trabalhos (Lucas – Atos). O Evangelho informa ao leitor o que Jesus disse e fez e o Livro de Atos revela o que Jesus fez através do Espírito Santo após sua ascensão – uma continuação que foi escrita para ser lida junta.

Lucas contém uma extensa narrativa do nascimento, destacando a história de Isabel e de Maria (Lucas 1), e é o único Evangelho que registra a história de Jesus ir para Jerusalém quando ele tinha doze anos de idade (Lucas 2:41-50). Assim como Mateus, o Evangelho de Lucas provê um registro detalhado das tentações no deserto (Lucas 4:1-13). Read the rest of this entry »

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O que são os Evangelhos Sinópticos?

quinta-feira, fevereiro 21st, 2008

Entre os quatro Evangelhos canônicos: Mateus, Marcos e Lucas, algumas vezes são chamados de “Evangelhos Sinópticos”. Literalmente, sinóptico significa “com os mesmos olhos” e se referem aos fatos que esses Evangelhos compartilham o mesmo material e são relativamente próximos uns dos outros.

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Quais são as narrativas da Paixão de Cristo?

quinta-feira, fevereiro 21st, 2008

As Narrativas da Paixão foram umas dos primeiros registros orais ou escritos dos sofrimento e morte de Jesus. O termo paixão vem do Latim para a palavra “sofrimento” (patior ou passus) e é encontrado na Bíblia em Atos “Aos quais também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias, e falando das coisas concernentes ao reino de Deus.” (Atos 1:3). Embora os estudiosos tenham diferentes opiniões sobre quando as narrativas da paixão começou e terminou nos Evangelhos canônicos individuais, eles geralmente concordam que o material sobre período do Getsemane ao Sepulcro está incluso (ver Mateus 26:36 a 27:66; Marcos 14:32 a 15:47; Lucas 22:39 a 23:56). No quarto Evangelho o material encontrado em João 18:1 a 19:42 é frequentemente associado à Paixão de Cristo.

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Quando os Evangelhos Sinópticos foram escritos?

quinta-feira, fevereiro 21st, 2008

Os estudantes modernos do Novo Testamento têm apresentado uma variedade de possibilidades para as datas dos vários livros do Novo Testamento. As datas providenciadas pelos estudiosos aparecem em livros de textos e dicionários como se fosse baseadas em informações históricas concretas; entretanto, a maioria dos leitores do Novo Testamento se surpreenderiam em saber o quão pouco se sabe na verdade sobre quando os livros do Novo Testamento foram escritos.

Datar qualquer texto da antiguidade deve ser um processo de evidências físicas e literárias, com preferências sendo dadas para tais fatores históricos, como local onde foram encontrado os manuscritos, tempo necessário para um texto circular e números de manuscritos encontrados. Surpreendentemente, um dos textos tipicamente assinado como as últimas datas do Novo Testamento – o Evangelho de João – é o primeiro livro fisicamente atestado. Os primeiros fragmentos do Evangelho de João pode ser datado de 125 D.C. e foi encontrado no Egito, indicando que o texto original precisa ter sido escrito antes dessa data. Portanto, não podemos concluir que o Evangelho de João deve ter sido escrito entre a ressurreição de Jesus por volta de 30 d.C. e 125 d.C.; para todos os outros livros do Novo Testamento, esse mesmo período de tempo é consideravelmente maior.

Porque não existe nenhuma evidência histórica precisa que permitiria datar os livros do Novo Testamento, estudiosos voltam primeiramente para as considerações literárias para propósitos de datar. Se, por exemplo, um dos primeiros escritores da igreja citar de livros do Novo Testamento e se esse autor pode ser datado com precisão, então uma data comparativa poderia ser designada para o texto que ele está citando. As primeiras citações do Novo Testamento vem de uma carta escrita por Clemente de Roma (1 Clemente) que cita trechos de Mateus, Marcos, Lucas e várias epístolas Paulinas, incluindo Hebreus. Essa carta pode ser datada com certa precisão sendo de 95 ou 96 D.C. Portanto, por vários livros do Novo Testamento, podemos argumentar que eles devem ter sido escritos antes da ultima década do primeiro século e também ter circulado até o oeste, chegando a Roma.

