Archive for the ‘O Novo Testamento’ Category

Novas Criaturas em Cristo

segunda-feira, maio 12th, 2008

Paulo ensina que para vir a Cristo é preciso entrar em um novo reino de existência, um reino espiritual. É abandonar a morte e vir para a vida, expulsar o mal e as trevas e aprender a caminhar em retidão e na luz. “Ou não sabeis”, perguntou Paulo aos romanos, “que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte? De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida. (mais…)

  • Share/Bookmark

O que é o Novo Testamento Apócrifa?

sexta-feira, fevereiro 22nd, 2008

A palavra grega apokrypha significa “escritos ocultos”. Clemente de Alexandria usou essa palavra em seu sentido literal (Stromateis 1.13.69.9). Mas, na maior parte, antigos autores Cristãos usaram o termo para se referir aos escritos dos seus oponentes, os quais consideravam espúrios. Clemente disse que seus oponentes “derivavam suas doutrinas de trabalhos apócrifas… onde eles pegam o som de uma doutrina e perversamente eles a aplicam erroneamente” (Stromateis 4.29). Irineu descreve “escritos apócrifas” aos textos escritos por seus oponentes “que são ignorantes nas escrituras da verdade” (Contra a Heresia, 1.20.1). Tertuliano recusou a reconhecer os ensinamentos do Pastor de Hermas porque ele não “encontrava um lugar no cânone divino” e “havia sido julgado espiritualmente por todos os conselhos das Igrejas… entre os (escritos) falsos e apócrifas” (On Modesty 10.6). a frase Novo Testamento Apócrifa não foi usada na antiguidade. Na realidade, é um título moderno referindo a uma grande variedade de textos Cristãos que não foram inclusos no cânone do Novo Testamento.

Na maior parte, estudiosos seguem as três categorias do Novo Testamento apócrifas usadas por Wilhelm Schneemelcher: 1 – Evangelhos, os quais incluem materiais não bíblicos sobre a vida de Jesus; 2 – escritos relacionado aos apóstolos; 3 – apocalipses e assuntos relacionados. Alguns dos evangelhos apócrifas, tais como os Evangelhos dos Nazarenos e Os Evangelhos dos Ebionitas são conhecidos hoje apenas por que autores Cristãos antigos citaram-nos em seus escritos. Alguns, como o Evangelho de Tomé e Evangelho de Judas, foram mencionados em fontes antigas, mas foram descobertos apenas recentemente. Alguns textos, tais como Os Atos de Tomé, foram usados tanto pelos grupos ortodoxos quanto pelos heterodoxos.

Nos anos recentes, estudiosos reexaminaram o papel do Novo Testamento apócrifa para a compreensão do antigo Cristianismo. As visões mais tradicionais foram para estudá-los para determinar em que luz eles derramaram para o desenvolvimento da Igreja Cristã, com atenção particular para como eles se comparam com os textos que mais tarde foram canonizados. Entretanto, uma tendência crescente é estudar esses textos em seu próprio direito e deixa-los falar independentemente sobre a diversidade de expressões referentes ao que significa ser um Cristão na antiguidade.

“Cerca de uma dezena de evangelhos não canônicos eram conhecidos no segundo século… a evidência desses escritos apócrifas comparam bem com as evidências para os evangelhos canônicos. As atestações não suportam a distinção entre os evangelhos canônicos e apócrifas. Escritos de ambas as categorias foram usados e são referidos […] pelos mesmos escritores” Helmut Koester é professor da Divindade do Centro de PEsqisa John H. Morrison e professor Win de Pesquisa de Historia Eclesiástica da Faculdade Divinity de Harvard.

Helmut Koester, “Evangelhos Canônicos e Apócrifas”, Revisão Teológica de Harvard, 73, (1980): 110

“O valor é extraído de esforços para entender a literatura apócrifa é dividida em dois: primeiro, uma vez que entendemos a situação de composição de um texto apócrifa, podemos então acertar seu potencial de preservar o credito de informações sobre Jesus ou a Igreja que ele fundou. Segundo, uma vez que entendemos como os documentos impactavam as comunidades Cristãs, podemos começar a discernir os desenvolvimentos históricos da apostasia dentro dessas comunidades”. Thomas Wayment é um Professor Associado de Escrituras Antigas da Universidade Brigham Young.

