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Segurança no Evangelho do Senhor Jesus Cristo

segunda-feira, fevereiro 18th, 2013

Hartman Rector Júnior e sua esposa, Connie, foram batizados na A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias em fevereiro de 1952. Dezessete anos depois, ele foi chamado como Autoridade Geral no Primeiro Conselho dos Setenta da Igreja. Ele dedicou sua vida à nosso Salvador, Jesus Cristo e escreveu um livro compilando muitas histórias de conversão.  Cada história é única e convincente. Uma história que conta é a de Bill Wait:

Jesus Cristo e os mormonsNem todas as pessoas recebem o evangelho por meio de missionários formalmente chamados. Às vezes o recebem por meio de um amigo ou de um membro da família. Bill Wait o recebeu por meio do seu irmão mais velho.

A princípio, entretanto, ele o rejeitou. “Duro, irreverente e mundano”, na marinha dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial ele não tinha a necessidade de uma religião e ficava envergonhado pela conversão do seu irmão. Voltando para a vida civil, ele continuou sua busca por “felicidade” com a mesma atitude.

Bill Wait ficou contra a verdade por vários anos. A história do que o fez mudar e como ele encontrou a verdadeira felicidade em Jesus Cristo não só é de grande interesse intrínseco, mas servirá para encorajar os membros da Igreja cujos entes queridos ainda não tenham sentido o desejo de se unirem a eles em sua fidelidade ao evangelho.

Bill cresceu em um lar que frequentava a igreja todos os domingos, mas ele nunca quis ir. Ele descreveu seu irmão como sendo mais espiritualmente inclinado do que ele. Seu irmão carregava a Bíblia para todo lugar e queria se  casar. Esse era o seu sonho, mas ele não achou que fosse casar porque pensou que morreria na Segunda Guerra Mundial. Seu irmão foi e viu o templo de Laie, no Havaí, e leu um panfleto sobre o casamento eterno, o qual o levou às águas do batismo. Daquele ponto em diante, ele tentou fazer com que seu irmão se batizasse também. Em suas próprias palavras, Bill disse:

A essa altura, eu estava em Nova Guiné a bordo de um navio velho e enferrujado da Marinha. Eu, também, havia desistido do ensino médio e sai de casa no meu aniversário de dezessete anos. Eu estava com saudades de casa e desanimado, pois quando saí, pensei que viraria um herói da Marinha a bordo de um destróier ou de um submarino. Mas eu estava navegando em Madang, Nova Guiné, amaldiçoando o calor o navio e a guerra. Meu irmão me mandou uma carta com um pacote. Esperava que fossem quitutes do Havaí, mas era um livro de escrituras. Senti-me envergonhado em frente a meus amigos por receber aquele pacote, pois éramos homens duros, irreverentes e mundanos. Naquela noite, coloquei o Livro de Mórmon e alguns equipamentos da base na bolsa para levar para o navio, e na escuridão da noite, deixei-o cair sobre a hélice do navio e dei adeus à luz do evangelho. Minha busca era por felicidade e pensei que não a encontraria em uma igreja.

Os meses viraram anos e a guerra finalmente acabou. Meu irmão foi para casa e dentro de pouco tempo foi chamado como missionário de tempo integral para a Igreja.

Eu ainda cumpri vários meses no serviço militar até que finalmente todos voltamos para casa como uma família. Eu ficava envergonhado de explicar para meus amigos que meu irmão era missionário. Meu conceito era muito diferente do que o que ele havia passado. Agora era minha vez de ouvir, pessoalmente, o seu testemunho e o plano de salvação. Ele queria que eu me batizasse e que me unisse ao reino de Deus. Senti-me frustrado e perturbado por seu forte desejo. Eu tentei evitá-lo e continuar minha busca por felicidade

[Após a guerra, entre para o departamento do Corpo de Bombeiros de Los Angeles]. Certa noite, ao atendermos a uma ocorrência, um amigo meu, relatando de outra casa de máquinas, caiu da traseira do seu caminhão e morreu. Era um alarme falso e a futilidade dessa tragédia, o retorno da guerra e minha fútil busca por felicidade pesou grandemente sobre meus ombros durante o resto daquela noite. Quando deixei o serviço na manhã seguinte, caminhei pelas ruas de Los Angeles até o local onde meu amigo havia morrido.

Neste lugar, na Skid Row, quando a neblina estava pesada no ar, descobri que a tragédia da morte é uma falta de reverência pela vida. Tudo em mim exalava o cheiro sufocante do pecado. Obscenidades foram grosseiramente escritas nas paredes do edifício feio. Bêbados estavam deitados nas calçadas, e o camburão estava fazendo ronda de manhã. Os jornais nas prateleiras davam relatos detalhados dos mortos na batalha da Coreia, e meus pensamentos encheram-me de desespero.

Desci a rua e orei a Deus para saber por que eu estava vivo e, com toda a energia de minha alma, disse-Lhe que queria uma razão para viver ou queria morrer. E, aos vinte e quatro anos, eu teria recebido com gratidão a dispensa da vida mortal.

Mas, em resposta à minha oração sincera, senti-me sobrecarregado com o desejo de ler os livros que meu irmão havia me pedido para ler nos sete anos anteriores.

Agora, todas as manhas ao deixar o trabalho, ia para a biblioteca e lia o Livro de Mórmon, Doutrina e Convênios, a Pérola de Grande Valor e o Novo Testamento. Sabia que o que estava lendo era verdade; o Espírito Santo me bombardeou com o evangelho de Jesus Cristo, e eu sabia, com certeza, que aquelas palavras eram verdadeiras. Enchi-me de desespero ao pensar nos anos desperdiçados de minha vida enquanto buscava a felicidade. Mas, ao mesmo tempo, estava cheio de grande alegria, com o conhecimento certo de que Deus vive e que Jesus Cristo é o Cristo e que José Smith é um verdadeiro profeta de Deus.

