Archive for the ‘Jesus Cristo’ Category

Jesus Cristo e o Sacramento

terça-feira, maio 8th, 2012

O Sacramento na Igreja Mórmon

Ao refletir sobre minha infância, eu me lembro de partilhar do Sacramento de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (inadvertidamente chamada de “Igreja Mórmon” pela mídia). Os jovens rapazes, que possuíam o Sacerdócio de Deus, abençoavam e partiam o pão e então o passava para a congregação; eles então abençoavam a água e, de igual maneira, passavam as bandejas com os pequenos copos com água para a congregação. Eu me lembro, também, que minha mãe sabiamente pegava meus lápis de cor e me dava um livro de gravuras para que eu pudesse ver as gravuras de Jesus durante seu tempo sagrado. Eu ainda não entendia o simbolismo por trás do sacramento (no Catolicismo, e em outras religiões, pode ser conhecido como Comunhão, ou como Eucaristia), mas eu me lembro que o pão tinha o gosto melhor que qualquer pão que eu podia comer em casa. Mesmo antes de ter a idade suficiente para me batizar (para os Mórmons 8 anos de idade), eu tentei reproduzir este sabor em minha própria cozinha, colocando uma fatia de pão e partindo em pequenos pedaços como os que eu vi na Igreja. Então eu os comi como lanche assistindo um desenho na televisão. Fiquei triste quando percebi que não tinha o mesmo gosto! Com o tempo eu vim a entender que a razão pela qual eu pensava que o gosto era melhor na Igreja não era apenas pelo tamanho do pão, mas pelo significado que havia por trás de tudo. Deixe-me explicar:

Momentos antes de Jesus Cristo entrar no Jardim do Getsemane, Ele, junto com seus Doze Apóstolos, se reuniram no cenáculo, onde eles tiveram a Última Ceia. Ao término deste encontro importante, Jesus de Nazaré instituiu o Sacramento (ver Mateus 26:26-29). Ali, o Salvador falou para Seus discípulos partilharem do pão em lembrança do sacrifício de Seu corpo, e para beber do cálice em lembrança do Seu sangue que foi derramado para a remissão dos pecados. Embora os Santos dos Últimos Dias (Mórmons) não acreditam em transubstanciação – a mudança literal da água e do pão em sangue e corpo de Cristo – acreditamos que os emblemas representam plenamente e nos lembram de Seu sacrifício supremo por nossos pecados, e nos enche com Seu espírito ao renovarmos semanalmente o comprometimento para que Seu sacrifício se aplique a nós. Certamente o Espírito envolvido em lembrar Daquele que sacrificou sua vida por nós faria com que uma criancinha amasse qualquer coisa (até mesmo o gosto bom do pão) que esteja associada a esta ordenança (um ato formal e sagrado realizado pela autoridade do Sacerdócio – o poder de Deus na terra).

Quando partilhamos do sacramento, renovamos o convenio (um acordo entre Deus e o homem) que fazemos no batismo. Ao fazê-lo, prometemos tomar sobre nós o nome de Cristo, prometemos que sempre nos lembraremos Dele e prometemos que guardaremos todos os seus mandamentos (ver Doutrina e Convênios 20:77, 79; Moroni 4:3, 5:2). Para cada convênio que o homem guarda, Deus promete uma bênção. Na oração sacramental aprendemos que o Salvador faz convênio conosco de que sempre teremos Seu Espírito conosco. Que benção maior poderia haver?

Quando o Salvador morreu, ele era o “grande e último sacrifício” (ver Alma 34:13). O Elder Bruce R. McConkie (falecido membro do Quórum dos Doze Apóstolos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias) disse profeticamente, quando declarou: “Jesus, celebrando a festa da Páscoa, assim, dignificando e cumprindo a lei em sua totalidade, inicio o sacramento do Senhor. O Sacrifício começou e o sacramento iniciou. Era o fim da era antiga e o inicio da nova era. O sacrifício aguardava com expectativa o sangue derramado e a carne dilacerada do Cordeiro de Deus. O sacramento era para ser em lembrança do sangue derramado e da carne dilacerada, os emblemas, pão e vinho, tipificando algo tão completo como tinha sido o derramamento de sangue animal em seus dias” (McConkie, Comentários Doutrinários do Novo Testamento, 1:719 – 720).

Segue, abaixo, a instrução do Senhor para a oração sacramental, conforme encontrado no livro de escrituras modernas conhecido como Doutrina e Convênios, na seção 20:77, 79:

77 Ó Deus, Pai Eterno, nós te rogamos em nome de teu Filho, Jesus Cristo, que abençoes e santifiques este pão para as almas de todos os que partilharem dele, para que o comam em lembrança do corpo de teu Filho e testifiquem a ti, ó Deus, Pai Eterno, que desejam tomar sobre si o nome de teu Filho e recordá-lo sempre e guardar os mandamentos que ele lhes deu, para que possam ter sempre consigo o seu Espírito. Amém.

79 Ó Deus, Pai Eterno, nós te rogamos em nome de teu Filho, Jesus Cristo, que abençoes e santifiques este vinho para as almas de todos os que beberem dele, para que o façam em lembrança do sangue de teu Filho, que por eles foi derramado, e testifiquem a ti, ó Deus, Pai Eterno, que sempre se lembram dele, para que possam ter consigo o seu Espírito. Amém.

As bênçãos do sacramento (comunhão) são mais preciosas do que qualquer cosia que o mundo pode imaginar em oferecer. Uma das bênçãos gloriosas do batismo é que somos limpos através de Jesus Cristo. Eu sei que cometi erros depois que batizei, e é por isto que sou realmente grata por todo domingo eu poder frequentar a reunião sacramental para renovar meus convênios batismais com Deus e ser limpa novamente – contanto que eu tenha um “coração quebrantado e um espírito contrito” (ver Livro de Mórmon: Outro Testamento de Jesus Cristo: 3 Néfi 9:20).