Thomas A. Wayment, “Falsos Evangelhos: Uma Aproximação para Estudar o Novo Testamento Apócrifa”, em Como o Novo Testamento Apareceu (ed. Kent P. Jackson e Frank F. Judd, Jr.; Salt Lake City: Deseret Book, 2006), 294.

  • Share/Bookmark

O que é o Novo Testamento?

quinta-feira, fevereiro 21st, 2008

O Novo Testamento consiste de vinte e um livros sobre Jesus de Nazaré e a divulgação das “boas novas” sobre ele além da Galiléia, principalmente na Bacia do Mediterrâneo. Escrito por vários autores diferentes, ao decorrer do primeiro século D.C., esses livros vieram a ser visto como autoritários e logo após ganharam status de escrituras – juntamente com as escrituras Judaicas (a Bíblia Hebraica ou o Velho Testamento) o qual Jesus havia aprovado (ver Lucas 24-44). De fato, algum tempo se passou entre a morte de ressurreição de Jesus e o período em que os textos que vieram a ser conhecidos como Novo Testamento foram escritos. Os livros do Novo Testamento são divididos e organizados por gênero ou tipo literário: primeiro, os quatro Evangelhos, contando as historias de Jesus; próximo, Atos, um livro “histórico” sobre a divulgação da mensagem de através do ministério dos apóstolos e missionários escolhido; por ultimo as vinte e uma epístolas ou cartas; e finalmente Apocalipse (em algumas Bíblias chamadas de Revelações).

Embora os Evangelhos apareçam primeiro na seqüência do Novo Testamento, eles foram escritos após muitas das cartas. O termo Novo Testamento deriva de “novo convenio”. Neste contexto os livros do Novo Testamento contem a historia de como através e por Jesus de Nazaré foi revelado um novo convênio para Israel, substituindo o “velho ou antigo convênio” registrado nas escrituras Judaicas (Velho Testamento).

  • Share/Bookmark

Jesus nasceu no dia de Natal?

quinta-feira, fevereiro 21st, 2008

Todos os quatro evangelhos concordam que Jesus nasceu antes da morte de Herodes, o Grande (morto em 13 de maço de 4 A.C.) e morreu quando Pôncio Pilatos era o governador da Judéia (26-36 D.C.). O desafio encontrado em qualquer reconstrução da vida de Jesus, o tempo de duração quase exato de trinta e quatro anos, é permitir tempo suficiente antes da morte de Herodes para os acontecimentos da infância de Jesus acontecer enquanto ao mesmo tempo ter uma data de falecimento na sexta antes da Páscoa (Mateus, Marcos e Lucas) ou o dia da Páscoa (João).

Historicamente, estudiosos assumiram que os Cristãos assimilaram suas celebrações do nascimento de Cristo ou na celebração do festival de inverno romano de Saturnalia, o dia de natal do sol Invictus (o sol invicto) no solstício de inverno, ou o nascimento do deus ocidental Mithras, cujo aniversário era celebrado no dia 25 de dezembro. Por séculos, estudiosos sugeriram que os pagãos que se converteram ao Cristianismo eram relutantes em deixar para trás suas antigas tradições e práticas e subsequentemente adaptaram ou até mesmo inventaram a data para a celebração do aniversario de Cristo para corresponder com as antigas celebrações pagãs.

As primeiras listas de celebrações Cristãs dadas pelo líderes da Igreja Irineu (130-200 D.C.), Tertuliano (160-225 D.C.) não mencionam a data do nascimento de Cristo, e Origen (185-254 D.C.) desacredita aqueles que colocavam ênfase em calcular a data de nascimento de Cristo. No segundo século, Clemente de Alexandria ( 150-215 D.C.) referiu aos Cristãos Egípcios que celebraram o nascimento de Cristo no fim de maio e outros que eram seguidores dos Basilides que celebraram o nascimento de Jesus no dia 6 de janeiro (Stromateis 1.21).