Comecei a frequentar a igreja, onde encontrei não só o amor dos Santos dos Últimos Dias, mas também o amor garota que se tornaria a minha companheira eterna. Logo me batizei e fui confirmado membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias por meu irmão que havia tentado, pacientemente e por muito tempo, trazer essa grande verdade para mim. Não muito tempo, ele batizou e confirmou minha mãe e meu pai. Logo fomos selados para o tempo e para toda eternidade. Estava sentindo uma segurança muito maior do que jamais havia sentido antes. A verdadeira felicidade que procurava foi encontrara em sua única fonte — um testemunho do evangelho de Jesus Cristo.

Há uma busca por felicidade dentro de cada um de nós. Todos nós podemos encontrar essa felicidade. Deus preparou um meio para que isso acontecesse. Ele conhece nossa necessidade e está ansioso para nos ajudar a vir a Ele. O caminho pode ser aliviado e podemos encontrar a felicidade. Os ensinamentos do evangelho de Jesus Cristo oferecem a maior segurança que podemos ter nesta vida.

Este artigo foi escrito por Mady Clawson, membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Mady Clawson-Mórmon

 

 

Mady Clawson é membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (membro adulta solteira “Mórmon”) com um entusiasmo para o evangelho. Ela estuda inglês atualmente, com ênfase em Escrito Profissional e Comunicação na Universidade Brigham Young – Idaho.

 

Recursos Adicionais:

O Sentido da Vida

Encontrar Esperança por Meio de Jesus Cristo

Jesus Cristo no Mormonismo

O que a Graça de Jesus Cristo Faz por Mim

quarta-feira, janeiro 16th, 2013

Sou membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, frequentemente conhecida como “Igreja Mórmon”.  Tudo na religião Mórmon nos leva a Cristo.  Procuramos imitá-lo e pedimos por Sua graça para nos ajudar a atingir nosso potencial máximo, o que não conseguimos sozinhos.

Há cinco anos (28 de outubro de 2007), me envolvi em um terrível acidente de carro e tive uma grave lesão no cérebro. Entrei em coma imediatamente e fui levada imediatamente para o hospital como paciente de alto risco. Provavelmente porque meu cérebro parou de sangrar de forma milagrosa um pouco mais cedo, sobrevivi fisicamente e psicologicamente, ou seja, permaneci a mesma pessoa. No dia 3 de dezembro de 2007, acordei em minha cama no hospital, pensando ser estranho eu estar no hospital sem nenhuma razão aparente e fiquei imaginando se havia perdido alguma aula. Estava em meu primeiro ano do curso de direito da Universidade Georgetown. Minha família e as pessoas que estavam cuidando de mim se perguntavam que eu seria quando acordasse, se acordasse; Eu não entendia o que estava errado.

Tinha algo diferente em mim que não percebia: Eu olhava e agia com a maioria das pessoas do mesmo modo que fazia antes do acidente; Tive dificuldades e chorei ao perceber que não era a mesma e que tinha perdido muitas funções do meu cérebro, mas não o suficiente para mudar minha vida e não o suficiente para articular o que estava diferente. No entanto, sem saber o quanto meu cérebro havia mudado, entusiasticamente desafiei meus médicos e familiares e escolhi voltar para Washington D.C e continuar o curso de direito.

No primeiro semestre da escola, minha inadequação começou a aparecer.  Meu médico neuropsiquiatra alertou-me em sua avaliação que eu me tornaria exausta e frustrada facilmente e que seria facilmente sobrecarregada se recebesse muitas tarefas de uma só vez. Sua avaliação estava correta. Normalmente eu só conseguia ler metade do que era necessário e sentia-me frustrada com coisas simples. Uma noite comecei a chorar de frustração por causa de um abridor de latas — não conseguia fazê-lo funcionar. Eu não tinha dificuldades no curso de direito para desenvolver lógicas complexas, mas tinha problema em simplesmente prestar atenção no que outras pessoas estavam dizendo para seguir suas lógicas. Fui reprovada em uma matéria do curso, então a fiz novamente – com o mesmo professor. Devido a sua preocupação por mim, consegui tirar um B- em sua aula na segunda vez e descobri uma das pessoas que mais me apoiou. Tirei praticamente B em minhas aulas, mesmo quando não conseguia terminar meus trabalhos ou terminar toda a leitura. Após ser reprovada em uma aula e saber que eu não era capaz de concluir todos os trabalhos designados, sempre me perguntava se conseguiria ser aprovada no curso. Mas nunca mais fui reprovada e, pelo contrário, consegui quase todas as notas B, e me graduei apenas um semestre depois do restante de minha turma. Graduei-me nessa época parcialmente porque quando senti que precisava parar um semestre devido a exaustão e frustração, senti inspirada a fazer apenas uma matéria. O Coordenador do curso trabalhou comigo para ajustar o empréstimo que tinha do curso para que pudesse fazer apenas uma matéria por semestre. Como tinha alguns créditos (carga horária) extra, consegui terminar meu programa com apenas um semestre de diferença – para a surpresa e alegria do coordenador e meus amigos professores.