Citações internas, aquelas feitas por um autor do Novo Testamento citando outro, também provêem dicas importantes. Mateus e Lucas citam o Evangelho de Marcos (Marcos 12:1-12 foi citado e alterado para refletir a morte de Jesus fora das muralhas em Mateus 21:33-39 e Lucas 20:9-15), e 2 Pedro cita a epístola de Judas (porções de Judas 1:6-13 são citadas em 2 Pedro 2:1-22). Essa informação pode ser usada para datar o Evangelho e as epístolas comparativamente; Marcos precisa preceder Mateus e Lucas, e Judas precisa ter sido escrito antes de Pedro.

Uma segunda consideração interna é se os textos fazem qualquer referencia a eventos históricos, pessoas ou grupos. Por exemplo, Atos coloca Paulo em Corinto quando Gallio (51-52 D.C.) era governador (Atos 18:12), 1 João faz referencia a heresia que pode ser datada chamada de Docetismo (c. 90 D.C.), e Lucas coloca o nascimento de Jesus na época do censo de Quirino “Cirineu” (Lucas 2:2). Datar um evento no texto provê uma data após a qual o texto deve ter sido composto, tipicamente referindo pelos escolares como terminus ante quam – o ponto antes do qual o texto precisa ter sido escrito – e o terminus post quam – o ponto após o qual um texto precisa ter sido escrito. Portanto, alguns estudiosos concluem que 1 João tem a data após 90 D.C por causa de uma referencia histórica interna.

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Qual é a relação entre os Evangelhos Sinópticos e João?

quinta-feira, fevereiro 21st, 2008

Embora os Evangelhos Sinópticos contenham um material comum e frequentemente tem “a mesma visão”, o Evangelho de João contem muita informação única, cerca de 92 por cento do texto sendo incluso neste material. Esse fato, combinado com o entendimento único freqüente do evangelho sobre a pessoa e missão de Jesus, levou o primeiro papa da Igreja, Clemente, a escrever: “depois de tudo, João, percebendo que os fatos externos haviam sido feitos planos no evangelho, sendo aconselhado por seus amigos e inspirado pelo Espírito, compôs um evangelho espiritual (c. 150-215 D.C., Eusebius, Histórias Eclesiásticas 6.14.7). Implícito nessa declaração está a idéia que João propositalmente evitou muito do que os outros evangelhos já haviam registrados, focando nos eventos e ensinamentos que tinham significância espiritual mais profunda.

Alguns estudiosos notaram, entretanto, que o Evangelho de João não precisa ter sido uma composição mais recente. Dos evangelhos sinópticos, Lucas tem o maior número de material único: aproximadamente 41 por cento são comuns aos outros evangelhos e 59 por cento é exclusivo de Lucas. Alguns desses materiais exclusivos, na verdade, parecem muito semelhantes ao encontrado em João, levantando assim a possibilidade que Lucas usou o evangelho de João ou o próprio João como uma fonte. Da mesma maneira, a diferença de João dos evangelhos sinópticos pode sugerir que ele escreveu antes a língua dos três Evangelhos.

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O que é o Evangelho de Judas?

quinta-feira, fevereiro 21st, 2008

Um documento que recentemente se tornou de conhecimento público foi chamado de Evangelho de Judas. Esse texto foi descoberto próximo a El Minya, Egito, no inicio da década de 1970. Semelhante a outros documentos do Novo Testamento e os códigos Nag Hammadi, esse papiro manuscrito sobreviveu devido ao clima seco do Egito. O texto foi removido do Egito e levado para a Europa e então para os Estados Unidos, onde foi mantido em segurança em uma caixa em Long Island, Nova York, por dezesseis anos.

Eventualmente, o manuscrito foi comprado pela National Geographic, através de uma série de contribuições institucionais e doações privadas. Semelhante a muitos documentos previamente descobertos, vários indivíduos tentearam usar o manuscrito para ganhos pessoais, o que demoraram o processo de publicação. O Evangelho de Judas foi descoberto juntamente com outros três documentos severamente danificados, mas até o momento apenas o evangelho foi traduzido e levado a público.