Escrito por Ashley Bell, uma membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Igreja Mórmon), graduada pela BYU em Gestão de Recreação, é esposa e está grávida de seu primeiro filho. Ashley reside em Talyorsville, Utah.

Recursos Adicionais:

Frequente uma igreja Mórmon próximo a sua casa

Assista ou leia o que os Apóstolos e Profeta têm falado recentemente

Jesus Cristo no Mormonismo

terça-feira, abril 17th, 2012

Por Roy

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (com frequência chamada erroneamente de Igreja Mórmon) está centrada em Jesus Cristo. Os Mórmons frequentemente são acusados de não serem Cristão, mas está é uma declaração ridícula. Os Santos dos Últimos Dias acreditam Jesus Cristo é o Filho de Deus e o Redentor e Salvador do mundo. Ele é o único caminho de volta para Deus.

No Novo Testamento o apóstolo João disse “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” (João 1:1 – 5, 14).

A doutrina que Jesus Cristo é o Verbo, conforme citado pelo Apostolo João, é central para o Cristianismo, incluindo o Mormonismo. Jesus Cristo veio ao mundo e através Dele o mundo será salvo. Ele é o Unigênito do Pai na carne. Ele é também o Grande Exemplo para a humanidade. E através do poder redentor de Sua expiação, todas as pessoas que se arrependerem de seus pecados e aceitar a plenitude do evangelho eterno poderão voltar um dia a presença de Deus.

O Apostolo Paulo em sua carta aos Efésios disse: “E demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério, que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou por meio de Jesus Cristo;” (Efésios 3:9). Nosso Senhor Jesus Cristo, sobe a direção do Pai, criou os céus e a terra e tudo o que neles há. A doutrina Mórmon ensina isso.

A Expiação é o grande ato de amor que Jesus Cristo demonstrou por toda a humanidade. A Expiação nos possibilita voltar a presença do Pai através da obediência às ordenanças do evangelho. Um dos maiores dons da Expiação é o poder que ganhamos de vencer a morte através da ressurreição. “Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E também os que dormiram em Cristo estão perdidos.
Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens. Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, e foi feito as primícias dos que dormem. Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo.
Mas cada um por sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda. Depois virá o fim, quando tiver entregado o reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo o império, e toda a potestade e força. Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés. Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte.” (1 Coríntios 15:16-26).

A doutrina Mórmon, bem como as doutrinas básicas Cristãs, ensinam que durante Seu ministério terreno, o Salvador estabeleceu Seu evangelho e Sua Igreja. Após Sua ressurreição, Ele apareceu a Seus Apóstolos e deu autoridade (o Sacerdócio) para pregar o evangelho a todas as nações e a continuar a ministrar na igreja. Muitas pessoas, entretanto, não acreditam nos ensinamentos dos profetas e apóstolos. Foi-lhes ensinado o evangelho mas eles o rejeitaram. Aqui é onde a doutrina Mórmon se diferencia de outras doutrinas Cristãs. Eventualmente, houve uma grande rejeição da plenitude do evangelho de Jesus Cristo, um periodo conhecido como A Grande Apostasia. Isto aconteceu quando os apóstolos foram mortos e aqueles que tomaram os seus lugares começaram a misturar filosofias com a doutrina pura, se desviando, assim, da verdade do evangelho. Este período durou muitos anos.

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias ensina que o sacerdócio de Deus foi restaurada para a terra depois de séculos de apostasia. No ano de 1820, um rapaz chamado Joseph Smith recebeu uma visão do Pai e do Seu Filho Jesus Cristo lhe falando que a plenitude do evangelho de Jesus Cristo havia sido perdida na terra. Joseph Smith, um jovem fazendeiro iletrado, foi chamado como profeta de Deus nesta dispensação para restaurar o evangelho em sua totalidade. No dia 15 de maio de 1829, em cumprimento a profecia de que o evangelho e a autoridade de Deus seriam restaurados,  João, o Batista, apareceu para Joseph e restaurou o Sacerdócio Aarônico. Algum tempo depois Pedro, Tiago e João apareceram e restauram o Sacerdócio de Melquisedeque.

Embora nenhum de nós tenhamos total conhecimento das coisas que Deus nos dá, podemos seguir o exemplo de profetas fiéis, como Moroni, que guardou os mandamentos de Deus apesar da iniquidade tão presente em seus dias. Moroni compartilhou a conselho que seu pai havia lhe dado perto de fim de sua vida: ”  Sê fiel em Cristo, meu filho; e oxalá não te aflijam as coisas que te escrevi, a ponto de causar-te a morte, mas possa Cristo animar-te; e os seus sofrimentos e a sua morte e a manifestação do seu corpo a nossos pais e sua misericórdia e longanimidade e a esperança de sua glória e da vida eterna permaneçam em tua mente para sempre. E que a graça de Deus, o Pai, cujo trono se acha nas alturas dos céus, e de nosso Senhor Jesus Cristo, que se assenta à mão direita de seu poder até que todas as coisas se sujeitem a ele, te acompanhe e permaneça contigo para sempre.” (Livro de Mórmon, Moroni 9:25-26).

Recursos Adicionais:

Mais sobre a visão dos Mórmons sobre Jesus Cristo

Crenças Mórmons

Link vídeo sobre Jesus Cristo (em inglês)

Roy Patrick trabalha atualmente como Agente de Call Center nas Filipinas. Ele serviu uma missão de tempo integral em San Francisco, Califórnia. Sua família é uma das pioneiras de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias na Ilha Panay, Filipinas.