Ao lembrar da inspiração que tive em minha decisão inicial de fazer o curso de direito e das lições que havia aprendido nas escrituras e por meio de oração, decidi voltar minha vida para o meu Pai Celestial. Decidi seguir adiante e continuar minha vida como aluna de direito, mas com a compreensão que estava vivendo apenas por “procuração”, que não tinha a habilidade de viver essa vida, então, quem teria que vivê-la para mim era o Pai Celestial e Seu Filho, Jesus Cristo, Que o que quer que quisessem que eu fizesse, eu seria o rosto, o corpo, mas teria que ser meu, de fato, meu Pai Celestial e Jesus Cristo quem teriam que fazer o trabalho. Adotei a atitude que eu apenas agiria, mas se qualquer coisa fosse realmente realizada, seria por meio da graça de Jesus Cristo.

Quando fui aprovada e continuei a levantar-me cedo e ir para as aulas, isso acontecia apenas porque aceitei meu papel como procurador de meu Pai Celestial e de Seu Filho. Foram Eles quem fizeram com que eu fosse aprovada nas aulas – eu apenas tinha que me motivar para sair da cama, ir para a sala, abrir meus livros e tentar ler alguma coisa. Foi Sua graça que me deu a motivação para aparecer nas provas finais e esforçar-me para escrever a monografia e encontrar ajuda para escrevê-la. Foi a graça de Cristo que fez isso. Sentia-me bem por ser aluna de direito e sabia que meu Pai e Jesus Cristo me apoiavam nisso, então coloquei estas cosias em suas mãos.

Fiz isso para conseguir me formar no curso de direito. Nos primeiros três anos, todas as semanas eu reavaliava se ainda deveria estar no curso de direito. O último ano, simplesmente sabia que tinha que terminá-lo – não importava se estivesse cada vez mais difícil. Muitas experiências que tiver foram humilhantes, especialmente ao ter que aprender novamente a ser confiante — ou seja, reaprender quem eu era. Agora que me graduei, tenho encontrado uma necessidade ainda maior de ter a atitude que Sua graça é o único meio pelo qual conseguirei fazer as coisas.

No Livro de Mórmon podemos ler:

“E dou a fraqueza aos homens a fim de que sejam humildes; e minha graça basta a todos os que se humilham perante mim; porque caso se humilhem perante mim e tenham fé em mim, então farei com que as coisas fracas se tornem fortes para eles” (Éter 12:27).

Na Bíblia diz:

“E disse-me: A minha graça te basta, Porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo” (1 Coríntios 12:9).

Este artigo foi escrito por Ann-Marie Wanddell, membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Anne-Marie se graduou bacharel em Literatura e Linguística Inglesa na BYU; recebeu seu mestrado em Comunicações Interculturais na Universidade de Utah e o doutorado em direito no Centro de Direito da Universidade Georgetown, em Washington DC. Ela nasceu em Utah e viajou extensivamente, viveu em Buenos Aires, Argentina, Paris, França, e Bruxelas, na Bélgica. Mora atualmente em Alexandria, Virgínia. Fala um pouco de espanhol e é fluente em leitura e escrita em francês.

Recursos Adicionais:

Jesus Cristo no Mormonismo

Encontre uma Capela Mórmon

Enciclopédia Mórmon Online

Saiba mais a respeito dos Mórmons acessando o site www.mormon.org.br

CONFIAR NO ESPÍRITO DO SENHOR: ELE VAI GUIÁ-LOS DE VOLTA AO LAR

segunda-feira, dezembro 10th, 2012

Tenho encontrado muita paz por intermédio do conhecimento que tenho de quem sou e de onde venho. Como membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (também conhecida como “Igreja Mórmon” pelos amigos de outras religiões) acreditamos que foi feito um plano para cumprir o nosso propósito nesta vida e nos trazer de volta para nosso Pai Celestial, para habitarmos por toda a eternidade. É por intermédio das misericórdias do Espírito Santo que eu aprendi mais sobre minha herança divina e me lembro do amor de Deus. Em um livro chamado “Trust in the Lord” (Confiar no Senhor) de Deen Kemsely, ele relata um evento em sua vida que o ajudou a entender quem ele é e de onde ele veio:

Lembro-me de uma ocasião em particular na qual ansiava por [meu] lar eterno. Eu tinha dezesseis anos na época e estava viajando com uns seis ou sete amigos. Meus amigos haviam acabado de vencer um torneio de basquete em Los Angeles e estavam viajando para Oakland para o Torneio Final Western para jovens de dezesseis anos. Fui com eles para dar um apoio moral.

O torneio foi realizado em um ginásio ao lado de um tabernáculo com uma torre branca, que me chamou a atenção assim que entrei no estacionamento. Eu nunca tinha visto um edifício assim antes. Meus amigos continuaram vencendo os jogos, ganhando 4 jogos seguidos. Entretanto, minha memória mais viva desta viagem é a caminhada solitária que dei fora do ginásio durante um dos jogos.

Seguindo um sentimento que tinha dentro de mim, sai do ginásio e andei ao redor do tabernáculo. Ao encontrar um lugar privado na parte de trás, levantei minhas mãos e as coloquei nas paredes. Ao fazer, meu coração implorou para que eu entrasse. Eu queria entrar pelas portas trancadas para sentir a sabedoria e paz daquele edifício sagrado. Ou seja, queria me aproximar de Deus, meu lar eterno.

À vezes, todos ansiamos por esta eternidade. Algo dentro de nós sussurra que não estamos completamente em casa na mortalidade, com seus limites, prazos e morte. Parece algo estranho. Naturalmente sentimos que há um lugar de paz duradoura e de significado maior do que nossa visão — um ser no qual nossos desejos mais profundos sejam cumpridos.

Quando nascemos, todos éramos ricamente investidos com essa herança eterna — a Luz de Cristo está tecida profundamente no tecido de nossas almas. A mesma luz dá vida a toda a criação. Ela enche a expansão da eternidade, abrangendo os mistérios e riquezas de todo o universo. É a fonte final de toda a alegria e realização.