Talvez o que mais surpreendeu alguns foi o fato que o Evangelho de Jucás, ou talvez uma versão dele, estava em circulação no inicio do segundo século D.C. Já por volta do ano 180 D.C., Iraneaus, um bispo em Lyons, denunciou o Evangelho de Lucas como um texto gnostico que pretendia passar segredos da ultima semana de Cristo a diante, bom como uma revelação da ordem do céu. Até recentemente, estudiosos tem deixado para suposições próprias os conteúdos específicos do Evangelho de Judas, mas a publicação recente do texto demonstra que Iraneaus estava correto em pelo menos um ponto.

O documento é de origem Gnostica, um ponto que se mostrou obvio quando nele Jesus ensina Judas sobre o deus criador mau que se pos ao verdadeiro Deus dos Céus. Os apóstolos, que parecem no texto terem seguido o deus criador mau, não entendem que Judas entende a verdadeira natureza do Deus dos céus.

O texto supostamente originado de um círculo gnostico do Egito na virada do século, e semelhante a seu primo – O Evangelho de Tomé – este texto suporta a crença do gnosticismo de que os ensinamentos secretos eram transmitidos para os discípulos. De fato, o texto começa de forma semelhante ao Evangelho de Tomé quando ele declara: “Os relatos secretos das revelações que Jesus falou em conversa com Judas Iscariotes durante três dias da semana antes de celebrar a páscoa” (Tradução do New York Times, 2006).

O que é Gnosticismo?

O Gnosticismo, por definição, é uma crença em conhecimentos ocultos e mistérios (do Grego Gnose) que foram supostamente passado para os discípulos em conversas particulares. Esses mistérios frequentemente descrevem como as almas ascendem após a vida. De acordo com o pensamento gnostico, intermediários angelicais, chamados de archons, ficam no caminho do progresso da alma, e portanto, a crença gnostica fica em descobrir como passar pelos intermediários incólumes. Muitos textos gnosticos passam o nome dos intermediários angelicais.

O gnosticismo não foi um movimento monolítico dentro da Igreja; ao contrario, houve muitas crenças e práticas diferentes entre os gnosticos. As maiorias das discussões sobre gnosticismo referem às formas de religião do segundo século como os Valentinos, Barbelos e outras formas de gnosticismo. Portanto, é difícil falar de uma única forma ou crença entre os gnosticos. Talvez, entretanto, o fato mais perverso entre as seitas gnosticas é a idéia que Jesus era uma revelador de ensinamentos secretos – mas não o Salvador do mundo. Ele não redimiu a humanidade através de uma morte sacrificante como os evangelho canônicos nos dizem; mas que ele nos redimiu através da transmissão de ensinamentos secretos.

O gnosticismo é citado explicitamente no Novo Testamento quando Paulo denuncia o movimento a Timóteo dizendo: “Ó Timóteo, guarda o deposito que te foi confiado, tendo horror aos clamores vãos e profanos e às oposições da faslamente chamada ciência [em Grego gnōsis], A qual, professando-a alguns, se desviaram da fé…” (1 Timóteo 6:20-21). Outros ensinamentos dos apóstolos podem ter sido redirecionados pelos gnosticos como ensinamentos gnosticos.

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Quando foi escrito o Evangelho de João?

quinta-feira, fevereiro 21st, 2008

Estudiosos tem considerado a muito tempo que o Evangelho de João tenha sido um dos últimos textos a ser escritos no Novo Testamento. A razão para tal conclusão é que o Evangelho de João foi escrito depois das cartas de Paulo, os Evangelhos Sinópticos (Mateus, Marcos e Lucas) e muitas das últimas cartas são baseadas em uma variedade de evidências que quando consideradas coletivamente sugerem uma data de composição por volta de 90 D.C.

Talvez a suposição mais básica relativa a data da composição do Evangelho de João é a sua teologia em comparação aos outros evangelhos. Especificamente, o quarto evangelho enfatiza a divindade de Jesus e seu papel pré-mortal como deidade (João 1:1, 14). Jesus também parece ser onisciente em vários episódios, tais como na história da mulher no poço em Samaria, quando Jesus sabe detalhes íntimos sobre o estado civil da mulher sem que ninguém lhe diga nada (João 4:16-18). Jesus também declara que ele é um Deus no Evangelho de João (João 8:58) e se associa a Jeová do Velho Testamento. Outras histórias apresentam um retrato muito exaltado de Jesus em comparação ao Evangelho de Marcos, por exemplo, onde Jesus parece estar bravo (Marcos 3:5) ou onde ele parecia estar “fora de si” (Marcos 3:21). Se a teologia e crença em Jesus se desenvolveram de um entendimento mais primitivo para uma crença mais exaltada em Jesus como os estudiosos sugerem, o Evangelho de João é o produto final deste desenvolvimento enquanto o Evangelho de Marcos é o começo.