Jesus é o Pão da Vida e Filho de Deus

segunda-feira, abril 9th, 2012

Conforme registrado em João 5:1-9, Jesus curou um homem no tanque de Betesda. O local era famoso por seus poderes de cura, que se tornou manifesto quando as águas se agitavam. O homem estava tão debilitado, que ele não poderia ir até a água antes que alguém fosse na sua frente. Jesus ordenou-lhe que tomasse a cama e caminhasse, o que ele fez. Isto causou desgosto nos líderes judeus, pois era o sábado. Só é legal de acordo com a Lei de Moisés realizar ritual ou  carregar objetos sagrados no sábado, e este homem estava carregando cama dele, além disse Jesus tinha curado no sábado. Como é irônico que o Criador do sábado e todos que o guarda, deve ser condenado por quebrá-lo.

Jesus CurandoPor causa disso os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não só violava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus (João 5:14).

Jesus respondeu com um testemunho de que Ele era o Filho do Pai, e andava fazendo as coisas de seu Pai, e que aqueles que aceitam o Filho também aceitam o Pai. O Salvador, em seguida, profetizou do seu trabalho futuro pelos mortos –

Em verdade, em verdade eu vos digo: vem a hora, e agora é, quando os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão (João 5:25).

Nenhuma seita cristã compreende plenamente o que o Salvador estava falando aqui, exceto A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Através da revelação moderna de profetas verdadeiros, sabemos que Cristo, ministrou aos mortos durante seus três dias no túmulo, organizando uma missão para levar o evangelho aos espíritos que nunca ouviram falar ou que o haviam rejeitado durante a vida mortal. O Profeta Joseph F. Smith teve uma visão deste trabalho, e está registrado em Doutrina e Convênios, Seção 138. Este verso curto mostra o amor de Deus em nos dar todas as oportunidades de ouvir o evangelho e escolher acreditar. Todo mundo vai ter essa chance, tanto na terra como no mundo espiritual, enquanto aguardamos a ressurreição.

Jesus passou a ensinar que João Batista, as obras do próprio Jesus, as Escrituras, e o Pai, todos testemunham que Ele é o Filho de Deus.

Jesus alimenta a multidão

O registro bíblico encontrado em João 6:1-14 e Marcos 6:30-44 nos diz sobre Jesus alimentando a multidão. A história é um dos mais famosos da Bíblia. De apenas alguns pães e peixes, Cristo alimentou 3000 e depois 5000 seguidores.

O Élder James E. Faust (recente apóstolo Mórmon) disse:

“Muitas pessoas anônimas com presentes iguais apenas a cinco pães e dois peixes pequenos magnificam seus chamados e servem sem chamar atenção ou reconhecimento, alimentando milhares. … Estas são as centenas de milhares de líderes e professores em todas as auxiliares e quóruns do sacerdócio, os mestres familiares, a Sociedade de Socorro professoras visitantes. Estes são os muitos bispos humildes da Igreja, alguns sem treinamento formal, mas grandemente magnificados, sempre aprendendo, com um humilde desejo de servir ao Senhor e as pessoas de suas alas (congregações). …

“A principal razão porque esta igreja cresceu de suas origens humildes à sua força atual é a fidelidade e devoção de milhões de pessoas humildes e dedicadas, que têm apenas cinco pães e dois peixinhos para oferecer no serviço do Mestre. Eles se renderam em grande parte dos seus próprios interesses e assim tem encontrado a paz de Deus, que excede todo entendimento “(Filipenses 4:7)” ( Relatos da Conferencia, Abril de 1994, 4-5; ou Ensign, Maio de 1994, 5-6).

Depois que Jesus alimentou as multidões, ele instruiu seus discípulos a entrar no barco e ir para o outro lado do mar. Em seguida, Ele despediu as multidões e subiu ao monte para orar. A medida que os discípulos estavam atravessando o mar, eles foram pegos em por ventos fortes. (Veja João 6:15-21 e Mateus 14:22-33).

Do navio, os apóstolos viram Jesus andando para eles na água. Assim, vem a famosa história de fé e dúvida, quando Pedro tentou fazer o mesmo. Enquanto ele tinha os olhos fixos no Salvador, Pedro conseguiu, mas assim que ele olhou em volta e considerou com a sua lógica a improbabilidade de ser capaz de andar sobre a água, ele começou a afundar e teve que clamar ao Senhor para resgatá-lo. O Senhor nos diz que devemos ter “um olhar fixo na Sua glória”, a fim de conseguir irmos até Ele. Não podemos ser distraídos pelas coisas ao nosso redor.

Jesus é o Pão da Vida

Apóstolo Mórmon Jeffrey R. Holland disse o seguinte:

“Durante o ministério galileu do Salvador, Ele repreendeu aqueles que tinham ouvido falar Dele alimentar 5.000 com apenas cinco pães de cevada e dois peixes e, agora, se reuniram para esperando por um lanche grátis. Esse alimento, importante como o era, era incidental à nutrição real que Ele estava tentando dar-lhes “(Relato da Conferencia, Outubro de 1997, 87; ou Ensign, Novembro de 1997, 65).

Jesus ensinou que o pão que as pessoas procuraram iria temporariamente satisfazer a fome deles, mas que Ele era e é o “pão da vida.” Aqueles que participam do sacramento do Seu sofrimento e morte por nós viverão eternamente e nunca terão fome e sede. “Nunca sentirão fome” e “nunca terão sede”? (Ver João 6:47, 51-54; Mateus 26:26-28; Alma 5:33-35;. D & C 20:77)

Quando parte da multidão rejeitou a Cristo, Ele virou-se aos Seus apóstolos e perguntou-lhes se eles também iriam embora. Pedro respondeu: “Senhor, para quem iremos nós? Tu tens a palavra da vida eterna . E nós acreditamos e temos a certeza que Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo “(João 6:68, 69).

Por que Deus, o Pai, não se mostra?

terça-feira, março 20th, 2012

Deus, o Pai, se mostrou nestes últimos dias

Deus se mostra; Ele o fez no passado e Ele o fez no que conhecemos como esta dispensação ou tempo espiritual, precedendo Sua vinda. Ele vai se mostrar novamente na Segunda Vinda.