Embora a eternidade dentro de nós seja tão profunda quanto o próprio universo, Deus estabeleceu um caminho simples e direto para desvendar estes mistérios. Devemos apenas nos arrepender de nossos pecados, colocar nossa confiança na luz e buscar a Cristo. Se o fizermos, sentiremos seu conforto e conheceremos sua paz, sendo nascido Nele. Por intermédio do Espírito, saberemos que Deus estará ao nosso lado, mesmo nos nossos dias de perda e desespero. O Espírito sussurrará que Deus ouviu nossas orações e nos ama. Ele testificará que temos um profundo valor eterno como filhos e filhas de Deus, cheios com a herança de Cristo.

Ao sairmos do lamaçal e tentações deste mundo e começar a ascender para o Monte do Senhor, o tabernáculo da eternidade que está dentro de nossos corações, encontraremos o verdadeiro

Santo dos Santos — o próprio Jesus Cristo. Não importa o quão distante nos desviamos Dele com o passar do tempo, aprenderemos que Ele sempre esteve cuidando de nós, esperando nosso retorno. Quando retornamos, por intermédio da humildade e arrependimento sincero, Ele estará ao nosso lado para conferir nossa herança eterna sobre nós — Ele nos envolverá com Seu amor, apagar nossos pecados vermelhos como a escarlata até que se tornem tão brancos como a pura neve e nos eleve para um ponto mais elevado para que tenhamos uma visão mais profunda.

Ele nos transformará por dentro, colocando seu manto de retidão e arrependimento sobre nossos ombros, seu anel de herança eterna em nosso dedo, e seu sapato de dignidade e paz em nossos pés, ao nos elevar para nos tornarmos um com ele, nosso verdadeiro lar eterno.

É o Espírito do Senhor que testifica de nossa identidade eterna. É por meio do Espírito que somos levados a conhecer a Deus e a aprender o Seu caminho. Sei que o Espírito é ativo em nossa vida, esperando que o ouçamos. Jesus Cristo nunca nos abandonará. Ele espera para que possamos vir a Ele. Termino com uma escritura de João 14:26-27 que nos ensina sobre a paz que vem através do Espírito de Jesus Cristo:

“Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito. Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou;  não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.”

Artigo escrito por Mady Clawson

 

 

Mady Clawson é membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (membro adulta solteira “Mórmon”) com um entusiasmo para o evangelho. Ela estuda inglês atualmente, com ênfase em Escrito Profissional e Comunicação na Universidade Brigham Young – Idaho.

Recursos Adicionais:

Jesus Cristo no Mormonismo

O que os Mórmons Acreditam?

O Livro de Mórmon: Outro Testamento de Jesus Cristo

Visite o site www.mormon.org.br

 

A Rocha do Nosso Redentor

quinta-feira, novembro 29th, 2012

O Livro de Mórmon nos ensina sobre a paz que pode ser obtida através do nosso Salvador Jesus Cristo. Helamã capitulo 5, versículo 12 declara:

E agora, meus filhos, lembrai-vos, lembrai-vos de que é sobre a rocha de nosso Redentor, que é Cristo, o Filho de Deus, que deveis construir os vossos alicerces; para que, quando o diabo lançar a fúria de seus ventos, sim, seus dardos no torvelinho, sim, quando todo o seu granizo e violenta tempestade vos açoitarem, isso não tenha poder para vos arrastar ao abismo da miséria e angústia sem fim, por causa da rocha sobre a qual estais edificados, que é um alicerce seguro; e se os homens dificarem sobre esse alicerce, não cairão.

Quando estamos alicerçados nos ensinamentos do Senhor Jesus Cristo não temos nada a temer. É através Dele que podemos adicionar proposito em nossa vida ao atravessarmos as dificuldades inerentes a ela. Cristo nos dará poder que substituirá o medo com conforto e paz. Deen Kemsley em seu livro Confiança no Senhor compartilha uma experiência que ele teve com sua esposa que se encaixa na escritura acima:

Em agosto de 2005, minha esposa e eu fizemos uma pequena viagem para a cidade de Camden no Maine. Meu semestre como professor na Universidade de Tulane estava para começar, e estávamos procurando passar algum tempo juntos antes que eu tivesse que começar a viagem do Connecticut até a Louisiana. Depois de nos termos registrado em um pequeno hotel, descemos para visitar a marina. Contratamos os serviços de uma escuna chamada Surpresa e fomos dar uma volta. A tripulação nos deu as informações de segurança enquanto deixávamos a marina e o capitão içava as velas. Navegamos pela costa com uma velocidade cada vez maior. A distancia comtemplamos a Victory Chimes, um dos navios mais famosos do Maine. Rapidamente passamos por ele quando fomos atingidos por um forte vento.

Ganhamos tanta velocidade que a esposa do capitão nos disse que nunca havia viajado tão rápido nos seus dezenove anos velejando a Surpresa com o seu marido. Neste momento a escuna se virou tanto para um dos lados que a agua do oceano invadiu o deck. Eu me segurei firmemente ao corrimão do barco tentando me manter a salvo da pequena inundação. Eu comecei a ficar com medo e a questionar se o capitão estava realmente no controle da situação, mas quando olhei para ele, vi que estava calmo e tranquilo. Mesmo assim perguntei a ele o que deveríamos fazer. Ele simplesmente me respondeu: “Não existe a mínima possibilidade deste vento virar o barco – temos quase 7 toneladas de lastro embaixo da quilha – por isso você pode relaxar e aproveitar a viagem”. Ele falou com tal confiança, confiança suficiente, que eu comecei a confiar nele, mesmo que os meus sentidos não estivessem de acordo. A medida que minha confiança nele aumentou, eu encontrei paz. No fim, voltamos a marina em perfeita segurança.