Um segundo fator importante na discussão é que os evangelhos Sinópticos são claros em uma conversação entre eles e eles têm em comum aproximadamente 90% de seu material, enquanto o Evangelho de João pode ser considerado, com freqüência, como um comentário sobre essa prévia conversação. Um exemplo deste fato pode ser encontrado nos registros do Monte da Transfiguração, o qual o Evangelho de João omite, porque a história já havia sido registrada nos três primeiros evangelhos. Muitas das omissões de João podem ser interpretadas desta maneira, ainda que a lógica é claramente circular.

Uma outra consideração importante é que o Evangelho de João pode estar tentando conter certo grupos dissidentes de Cristãos, às vezes designados como Docetistas, por causa de sua crença que Jesus não era, de fato, mortal, mas eles pregam que Jesus somente parecia mortal a nossos olhos. João pode ter tentado suprimir esses clamores incluindo histórias de Jesus comendo peixe (João 21:12-15) e que ele era de carne e habitava entre nós (João 1:14). O movimento Docético é datado, por estudiosos, das últimas décadas do primeiro século e então adentrando o segundo século, o que colocaria o tempo de escrita do Evangelho de João contemporâneo com o surgimento do Docetismo.

Todas essas considerações, incluindo muitas outras, são certamente pronunciamentos subjetivos que não podem ser provados se são de fato reais ou não. As evidências físicas do Evangelho de João são igualmente sem conclusão, portanto nossa única saída é considerar as evidências literárias sobreviventes. Enquanto o modelo erudito de desenvolvimento teológico continuar a segurar o balanço, o Evangelho de João continuará sendo considerado um documento do final do primeiro século que capturou uma das declarações finais teológicas da Igreja do primeiro século. A precaução dos estudiosos determina, entretanto, que a ultima data provável do Evangelho de João permanece uma tentativa de conclusão que é resultado de uma teoria da origem dos Cristãos ao invés de uma teoria literária compreensiva usada para explicar o Evangelho de João em si.

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O que é a Fonte Q?

quinta-feira, fevereiro 21st, 2008

Os Evangelhos Sinópticos – Mateus, Marcos e Lucas – contém um número significante de palavreados e ordem dos acontecimentos semelhantes, ao relatarem a vida de Jesus  Cristo. Algumas dessas semelhanças são, porém distantes, mas outros paralelos são tão significantes que parece que os autores copiaram uns dos outros o que foi escrito. O desafio que estudiosos tem enfrentado tem sido desvendar a direção de empréstimos; e não existe uma solução fácil que possa explicar qual evangelho foi escrito primeiro, segundo ou terceiro.

Enfrentando esse desafio, estudiosos concluíram que o Evangelho de Marcos foi escrito primeiro. Essa conclusão é baseada no fato que Mateus e Lucas frequentemente corrigiam as dificuldades da gramática e geografia de Marcos bem como reordenando os eventos ao registrá-los. Construindo sobre esta conclusão, estudiosos então perceberam que Mateus e Lucas compartilhavam um número significante de histórias que não são encontradas em Marcos, mas que são compartilhada apenas entre eles. Para explicar a origem destas histórias, ou mais propriamente dizeres, estudiosos trabalharam com a hipótese que um outro evangelho existia juntamente com o Evangelho de Marcos que Mateus e Lucas usaram como uma fonte quando escreveram seus evangelhos.