Existem muitas crenças concernentes a natureza de Deus, o Pai. Tantas, na verdade, que pode ser difícil para aqueles que se engajam em uma discussão religiosa para se assegurar que estão falando sobre o mesmo Ser. Todos temos uma ideia ou imagem para “quem” e “o que” Deus é dentro de nossa visão, e frequentemente esquecemos que as outras pessoas podem não ver Deus do mesmo modo que nós vemos. Essas diferenças estão presentes porque as crenças sobre Deus tem sido diluídas e modificadas com o passar do tempo, após a morte do Salvador e Seus apóstolos. Deus como um Ser perfeito e glorificado era um dado. Jesus como o Cristo, o Filho de Deus, foi ensinado e exemplificado em sua vida e missão. Então, por que o Pai Celestial não se mostra para todos imediatamente? Bem, podemos ver nos escritos tanto da Bíblia quanto do Livro de Mórmon (um outro testamento de Jesus Cristo de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias) que Deus de fato se mostra… mas não para todos de uma só vez, e que existem boas razões para quando isso acontece.

Deus, o Pai, quer que nós aprendamos sobre Ele e que venhamos a conhecê-Lo, para que possamos aproximar-nos Dele e eventualmente virmos a morar com ele. Entretanto, em Sua perfeição, Ele não pode ser manchado com iniquidade, ou “[pode] encarar o pecado com o mínimo grau de tolerância ” (D&C 1:31), e devido a condição causada pela Queda, todos nós ficamos aquém daquela perfeição. Nós simplesmente não podemos morar com Deus enquanto permanecemos neste estado iníquo e imperfeito. O mais importante para nós em nossa jornada é a expiação de Jesus Cristo. Um Salvador foi providenciado para nos redimir de nossos pecados para que assim pudéssemos ser limpos de nossos pecados e retornar a presença de Deus. Enquanto vivemos aqui nesta terra, experimentamos uma separação temporária que deve continuar – uma consequência de nosso estado decaído e uma parte de Seu plano para nosso progresso, até que Seus propósitos para esta terra sejam cumpridos.

Uma outra parte de importante de nosso progresso é a fé – a qual ” não é ter um perfeito conhecimento das coisas; portanto, se tendes fé, tendes esperança nas coisas que se não veem e que são verdadeiras” (Alma 32:21). Deus “não é visto” e não se mostra para todos para que possamos exercitar nossa fé! Então por que a fé é uma parte tão importante do Seu plano? Por que simplesmente não se revela para que possamos todos ter um “perfeito conhecimento” e não precisar mais de fé?

” Pois eis que não é conveniente que em todas as coisas eu mande; pois o que é compelido em todas as coisas é servo indolente e não sábio; portanto não recebe recompensa” (D&C 58:26).

Se somos “compelidos em todas as coisas” ou temos todas as respostas, nós não aprendemos, crescemos ou progredimos. Lembre-se, Deus quer que todos nós tenhamos progresso e crescimento. Todo seu plano e propósito para nós nesta terra é um plano para nosso progresso eterno. Nossa meta é maior do que a presença de Deus, já que estávamos na sua presença antes da Queda. Nossa meta deve ser crescer e progredir. Fomos feitos a imagem e semelhança de Deus, o Pai, somos Sues filhos, e o futuro que Ele planejou para nós é maior do que podemos imaginar. Para nos preparar para o futuro, precisamos passar por desafios que irão nos moldar e fortalecer nosso caráter. Os esforços para encontrar respostas por nós mesmos, caminhar a segunda milha e se esforçar para fazer mais do que nos é mandado nos levam para nossa “recompensa”.

” E, a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá” (Lucas 12:48).

Isto dito, voltamos para o fato de que Deus se mostra e tem se mostrado em tempos passados e presente. Esta é uma notícia gloriosa. Não somos deixados na escuridão sem testemunhas Dele, nem sem a promessa de que nós também, podemos contemplá-Lo se O seguirmos com firme propósito de coração, através de cada desafio da vida. Quanto mais recebemos, mais será requerido de nós. Aqueles que viram Deus e que O conhecem possuem um nível muito maior de responsabilidade do que aqueles que não O viram. Deus não quer nos forçar a algo maior que podemos suportar. Ele nos ensina linha sobre linha, para que não fiquemos sobrecarregados. Lembre-se novamente, somos Seus filhos – e quem esperaria que seus filhos aprendessem equações matemáticas antes de aprender a tabuada? Assim também é com Deus. Ele não nos dará mais conhecimento, mandamentos, ou expectativas do que as que estamos prontos para receber , uma vez que a responsabilidade pelo conhecimento será cobrada. Há um profeta vivo e doze apóstolos na terra hoje que conhecem o Salvador. Eles testificam e prestam um testemunho especial de Sua realidade.

Embora estejamos todos juntos nesta terra, estamos todos em estágios diferentes de nosso progresso, e todos recebemos níveis diferentes de conhecimento e responsabilidades. Para alguns é dado mais, para outros menos – mas a todos nós é dado a quantidade exata que nos é necessário para continuar com nosso progresso pessoal. Existem muitos poucos a quem Deus se revelou pessoalmente, mas Ele se mostra a todos que estão espiritualmente preparados – aqueles que Ele escolheu para serem seus representantes para nos guiar em nosso desafio de nos tornarmos como Ele é. Ele se mostrou para Moisés e falou com ele face a face, Se mostrou para o irmão de Jarede que tinha fé suficiente para pedir ao Senhor para tocar as pedras com seus dedos para fazer com que brilhassem (Éter 2-3), e ele se mostrou a Joseph Smith no bosque sagrado, em resposta a sua oração para saber qual igreja era a verdadeira. A verdade havia caído pelas ruas e ele precisava saber. Sua resposta veio como uma maravilhosa teofanía, ao ver Deus, o Pai, e Seu Filho, Jesus Cristo. Através de Joseph Smith, Ele restaurou a Igreja de Cristo sobre a terra. Eles apareceram. E o conhecimento obtido por Joseph, que compartilha para você e eu é que eles eram seres reais, que eles vivem, e que são dois Seres distintos e glorificados. Joseph testificou que nós, ao sermos batizados no reino de Deus, podemos progredir e receber todas as bênçãos possíveis ao homem, incluindo ver o Salvador, se nos tornarmos santificados através Dele. Quer seja nesta vida ou na próxima, ou na Segunda Vinda, todos nós O veremos novamente.