…Ao presenciarmos os eventos que acontecem no mundo de hoje, é evidente de que todos precisamos da força de nosso Capitão eterno para enfrentar os anos a frente, talvez de um modo nunca antes imaginado. Desastres naturais e doenças mortais, Satanás que semeia uma maré de terror e iniquidade sobre toda a terra. Todos nós precisamos de uma ancora de fortalecimento e segurança, uma fundação tão segura que resistira a toda oposição e magoa. Precisamos de uma fundação forjada na eternidade – mesmo, Jesus Cristo.

Eu enfatizo isto, porque cada um de nós no fundo de nossos corações – enfrentamos tempos difíceis, e durante estes momentos precisamos da orientação e da proteção de Cristo. Se ele estiver nos guiando, não estaremos sozinhos. Quando as ondas nos ameaçarem, ondas tão fortes que será difícil nos segurarmos em algo, Cristo estará ali ao nosso lado para nos ajudar. Ele estará pronto para nos resgatar das ondas. Não importando quão profunda seja a nossa dor, ele estará lá para nos segurar e ordenar as ondas que se acalmem. Ao faze-lo, Ele nos trará para os Seus braços. Seu poder de cura é maior que a nossa mais profunda dor. Se estivermos em seus braços, não fara diferença o quão forte os ventos soprarão nos anos a frente, pois sempre teremos a proteção do nosso eterno Capitão da Paz – Jesus Cristo. Sentiremos seu amor e força, e Ele nos trará de volta ao porto sãos e salvos, de volta ao nosso eterno lar. Deus esta lá, Ele ouve nossas orações, e Ele nos ama.

Jesus Cristo é a minha fundação. Ele é a fonte da minha força. Eu sei que é através Dele que poderemos encontrar paz neste mundo. Ele desceu abaixo de todas as coisas para que pudesse nos conceder alivio de nossa dor e sofrimento. Eu sei que Ele ama a cada um de nós. Eu sei que esta vida pode ser cheia de significado a medida que descobrirmos o evangelho do Senhor Jesus Cristo. Se você desejar saber mais sobre a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, você pode procurar os missionários Mórmons e solicitar uma copia gratuita do Livro de Mórmon.

Os trechos deste artigo são do livro Trust in the Lord: Reflections of Jesus Christ (Confiando no Senhor: Reflexões sobre Jesus Cristo), escrito por Deen Kemsley, 2008, Sweetwater Books (a subsidiary of Cedar Fort, Inc).

Este artigo foi escrito por Mady Clawson, um membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Rebeca Testifica sobre Jesus Cristo

sábado, maio 12th, 2012

Eu sei que Jesus Cristo vive. Eu não O vi face a face, mas eu senti o Seu amor em minha vida. Eu tenho encontrado grande esperança por saber que por causa do meu Redentor eu posso ver minha família novamente depois desta vida. Devido à ressurreição e expiação de Jesus Cristo eu sei que eu posso ser perdoada de meus erros e voltar a morar com Deus. Eu sei que Ele me ama incondicionalmente e deu Sua vida por mim. Eu não sou perfeita, mas sei que Jesus sofreu por meus pecados / erros para eu pudesse me arrepender e voltar para Deus. Ao ter fé nele, pude ver milagres ao meu redor e receber força o suficiente para perseverar por minhas provações e desafios. Eu sei que nunca estive sozinha em minhas dificuldades e que meu Salvador pode me animar quando me sinto sem esperanças. Ele é uma fonte constante de esperança, força e luz quando tudo parece escuro, solitário e perdido.

Eu aprendi sobre Jesus Cristo por mim mesmo, ponderando seus ensinamentos nas escrituras e ouvindo o testemunho de profetas modernos e apóstolos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (inadvertidamente chamada de Igreja Mórmon por outras pessoas). (Ver O Cristo Vivo: O Testemunho dos Apóstolos). Algumas de minhas escrituras e testemunhos favoritos sobre Ele incluem as profecias de Isaías na Bíblia (Isaias 53:4-7) e quando Cristo visitou os antigos habitantes das Américas, conforme registrado no Livro de Mórmon (3 Néfi 11:9-17). Eu sei por mim mesma que meu Redentor existe devido a um testemunho de paz, calma e felicidade, e uma alegria indescritível que eu senti ao aprender sobre Ele. Isto tem abençoado minha família de muitas maneiras.

Na Espanha, eu encontrei uma mulher que nunca tinha ouvido falar sobre Jesus Cristo e eu compartilhei com ela minhas crenças referentes a Ele. Ela começou a ler e a estudar sobre Sua vida nas escrituras e na Igreja. Ela se tornou uma pessoa diferente. Todas as vezes que eu a vi, ela parecia mais feliz e seus olhos tinham um brilho diferente à medida que ela aprendia mais que Jesus Cristo era o seu Salvador. Várias pessoas já me disseram ter visto uma luz em meus olhos e isto vem do meu amor por Cristo e do desejo de ser mais semelhante a Ele. Jesus nos pediu várias vezes nas escrituras “Vinde a mim” e eu acredito que Ele está esperando por nós com seus braços abertos.

