Archive for the ‘Vida Mortal de Jesus’ Category

Quais contribuições únicas sobre Jesus são encontradas no evangelho de Lucas?

sexta-feira, maio 30th, 2008

Lucas é o mais longo dos quatro evangelhos e cerca de metade do seu evangelho possui materiais únicos provendo informações adicionais sobre Jesus.

O Evangelho de Lucas é o primeiro de dois trabalhos (Lucas – Atos). O Evangelho informa ao leitor o que Jesus disse e fez e o Livro de Atos revela o que Jesus fez através do Espírito Santo após sua ascensão – uma continuação que foi escrita para ser lida junta.

Lucas contém uma extensa narrativa do nascimento, destacando a história de Isabel e de Maria (Lucas 1), e é o único Evangelho que registra a história de Jesus ir para Jerusalém quando ele tinha doze anos de idade (Lucas 2:41-50). Assim como Mateus, o Evangelho de Lucas provê um registro detalhado das tentações no deserto (Lucas 4:1-13). Read the rest of this entry »

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Por que Jesus deixou Nazaré?

sexta-feira, maio 16th, 2008

Os Evangelhos provêem algumas dicas que podem esclarecer porque Jesus deixou a vila de sua juventude ao começar o seu ministério.

Jesus era associado com Nazaré durante todo o seu ministério. Mesmo no fim, Pilatos colocou sobre sua cruz um sinal: “JESUS NAZARENO, O REI DOS JUDEUS” (João 19:19). Ele é associado com Nazaré de alguma forma. José e Maria (mãe de Jesus) se mudaram para Nazaré, uma pequena vila da Galiléia poucos anos após o nascimento de Jesus em Belém, na Judéia (ver Mateus 2:19-23) onde ele aparentemente viveu ate aparecer no Rio Jordão para ser batizado por João o Batista. (mais…)

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A Necessidade de um Redentor

sexta-feira, maio 2nd, 2008

Christ is our Redeemer

Explicamos, até agora, que toda a raça humana existiu no mundo anterior, na forma de seres espirituais, e que esta Terra foi criada com o propósito de possibilitar a esses espíritos as experiências da mortalidade. Quando ainda nesse estado espiritual, foram investigados dos poderes de arbítrio ou escolha; e foi parte do plano divino que nascessem livres na carne, herdeiros do direito inalienável de liberdade, para escolher e agir por si próprios na mortalidade. É inegavelmente essencial ao progresso eterno dos filhos de Deus que estejam sujeitos às influências tanto do bem como do mal, a fim de que sejam experimentados e provados, “para ver se farão todas as coisas que o Senhor seu Deus lhes ordenar” ( Jó 38:7). O livre-arbítrio é um elemento indispensável a tal teste. (mais…)

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O Plano de Compulsão de Satanás e o Plano de Arbítrio de Cristo

sexta-feira, maio 2nd, 2008

Antes de o homem ser colocado na Terra – desconhecemos quanto tempo antes – Cristo e Satanás, juntamente com hostes de filhos espirituais de Deus, existiram como indivíduos inteligentes, que possuíam o poder e a oportunidade de optar pelo rumo que tomariam, e os líderes que iriam seguir e a quem obedecer (ver Nota 1). Nesse grande conselho de inteligências espirituais, foi apresentado, e indubitavelmente discutido o plano do Pai, segundo o qual Seus Filhos avançariam para o segundo estado. A oportunidade assim colocada ao alcance dos espíritos, que teriam o privilégio de vir à Terra e nela receber corpos, era tão transcendentalmente gloriosa, que aquelas multidões celestiais romperam em cânticos e clamaram de júbilo (Jó 38:7). (mais…)

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A vida pré-mortal de Cristo

sexta-feira, maio 2nd, 2008

Afirmamos, baseados na autoridade da Escritura Sagrada, que o Ser conhecido entre os homens como Jesus de Nazaré, e por todos os que reconhecem a Sua natureza divina, como Jesus, o Cristo, existiu com o Pai antes do nascimento na carne, e no estado preexistente, foi escolhido e ordenado para ser o único Salvador e Redentor da raça humana. Preordenação indica preexistência como condição essencial; portanto as Escrituras que tratam de uma, testificam igualmente da outra; conseqüentemente, nesta apresentação não será tentada nenhuma separação entre as evidências que se aplicam em particular à preexistência de Cristo e a Sua preordenação. (mais…)

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Mulheres seguiram Jesus?

quinta-feira, março 20th, 2008

Sim! Jesus tinha um grande respeito pelas mulheres, geralmente as incluindo como um papel positivo de fé e dedicação em seus ensinamentos e parábolas (ver, para um exemplo, a viúva de Sarepta que alimentou Elias, Lucas 4:25-26; e a mulher que deu suas duas moedas para o tesouro, Marcos 12:42-44). Embora os registros do Novo Testamento das mulheres que seguiram Jesus são limitados em seus números e escopos, ainda assim fica claro que elas tiveram um papel importante no ministério de Jesus. (mais…)

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Jesus de Nazaré

sexta-feira, fevereiro 22nd, 2008

Porque Jesus é associado com Nazaré?