Os exemplos são poucos, como na maioria dos casos, aqueles escolhidos para ser profetas apenas ouvem a voz de Deus ou recebem visões para serem guiados, mas o dia está próximo em que Deus se mostrará para todos, e é importante que estejamos preparados para este dia. Quando o propósito desta terra for cumprido, Ele virá em sua glória e todos O verão.

Fontes Adicionais

Leia “O Cristo Vivo: O testemunho dos Apóstolos [Mórmons]” no site oficial de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (inadvertidamente chamado por amigos e por outros de “Igreja Mórmon”).

O Livro de Mórmon é um outro testamento de Jesus Cristo, peça uma cópia gratuita hoje mesmo.

Jesus Cristo: Experimentando Nossa Dívida e Sua Graça

sábado, janeiro 28th, 2012

Experimentando nossa dívida

A percepção de nossa impotência sem a ajuda divina do Senhor Jesus Cristo nos permite confiar em sua graça como a nossa verdadeira fonte de força. As palavras do hino “Vinde, Tu Fonte de Toda Bênção” enfatizam o quão fácil é para as almas humanas se desviar e como estamos endividados para com a graça do nosso Salvador de ligar as nossas almas errantes a ele.

Oh quão grande devedor eu sou para com a graça
Que Diariamente eu devo constrangido estar!
Que a Tua bondade, como um grilhão,
Vincule o meu coração divagante a Ti.
Propensos a vagar, Senhor, eu sinto isso,
Propensos a deixar o deus que eu amo;
Aqui está meu coração, oh tome-o e sele-o,
Sele-o para o teu tribunais superiores.

Como membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (inadvertidamente chamada de “Igreja Mórmon” por amigos de outras religiões), acreditamos que todos somos devedores da graça infinita do nosso Salvador – dívida que jamais poderemos pagar. Todos nós somos ovelhas perdidas que precisam de orientação constante do nosso Pastor. Mesmo como membros da Igreja restaurada de Jesus Cristo nós somos ovelhas perdidas, propensos a vagar, porque, muitas vezes, exageramos a nossa parte finita no convênio do evangelho. Ao fazer isso, estamos em perigo de negligenciar o fato de que somos totalmente dependentes da graça do nosso Salvador.

Muitos de nós interpretamos mal a declaração de Néfi (Néfi é um profeta no Livro de Mórmon), “Pois sabemos que é pela graça que somos salvos, depois de tudo o que pudermos fazer” (2 Néfi 25:23). Alguns interpretaram este versículo para dizer que devemos fazer tudo o que for possível para nos aperfeiçoar, então, uma vez que esgotamos cada grama de auto-suficiência, auto-disciplina e auto-justiça, o Senhor completará o que  sobrou para ser aperfeiçoado.

Quando fazemos isso, estamos em perigo de tomar uma posição quase anti-Cristo, colocando a nossa confiança no deus de nós mesmos. Parece que estamos dizendo que a maioria dos mérito para a nossa salvação vem para nós mesmos. Também parece estarmos dizendo que deveríamos tentar de tudo ao nosso alcance a ponto não precisarmos da ajuda do Salvador, no entanto, se cairmos um pouco, teremos o prazer de permitir que Ele faça a diferença. Isso revela uma compreensão muito superficial da contribuição infinita do Senhor para o nosso relacionamento no convênio. Somente por estar em um relacionamento de convênios com Cristo, um ser infinito, nossa estima espiritual pode se refletir nos méritos infinitos suficiente para nos salvar e nos exaltar. Nossa parte limitada nunca começará a ser suficiente.

Uma fórmula que pode nos ajudar a compreender a diferença drástica entre a nossa parte (finita) insuficiente no convênio e a parte do Salvador (infinita) suficiente, é o seguinte: I – F = I. Em outras palavras, a diferença entre o que é infinito e que, o que é finito, é sempre uma diferença infinita. A diferença entre o que fazemos e o que o Salvador faz por nós será sempre infinito. Mesmo se tomássemos o F e levasse para a potência de um centésimo, a diferença seria o mesmo infinito.

Não importa o quão grande se torne F, a diferença entre algo infinito e algo finito será sempre uma diferença infinita. Não importa quanto esforço que colocamos em nossa parte da aliança, ainda estaremos completamente dependentes do poder infinito do Salvador para nos salvar. Como mortais caídos, somos sempre “servos inúteis” (Mosias 2:21).

Devemos dar a Jesus Cristo toda a glória de Sua contribuição infinita para a nossa salvação. Devemos nos alegrar em saber que Ele realizou o sacrifício expiatório infinito e eterno para nós. Devemos louvar e adorá-Lo por sua graça maravilhosa. Este é um dom infinito que nunca poderiamos prover para nós mesmos.

Afinal que pensamos que podemos conseguir por nós mesmos? Embora a nossa participação voluntária seja essencial, nada do que fazemos nunca vai ser suficiente. Tudo o que podemos fazer é ir a Jesus Cristo, participar da Sua graça salvadora, e ser reconciliados com o Pai através de Seu sangue expiatório. Estamos, é claro, completamente dependentes de Sua graça que Ele nos permite mesmo em tomar esses passos. Estamos dependentes de Sua graça para nos capacitar no exercício da fé. Estamos dependentes de Sua graça para que possamos, nos nossos esforços, obedecer a Seus mandamentos. Somos devedores da Sua graça a cada passo desse caminho.