A tradição de celebrar o nascimento de Jesus em janeiro parece ser bastante antiga. Os Cristãos Ortodoxos Ocidentais tem celebrado a data do batismo de Cristo, chamada de epifane, no dia 6 ou 10 de janeiro desde o primeiro século, e embora a data do Epifane nunca foi realmente disputada, alguns outros Cristãos dos séculos posteriores confundiram a data do Epifane com a data do nascimento de Jesus.

Alguns manuscritos antigos contem leituras erradas em Lucas 3:22 que podem explicar, em partes, a confusão das duas datas. Essa versão de Lucas 3 cita o Pai dizendo a Cristo “És meu Filho amado; neste dia te gerei”, o que indica que alguns dos primeiros Cristãos que era a data do batismo de Jesus (6 ou 10 de janeiro) era também a data do seu nascimento. Essa celebração da data do nascimento de Jesus no início de janeiro e uma celebração de seu nascimento em meados de janeiro têm clamores iguais de ser a primeira data celebrada pelos Cristãos. Por razões desconhecidas, as celebrações de primavera (no hemisfério norte de final de março a final de maio) nunca obtiveram êxito no Cristianismo popular.

A mudança da celebração do nascimento de Jesus de janeiro para 25 de dezembro pode ser traçado apenas após o quarto século D.C. O que forçou a mudança da celebração de janeiro para dezembro é desconhecida atualmente, mas ela se tornou uma prática predominante entre todos os Cristãos, tanto no ocidente quanto no oriente, por volta de 350 D.C. Portanto, as primeiras celebrações do nascimento de Jesus pode ter sido uma celebração de inverno em janeiro – mas quase certo é que não foi originalmente no dia 25 de dezembro.

  • Share/Bookmark

Como era Nazaré no primeiro século?

quinta-feira, fevereiro 21st, 2008

Jesus de Nazaré, uma frase que aparece dezessete vezes no Novo Testamento, tem identificado uma cidade pequena e sem muros que fica a sudeste da Galiléia com Jesus o tempo todo. Localizada a cerca de 25 km a oeste do Mar da Galiléia e cerca de 32 km a oeste do Mar Mediterrâneo, Nazaré tinha uma população entre duzentos e quatrocentos habitantes no começo do primeiro século. Uma cidade obscura, Nazaré não é mencionada no Velho Testamento, por Josephus, ou no Talmud. Ela fica situada nos morros a 6 km a sudeste de Seforis, primeira capital de Herodes Antipas.

Os registros arqueológicos de Nazaré indicam que os habitantes exploravam as macias pedras calcarias nas áreas para construir porões, cisternas, instalações para armazenamento de grãos, prensas de olivas e vinhas, refletindo que sua principal fonte econômica era a agricultura. Nazaré não tinha palácios, casas de banho, ou ruas pavimentadas, indicando que as pessoas viviam em casas humildes que se espalharam por um declive voltado para o sul. Era uma vila completamente judaica que parece ter sido fundada durante o período expansionista Hasmonean pouco antes do nascimento de Jesus.

Em contraste direto com a sua política do primeiro século e sua obscuridade econômica, Nazaré tem um papel significante nas narrativas do Evangelho. Em Nazaré, o anjo Gabriel apareceu para Maria e anunciou o nascimento do Messias (ver Lucas 1:26). José e Maria voltaram para lá algum tempo após o nascimento de Jesus em Belém (Mateus 2:23). Da juventude de Jesus ate os seus trinta anos de idade, Nazaré foi o lar de Jesus. Finalmente, foi o lugar onde Jesus escolheu para anunciar o cumprimento da profecia messiânica referente a ele (ver Isaias 61:1-2) ao começar seu ministério (Lucas 4:16-30).