Recursos Adicionais:

Aprenda mais sobre as Crenças Mórmons no site oficial de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias

Peça uma cópia gratuita do Livro de Mórmon

Encontre uma Igreja Mórmon perto de sua casa

Jesus Cristo e o Sacramento

terça-feira, maio 8th, 2012

O Sacramento na Igreja Mórmon

Ao refletir sobre minha infância, eu me lembro de partilhar do Sacramento de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (inadvertidamente chamada de “Igreja Mórmon” pela mídia). Os jovens rapazes, que possuíam o Sacerdócio de Deus, abençoavam e partiam o pão e então o passava para a congregação; eles então abençoavam a água e, de igual maneira, passavam as bandejas com os pequenos copos com água para a congregação. Eu me lembro, também, que minha mãe sabiamente pegava meus lápis de cor e me dava um livro de gravuras para que eu pudesse ver as gravuras de Jesus durante seu tempo sagrado. Eu ainda não entendia o simbolismo por trás do sacramento (no Catolicismo, e em outras religiões, pode ser conhecido como Comunhão, ou como Eucaristia), mas eu me lembro que o pão tinha o gosto melhor que qualquer pão que eu podia comer em casa. Mesmo antes de ter a idade suficiente para me batizar (para os Mórmons 8 anos de idade), eu tentei reproduzir este sabor em minha própria cozinha, colocando uma fatia de pão e partindo em pequenos pedaços como os que eu vi na Igreja. Então eu os comi como lanche assistindo um desenho na televisão. Fiquei triste quando percebi que não tinha o mesmo gosto! Com o tempo eu vim a entender que a razão pela qual eu pensava que o gosto era melhor na Igreja não era apenas pelo tamanho do pão, mas pelo significado que havia por trás de tudo. Deixe-me explicar:

Momentos antes de Jesus Cristo entrar no Jardim do Getsemane, Ele, junto com seus Doze Apóstolos, se reuniram no cenáculo, onde eles tiveram a Última Ceia. Ao término deste encontro importante, Jesus de Nazaré instituiu o Sacramento (ver Mateus 26:26-29). Ali, o Salvador falou para Seus discípulos partilharem do pão em lembrança do sacrifício de Seu corpo, e para beber do cálice em lembrança do Seu sangue que foi derramado para a remissão dos pecados. Embora os Santos dos Últimos Dias (Mórmons) não acreditam em transubstanciação – a mudança literal da água e do pão em sangue e corpo de Cristo – acreditamos que os emblemas representam plenamente e nos lembram de Seu sacrifício supremo por nossos pecados, e nos enche com Seu espírito ao renovarmos semanalmente o comprometimento para que Seu sacrifício se aplique a nós. Certamente o Espírito envolvido em lembrar Daquele que sacrificou sua vida por nós faria com que uma criancinha amasse qualquer coisa (até mesmo o gosto bom do pão) que esteja associada a esta ordenança (um ato formal e sagrado realizado pela autoridade do Sacerdócio – o poder de Deus na terra).

Quando partilhamos do sacramento, renovamos o convenio (um acordo entre Deus e o homem) que fazemos no batismo. Ao fazê-lo, prometemos tomar sobre nós o nome de Cristo, prometemos que sempre nos lembraremos Dele e prometemos que guardaremos todos os seus mandamentos (ver Doutrina e Convênios 20:77, 79; Moroni 4:3, 5:2). Para cada convênio que o homem guarda, Deus promete uma bênção. Na oração sacramental aprendemos que o Salvador faz convênio conosco de que sempre teremos Seu Espírito conosco. Que benção maior poderia haver?

Quando o Salvador morreu, ele era o “grande e último sacrifício” (ver Alma 34:13). O Elder Bruce R. McConkie (falecido membro do Quórum dos Doze Apóstolos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias) disse profeticamente, quando declarou: “Jesus, celebrando a festa da Páscoa, assim, dignificando e cumprindo a lei em sua totalidade, inicio o sacramento do Senhor. O Sacrifício começou e o sacramento iniciou. Era o fim da era antiga e o inicio da nova era. O sacrifício aguardava com expectativa o sangue derramado e a carne dilacerada do Cordeiro de Deus. O sacramento era para ser em lembrança do sangue derramado e da carne dilacerada, os emblemas, pão e vinho, tipificando algo tão completo como tinha sido o derramamento de sangue animal em seus dias” (McConkie, Comentários Doutrinários do Novo Testamento, 1:719 – 720).

Segue, abaixo, a instrução do Senhor para a oração sacramental, conforme encontrado no livro de escrituras modernas conhecido como Doutrina e Convênios, na seção 20:77, 79:

77 Ó Deus, Pai Eterno, nós te rogamos em nome de teu Filho, Jesus Cristo, que abençoes e santifiques este pão para as almas de todos os que partilharem dele, para que o comam em lembrança do corpo de teu Filho e testifiquem a ti, ó Deus, Pai Eterno, que desejam tomar sobre si o nome de teu Filho e recordá-lo sempre e guardar os mandamentos que ele lhes deu, para que possam ter sempre consigo o seu Espírito. Amém.

79 Ó Deus, Pai Eterno, nós te rogamos em nome de teu Filho, Jesus Cristo, que abençoes e santifiques este vinho para as almas de todos os que beberem dele, para que o façam em lembrança do sangue de teu Filho, que por eles foi derramado, e testifiquem a ti, ó Deus, Pai Eterno, que sempre se lembram dele, para que possam ter consigo o seu Espírito. Amém.

As bênçãos do sacramento (comunhão) são mais preciosas do que qualquer cosia que o mundo pode imaginar em oferecer. Uma das bênçãos gloriosas do batismo é que somos limpos através de Jesus Cristo. Eu sei que cometi erros depois que batizei, e é por isto que sou realmente grata por todo domingo eu poder frequentar a reunião sacramental para renovar meus convênios batismais com Deus e ser limpa novamente – contanto que eu tenha um “coração quebrantado e um espírito contrito” (ver Livro de Mórmon: Outro Testamento de Jesus Cristo: 3 Néfi 9:20).