Remanescentes destas fontes hipotéticas são preservadas em praticamente sessenta e cinco dizeres de Jesus que Mateus e Lucas usaram quando escreveram seus registros. Os estudiosos nomearam essa fonte de Fonte Q, uma abreviação para a palavra alemã “Fonte” (Quelle). Infelizmente para a teoria, nenhum autor da antiguidade jamais referiu esta fonte, nem sequer qualquer fragmento dessa fonte jamais foi encontrado em escavações arqueológicas ou livrarias antigas. A suposta perda do evangelho Q é uma construção estudiosa que ajuda explicar como os evangelhos são geneticamente relacionados através das fontes que foram usadas quando escreveram. Outros teoristas dispensam a Fonte Q por completo, concordando que Marcos foi o primeiro, e então Lucas pegou de Marcos e então Mateus usou Marcos e Lucas como fonte. Ambas hipóteses sofrem o desafio de consistência interna e algumas vezes até mesmo evidencias contraditórias.

A necessidade de explicar os evangelhos em suas formas atuais como um resultado de autores antigos combinando as fontes primárias é um empreendimento de estudiosos para examinar o Cristianismo como um deslocamento conglomerado de comunidades fraturadas. Cada documento – a hipotética Fonte Q, Marcos, Mateus e Lucas – representa uma dessas comunidades disparadas dos antigos Cristãos. Em outras palavras, os estudiosos hoje vêem o desafio de encontrar ou estabelecer a hipotética Fonte Q como um meio de encontrar o verdadeiro Jesus por trás das fontes como eles são registrados no Novo Testamento.

Interessante observar que os autores antigos não vêem a origem destes evangelhos da mesma maneira; e, de fato, eles acreditavam que o Cristianismo era um descendente literal do Reino estabelecido por Jesus quando ele viveu na Terra. Os evangelhos registram seus ensinamentos como eles foram dados aos apóstolos e revelaram como eles deveriam dirigir o reino após sua morte.

John Kloppendborg expressou em sua própria visão no importante fato da Fonte Q por entender Jesus e o que da questão de descobrir o “Q” tem sido tão cuidadosamente perseguido.

“Do ponto de vista de desenhar o mapa da paisagem teológica dos movimentos de Jesus, fica claro que a Fonte Q representa um momento importante e distintivo na teologia Cristã – em particular, por que não há evidências que o Q desenvolveu uma visão que foi encontrada particularmente significando na morte do próprio Jesus” (John Kloppenborg-Verbin, Excavating Q: The History and Setting of the Sayings Source, (Minneapolis: Fortress Press, 2000),164).

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O que são os Evangelhos?

quinta-feira, fevereiro 21st, 2008

Os evangelhos são os quatro primeiros livros encontrados no Novo Testamento que registram as histórias do que Jesus Cristo fez ou disse. Estudos levam a crer que eles foram produzidos na segunda metade do primeiro século, por volta do ano 60. Embora alguns estudiosos datem o Evangelho de João no final do primeiro século por volta dos anos 90, outros sugerem uma data bem anterior à esses escritos. O mais interessante é que o escrito mais antigo do Novo Testamento é um fragmento do Evangelho de João, com data de aproximadamente 125 D.C.

Embora os evangelhos apareçam primeiro na seqüência do Novo Testamento, eles foram escritos depois de algumas das cartas de Paulo – estas cartas são uns dos primeiros documentos do período do Novo Testamento, tendo data por volta de 49 D.C. Nas primeiras cartas, Paulo se refere aos importantes eventos da morte, sepultamento e ressurreição de Jesus Cristo. Entretanto, os Evangelhos provêem informações detalhadas sobre seu nascimento e ministério e, portanto, são fontes essenciais de qualquer tentativa de reconstruir a vida de Jesus de Nazaré.

Evangelho é a tradução da palavra grega Evangellion e se referem a boas novas de Jesus Cristo e da salvação que Ele possibilitou. Eventualmente, o termo foi aplicado aos quatro textos narrativos que preservaram as memórias das palavras e obras de Jesus. Estudiosos tem se interessado em entender o que os Evangelhos são – que tipo de gênero. Recentemente, alguns estudiosos têm argumentado que eles são mais compreendidos como biografias antigas. Se isso for verdade, isso pode ajudar os leitores a entender o propósito original de suas produções.

Os estudiosos tem se interessado nas fontes por trás dos registros dos Evangelhos. O Evangelho de Marcos, que parece ser o evangelho mais antigo, é frequentemente identificado como “Memórias de Pedro”, porque a maior parte de seu conteúdo pode ter sido dito diretamente por Pedro. Também é pensado que Mateus e Lucas escreveram logo após o Evangelho de Marcos começar a circular. Existem evidências internas significantes que Mateus e Lucas usaram Marcos como fonte. Entretanto, Mateus e Lucas adicionaram materiais especiais, tais como a narrativa do nascimento, em seus escritos (ver Mateus 1-2 e Lucas 1-2).