  • Share/Bookmark

Como era a Belém do primeiro século?

quinta-feira, fevereiro 21st, 2008

Belém (que em Hebreu significa “Casa [ou lugar] do Pão”) foi o local de nascimento do Rei Davi (1 Samuel 16:1-4). Uma aldeia sem muros a cerca de 8,05 km ao sul de Jerusalém com pouco mais de 100 pessoas durante o período de Herodes, era, no entanto, o local prometido para o nascimento do Messias (Miquéias 5:2-4). José, Maria, e talvez os seus parentes, possivelmente nascidos em Belém antes de migrarem para a Galiléia. Mateus e Lucas mencionam Belém nas narrativas do nascimento (Mateus 2:1, 5-6 e Lucas 2:4, 15). A frase “porque não havia lugar para eles na estalagem” (Lucas 2:7) poderia ser compreendida como a seguir: “porque não havia espaço no quarto”, indicando que José e Maria encontraram abrigo na casa de um parente na época.

Embora o Novo Testamento não mencione uma caverna, uma fonte do segundo século declara que Jesus foi nascido em uma. Muitos lares em Belém eram construídos a partir de cavernas, então podemos facilmente visionar José e Maria procurando uma privacidade apropriada em uma área atrás da casa que era usada como estábulo e como dispensa. Mateus indica que eles permaneceram em Belém por algum tempo, haja vista que Jesus não é descrito como bebê, mas como uma criança quando os Reis Magos o visitaram (Mateus 2:11-14).

A ultima menção de Belém é encontrada em João quando alguns dos ouvintes de Jesus disseram que Belém é o local de nascimento do filho de Davi (João 7:42). Após isso Belém desaparece dos registros do Novo Testamento.

  • Share/Bookmark

Podemos confiar nas histórias apócrifas da infância de Jesus?

quinta-feira, fevereiro 21st, 2008

Os interesses dos Cristãos interpretam o nascimento e infância de Jesus era surpreendentemente apenas uma preocupação periférica para os escritores do Novo Testamento. Apenas Mateus e Lucas registraram alguns detalhes do nascimento de Jesus, enquanto Marcos, João e Paulo, e outros não comentaram qualquer coisa sobre esse período da vida de Jesus. Uma das características chaves dos primeiros registros feitos por eles são da tradição de testemunhas oculares; portanto, os eventos que foram testemunhados pelos discípulos ou outros são os que foram registrados pelos evangelistas. Apenas em um número muito limitado de exemplos dos interesses dos Evangelhos em outros eventos parece ter sido desenvolvido apenas no segundo século, atestado em parte pelo fato que os primeiros Cristãos celebravam a data do batismo de Jesus (6 de janeiro) antes de celebrar a data do seu nascimento. Entretanto, do segundo século em diante, autores Cristãos começaram a reportar os relatos dos atos e comportamentos lendários de Jesus que de outra forma seriam desconhecidos, uma vez que não estavam relatados no Novo Testamento. Esses relatos apócrifos tiveram sucesso no segundo século em diante porque eles foram construídos em uma fundação canônica muito bem conhecida que poderia ser emprestada; eles também alimentaram um interesse em conhecer mais do que os registros relatados publicamente.

Os escritos a seguir representam habilmente o tenor da improbabilidade das narrativas da infância: “Agora depois de alguns dias Jesus estava brincando no telhado em uma andar superior, e uma das crianças que estava brincando com ele caiu do telhado e morreu. E quando as outras crianças viram elas fugiram e Jesus permaneceu sozinho. E os pais do menino que havia morrido vieram e acusaram Jesus de tê-lo empurrado para baixo. E Jesus respondeu: ‘Eu não o empurrei’. Mas eles continuaram a acusá-lo. Jesus, então, pulou para baixo do telhado e se colocou ao lado do corpo da criança, e clamou em voz alta: ‘Zenon’ –pois esse era o seu nome – ‘Levante e me diga, eu lhe empurrei?’ e a criança se levantou imediatamente e disse: ‘Não, Senhor, você não me empurrou, mas me elevou’” (A História da Infância de Thomas 9:1-3, traduzida para o Ingles por Oscar Cullman, em Novo Testamento Apócrifa 1:446).

  • Share/Bookmark

O que são as adições escribas dos manuscritos do Novo Testamento?

quinta-feira, fevereiro 21st, 2008

Alguns dos materiais conectados com os livros do Novo Testamento nas edições atuais da Bíblia não eram partes dos seus autógrafos, ou composições originais, feitas pelos autores. Ao contrário, esses materiais são traduções das adições e comentários e possuem títulos, subscrições e glossários.