Escrito por Ashley Bell, uma membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Igreja Mórmon), graduada pela BYU em Gestão de Recreação, é esposa e está grávida de seu primeiro filho. Ashley reside em Talyorsville, Utah.

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Assista ou leia o que os Apóstolos e Profeta têm falado recentemente

Jesus Cristo e a Nobreza Feminina

segunda-feira, fevereiro 20th, 2012

Escrito por Emily Spencer um membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (“mulher Mórmon”), escritora freelance, concertista, e mãe de quatro filhos.

Certa vez alguém me perguntou se eu tinha um modelo ideal do que seria uma “mulher Mórmon” (um membro feminino de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias). “O que exatamente quer dizer ser “uma mulher mórmon ideal”?, Perguntei. “Será que tal protótipo realmente ainda existe”? A conversa que se seguiu foi intrigante, porque durante muito tempo, eu havia ansiado por modelos femininos para espelhar minha própria vida – aquelas que foram icônicas, proféticas, visionárias – que representasse não só o imaginário da “mulher mórmon ideal”, mas de uma forma mais ampla abrangesse todas as mulheres. O que exatamente seria considerado “ideal”, segundo quais padrões e por quê?

Na mesma época, eu frequentei uma classe de Doutrina do Evangelho (uma das classes da escola dominical oferecidos aos membros adultos da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, apelidado de “mórmons”) onde o tema de estudo do dia era a visão de Néfi da Árvore da Vida contida no Livro de Mórmon, um livro considerado pelos Santos dos Últimos Dias como um volume de escrituras que testemunha junto a Bíblia da divindade de Jesus Cristo. Eu havia lido aquele relato milhares de vezes, e talvez por causa disso, eu senti meu interesse diminuir à medida que o professor lia com a classe os versículos. A passagem, encontrada nos primeiros capítulos do Livro de Mórmon, detalha como Néfi, o filho do profeta Leí e ele mesmo um profeta, desejoso de contemplar e compreender a interpretação de um sonho que seu pai teve a respeito de uma árvore cujo fruto era glorioso “mais doce, acima de tudo o que [ele] havia provado” e que “encheu [sua] alma com grande alegria” (1 Néfi 8:10-12).

O desejo de Néfi foi concedido, e ele foi “arrebatado pelo Espírito do Senhor, sim, a um monte muito alto”, onde teve sua própria experiência visionária (1 Néfi 11:1). O Espírito o acompanhou, atuando como uma espécie de “guia turístico”, destacando e explicando os elementos importantes do sonho para que Néfi compreendesse o seu significado. É um belo relato, na verdade, mas a minha mente estava distante. Fiquei imaginando especialmente sobre a esposa de Néfi. Que visões transcendentes ela poderia ter recebido, se tivesse subido suas próprias altas montanhas? Se não estivesse ocupada pegando água, ou lavando suas roupas no riacho? Ou, se ela de fato os recebeu como poderíamos saber? Considerando o seu tempo e cultura, seus escritos teriam sido considerados adequados para serem inclusos nas obras canônicas? Será que ela era ao menos alfabetizada?

Perdida em meus pensamentos, eu lia os familiares versículos, alheia a discussão em classe que acontecia ao meu redor. De repente, enquanto estava ali sentada, uma impressionante epifania começou a fluir para a minha mente – de uma perspectiva que eu nunca tinha pensado antes, e que me atingiu com muita força. Ali estava Néfi, tendo sido levado até topo de uma montanha, onde o Criador do Universo por meio de um vasto conjunto de poderosas e impressionantes manifestações cósmicas instruía seus alunos – um aluno que passou a ser um profeta. Qual meio Deus escolheu utilizar para ensinar a Néfi o conceito mais importante de todos – a natureza do Seu amor – a um dos seus mais eleito servo? Que lição espantosa que Ele ensina? Na passagem de 1 Néfi, capítulo 11, o Espírito mostra a Néfi uma virgem a “mais bela e formosa de todas as outras virgens” e pergunta-lhe: “Conheces tu a condescendência de Deus?” Néfi responde: “Eu sei que Ele ama todos os seus filhos; no entanto, eu não conheço o significado de todas as coisas”. Então o Espírito explica: “Eis que a virgem que vês é a mãe do Filho de Deus, na carne”. Então Néfi olha e contempla “a virgem carregando uma criança em seus braços”.

 

Antes de sua visão, Néfi havia “meditando no [seu] coração”, perguntando sobre as possíveis interpretações da árvore. Estas questões, aparentemente estiveram ​​em sua mente por algum tempo, como o texto sugere que ele tinha se dedicado a reflexão. Apesar disso, a incerteza permaneceu, até que ele finalmente se voltou ao Senhor, Jesus Cristo, para obter as respostas definitivas. Depois de ter sido dada a Néfi a oportunidade de observar esta cena doce e simples de uma mãe segurando seu filho, o anjo faz a ele a culminante pergunta, sendo esta a própria questão que levou Néfi a buscar o Senhor, em primeiro lugar, fechando o círculo: “Sabes o significado da árvore que teu pai viu?” Desta vez, Néfi sabe, e imediatamente responde contemplando Maria com seu precioso bebê nos braços, e declara: “Sim, é o amor de Deus” (v. 22).