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Nazaré, uma pequena vila ao norte da Galiléia, foi o lar da juventude de Jesus. José e Maria, de acordo com o Novo Testamento, voltaram para lá algum tempo depois do nascimento de Jesus em Belém, uma pequena cidade no sul da Judéia, (ver Mateus 2:23). Da infância de Jesus até os seus trinta anos de idade, Nazaré foi o seu lar.

Durante este período não era incomum que uma pessoa fosse identificada com o nome da cidade onde ele ou ela havia nascido ou vivido (ver para exemplo Lucas 8:2, onde Maria de Magdala é mencionada). Como resultado disto, Jesus é identificado com Nazaré cerca de dezessete vezes no Novo Testamento, como “Jesus de Nazaré”.

Mesmo em sua morte, embora ele já tivesse deixado Nazaré aproximadamente três anos antes, Jesus era identificado com a pequena vila que ficava ao lado da via principal dos montes da Galiléia: “E Pilatos escreveu também um título, e pô-lo em cima da cruz; e nele estava escrito JESUS NAZARENO, O REI DOS JUDEUS” (Lucas 19:19).

Alguns anos depois, após a ressurreição, Pedro começou a ensinar os povos que não eram Judeus quando ele visitou o centurião romano, Cornélio, em Cesaréia Marítima para compartilhar as “boas novas”. Nesta reunião monumental, Pedro começou seu famoso sermão com a identificação geográfica do lar da infância de Jesus: “Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com Ele” (Atos 10:38). À medida que o trabalho missionário do apostolo começava a se espalhar por toda a bacia mediterrânea e ao Novo Oeste, as pessoas bem distantes da Terra Santa aprenderam sobre Jesus de Nazaré.

Adicionalmente à tradicional conexão do nome com um lugar, Mateus acreditava que a identificação com Nazaré já era conhecida pelos primeiros profetas hebraicos, (ver Mateus 2:23).

Provável aparência de Nazaré durante o primeiro século d.C., Usado com permissão de Balage Balogh

Nazareth

O Lugar de Nazaré nas Histórias do Novo Testamento

O retorno do Rei, Mateus 2:19-23.

Essa terceira passagem em Mateus 2 começa com a mesma estrutura que encontramos na passagem anterior, sobre a fuga para o Egito – o anjo do Senhor apareceu para José em um sonho e deu uma mandamento de se levantar e pegar seu filho e a mãe dele e ir para a terra de Israel, mandamento o qual José se levantou e fez exatamente como foi falado (note o paralelo lingüístico nos versículos 14 e 21). Indo novamente para a Judeia era verdadeiramente uma boa idéia, uma vez que o filho de Herodes, Arquelau, estava reinando lá, e por isso foi avisado sobre isso em um sonho, ele partiu pra o “distrito” da Galiléia, indo viver na pequena cidade de Nazaré. Isso, também, parece ter sido o cumprimento da escritura, mas perceba que aqui, profetas (plural) são referidos pela cotação “ele será chamado de Nazareno”.

Deve ter sido difícil encontrar uma escritura ou até mesmo uma combinação de escrituras que combinassem essas palavras. Uma sugestão ingênua é que Isaias 11:1 em Hebreu foca no background, o qual de NZR “ramo” da vara de Jessé, uma referencia a figura messiânica também chamada como Emanuel em Isaias 7:14. Em favor dessa associação está o fato de que em Qumran, o “ramo” nesta passagem foi também interpretada messianicamente (1 QH 6.15:7.6-19).Embora uma palavra diferente em Hebreu seja usada para ramo, essa mesma maneira de falar de uma figura messiânica é encontrada em Jeremias 23:5; 33:15; Zacarias 3:8 e 6:12.

Uma outra sugestão é que Mateus tinha em mente a noção de ser um Nazireu, cujo termo pode ser substituído por “alguém separado” ou “santo para o Senhor” em LXX: “Porque eis que tu conceberás e terás um filho sobre cuja cabeça não passará navalha; porquanto o menino será nazireu de Deus desde o ventre; e ele começará a livrar a Israel da mão dos Filisteus.Então a mulher entrou, e falou a seu marido, dizendo: Um homem de Deus veio a mim, cuja aparência era semelhante de um anjo de Deus, terribilíssima; e não lhe perguntei donde era, nem ele me disse o seu nome. Porém disse: Eis que tu conceberás e terás um filho; agora pois, não bebas vinho, nem bebida forte, e não comas coisa imunda; porque o menino será nazireu de Deus, desde o ventre até o dia da sua morte.” Juízes13:5-7 (Isaias 4:3; Juizes: 16:17). Jesus então é visto como alguém santo para Deus, uma conclusão que pode encontrar apoio em Mateus 19:10-12 se Jesus está se referindo a si mesmos. Entretanto, a caracterização comum de Jesus com alguém que comia e bebia com os pecadores e nos casamentos (ver João 2 a Marcos 1-3) não condizem com as noções que comportam dos votos Nazireus. Essa sugestão então parece menos provável do que a conexão com o ramo oráculo.