Jacó (um profeta do Livro de Mórmon), que tinha visto o Salvador em sua juventude, ensinou de nossa confiança na graça do Salvador: “Reconciliai-vos com a vontade de Deus, e não com a vontade do diabo e da carne; e lembrai-vos, depois de vos reconciliardes com Deus, que é somente na graça e pela graça de Deus que sois salvos “(2 Néfi 10:24).

Moroni (outro profeta que testemunhou de Cristo no Livro de Mórmon) testemunhou que a salvação está disponível quando chegamos a Jesus Cristo e deixamos que o poder capacitador de Sua grça opere em nós para nos completar e nos aperfeiçoar. Ele disse: “sim, vinde a Cristo, e sede aperfeiçoados Nele e negai-vos de toda iniqüidade; e se vós negar-vos a toda iniqüidade e amardes a Deus com todo o seu poder, mente e força, então Sua graça será suficiente para você, que por Sua graça podeis ser perfeitos em Cristo, e se pela graça de Deus fordes perfeitos em Cristo, não podeis de modo algum, negar o poder de Deus “(Morôni 10:32).

Sydney Reynolds, falando em uma Conferência de Mulheres na Universidade Brigham Young (BYU), disse: “O tipo de perfeição que Moroni estava falando quando nos convida a vir a Cristo não tem nada a ver com a realização perfeita. Isto nem sequer tem nada a ver com a excepcional competência ou habilidade em determinada área, mas tem tudo a ver com ter fé no Senhor, arrependendo-se do pecado, e guardando os mandamentos do Senhor. “Como Neal A Maxwell disse:” a Igreja é “para aperfeiçoar os santos” (Efésios 4:12), e não é uma casa de repouso bem-equipada para pessoas já aperfeiçoadas “.

Note que Moroni não disse, “Se aperfeiçoe primeiro, e então você pode vir a Cristo.” Nós não temos absolutamente nenhum poder como homens decaídos de fazer ou nos manter dignos sem a graça de nosso Salvador Jesus Cristo. Somos instruídos primeiro a chegar a Cristo, e Ele vai iniciar o processo de nos aperfeiçoar e nos completar Nele. Em seguida, a Sua graça é suficiente para nos permitir negar a nós mesmos das impiedades. Sua graça, então, continua a trabalhar em nós, nos santificando e nos fazendo santos sem mácula. Isso é feito apenas e através de Sua graça e de Seu sangue expiatório.

Moroni continua: “E, novamente, se vós, pela graça de Deus sois perfeitos em Cristo, e não negam o Seu poder, então sereis santificados em Cristo pela graça de Deus, através do derramamento do sangue de Cristo, que é o convênio do Pai para a remissão de seus pecados, para que vos torneis santos, e sem mancha “(Morôni 10:33).

Recursos adicionais:

Para mais informações sobre Jesus Cristo e Sua Expiação infinita e Sua graça, visite o site oficial de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (inadvertidamente chamada por amigos de outras religiões como a “Igreja Mórmon“).

O Livro de Mórmon é outro testamento de Jesus Cristo. Solicite uma cópia gratuita do Livro de Mórmon.

A Expiação de Jesus Cristo é fundamental para as crenças dos Mórmons.

Sedento Pela Água Viva de Jesus Cristo

quarta-feira, janeiro 11th, 2012

Experimentando a Água Viva: Jesus Cristo sacia nossa sede espiritual

Enquanto trabalhava como professor do seminário – um instrutor de religião para a juventude da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (inadvertidamente referida pela imprensa como a “Igreja Mórmon”) – Eu ouvi a analogia de que em nosso estado decaído, cada um de nós é como uma pessoa encalhada em um deserto escaldante, morrendo de sede. Ao ponto de completa exaustão e desidratação, de repente percebemos um jarro de água potável sentado em cima de uma duna de areia. Se escolhermos nos  rastejar para a água e bebê-la, podemos ser salvos. Neste exemplo, o que realmente nos salva? É os nossos próprios esforços para rastear até a água, ou é a própria água? Enquanto que os nossos esforços de rastejar até a água são necessários e essenciais, por si só não podem nos salvar. Apenas a água contém os elementos suficientes para sustentar a vida. Podemos rastejar até os confins da terra, mas sem os elementos que salvam vidas contido na água, não há salvação.

Meu entendimento mental carnal do evangelho de Jesus Cristo tem me feito rastejar como uma pessoa louca, mas nunca chegando ao refrescante salva-vidas que apenas o Salvador oferece. Eu estava desesperadamente tentando fazer o que eu achava que era necessário sem experimentar o que era suficiente. A mentalidade carnal me impediu de acreditar no poder de libertação todo-poderosa de Jesus Cristo. Isso me manteve tentando resolver os problemas da vida por minha conta, e isso me levou a abandonar a fonte de água viva. O Senhor, falando através do profeta Jeremias, disse: “Porque o meu povo fez duas maldades: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm as águas” (Jeremias 2:13 ).

Enquanto que na mortalidade, caminhamos em uma terra distante. Este mundo caído não é a nossa casa, somos estranhos, mas aqui. Como o hino Santos dos Últimos Dias (Mórmon) “Meu Pai”, diz, “ainda frequentemente algo secreto sussurra:” você é um estranho aqui, “Eu senti que tinha peranbulado de uma esfera mais elevada.” 13

Nesta jornada, muitos de nós perdemos de vista nossa dependência do Salvador para dirigir o nosso caminho, muitos de nós procuramos saciar a nossa incomoda sede de maneiras que nunca irão satisfazer ou sustentar a vida. Nossas cisternas rotas não podem sustentar a vida espiritual, porque elas não contêm água viva. Eles representam nossos falsos deuses sem água vivificante para oferecer. Nós erguemos essas barreiras para a dar graças à medida que buscamos a felicidade dentro e fora de nós mesmos e a medida que  nos apegamos a vaidade e descrença. Estas cisternas rotas, podem ser qualquer coisa desde nossas aspirações pessoais até a nossa filosofia humana feita para a felicidade. (mais…)

Sobre Deus: A Personalidade de Deus

sábado, dezembro 24th, 2011

Muitas vezes em reunião de testemunhos, ouvimos membros dizerem como eles são gratos pelo amor de nosso Pai Celestial e Jesus Cristo. Com certeza, todos nós sentimos e continuamos a sentir o amor de Deus por nós quando nos aproximamos Dele através da obediência aos Seus mandamentos, e mesmo quando sentimos que somos indignos de Seu amor. Mas ao ler e reler a visão de Enoque de Deus, eu aprendi mais do que nunca sobre a natureza de Deus o Pai e de Jesus Cristo.