Quando os escritos do Novo Testamento começaram a ser reunidos e copiados em grupos – tais como um codex dos quatro Evangelhos ou a coleção de cartas de Paulo – ou quando uma variedade de evangelhos começou a ser disponibilizado para uma congregação única, começou a ser necessário a identificar os livros por títulos. Esses títulos foram escritos como uma subscrição acima do começo de cada texto sendo copiado. Para os quatro Evangelhos, sendo todos internamente anônimos, sendo que nenhum deles contém nome explicito de seus autores nos textos, esses títulos representam antigas tradições Cristãs de quem escreveu o Evangelho. (mais…)

  • Share/Bookmark

O que o Novo Testamento fala sobre o nascimento de Jesus?

quinta-feira, fevereiro 21st, 2008

Dos quatro evangelhos, apenas Mateus e Lucas fazem um relato da concepção e nascimento de Jesus. Escritos de duas perspectivas diferentes e contendo detalhes diferentes, essas duas narrativas completam uma a outra e juntas formam um importante fato do nascimento, incluindo que o nome da mãe de Jesus era Maria, que ela viveu em época em Nazaré, que ele nasceria perto de Jerusalém e que sua concepção foi um milagre divino.

Embora Mateus testifique que Maria concedeu pelo poder de Deus, ele enfatiza que Jesus era filho de David por genealogia no começo da narrativa do nascimento e por seu foco no papel de José, responsável por Jesus. Através de sonhos, José recebeu instruções de casar com Maria, aceitar o nome Jesus para a criança e de se mudar com a família quando ameaçado por Herodes e então por seu filho, Arquelau. Através do uso de citações do Velho Testamento, Mateus demonstra ainda como o nascimento de Jesus cumpriu as profecias messiânicas.

Os registros de Lucas, por outro lado, frequentemente ilustravam a perspectiva de Maria e incluía mais informações pessoas e da família. Ao contar a anunciação, ele preserva as instruções angelicais que Maria recebeu, e a sua visita a Elizabete provendo para ambas a confirmação espiritual concernente aos papeis que seus filhos cumpririam. Adicionalmente aos detalhes da noite do nascimento de Jesus, a narrativa de Lucas também inclui registros de quando nomearam Jesus e de sua circuncisão, sua apresentação no templo e seus ensinamentos no templo quando tinha doze anos.

Alguns dos aspectos dessas duas narrativas que os contos de natal tradicionais harmonizam frequentemente provêm detalhes interessantes quando lidos separadamente. Mateus não dá qualquer indicação que José seja de Nazaré, talvez sugerindo que ele ou sua família fossem de Belém, ou que possuíam propriedades lá, o lar tradicional do Rei Davi, ou que Maria fosse de Belém, talvez que possuísse propriedades lá. Nos registros de Lucas, quando José leva Maria para Belém logo após o seu casamento, suas acomodações parecem improvisadas. Interessante que a palavra Katalyma, tradicionalmente traduzido como “pousada” e frequentemente interpretado como uma caravana ou acampamento, pode também significar “quarto de hóspedes” (a segunda vez que Lucas usa essa palavra é para o que foi traduzido como cenáculo (ou quarto superior) da Ultima Ceia em Lucas 22:11-12). Os registros de Lucas falam sobre anjos e pastores, que encontram a criança na tão conhecida manjedoura, enquanto os registros de Mateus relata sobre os Magos chegando algum tempo após o nascimento, e eles encontram a família vivendo em uma casa.

José parece ter tido a intenção de ficar com a família em Belém, partindo apenas quando alertado que Herodes queria matar a criança. A morte de Herodes em 4 D.C.ajuda a datar os acontecimentos, pois foi nesta época que Jose trouxe sua família de volta do Egito para Nazaré. Encontrando o filho instável de Herodes, Arquelau, governando a Judéia, José é novamente alertado em um sonho, decide levar a família então para Nazaré, o qual parece ser a casa de Maria. Seu temor era justificado, no ano 6 D.C. os Romanos depuseram Arquelau para a investigação dos próprios Judeus por causa de sua violência e mau governo. Este também foi o ano em que P. Sulpicius Quirinus, ou “Cirenio” começou seu governo na Síria. Embora o ano 6 D.C. é a data que Lucas parece ter dado para o nascimento de Jesus, historicamente é o ano em que a Judéia se tornou uma província.