Na superfície das coisas, a impressão deixada por esse registro é que José e sua família estão mudando para Nazaré pela primeira vez. O que é estranho sobre esta história é que certamente, um outro filho de Herodes; Herodes Antipas, estava governando a Galiléia, então porque a Galiléia seria melhor para a família do que a Judéia? Mas então precisa se questionar também porque José se mudou pra uma cidade tão fora de mão a menos que houvesse conexões familiares ali. Ou ela foi escolhida precisamente porque em uma cidade de 500 a 1500 habitantes no máximo, eles poderiam desaparecer ou ficar imperceptível? Não é uma cidade mencionada em lugar nenhum do Velho Testamento ou nas antigas fontes Judaicas, o que pode explicar o porquê era tão difícil relacionar Nazaré com o Velho Testamento. Embora muitos estudiosos pensem que seja difícil reconciliar esse assunto com o que Lucas 2:39-40: “E, quando acabaram de cumprir tudo segundo a lei do Senhor, voltaram à Galiléia, para a sua cidade de Nazaré. E o menino crescia, e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele.” que diz, o qual sugere que a família de Jesus era originalmente de Nazaré, ambos registros concordam neste ponto chave – que Jesus cresceu em Nazaré e veio a ser chamado de Jesus de Nazaré. É interessante que um dos principais dos sacerdotes se mudaram para lá após a queda de Jerusalém em 70 D.C., o que sugere que ela era vista como um lugar ritualmente puro.

Ben Witherington III, Matthew, (Macon: Smyth & Helwys Publishing, 2006) .

Bem Witherington III é professor de Interpretação do Novo Testamento em Ashbury Teologial em Wilmore, Kentucky.
Ben Witherington III Photo

Cidades, Vilas e Aldeias: Nazaré em Contexto

Cidades, como o local de habitação das elites, dominando as paisagens geográficas e sociais de grego-romana antiga. As elites construíam, controlavam e habitavam as cidades. Cesaréia e Jerusalém, certamente, eram os maiores centros urbano na Judéia. Herodes, o Grande, construiu Cesareia para prover um porto na costa da Palestina e uma declaração monumental de lealdade a César Augusto. As cidades principais na Galiléia da época de Jesus incluíam a Sepphoris (atual Zippori) e Tiberias. Essas cidades foram fundadas por Herodes Antipas e eram a sede dos oficiais Herodianos. Não surpreendentemente, na visão de interesse do movimento de Jesus, elas nunca são mencionadas nos Evangelhos. Cafarnaum, Tarichese (Magdala), e Cana eram cidades administrativas para pesca e agricultura. Camponeses da zona rural da Galiléia viviam em pequenas vilas semelhantes a Nazaré ou Nain.

K.C. Hanson and Douglas E. Oakman, Palestine in the time of Jesus: Social Structures and social Conflicts (Minneapolis: Fortress Press, 1998), 116-117

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K.C. Hanson tem ensinado estudos bíblicos na Escola Teológica Episcopal e na Escola de Teologia em Claremont, Universidade de Creighton e Faculdade São Olavo.

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Douglas E. Oakman é o reitor de Humanidades e professor de Religião na Universidade Pacífico Luterana, Tacoma, Washington.

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O que são os Evangelhos Sinópticos?

quinta-feira, fevereiro 21st, 2008

Entre os quatro Evangelhos canônicos: Mateus, Marcos e Lucas, algumas vezes são chamados de “Evangelhos Sinópticos”. Literalmente, sinóptico significa “com os mesmos olhos” e se referem aos fatos que esses Evangelhos compartilham o mesmo material e são relativamente próximos uns dos outros.

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Qual era a aparência de Jesus?

quinta-feira, fevereiro 21st, 2008

Frequentemente existe uma sutil tensão entre a idéia de Jesus como um modelo de perfeição física e mental e a idéia expressada em Isaias de que “olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos” (Isaias 53:2). Esta passagem levanta algumas questões intrigantes. O que Isaías quis dizer quando falou que o Messias mortal não teria “boa aparência?”. Devemos considerar que o Jesus mortal pode ter tido uma aparência que fosse diferente do Senhor fisicamente perfeito e ressuscitado?