De fato, aprender sobre Deus, nosso Pai, que Ele é magnífico e glorioso, que Ele tem paixão e sentimentos eternos, que Ele pode, por vezes, sintir-se arrasado quando não amamos nossos irmãos e optamos por negligência-Lo. A outra parte da doutrina que eu aprendi foi análizando Moisés 7 sobre a lei de Deus no trato com o Seu povo coletivamente. Vou comparar a terra de Canaã com o povo de Enoque. Fazê-lo me deu uma compreensão mais profunda do que eventualmente pode acontecer a um povo justo se não guardar os mandamentos de Deus.

Sobre Deus: Deus sente compaixão por nós

Primeiramente, eu não fazia a mínima idéia de que Deus pudesse chorar. Isso significa que nosso Pai Celestial tem sentimentos assim como nós, mas eu imagino que são eternos e profundos, mais do que posso compreender. Vemos isso quando Enoque, durante a visão de ver todas as criações de Deus se volta para Deus e O vê chorando. Enoque deve ter ficado chocado! Ele deve ter ficado tão incrivelmente chocado ao ver o ser mais poderoso no universo chorar! Eu teria! Cito o texto “E Enoque disse ao Senhor: Como é que podes chorar, vendo tu és santo, e de toda a eternidade para toda a eternidade? E também és justo; tu és misericordioso e bondoso para sempre; E a paz, a justiça e a verdade é a base do teu trono; e misericórdia irá adiante de tua face e não têm fim; como é que podes chorar “?

Eu, pessoalmente, achei um tanto incomum acreditar de começo. Que o mais misericordioso, pacífico ainda mais glorioso ser no universo (pois sabemos que a pessoa tem que ser transfigurada para não secar por causa de Sua glória) chorava por causa do Seu povo. Por que nós choramos como seres humanos normais? Talvez tenhamos tido um dia ruim. Talvez estejamos passando por um momento difícil em nosso casamento. Talvez tenhamos perdido um dos membros de nossa família com dependências, ou mesmo perdemos um ente querido por uma doença fatal. No entanto, Deus, o Pai Eterno chora porque “Eles não têm afeição e odeiam seu próprio sangue”. Conhecer sobre Deus, que Ele é tão cheio de paixão (algo que muitas crenças não acreditam) é incrível e maravilhoso para mim. O quanto Deus realmente ama Seus filhos que Ele chora por eles, quando eles não amam uns aos outros. (mais…)

O Nascimento de Cristo: Filho de Davi, Filho do Homem, Filho de Deus, Salvador

quarta-feira, dezembro 14th, 2011

Keith L. Brown é um converso à Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e serve como Líder de Grupo dos Sumo Sacerdotes na Ala Annapolis Maryland.

O infante que estava na manjedoura em Belém não era uma criança comum. Algumas pessoas O chamaram de filho de Davi. Outros O chamaram de filho de José. As escrituras O chamam de o filho de Davi, o filho de Maria, o filho do homem, o Filho de Deus. Ele, cujo nome é Emanuel, que significa Deus conosco, nasceu para ser o Rei dos reis e o Senhor dos senhores. Esta criança era o Messias prometido – mesmo Jesus o Cristo, o Filho Unigênito de Deus. Por centenas de anos profecias tinha falado do nascimento de um Messias, e naquela noite estrelada na cidade de Davi, aquele que iria cumprir as profecias nasceu em um estábulo humilde tendo uma manjedoura como berço.

No Livro de Mórmon, em 3 Néfi 1: 13 lemos: “Levanta a cabeça e tem bom ânimo; pois eis que é chegada a hora e esta noite será dado o sinal; e amanhã virei ao mundo para mostrar ao mundo que cumprirei tudo aquilo que fiz com que fosse dito pela boca de meus santos profetas “.

Seja por sua própria voz ou pela boca dos Seus santos profetas, Deus sempre cumpre Suas promessas. No Grande Conselho no Céu, nosso Pai Celestial prometeu enviar um Salvador que iria expiar os nossos pecados para que pudéssemos viver com Ele novamente. O apóstolo João dá testemunho disso e nos diz como registrado em João 3:16-17: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo através Dele pudesse ser salvo”.

Como o Pai Celestial enviou Seu Filho para a terra? Ele O enviou como um bebê recém-nascido e lhe permitiu aprender e crescer, assim como nós aprendemos e crescemos. Lemos em Lucas 2:40 que “e o menino crescia, e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria: e a graça de Deus estava sobre ele”. Durante toda a sua vida mortal Ele fez tudo de acordo com a vontade de Seu Pai, que O tinha enviado. E por causa do Seu grande amor por nós, Ele estava disposto a dar a Sua vida em resgate pela nossa, tornando-se o ultimo sacrifício. (mais…)

Como Faço Para Me Aproximar de Jesus Cristo?

terça-feira, dezembro 6th, 2011

Não fomos deixados sozinhos na terra. Jesus Cristo foi enviado a ela para nos dar a força para superar os desafios, problemas e o pecado. A fim de vencermos o pecado, Ele pede que olhemos para Ele com fé e saibamos que Ele sabe o que é melhor para nós. O Senhor Jesus Cristo nos proporcionou um caminho para que pudéssemos ser capazes de encontrar paz nesta vida e vida eterna na vida futura. Ele nos deu o evangelho de Jesus Cristo. O Senhor abençoa todos aqueles que seguem Seu evangelho. No Livro de Mórmon, um registro dos ensinamentos de Jesus Cristo dado por Deus aos antigos habitantes do continente americano, o Senhor diz:

 

E ainda mais, quisera que considerásseis o estado abençoado e feliz daqueles que guardam os mandamentos de Deus. Pois eis que são abençoados em todas as coisas, tanto materiais como espirituais; e se eles se conservarem fiéis até o fim, serão recebidos no céu, para que assim possam habitar com Deus em um estado de felicidade sem fim. Oh! Lembrai-vos, lembrai-vos de que estas coisas são verdadeiras, porque o Senhor Deus as disse.