Devido ao relacionamento entre eles, os Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas são chamados de “Evangelhos Sinópticos”, derivados do Grego e que significa “semelhante”. João fica separado dos Evangelhos Sinópticos e é algumas vezes identificado como o “Quarto Evangelho”, porque João provê o material mais único sobre Jesus Cristo, estimado em ser cerca de 90% dos registros do Evangelho.

Todos os evangelhos foram escritos primeiramente em grego. Os textos gregos dos Evangelhos algumas vezes revelam estratos de materiais aramaicos, especialmente quando registravam as palavras de Jesus. Em poucos casos os textos gregos preservaram uma tradução literal do aramaico de frases dos próprios lábios de Jesus (ver como exemplo Mateus 27:46).

Nenhum texto original dos Evangelhos, identificados como “autografias” resistiram ao tempo. Existem apenas cópias de cópias hoje em dia, sendo os primeiros apenas fragmentos. Esses testemunhos importantes são mantidos em livrarias e arquivos. Os primeiros manuscritos foram todos preservados em papiro e escritos com tinta preta. Presentemente, mais cinco mil manuscritos do Novo Testamento foram descobertos antes de serem impresso. Estudiosos pesquisam esses manuscritos para identificar o que o texto original pode ter escrito quando foram escritos a princípio.

Embora os próprios Evangelhos nem sempre concordem em pontos de referência geográficas ou em uma narração cronológica estrita dos eventos, muitos estudiosos concordam que nos assuntos essenciais, os Evangelhos contam a mesma história. Interessante perceber que todos focam nas últimas vinte e quatro horas da vida de Jesus e todos citam a história do sepulcro vazio. Nestes Evangelhos descobrimos o que os primeiros Cristãos acreditavam sobre Jesus e como Ele foi relembrado.

Christopher Tuckett, um conferencista na Faculdade de Teologia da Universidade Oxford, em Oxford, Reino Unido, disse:

“Contanto que Jesus seja a única figura do mundo antigo (e.g. Os Cristãos clamam sobre a “ressurreição” de Jesus sem uma analogia real), então os registros de sua vida, morte e ressurreição são sem analogia. Por exemplo, nenhum judeu escreveu uma vida comparável a de Johananben Zakkai ou Hillel. Mas a natureza dos Evangelhos do Novo Testamento em algum sentido como “biografias”, pelo menos como entendido no mundo antigo, deve nos alertar para as riquezas que eles contem e à complexidade as quais qualquer leitura a eles envolve” (TUCKETT, Christopher, Evangelho em Eerdmans Dicionário da Bíblia(Grand Rapids: Wm. B. eerdmans, Publishing, 2000), 523).

Richard A. Burridge, Decano da Faculdade King de Londres e membro do Sínodo Geral da Igreja da Inglaterra, declarou:

“Apenas com respeito a Jesus foram reunidas várias peças individuais para formar um quadro em seu próprio direito – um fato de importância teológica e Cristológica. Ao concentrar a atenção dos leitores sobre a pessoa de Jesus através de escrever uma biografia, os primeiros escritores dos evangelhos Cristãos estavam fazendo algo que jamais havia sido dito de um rabino – que ele era o centro de uma incorporação, ou até mesmo um substituto para o Tora, um indivíduo único revelando Deus em seus atos e palavras, vida, morte e ressurreição. O desejo de fazer esse clamor Cristológico deliberado forçou os primeiros escritores Cristãos a se mudar para fora das histórias e anedotas tradicionais dos Judeus para usar um gênero grego de biografia narrativa contínua. Os atuais escritos de um evangelho eram por si só um clamor Cristológico e também contribuiu na ‘partilha dos caminhos’ entre os primeiros Cristãos e o desenvolvimento das tradições rabínicas” (BURRIDGE, Richard A., O que são os Evangelhos? Uma Comparação com a Biografia Grego-Romana (Grand Rapids: Wm. B. Eerdmans Publishing Company, 2004), 339-40).

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