No passar dos anos, a deidade tem sido retratada como a manifestação direta de visão de perfeição física e mental de uma determinada cultura. A visão de artistas ocidentais de Cristo é, portanto, geralmente baseada em suas próprias culturas e sua própria sociedade e não na cultura e sociedade da Palestina Judaica do primeiro século. Uma imagem padrão de Jesus foi criada pela cultura ocidental no fim da idade media, e embora todas as sociedades modifiquem um pouco essa imagem, a representação básica permanece de certa forma constante desde então. Certamente, essas imagens são baseadas em descrições de artistas que não o conheceram de experiências pessoais para saber como Jesus parecia, nem tiveram acesso a uma descrição autentica por escrito feita por alguém o que o tivesse conhecido.

As pessoas na antiguidade eram geralmente suscetíveis a doenças, não tinha tratamento dentário adequado e não tinham as mesmas oportunidades de higiene pessoal que a maioria das pessoas ocidentais tem e esperam ter, como o xampu, por exemplo. Devido as restrições diretas, as pessoas eram geralmente menores do que as que vivem atualmente. Além do mais, Jesus era um judeu que viveu no Oriente Médio mais de dois mil anos atrás. Ele falava uma língua diferente e vivia em uma cultura que em muitas maneiras eram completamente diferentes das nossas culturas atuais. Ele tinha um acesso limitado a culinária – uma falta não apenas na variedade dos alimentos, mas também de qualidade e quantidade (como carne fresca). É bem provável que ele não tinha os padrões atuais de trocar de roupa diariamente, usando sempre roupas mais limpas. E seus hábitos de banho, baseado na própria cultura, certamente não foram como as nossas sessões atuais de limpeza. Seu acesso à tratamentos médicos e dentários eram limitados, comparado aos nossos padrões, e como a maioria dos seus conterrâneos de Nazaré e Cafernaum, ele raramente tinha as vantagens sanitárias que os Romanos tinham, e que podia ser encontrado em Jerusalém ou nas grandes cidades do império. Talvez ele fosse relativamente pequeno, comparado com muitos homens hoje em dia, tivesse a face em forma de uma oliva, características angulares, sobrancelhas proeminentes, olhos castanhos, cabelos castanhos ou negros, e uma barba negra ou castanha, embora possam ter tido alguns judeus na antiguidade com genes recessivos de olhos azuis e cabelos ruivos.

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Jesus foi humano de alguma forma?

quinta-feira, fevereiro 21st, 2008

Marcos, mais do que qualquer outro escritor, preserva a humanidade de Jesus nas Narrativas da Paixão. Sua oração no Getsemane pode ser usada como exemplo: “Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; afasta de mim este cálice” (Marcos 14:36). Em sua narrativa, Marcos informa aos que estão ouvindo a história de que Jesus precisava dormir, comer, ficar sozinho e, certamente, orar – fazer essas coisas é algo humano.

Se as histórias contadas por Marcos forem baseadas nas memórias de Pedro, podemos estar vendo uma palavra – uma gravura baseada nas próprias coleções de Pedro. Se assim for, podemos apreciar a franqueza retratada e apresentada aqui, a qual é particularmente crítica com o próprio Pedro. Deve ser lembrado que o verdadeiro nome de Pedro é Simão. Jesus lhe deu o nome de Pedro (do grego ou latim) ou Cefas (em hebraico ou aramaico), o qual significa pedra ou rocha. Em Marcos, Pedro sempre é sempre chamado pelo nome que Jesus lhe deu até esse ponto, onde Jesus diz: “Simão, dormes?” (Marcos 14:37, ênfase adicionada). Talvez o fato de Jesus usar Simão ao invés de Pedro, e significante, revelando que Pedro ainda não tinha se tornado “a rocha”.

Marcos retrata a agonia de Jesus no Getsemane de maneira clara e em uma linguagem comovente. Jesus é o Filho de Deus, ainda assim ele recebe o desejo humano de viver, de evitar o sofrimento e a morte. O nome que Jesus usa ao clamar a Deus é Aba (Pai), exaltando a emoção dessa cena trágica. Uma outra tradução da Bíblia toca no assunto de maneiras diferentes, o qual nos ajuda não apenas sentir o que a escritura diz, mas também a entendê-la melhor: “E tomou consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, e começou a ter pavor, e a angustiar-se. E disse-lhes: A minha alma está profundamente triste até a morte; ficai aqui, e vigiai. E, tendo ido um pouco mais adiante, prostrou-se em terra; e orou para que, se fosse possível, passasse dele àquela hora. E disse: Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; afasta de mim este cálice; não seja, porém o que eu quero, mas o que tu queres” (Marcos 14:33-36).

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