Na Bíblia Sagrada Jesus Cristo disse: “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis” (João 13:34). Eu descobri que servir o próximo proporciona uma das maiores alegrias da vida. Ao servir e demostrar meu amor pelos outros da mesma forma que o Salvador demonstrou por mim, Ele me abençoa com paz e me ajuda a desenvolver um amor ainda maior pelo meu próximo. Eu sei que a verdadeira felicidade somente pode ser obtida quando procuramos amar e servir a Deus e a todos os Seus filhos.

Mensagens Inspiradas de Natal: Como o amor do Salvador me ajudou a amar a mim mesmo

sábado, novembro 26th, 2011

Marcus é um membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (inadvertidamente chamado por amigos de outras religiões de a “Igreja Mórmon”). Ao enfrentar adversidades quando adolescente, ele agora compartilha sua história de cura. Marcus participou de uma filmagem para um comercial de alcance nacional e viajou para a América do Sul.

Todo mundo tem desafios. Não importa de onde viemos, qual é nossa religião, quanto dinheiro temos, ou nosso status social. Nada neste mundo pode fazer com que uma pessoa seja imune às dificuldades da vida.

Alguns dos maiores desafios que enfrentei na minha vida aconteceram prematuramente. Aos 12 anos eu fui diagnosticado com uma doença hereditária que fez com que meu corpo não produzisse uma substância química chamada serotonina na quantidade adequada. Uma depressão crônica foi o resultado da falta dessa substancia no meu corpo. Fui então diagnosticado com ansiedade social grave e tive que abandonar a escola. Meus pais se divorciaram quando eu tinha 15 anos e aos 17 anos de idade, minha mãe parou de falar comigo. As últimas palavras que ela me dirigiu foram: “Eu não quero mais ter nada a ver com você”, antes que ela se mudasse sem me dizer para onde ia.

Entre os 12 e 18 anos de idade minha vida era uma bagunça. Nosso médico de família disse que o divórcio dos meus pais me destruiria e os inúmeros psiquiatras que visitei desistiram de mim. Na maioria das vezes eu queria ficar sozinho no meu quarto. Eu me senti como se fosse um fardo para todos os outros e que minha presença não era desejada por ninguém. Quando minha mãe foi embora, eu me tranquei no meu quarto e chorei por três dias. Mesmo que isso pareça tão triste, era nessas horas que meu relacionamento com Deus e minha fé na Expiação de Jesus Cristo cresceram e se fortaleceram.

 

Olhando para trás nesse período difícil da minha vida, percebo agora que eu não fui até Jesus Cristo para obter ajuda. Foi o Senhor que veio até mim para me ajudar. Como diz no livro de João, capítulo três, versículos 16 e 17:

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo fosse salvo através Dele”.

A Expiação de Jesus Cristo não se aplica apenas a salvação da minha alma, a expiação também se aplica a minha vida a cada momento. Eu precisava, mais do que nunca, de alguém para me salvar e foi por meio da Expiação, do amor do meu Salvador, que encontrei minha salvação. Em um momento que parecia que o mundo estava contra mim, eu senti dentro de mim e sabia da verdade de que mesmo que se o mundo inteiro me desprezasse o Senhor veio a este mundo com o único propósito de me ajudar.

De alguma forma, através das trevas da minha depressão e apesar da inexperiência da minha juventude, eu era capaz de me sentir inspirado e fortalecido. Orei a Deus regularmente e implorei por ajuda. Parecia que quanto mais eu falava com o Senhor, mais forte eu me sentia. A paz e o conforto que recebi começaram a me curar e depois de alguns anos, eu fui capaz de suspender a minha medicação.

Quando minha mãe me deixou eu chorei, mas também orei. Eu disse ao Senhor como estava me sentindo sozinho e triste. Parecia que um pedaço de mim tinha sido removido e agora eu tinha um buraco na minha alma. Foi então que eu senti que deveria procurar conforto nas escrituras. Como membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (frequentemente confundida como a “Igreja Mórmon“) eu comecei a ler o Livro de Mórmon, que é um antigo registro de Sagradas Escrituras que testemunham de Jesus Cristo. Quando comecei a lê-lo, encontrei uma escritura que eu já havia lido várias vezes, mas constantemente ignorado. Em 1 Néfi, capítulo 21, versículo 15 diz:

“Pois pode uma mulher esquecer o filho que está amamentando e deixar de sentir compaixão do filho de suas entranhas? Sim, pode esquecer; eu, porém, não te esquecerei, ó casa de Israel”.

Embora eu estivesse magoado, eu sabia que o Senhor Jesus Cristo sempre me amaria e se lembraria de mim. Naquele momento, a cura começou a acontecer e eu nunca me senti sozinho desde então.

Todos nós sofremos e sentimos dor e angustia durante nossa vida. Às vezes podemos nos sentir tão sobrecarregados que não parece haver nenhuma saída daquele poço de desespero. É então que a expiação pode servir como uma escada para sairmos do poço escuro e encontrar a luz do dia, e é o Salvador que estende essa escada para nós. Devemos nos empenhar para encontra-la, mas sei que vale a pena o esforço e sou muito grato que eu tenha escolhido subir essa escada.