  • Share/Bookmark

Por que os nomes no Velho Testamento são diferentes dos nomes do Novo Testamento?

quinta-feira, fevereiro 21st, 2008

Mesmo os leitores mais casuais da Bíblia percebem a vasta diferença nos tipos de materiais incluindo o Velho Testamento e o Novo Testamento. Um exemplo obvio das diferenças que encontramos no Velho e no Novo Testamento aparecem em nomes próprios comuns. No Velho Testamento nos tornamos familiarizados com os nomes Jacó, Josué, Miriam, Hana, e Elaias. No Novo Testamento lemos com regularidade os nomes Tiago, Jesus, Maria, Ana e Elias. Na verdade, estes nomes do Novo Testamento são em português o equivalente aos nomes em Grego e Hebreu na bíblia. O caso é muito semelhante ao nome Paulo e Paolo. Eles são o mesmo nome, mas um está em português e o outro em italiano.

O Velho Testamento chegou a nós em Hebreu com algumas poucas seções em Aramaico, enquanto o Novo Testamento chegou para nós em Grego. Alguns nomes no Novo Testamento não têm nenhum nome equivalente no Velho Testamento, uma vez que nomes em Grego e em Latim foram introduzidos nas nomenclaturas Judaicas no inicio do primeiro século. Por exemplo: Andreas (André) e Philippos (Felipe) ambos eram nomes gregos. Marcus (Marcos) e Paulus (Paulo) são nomes em Latim. Como podemos esperar, quando a mensagem do evangelho se espalhou para toda a bacia do Mediterrâneo, Paulo encontrou um número crescente de pessoas que possuíam nomes gregos e romanos que não tinham qualquer relação com os nomes do Velho Testamento.

Alguns nomes encontrados no Novo Testamento são de origem Judaica, mas não aparecem no Velho Testamento. Por exemplo: Marta e Cephas são nomes Aramaicos. O Novo Testamento preserva vários nomes Aramaicos através de traduções literais, com a tradução literal dos nomes em Grego, seguindo das traduções do Aramaico para o Grego. Por exemplo, Marcos preservou o nome Aramaico do homem cego que Jesus encontrou em Jericó e então traduziu-o para seus ouvintes como “Bartimeu (Bartimaeus), filho de Timeu (Timaeus)” (Marcos 10:46). Em alguns casos, o autor não provê uma tradução dos nomes – por exemplo: “E apresentaram dois: José, chamado Barsabás, que tinha por sobrenome o Justo, e Matias” (Atos 1:23). Barsabas deriva de duas palavras Aramaicas bar e sabas. A passagem pode ser lida “José, filho do mais velho, cujo nome era Justo” sendo Justo derivado de Justus do Latim.

Em um exemplo, o nome em português Tiago é usado no Novo Testamento, mesmo que em grego a tradução literal é lakōbos do nome Hebreu Yakob. Em outra, o Velho Testamento e o Novo Testamento preservam o mesmo nome José.

O Novo Testamento cita o nome Jesus (em grego lēsuos), que é baseado no nome Hebreu Yēshua, que significa “salvação”. Embora linguisticamente relacionados, Josué (em Hebreu Yehoshua, significando “Jeová Salva”) e Yeshua não são o mesmo nome. A lista a seguir tenta aproximar as possíveis origens etimológicas dos vários nomes proeminentes nas narrativas do quarto Evangelho (os nomes Hebreus do Velho Testamento e o equivalente do Novo Testamento). Em cada caso, o nome foi traduzido literalmente para o português: Eleazar (Lazaro); Elisheba (Isabel); Elaias (Elias); Hannah (Ana); Miriam (Maria); Noé (Noé); Simeon (Simão); Jonah (Jonas ou Jona); Isaiah (Isaías); Judah (Judas ou Jude).

  • Share/Bookmark