Meu coração se sentiu pleno à medida que recebia essa pequena inspiração na sala de aula. Então é assim que Deus ensina um profeta sobre a natureza do Seu amor! Eu havia acabado de expressar em minha mente a decepção sobre a aparente desigualdade entre Néfi e sua esposa, parecia que a missão dela era medíocre (eu nem sei o seu nome). Quando o meu Pai Celestial iluminou a minha mente e me mostrou que, mesmo com todo o universo como sua sala de aula, foi através do ato mais simples e mais fundamental da feminilidade que a potencia de sua missão poderia ser exemplificado. E foi moldada através de um papel em que eu atualmente me encontrei! Amor e carinho pelos pequenos – obviamente importantes, mas sem o glamour e facilmente confundidos pelo mundo com as outras tarefas aparentemente mundanas do dia-a-dia – era na verdade o símbolo supremo do amor de Deus para a humanidade!

Para quem o Senhor apontou quando este antigo profeta americano, Néfi, precisava de um modelo? Quando Néfi precisava da chave para interpretar um sonho? Ele não usou figuras gloriosas, corajosamente, derrotando os inimigos. Não usou oradores hábeis ou carismáticos estadistas. Não usou homens ou mulheres com uma deslumbrante acuidade intelectual, beleza, ou aduladoras. A própria missão de Deus, a natureza e o caráter – o seu ideal – foi demonstrada através do silêncio, que expressa compaixão, ternura, amor infalível e sem apego a qualquer exibição pública ou reconhecimento. Também foi retratada através de um papel que todos nós podemos relacionar, já que todos nós fomos nutridos por nossas mães, nossos próprios pais, ou têm a oportunidade de cuidar daqueles que nos rodeia de algum modo.

Eu refleti sobre essa experiência muitas vezes desde então. Acho que havia muitas coisas que meu Pai Celestial desejava me ensinar naquele momento de introspecção. Eu acho que ele queria que eu soubesse que o maior herói de todos, Jesus Cristo, que não possuía “nenhum atrativo ou formosura; nenhuma beleza para que o desejássemos” (Isaías 53:2), contempla todos os atos, conhece cada desejo sincero, e estima cada esforço nobre, mesmo quando eles não são amplamente reconhecidos ou exaltados. Eu acho que ele queria que eu soubesse que todos, “negro ou branco, escravo ou livre, homem ou mulher… são iguais perante Deus”, e que o Salvador a “ninguém nega”, antes “convida a todos a virem a Ele e participarem de sua bondade” (2 Néfi 26:33). Eu acho que ele queria que eu soubesse que o seu amor, aquilo que é mais desejável, não poderia ser encontrado em nenhum lugar a não ser nos ideais sustentados por Ele, nosso Redentor. Eu acho que ele queria que eu soubesse que Ele se importa é se eu tenho me esforçado para mudar meu coração, transforma-lo – se eu estou preparada para abraçar a causa procurando sempre doar a mim mesma no “socorro aos fracos, ergue-se as mãos que pendem e fortalece os joelhos enfraquecidos” (Revelação Moderna: Doutrina e Convênios 81:5). Eu acho que ele queria que eu soubesse que o seu amor é “a mais desejável de todas as coisas” e “a maior alegria para a alma” (1 Néfi 11:22-23), e é muito mais acessível do que eu poderia ter imaginado, e que a oportunidades de participar da abundância estavam bem debaixo do meu nariz, para ser desfrutada em qualquer tempo ou lugar.

Após ter comido do fruto precioso, Leí externou seu primeiro sentimento: “Comecei a desejar que a minha família dele também participasse” (1 Néfi 8:12). A medida que preenchermos a nós mesmos com o amor de nosso Pai e de Jesus Cristo, o Filho de Deus, seremos levados a abençoar os outros; e ao fazê-lo, descobriremos que aquilo é, de fato, um dom que é sempre multiplicado mas nunca dividido. Assim o Senhor, em seu circulo eterno, à medida que Ele incessantemente trabalha santificar suas criaturas, cada um de nós. Ali repousa seu ideal, que no final é o que nos faz “ideal”: purificados através do amor de Cristo, através do receber, através do doar, Ele nos faz Dele.

Fé em Jesus Cristo: O Coração dos Homens Falhará

quarta-feira, dezembro 7th, 2011

Neste mundo cheio de problemas, pecado, dificuldades e desafios, onde parece não haver mais esperança, que não há nada em que se segurar ou confiar. Porém eu testifico que isso não é verdade. O Senhor Jesus Cristo veio a esta terra e tomou sobre si as nossas dores, pecados, sofrimentos e a morte. Ele tornou possível que todos os males fossem desfeitos. Por causa d’Ele todos nós seremos ressuscitados. Graças a Ele, podemos encontrar paz, mesmo nos tempos mais difíceis e angustiantes da nossa vida. É através do evangelho de Jesus Cristo que podemos encontrar segurança e paz para nossas almas. O Livro de Mórmon, um registro dos atos de Deus entre os antigos habitantes do continente americano, testemunha de Jesus Cristo e de Sua missão. Ele diz:

 

E ele seguirá, sofrendo dores e aflições e tentações de toda espécie; e isto para que se cumpra a palavra que diz que ele tomará sobre si as dores e as enfermidades de seu povo.

E tomará sobre si a morte, para soltar as ligaduras da morte que prendem o seu povo; e tomará sobre si as suas enfermidades, para que se lhe encham de misericórdia as entranhas, segundo a carne, para que saiba, segundo a carne, como socorrer seu povo, de acordo com suas enfermidades.

Testifico que Jesus Cristo vive e que, porque Ele vive, nós não precisamos ter medo. Quando voltamos a nossa vida a Ele, podemos sentir Seu amor, poder e força. Eu sinto essa força quando coloco a minha confiança Nele e sigo o evangelho que Ele nos deu para que pudéssemos encontrar paz.